O Brasileirão fica fora do Top 10 dos campeonatos de maior público no mundo.


O campeonato é bom. Nas rodadas sem clássicos de tradicional rivalidade estadual, o telespectador com acesso ao pay per view tem até dificuldade para escolher que confronto interestadual vai ver. Hoje por exemplo: Flu 2×2 Grêmio, Bahia 0x1 Palmeiras, Inter 2×3 Figueira ou Coritiba 2×1 Náutico? Santos 2×2 Atlético ou Cruzeiro 2×0 Corinthians ou ainda Portuguesa 0x0 Flamengo? Quando a briga não é pelo título ou por vaga na “Liberta”, é para fugir do rebaixamento.

No entanto, o Brasileirão não passa do 13º lugar no ranking dos 20 campeonatos nacionais com maior média de público do mundo, divulgado esta semana pela Pluri Consultoria. Segundo o relatório, que levou em conta a última temporada completa das principais ligas nacionais do planeta bola, a Bundesliga lidera o ranking, com um público total de 13.795.286 torcedores. Média de público por jogo estrondosa: 45.083. Taxa de ocupação dos estádios na primeira divisão alemã alcança acachapantes 93%, superados apenas pela Premier League inglesa (97%).

A Allianz Arena está sempre toda lotada nos jogos do Bayern de Munique
A Allianz Arena está sempre toda lotada nos jogos do Bayern de Munique…
Mas os ingressos que não vão ser usados são recolocados à venda…
… é a chance de ver um jogo do Bayern em casa, na Bundesliga

Segundo o ranking da Pluri Consultoria, os cinco campeonatos com maior público são:

  1. Campeonato Alemão
  2. Campeonato Inglês
  3. Campeonato Espanhol
  4. Campeonato Mexicano
  5. Campeonato Italiano, que caiu bem nas últimas décadas (apenas 51% de ocupação dos estádios)

A Major League Soccer americana, o futebol holandês, o campeonato francês e até as segundonas inglesa e alemã (ambas muito bem organizadas), o campeonato chinês (país mais populoso do planeta, é bom lembrar) e a liga japonesa levam mais gente aos estádios do que o Brasileirão, que em 2011 teve média de 14.897 torcedores por jogo (44% dos lugares nos estádios foram ocupados).

O excelente blog Futebol de Campo citou um dado da mesma Pluri: 7 milhões de ingressos encalharam no Brasileirão 2011 (menos 200 milhões de reais nos cofres dos clubes).

A saída não é mudar a fórmula, claro que não. Deixo claro que sou “pontoscorridos.com.br”, no caso do campeonato mais longo. Mata-mata? Já temos: a Copa do Brasil. A saída é oferecer mais conforto ao torcedor, promover muito mais o espetáculo (que é bom), como os programas tipo sócio-torcedor e acima de tudo, ter um calendário mais racional.

Acredito que a partir da (re)inauguração de estádios populares como Maracanã e Mineirão, que ficarão muito mais modernos, e a entrega das novas arenas do Grêmio e do Corinthians, essa média do Brasileirão vai subir e muito. Mas é preciso se preparar para fazer com que o torcedor vá e volte, sempre. Que os estádios continuem a receber grandes públicos depois que passar o cheiro de novo das cadeiras.

Mas será que o Brasil é mesmo o país do futebol?

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Flâmula: Everton de Viña del Mar


A flâmula do dia é do Everton de Viña del Mar, fundado no glorioso 24 de junho, mas lá em 1909. Os “auriazules” foram campeões chilenos quatro vezes – a última no Torneio Apertura 2008, festejada no “banderín” que ilustra o post – mas atualmente disputam a segunda divisão. A flâmula é só um belíssimo pretexto para recomendar um post do blog Futebol de Campo, que visitou o estádio de Viña del Mar, o Sausalito, 50 anos depois da Copa do Mundo de 1962 – a seleção brasileira, que conquistou o bicampeonato no Mundial do Chile, jogou toda a primeira fase e as quartas de final no Sausalito. Êeeeta estádio pé quente! Bom, pelo menos pra seleção canarinho. Veja aqui o post do blog Futebol de Campo, muito bem ilustrado.

Aliás, o mesmo Futebol de Campo publica um texto sobre a reforma do Sausalito – e do estádio Playa Ancha, de Valparaíso, que passará a se chamar Don Elias Figueroa – para a Copa América de 2015. Hey, ho, let´s go! Continuar lendo “Flâmula: Everton de Viña del Mar”

O estádio dos Carboneros

Atualizado em setembro/2014

“Banderín” (flâmula, em castelhano) do Clube Atlético Peñarol, que anunciou a construção de um estádio na região de Montevidéu. A Arena Peñarol terá capacidade para 40 mil pessoas, mas pode ser ampliada para receber 55 mil “manyas” se der certo a Copa conjunta entre Uruguai e Argentina, em 2030.
O vídeo abaixo – do canal oficial do Peñarol no You Tube- mostra o estágio das obras em agosto de 2014.


“Manyas” é um apelido dos torcedores do Peñarol e nome de um filme sobre a paixão desses “hinchas”, atração do Canal Brasil, sessão Cone Sul, à meia-noite de hoje para segunda (veja a resenha no post anterior).
Os “carboneros” mandam seus jogos no histórico estádio Centenário, sede da Copa de 1930, que já foi assunto de um rolê do Fut Pop Clube.

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Estádio do Bessa Século XXI | Boavista FC, no Porto.

Rápido rolê do Fut Pop Clube pelo axadrezado Boavista, da cidade do Porto. O Estádio do Bessa, que  completa 40 anos em 2012, foi reformado para a Euro 2004 e … os Panteras não saíram mais da crise. O Boavista fez neste mês 109 anos de história. Foi campeão português na ‘época’ 2000-01, de 5 Taças de Portugal e de 3 Supertaças, mas hoje disputa a II Divisão Centro (equivalente à ‘terceirona’). Tomara que os Panteras Negras retomem assim que possível o caminho da primeira divisão portuguesa. Deve ser muito maneiro ver jogo no estádio do Bessa Século XXI.

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Alvalade XXI e os botecos do centro do Rio


Cachecol do Sporting Clube de Portugal, alusivo ao estádio Alvalade XXI, encontrado num bar do centro do Rio de Janeiro (o Casual). Por coincidência, o Alvalade XXI completou 9 anos esta semana.
No mesmo quarteirão, vi na Adega do Timão (!!!) um poster do Sporting e a flâmula abaixo, comemorativa da participação no Troféu Ramón de Carranza, em Cádiz, 1986 (aliás, hoje terminou a edição 2012 do tradicional torneio de verão espanhol. Deu Nacional da Ilha da Madeira).
O novo estádio do Sporting foi contruído para a Euro 2004 e inaugurado em 6 de agosto de 2003, com uma vitória da “equipa” da casa sobre o Manchester United por 3 a 1. Dentro do post, republico o rolê do Fut Pop Clube pelo Alvalade XXI.
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FC Zürich


Flâmula da semana: Fussballclub Zürich, que em 1º de agosto completou 116 anos! O FC Zürich, ou FCZ, já conquistou o campeonato suíço 12 vezes. E a Copa da Suíça em 7 oportunidades. O clube manda seus jogos no estádio Letzigrund, que foi reconstruído para abrigar 3 jogos da Eurocopa 2008.
No rolê do Fut Pop Clube pela loja do FCZ, em 2011, as paredes tinham uma coleção de camisas retrôs do clube. Boa ideia. Confira.

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No clássico dos hexacampeões, só deu São Paulo.

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Era o jogo “Vamos sair da crise?”. E o hexa de casa se deu melhor. 2 vira, 4 a 1 acaba. Melhor atuação do São Paulo neste Brasileirão, com a estreia do seu capitão, o goleiro&artilheiro Rogério Ceni na edição 2012. O que contribuiu e muito para o bom público no Morumbi. Mais de 33 mil pessoas. Deveria ser proibido abrir esse estádio tão grande para menos de 20 mil pessoas. Rogério não vai jogar pra sempre. É bom o torcedor são-paulino aproveitar. Em post anterior,atualizei a lista com todos os 103 gols de Rogério Ceni.
Luís Fabiano mais tranquilo, deixou uma dobradinha, e o jovem Ademílson em grande tarde.
Olha, no Flamengo o trem tá feio. Posso estar muito enganado, mas não sei se Dorival Júnior é “o cara” para arrumar o time rubro-negro. Continuar lendo “No clássico dos hexacampeões, só deu São Paulo.”

Pacaembu

O estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, sede de mais uma final da Libertadores, em fotos do site World Stadiums.

http://www.WorldStadiums.com
http://www.WorldStadiums.com
Capa do livro do professor João Fernando Ferreira

O estádio municipal Paulo Machado de Carvalho foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença de Getúlio Vargas (ditador, no período do Estado Novo, 37-45), Adhemar de Barros (interventor federal em SP) e Prestes Maia (prefeito), mas a bola só rolou no dia seguinte. Rodada dupla. O Palmeiras ainda se chamava Palestra Itália. Na primeira partida, goleou o Coritiba, então campeão paranaense, por 6×2. Mas coube ao ponta Zequinha, do Coxa, a honra de marcar o 1º gol do estádio. A partida de fundo reuniu os campeões paulistas e mineiros: Corinthians 4×2 Atlético. São informações que estão no livro “A Construção do Pacaembu”, de João Fernando Ferreira (mestre em História que pesquisa futebol), lançado na Coleção São Paulo no Bolso da editora Paz e Terra. O pocket-book do professor contextualiza o nascimento do Pacaembu na história do futebol na cidade de São Paulo, com jesuítas, Charles Miller, clubes de elite x clubes populares, amadorismo x profissionalismo, uso do esporte por políticos. Para chegar à rodada dupla que inaugurou o estádio municipal. João Fernando Ferreira também dedica algumas páginas à estreia no São Paulo de Leônidas da Silva, o diamante negro, homem de borracha da Copa de 38. Foi num Majestoso contra o Corinthians, em 1942, que terminou em 3×3 e tem até hoje o recorde de público do Pacaembu: 72.018 pagantes. E olha que no lugar do horroroso tobogã de hoje, havia uma lindíssima concha acústica. Continuar lendo “Pacaembu”