Quem venceria?Brasil´82 ou Alemanha 1974?

Mais um jogão imaginário, entre o Brasil de Telê e do “quadrado mágico” (Cerezo, Falcão, Zico e Sócrates), que parou na Itália de Zoff e Rossi na tragédia do Sarriá, e  Alemanha de Helmut Schön, Maier, Beckenbauer, Breitner e Müller. Quem apita o desafio virtual? Milton Leite, que está lançando As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos, e Mauro Beting, que escreveu As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos.
Milton Leite
“Duas das maiores seleções que eu vi jogar. Foi o mais difícil de opinar (embora nenhum dele seja fácil). A genialidade e a movimentação dos brasileiros, contra o pragmatismo com muitos craques dos alemães… Vou para o muro de novo: 1 a 1.”
Mauro Beting
“Alemanha 2 x 1. Zico abriria a contagem para o time brasileiro, mais técnico e encantador, com 29 minutos. Jogada sensacional entre Cerezo e Sócrates pela direita. Cerezo foi ao fundo e bateu para trás para Falcão fingir que iria bater e só tocar por cobertura para Zico que, de voleio, como fez contra a Nova Zelândia, se antecipar a Vogts e abrir o placar. O zagueiro alemão, que o marcava individualmente, já tinha amarelo. Mas empatou o jogo aos 39 minutos, numa saída errada da zaga brasileira. Luisinho tocou curto para Júnior, que tentou driblar Grabowski, perdeu a bola e ele chutou. Valdir rebateu para dentro da área, onde estava Vogts, que marcava Zico até na área brasileira. O camisa 2 pegou de canela e empatou. Aos 5 do segundo tempo, Breitner entrou pela meia esquerda, cortou para dentro e mandou uma bomba de pé direito. A bola bateu em Oscar e traiu o goleiro, no contrapé. O Brasil perderia um saco de gols e reclamou de um pênalti em Serginho Chulapa. Mas a Alemanha teve pelo menos dois pênaltis mais escandalosos não marcados. O Brasil perdeu em lances tolos. A Alemanha, que tinha um ótimo time, foi mais competente na finalização.”

Clássico imaginário:Brasil´94 x Argentina´86

Nesta terça-feira, os jornalistas Milton Leite e Mauro Beting lançam livros sobre as melhores seleções de todos os tempos. Milton Leite pesquisou os escretes brasileiros. Mauro Beting estudou as seleções gringas. Os dois livros, da editora Contexto, terão noite de autógrafos a partir das 18h30, na Saraiva do Eldorado, em SP. Vamos a mais um desafio virtual, entre uma seleção do novo livro de Beting e outra, do volume de Milton Leite. Quem ganharia? O Brasil tetra de 94 ou a Argentina bi de 1986? Os dois experts imaginam…

Milton Leite: Argentina 2×1 Brasil
“Romário e Maradona no auge.

Os dois carregaram seleções que nem eram tão brilhantes. Acho que daria Argentina, 2 a 1.”
Mauro Beting: 0x0 e Brasil vence nos pênaltis
“0 x 0 no tempo normal, com ligeiro predomínio brasileiro, 0 x 0 na prorrogação, com a Argentina mandando bola na trave com Valdano, e um jogo muito amarrado e chato. Nos pênaltis, Romário e Dunga perderam seus chutes. Valdano, Burruchaga e Maradona também. 3 x 2 Brasil. Taffarel catou os três. O gol do título foi de Bebeto. Duas equipes muito boas taticamente, mas que poderiam ser melhores. Maradona fez uma boa partida,mas abaixo do muito que sabia.”

Lançamentos em profundidade

Anotem… tempo e placar no maior do mundo… [(C) Jorge Cury].
Dica para quem Come, Bebe e Dorme… Copa do Mundo! Daqui a uma semana, na terça-feira, 16 de março, os jornalistas Mauro Beting e Milton Leite autografam seus livros recém-lançados pela Contexto: As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos é o novo do Mauro Beting. As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos é o primeiro do locutor do canal campeão. Dia 16, 18h30, na megaloja da Saraiva no shopping Eldorado, em São Paulo. Os dois livros já estão nas livrarias físicas e online. Saiba mais no post anterior. Continuar lendo “Lançamentos em profundidade”

Tabelinha MemoFut-Museu do Futebol

Tive a oportunidade de acompanhar a segunda palestra da série Brasil nas Copas, sobre os Mundiais de 50, 54, Complexo de Vira-Lata e, especialmente, o Maracanazzo. Um dos palestrantes, o jornalista Roberto Muylaert, foi um dos 200 mil torcedores que superlotaram o Maracanã naquele 16 de julho de 1950. O outro, o jornalista Geneton Moraes Neto, coletou depoimentos dos titulares da Seleção que disputou o IV Campeonato Mundial de Futebol.

Dossiê 50-Os Onze Jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro é o livro de Geneton (esgotado no site da editora Objetiva; com sorte e ajuda de são google pode ser encontrado em sebos virtuais). Geneton relatou histórias engraçadas, curiosas e tristes, a partir dos depoimentos dos 11 que perderam a partida para o Uruguai. Como Friaça, que fez o gol brasileiro na 1ª final de uma copa disputada no Maraca e, depois da virada da Celeste Olímpica, foi parar não sabe como em Porciúncula.

O último livro de Roberto Muylaert sobre o tema chama-se Barbosa, Um Gol Faz Cinquenta Anos (RMC Editora, 2000). Foi o jornalista quem ouviu do goleiro Barbosa que ganhou as traves usadas no Maracanã na final de 50 e usou para fazer um churrasco. Muylaert também escreveu, com Armando Nogueira e Jô Soares, A Copa que Ninguéu Viu e a Que Não Queremos Lembrar (Companhia das Letras). Muylaert pediu para rodar um áudio raro: o som do Maracanão lotado cantando o hino nacional, antes da fatídica partida (da rádio Nacional). Foram lembrados o livro de Paulo Perdigão (Anatomia de uma Derrota) e o filme em curta-metragem Barbosa – em que um torcedor tão obcecado com a derrota volta no tempo a 16 de julho de 1950, com câmera VHS e tudo, invade o gramado do Maracanã, para tentar impedir o gol de Gigghia, que deu a vitória e Taça do Mundo ao Uruguai, do capitão Obdulio Varela. Acaba desviando a atenção de Barbosa e… Continuar lendo “Tabelinha MemoFut-Museu do Futebol”

E aí, pronto para Copa?

Você está pronto para torcer na Copa do Mundo? Duro vibrar por um time que tem como porta-voz o zangado Dunga, sempre rosnando a qualquer menção do nome Ronaldinh… Grrroarrr! Sem falar em novidades como Neymar…
É, pelo jeito é com esses mesmo que a Seleção vai. Bom, tomara que Daniel Alves seja titular numa das laterais ou no meio. Que Kaká não se machuque até lá e se livre da marcação. Que Luís Fabiano possa jogar e ser “o cara”, o artilheiro decisivo das Elimintatórias. Que o capitão Lúcio lidere lá atrás… Que Júlio Sérgio continue justificando porque  é o melhor goleiro do mundo – hoje é, diz esse fã do Rogério Ceni,  Buffon e Casillas aqui.
Na hora H, a gente acaba torcendo – e muito. E pelo que mostrou o festival de amistosos da última data Fifa, nessa superquarta que passou, vamos ter que secar muito:

  • a campeã da Europa, a Espanha, que tem o melhor meio de campo do mundo, com a dupla azulgrana Xavi e Iniesta, e perigosos atacantes. Conseguirá o treinador Vicente Del Bosque, bonachão como outro Vicente, o Feola, campeão do mundo em 1958, levar a Roja ao título inédito? Del Bosque já ganhou Europa e mundo com um Real galático cheio de egos em 2002… E que belo uniforme 2 é aquele azul escuro da Fúria, reserva da tradicional Roja, lançado na vitória por 2×0 sobre a França, em Saint Denis…
  • a Argentina de Maradona que venceu outro amistoso da data Adidas, digo, data Fifa, contra a Alemanha, de camisa preta nova, e em Munique, clima de pré-Copa total… Mesmo que Messi não arrebente, como não tem arrebentando com a camisa alviceleste, há talentos de sobra. Se Maradona acertar a defesa…
  • e a Inglaterra, que teve que se virar pra virar pra cima do Egito, campeão africano, mas que não se classificou para a Copa. É a candidata à Itália da vez, por toda a roupa suja lavada na imprensa amarela, marrom, de todas as cores, ambiente de crise… mas tem Wayne Rooney em grande fase.
  • e a Holanda, hein? Correria por fora. Com as tradicionais Azzurra e Alemanha.

E você, o que acha?

As Copas de 1930, 34 e 38

Cartaz da Copa de 1930

Só para lembrar que neste sábado começa Brasil nas Copas, série de 8 palestras no Museu do Futebol, em parceria com o MemoFut.  No primeiro sábado, Max Gehringer – que adora pesquisar futebol e Copas – fala dos Mundiais disputados antes da Segunda Guerra: 1930 (deu Uruguai, em casa); 1934 (deu Itália, em casa) e 1938 (deu Itália de novo, na França). A palestra vai das 10 às 12h e é de graça. O Museu, você sabe, fica no estádio do Pacaembu. Confira a programação completa da série Brasil nas Copas aqui.

A amarelinha. E os “Gaúchos Canarinhos”.

O clássico visual amarelo, com detalhes em verde, calção azul e meia branca, foi criado pelo desenhista gaúcho Aldyr Schlee, que venceu um concurso do jornal Correio da Manhã. Tema do documentário Gaúchos Canarinhos, da produtora Estação Elétrica. Dá para ver o trailer no YouTube ou no site da produtora, que também fez um filme sobre o Renner, campeão gaúcho de 1954 (Papão de 54).

Brasil nas Copas, no Museu do Futebol.

Começa neste sábado a série de 8 palestras Brasil nas Copas, parceria do Museu do Futebol com o MemoFut, que vai até 29 de maio. Os temas foram divididos assim: Copas do Pré-Guerra (1930, 34 e 38); Complexo de Vira-Lata (50 e 54); O Bicampeonato (58-62); A Volta por Cima (66/70); Nos Tempos da Ditadura (74-78); A Era Telê (82-86); A Era Dunga (90-94-98) e As Copas do Século XXI (2002-2006-2010). Segundo José Renato Santiago, do MemoFut, o objetivo não é se limitar às estatísticas e números da Seleção Brasileira, mas apresentar também as curiosidades futebolísticas e sociais que envolveram o Brasil e as Copas. Confira aqui quem vai participar de cada palestra e as datas… Continuar lendo “Brasil nas Copas, no Museu do Futebol.”

O Brasil nas Copas

Max Gehringer vai dar uma palestra no Museu do Futebol, 27 de fevereiro, às 10h. A palestra não é sobre mercado de trabalho ou problemas de condomínio. Max Gehringer vai falar sobre as Copas de 1930, 1934 e 1938.

Cartaz da Copa de 1930
Cartaz da Copa de 1934
Cartaz da Copa de 1938

Comentarista da Rádio CBN e consultor do Fantástico, Max  também pesquisa futebol e em 2006 escreveu uma série de 9 fascículos sobre a história da Taça Jules Rimet, publicada pela revista Placar. “As Copas do Pré-Guerra” são os primeiros temas de uma série de oito palestras organizadas pelo Museu do Futebol e pelo grupo MemoFut, “O Brasil nas Copas”, sempre aos sábados pela manhã.

Capinha do livro do Geneton

O segundo tema, em 6 de março, será o “Complexo de vira-lata”. Geneton Moraes Neto e Robert Muylaert vão abordar a Seleção nas Copas de 1950 e 1954. Entre outros livros, Geneton escreveu “Dossiê 50 – Os Onze jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro” (ao que me parece, esgotado na editora, a Objetiva), sobre o Maracanazzo na final da Copa de 1950.
Seu Domingos D´Angelo, do MemoFut, lembra que Roberto Muylaert escreveu “Barbosa, Um Gol Faz Cinquenta Anos ” (RMC Editora, 2000) e, ao lado de Armando Nogueira e Jô Soares, lançou"A Copa que Ninguém Viu e a que Não Queremos Lembrar"A Copa que Ninguém Viu e A Que Não Queremos Lembrar” (Companhia das Letras, 1994)

Então, O Brasil nas  Copas começa no sábado, 27/02, às 10h, no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Palestras abertas ao público e de graça.

O rock e a camisa vermelha da Inglaterra

O vocalista do Kasabian apresenta a nova camisa 2 do English Team FONTE http://www.kasabian.co.uk

Se a camisa azul da Seleção Brasileira vai ser apresentada no carnaval do Rio e por Brown em Salvador, a Umbro escolheu o rock para mostrar ao mundo a camisa 2 da Inglaterra para a Copa do Mundo. O vocal da boa banda Kasabian, Tom Meighan, usou esta mítica camisa vermelha, num estilo retrô para lembrar o uniforme da final da Copa de 66,  diante de roqueiros … franceses, no bis de um show no Olympia, de Paris… O site da banda tem um clip, que você pode ver (e ouvir a vaia que o cara tomou) aqui.