O Palmeiras, com todo o cartaz.

Poster do filme "Palmeiras - O Campeão do Século". Estreia: 22 de setembro de 2016.
Poster do filme “Palmeiras – O Campeão do Século”. Estreia: 22 de setembro de 2016.

O Palmeiras está com o maior cartaz. Não só lá no alto do Brasileirão 2016, como em cinemas de Sampa, São Bernardo, Ribeirão e Jundiaí, a partir desta quinta, 22 de setembro. “Palmeiras – O Campeão do Século”, o segundo filme do jornalista Mauro Beting, dirigido a quatro mãos com Kim Teixeira (produtor executivo da estreia de Beting, 12 de Junho de 1993), conta os 102 anos de história do alviverde, da fundação como Palestra Itália e o primeiro título paulista ao último pênalti da Copa do Brasil 2015, passando é claro pela Copa Rio 1951 (o mundial do Verdão), o fim do jejum e a Libertadores de 99. É mais uma produção sobre futebol da Canal Azul (o próprio  12 de Junho de 1993100 Anos de Seleção Brasileira e vários filmes sobre outros times)

Confira o trailer:

A partir de 22 de setembro de 2016 nos cinemas:

  • Espaço Itaú Pompeia – Shopping Bourbon
  • Cinépolis – São Bernardo Plaza Shopping
  • Cinépolis – Iguatemi Ribeirão Preto
  • Cinépolis – Jundiaí Shopping

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Maracanã, 62 anos de “praia”

O post é de 2012.

Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: “Maracanã, Meio Século de Paixão”, que saiu em 2000, pela editora DBA

Principal cenário do Mundial de 1950, local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. Tantos Fla-Flus, Clássicos dos Milhões, Clássicos da Paz, Clássicos Vovôs. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 12 anos atrás pela DBA. Continuar lendo “Maracanã, 62 anos de “praia””

Palmeiras de roupa nova, inspirada na camisa que venceu a Copa Rio de 1951.

Publicado em 1º de junho de 2011

http://www.mundopalmeiras.com.br

Aí vai a imagem da nova camisa do alviverde. As novidades são a gola V e o distintivo só com o “P”, como o uniforme usado pelo Verdão que venceu a Copa Rio 1951 – que para o clube de Palestra Itália e muitos pesquisadores foi um mundial de clubes.

No lançamento,a presença de  um dos heróis de 1951: o goleiro Oberdan Cattani.

O Palmeiras usou esse distintivo com o “P” na camisa entre 1942 e 1959, quando o emblema atual (que já era símbolo institucional desde 1942) ganhou lugar no lado esquerdo do peito. Um pouco confuso? O site do Palmeiras tem a linha do tempo dos distintivos de camisa e símbolos oficiais.

Dentro do post, o novo uniforme nº 2, com referência às cores da bandeira italiana… e dica de um livro recém-lançado sobre a conquista da Copa Rio de 1951.

O comercial do fornecedor de uniformes é criativo e muito bem feito. Saca só.

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Sabe sempre levar de vencida

Jogão de ponta do Brasileirão daqui a pouco, entre Galo (3º) e alviverde (líder).

1942
Distintivo na camisa do uniforme... Palmeiras, 1942-59

Em 1951, o Palmeiras de Fábio Crippa (que entrou no lugar de Oberdan Cattani após o 0x4 para a Juventus de Turim na primeira fase), Salvador, Juvenal, Túlio, Luiz Villa, Dema, Lima, Ponce de León (depois Canhotinho), Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues mostrou que de fato era campeão da Copa Rio – e luta até hoje para provar que de direito foi campeão mundial de clubes no ano seguinte ao Maracanazzo. Há alguns dias, o site oficial do Palmeiras apresentou um link para áudio de 6 minutos da narração da 2ª e decisiva partida contra a Juve, , um empate em 2×2 que deu a Copa Rio 51 ao alviverde. A histórica transmissão é da equipe da rádio Continental do Rio e também pode ser ouvida no interessante site Palestrinos – que ainda tem reproduções de capas de jornais, fotos, flâmula comemorativa etc. Indicado não só para palmeirenses, mas para interessados na memória do futebol de modo geral. Continuar lendo “Sabe sempre levar de vencida”

Entrevista com Mauro Beting (final)

Seguimos com o papo via e-mail com o jornalista Mauro Beting. Abaixo, a linha atacante de raça, digo, as três últimas perguntas. Ele fala do pai, Joelmir Beting, de música -brinca de DJ!-e futebol, claro.

9 – Fut Pop Clube – Seu pai trabalhou no jornalismo esportivo antes de mudar para as páginas de economia. O estilo do Joelmir influenciou seu texto?beting

Mauro Beting – Muito. Por DNA, não por cópia. Mas, claro, sem a mesma qualidade. O que é bom é que sempre soube que eu não estava à altura dele. Nunca pretendi chegar perto. Mas, de fato, tem alguma coisa. No início de carreira, até fiz alguns textos que ele assinou. Uma baita honra. E sei que, desde o início, até sempre, as pessoas vão comparar, vão achar que ele me botou nos lugares em que trabalhei… sou tão burro que só fui trabalhar com ele depois de 17 anos de ofício. Ele é o pior nepotista que existe, embora nós façamos há 5 anos o programa mais nepotista da história da TV brasileira: “Beting & Beting” [canal Band Sports].

10 – Fut Pop ClubeVocê escrevia sobre música pop no começo dos anos 90, no jornal FT, do grupo Folha, que depois virou Agora. Que som você gosta de ouvir hoje? Que show te tiraria de casa?

Mauro Beting – Gosto desde música napolitana até rock bem alternativo. radioheadNão pude ir ao Radiohead, mas é um show que me tiraria de casa. Como Oasis[NdaR: site reformulado!]. Como REM. Como Pink Floyd. U2. Travis. Stevie Ray Vaughan (in memorian). Beatles. Kinks. João Gilberto. Tom Jobim. 10.000 Maniacs. Cowboy Junkies. Ih… tanta gente e tanto gênero. Menos breganejo e pagode, tudo eu escuto. Discothèque, blues, chorinho, hinos de clubes e de países. Nos últimos tempos, tenho até brincado de DJ, numa festa do Simoninha de MPB, e de rock lá na Funhouse, em São Paulo. É o meu maior prazer depois do futebol. por mim, tocaria todas as noites, vendo jogos antigos no telão.

11 – Fut Pop Clube -Pra terminar, uma pegadinha. Qual é o maior Palmeiras da história? O da Arrancada Heróica de 1942? O campeão da Copa Rio, em 1951? A primeira Academia que disputava com o Santos de Pelé? A segunda Academia, bicampeã brasileira? O time que saiu da fila em 93/93 e também foi bi brasileiro? O do ataque de 100 gols? Ou o campeão da América? Difícil, hein?

Mauro Beting – o que mais marcou é o de 12 de junho de 1993. Por culpa de tudo que não fizeram desde 18 de agosto de 1976, excetuando 9 de dezembro de 1979 [Nota do blog: ficou curioso? veja que jogo foi esse no Futpédia]. O futebol mais lindo que vi de verde, e dos mais lindos que vi na vida, é o do primeiro semestre de 1996. O que mais prendeu a respiração foi o de 16 de junho de 1999. Mas aquele que vi em 20 de fevereiro de 1974 ser bi brasileiro é uma rima que foi uma seleção do Brasil em 1974. Enfim, todos esses, e muito mais. Pelo futebol, o de 1996, mas durou pouco. Pela bola, fico com a segunda academia. Técnica, tática e física. E tinha Ademir. Tinha Luisão Pereira. Tinha Leivinha. Tinha Leão. Tinha Dudu. Tinha César Maluco. E tinha um moleque de seis anos que curtia o primeiro e último amor além da família. E, entre nós, tem família melhor que a do nosso time?

Fut Pop Clube -Valeu, Mauro Beting. Muito obrigado!