Time dos sonhos


Uma dica de leitura copeira para os intervalos entre um jogo e outro. “Time dos Sonhos – Paixão, Poesia e Futebol” reúne divertidas crônicas do colorado Luis Fernando Veríssimo, publicadas em jornais entre 1997 e 2009. As crônicas não se resumem tematicamente a esse período, que passa por três Copas do Mundo. Verissimo volta no tempo e lembra da conquista do bi pela Seleção de 1962 (que completou 48 anos na quinta-feira, 17 de junho). Para o escritor, a música que o marcou na época foi “Et Maintenant”, de Gilbert Bécaud.

Livro: “Os 55 Maiores Jogos das Copas do Mundo”


Um pouco antes do Mundial 2010, a editora Panda Books lançou o livro “Os 55 Maiores Jogos das Copas do Mundo”, do jornalista Paulo Vinicius Coelho, o PVC (aqui, entrevista com PVC na época do lançamento do livro “Bola Fora”). É uma edição atualizada de “Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo”. Cinco partidas do Mundial 2006, disputado na Alemanha, foram acrescentadas.  Itália 2 X 0 Alemanha, a final Itália 1 X 1 França,  Argentina 6 X 0 Sérvia, Portugal 1 X 0 Holanda, França 1 X 0 Brasil. O N1  da lista do enciclopédico PVC continua a ser Itália 4×3 Alemanha, semifinal do Mundial de 70 no México. No Top 5 das duas edições, mais 2 clássicos de 1970: a final, Brasil 4×1 Itália, e Brasil 1×0 Inglaterra. Mais a semifinal de 1958: Brasil 5×2 França. E a final de 1966: Inglaterra 4×2 Alemanha, de polêmica arbitragem. No capítulo de cada jogo, PVC fornece suas tradicionais pranchetas, “campinhos” com desenhos táticos dos times, e muita informação de bastidores. Ouviu fontes do mundo todo.

Agora, do jeito que está o nível técnico do Mundial 2010, vai ser duro acrescentar algum jogo dessa Copa numa futura reedição do livro do PVC, hein? Pelo menos por enquanto… Que “pelada” acabamos de assistir, esse 0x0 de ralas emoções entre Inglaterra e Argélia.
Só a Argentina venceu e convenceu. Não foi só o Messi quem jogou bola. Maxi, Tévez, Higuaín, Di Maria. Será que vai acabar em tango? Na Copa, ainda é muito cedo para dizer. O certo é que neste fim de semana tem tango da OrquestraTípica Fernández Fierro, de Buenos Aires, no Auditório Ibirapuera… Hoje e amanhã, às 21h. Ingressos: 30 e 15 reais (a meia). Saiba mais aqui.

Maracanã, 61 anos de praia

Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: "Maracanã, Meio Século de Paixão", que saiu em 2000, pela editora DBA

Principal cenário do Mundial de 1950, apontado como local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Tantos Fla-Flus. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 10 anos atrás pela DBA.
João Máximo também dedica 3 capítulos a perfis dos craques que desfilaram futebol-arte pelo Maraca. Ele montou dois times de craques daqui: Um com Castilho, Djalma Santos, Bellini, Nílton Santos, Zito, Danilo Alvim, Garrincha, Zizinho, Ademir Menezes, Pelé, Tostão. Outro com mais Barbosa, Carlos Alberto, Mauro Ramos, Bauer (em 50, “o monstro do Maracanã”), Didi, Júnior, Julinho Botelho, Zico, Gérson, Roberto Dinamite e Rivellino.
E um de craques de fora: Sinforiano Garcia, goleiro paraguaio do Flamengo no tri carioca 53/54/55; Beckenbauer, Bobby Moore, Rodriguez Andrade (lateral uruguaio no Maracanazo), Platini, Obdulio Varela, Di Stéfano (disputou um amistoso Real Madrid x Vasco, em 1961), Ghiggia, Maradona, Puskas e Schiaffino.
Vale a pena procurar por aí esse livraço “Maracanã, Meio Século de Paixão”. Formato de livro de arte. E trata de futebol-arte.
Bom saber noEstadão de domingo que o produtor Diogo Dahl e o diretor Felipe Lacerda preparam um documentário sobre o estádio – lançamento previsto para 2013.
E que o Maracanã volte a ser a casa da Seleção Brasileira. Já acabaram com a alegria dos geraldinos…

Rock Flu nas ondas sonoras da Copa

Rock Flu, programa online da rádio Torcida Tricolor, chega à edição 68 em ritmo de Copa do Mundo. Serginho Duarte e Gustavo Valladares dividiram o especial copeiro em 2 partes. Cada uma com bandas e músicos “vestindo a camisa” dos países que estão disputando a taça do mundo na África do Sul. A primeira parte (com 16 atrações)  já está no ar (ouça aqui). E o convidado do Rock Flu da vez é este que vos bloga. Gostei do convite e da experiência. Entre um bloco musical e outro, o papo foi sobre Brasileirão, Libertadores, filmes e livros sobre futebol, além de meus palpites sobre a Copa (e depois de quase toda a 1ª rodada, devo agradecer por não ter entrado em nenhum bolão…). A pesquisa musical feita pela dupla tricolor foi bem legal e serviu para me apresentar a alguns sons que desconhecia e outros que não ouvia há algum tempinho. Rock Flu 68 rola a pesada cover do Angra para “Pra Frente Brasil”, o grupo de rock Savoy Truffle (do Japão), o excelente bluesman Eric Ter (“vestindo” a camisa da França), o rock bem feito do Wonderboom (do país dos Bafana Bafana), Los Bunkers (pop en español do Chile), o rock do Toad (representando a Suíça), No Brain (punk da Coreia do Sul), o músico nigeriano Fela Kuti, o ótimo grupo italiano de progressive rock Premiata Forneria Marconi (defendendo a Squadra Azzurra), Toxic Heart (Eslovênia), Pop Masina (Sérvia), Trypes (da Grécia); a banda Jet (Austrália), Khaóticos (Honduras), Osibisa (representando Gana) e a banda El Tri, representando o rock do México. Como se vê, um cardápio bem variado, musical e geograficamente. A segunda parte do especial Rock Flu com mais 16 sons do mundo e outro convidado deve ficar pronta durante a Copa. Confira no site www.rockflu.com.br .

Música e futebol, um caso de amor.

Um dos assuntos mais procurados aqui no Fut Pop Clube são as músicas sobre futebol.
Qual é a sua preferida? “A Taça do Mundo é Nossa”? “Pra Frente Brasil”, mais patriótica? “Camisa 10”, “Voa Canarinho”? Todas são legais, marcaram Copas importantes – não saem do meu tocador de MP3!-mas o namoro entre bola e violão tem muitos filhotes mais – centenas. Que o digam as pesquisas feitas por dois jornalistas, Assis Ângelo e Beto Xavier.
O gremista Beto Xavier lançou em 2009  “Futebol no País da Música” (Panda Books). Fonte da série “Som da Copa”, exibida pelo jornal Hoje no aquecimento da Copa de 2006, Beto Xavier já foi entrevistado aqui no Fut Pop Clube. Na segunda parte da entrevista, Beto deu 11 dicas de músicas, cada uma de um estilo, numa série de “posts” com a “tag” Futebol em 11 Ritmos: tem samba, choro, marcha, bossa nova, frevo, baião, samba-rock, música instrumental, rock, balada e rap. Confira aqui!
E o livro do jornalista Assis Ângelo, outro apaixonado por música, cultura e futebol do Brasil, “A Presença do Futebol na Música Popular Brasileira“, com prefácio do tricolor Ives Gandra Martins, tem um CD encartado, com duas músicas.

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Granja, nas Copas de A a Z


O “cocoricocó” que o goleiro Green, do West Ham e do English Team, engoliu no empate em 1×1 com os Estados Unidos poderia perfeitamente estar na sala que leva o nome de Granja, numa exposição muito bacana sobre os mundiais, que o Museu do Futebol inaugurou há pouco: As Copas de A a Z. Neste domingo, Chaouchi, da Argélia, também foi enganado pela Jabulani, na derrota para a Eslovênia, que lidera o grupo C. Será que a bola tem algo a ver?
Estive quinta-feira no Museu do Futebol e, talvez por ter entrada franca naquele dia, a exposição estava bem movimentada. E a montagem dessa sala Granja, com muito milho e uma TV num poleiro exibindo alguns frangos das Copas, chamou a atenção do público.
A letra C é de Chocolate, dedicada às maiores goleadas dos mundiais.
E, de Estilo: tributo à cabeleira de Valderrama.
F é de Figurinha. Na paredes, reproduções de cromos de figurões de Copas, como Puskas e Dino Zoff. Também há reproduções xerográficas coloridas de quatro álbuns de copas passadas, como a de 1950 e a de 1982 (do Ping-Pong).
M de música, com trilhas sonoras que embalaram Mundiais: “Touradas em Madrid” (cantada no Maracanã em 1950, na goleada de 6 a 1 sobre a Espanha), “A Taça do Mundo é Nossa” (58), “Pra Frente Brasil” (70), “Voa Canarinho” (82) e uma que eu não me lembrava, “O Mundo é Verde-Amarelo”, gravada por toda a Seleção de 1986.
E assim por diante, até as letras Y de Yashin, o “aranha negra”, goleiro da URSS, e Z de Zebra, claro, homenagem à zebrinha do “Fantástico” e a surpresas como EUA 1X0 Inglaterra, no estádio Independência, de Belo Horizonte, em 1950.
Criativa e muito bem montada como todas as exposições do Museu do Futebol, As Copas de A a Z são um bom passeio para quem quer curtir o clima de Copa, até 7 de novembro… (confira horários na página do Museu).
LEIA TAMBÉM:
Exposição Placar/40 Anos: Futebol História e Paixão (essa acaboui, mas no post pode ver fotos)
Blogue da Bola

O jogo da vida “deles”: EUA 1×0 Inglaterra, em 1950…

duelo de campeões12 de junho de 2010: a tabela da Copa do Mundo programou o “match” Inglaterra x Estados Unidos, em Rustenburgo, África do Sul, pelo Grupo C.
Belo Horizonte, 29 de junho de 1950. Num jogo contra a Inglaterra, os Estados Unidos aprontaram uma das maiores zebras da história das Copas, no 1º mundial organizado no Brasil. A seleção americana de “soccer” derrotou os inventores do futebol por 1 a 0, no estádio Independência,  em Belo Horizonte. Gol de Gaetjens, um imigrante haitiano. A curta saga dessa seleção americana é romanceada no filme americano “Duelo de Campeões”, disponível em DVD– o título original, “The Game of Their Lives” (o jogo da vida deles) é mais legal.
Em 2010, a Inglaterra de Rooney, Lampard e Gerrard é uma das grandes favoritas da Copa do Mundo. Em 1950, o English Team também era. Só que a seleção americana na época foi armada quase às pressas, juntando atletas de Saint Louis e costa leste, segundo o filme.  Nos últimos anos, é capaz de complicar jogo para a seleção brasileira… Por aí dá para ter ideia da zebraça que foi EUA 1 x 0 Inglaterra em 1950.
“Duelo de Campeões”, ou “The Game of Their Lives”, tem algumas locações no Brasil. Vamos até descontar as cenas do duelo entre americanos e ingleses filmadas no estádio das Laranjeiras, no Rio, como se fosse o local da partida na vida real: o estádio Independência, de BH, que  existe até hoje.
É uma boa sessão da tarde, com aquele tom épico hollywoodiano. E pensando bem, o jogo da vida daqueles 11 entusiastas do “soccer” merecia mesmo virar filme.
ATUALIZANDO: EM 12/06/10, a Inglaterra marcou no começo do jogo, com o capitão Gerrard. Mas os EUA empataram num frango do goleiro Green. 1×1 em Rustenburgo. Já o goalkeeper americano, Tim Howard, que atua no Everton, da Premier League inglesa, foi eleito pela Fifa “man of the match”. O cara. O nome do jogo.
Leia também: doc sobre o New York Cosmos e outros filmes sobre futebol.

1998: minha “estreia” em Copas

Fui à Copa do Mundo de 1998, na França, como turista.Aliás, um dos milhares de brasileiros que compraram pacotes para ver jogos do Mundial e, chegando a Paris, descobriram que iam ficar a ver navios na partida inaugural, Brasil x Escócia. Estava formado o movimento dos sem-ingresso. Alguns poucos pagaram centenas de dólares a cambistas para ver a estreia da Seleção, no imponente Stade de France. Não me arrisquei. Acabei vendo o primeiro tempo num telão, numa área externa do Stade de France, ao lado de poucos brasileiros – e milhares de escoceses. Mico total. Pressentindo que aquele relativo clima de confraternização poderia mudar radicalmente em caso de alguma eventual provocação, preferi assistir ao fim do jogo no hotel (depois de muita briga, as empresas picaretas acabaram entregando ingressos para Brasil x Marrocos e Brasil x Noruega, mas o estrago já estava feito). Fiquei com tanta raiva de viajar para França e acabar vendo o jogo pela TV que no dia seguinte peguei um TGV e me mandei para Bordeaux.
Consegui comprar um ingresso na porta do simpático estádio Parc Lescure, que lembra vagamente o Palestra Itália, em São Paulo, gramado perto da torcida.
Num 11 de junho como hoje, Itália (vice-campeã em 94) e Chile jogaram pelo grupo B. De uniforme branco, a Squadra Azzurra saiu na frente. Contra-ataque veloz italiano: passe de Baggio para Vieri. Gol. 1×0. A seleção treinada por Cesare Maldini recuou demais. Parecia meio óbvio o que ia acontecer. Não deu outra. O Chile, que tinha os ídolos Ivan Zamorano e Marcelo Salas no ataque, chegou ao empate no finzinho da 1ª etapa. E virou na segunda. Dois gols de Salas. A Azzurra ganhou um pênalti nos últimos minutos. Quem se preparou para bater. Roberto Baggio. Justamente o responsável pelo último lance da copa anterior: aquele pênalti isolado sobre o travessão de Taffarel (“é tetra, é tetra!”). Desta vez, Baggio acertou a rede. 2×2. Repare na tristeza do narrador da TV chilena neste vídeo com os melhores momentos (link aqui).
O que achei muito curioso: apesar de a Itália ser vizinha da França, a torcida chilena me pareceu mais numerosa e muito mais barulhenta naquela tarde de Copa em Bordeau. “Chi-chi-chi, Le-le-le”.
Jogaço, cheio de estrelas do futebol nos anos 90. Devo dizer que foi difícil segurar a emoção de estar ali, por tudo o que tinha rolado de sacanagem com turistas brasileiros, sim, mas principalmente por ver pela primeira vez uma partida de Copa do Mundo, in loco, 20 anos depois de começar a acompanhar seriamente um Mundial pela TV (o de 1978). O Chile (que tinha atletas que passaram por clubes brasileiros, como o goleiro Tápia e o meia Sierra) ficou em segundo lugar no grupo. Que azar. Pegou o Brasil de cara, nas oitavas. Show de Ronaldo Fenômeno, Rivaldo Maravilha e cia no Parque dos Príncipes, estádio do PSG, em Paris. 4×1. A Itália foi mais adiante, só caiu nas cobranças de pênaltis ante a futura campeã, a França, nas quartas de final.

Copa 78

A Mostra Cinema e Futebol (do Canal Brasil) e os DVDs da Coleção Copa, de Placar/Abril, me deram a oportunidade de acompanhar duas versões distintas sobre o polêmico Mundial de 78, na Argentina, o último na América do Sul até que a bola role sabe lá em que estádio brasileiro no inverno de 2014. “Copa 78: O Poder do Futebol” passou no começo da semana no Canal Brasil. “Argentina Campeones”, título original do filme oficial da Copa de 78, chegou às bancas na coleção de DVDs da Abril. E o engraçado é que nos créditos alguns nomes coincidem, como o do diretor Maurício Sherman, bem como muitas das imagens são as mesmas. Mas o texto… ah, o texto é bem diferente.
O DVD lançado pela Abril, que é o filme oficial da Copa, mostra o torneio jogo a jogo, começando com um clip de lances … bem violentos! Sim, é mencionado que o Mundial foi disputado num país sob ditadura, junta militar que derrubou Isabelita Perón.
Mas é o documentário “Copa 78: O Poder do Futebol”, exibido no Canal Brasil, que toca mais o dedo na ferida do Mundial disputado durante a ditadura de Jorge Videla. Abre com o depoimento de um dirigente dos Montoneros (grupo guerrilheiro argentino) a um jornalista, falando em trégua no período da competição. Cita os boicotes, as campanhas contra o Mundial na Argentina. E no que diz respeito ao futebol, bola rolando, mesmo, Sherman e o codiretor Victor di Mello assumem uma postura autoral, bem crítica ao esquema tático e “futebolês” próprio do técnico brasileiro Cláudio Coutinho – o texto, narrado pro Sérgio Chapelin, dá umas duas estocadas nos termos “overlapping” (avanço do lateral direito) e “jogador polivalente”, muito usados por Coutinho. A entrevista em que o treinador se diz “campeão moral” é repetida algumas vezes. O técnico argentino César Luís Menotti, homem que teve a marra de barrar o jovem Maradona naquela que poderia ser 1ª Copa de Diego, tem destaque maior no filme. Sempre polêmico.
Também estão no documentário “Copa 78: O Poder do Futebol” a chamada “batalha de Rosário” (o vergonhoso Brasil 0x0 Argentina – Coutinho escalou o volante Chicão, que tinha fama de durão; o clássico foi um festival de pontapés) e a goleada da Argentina sobre o Peru do goleiro Quiroga por 6×0 (os hermanos jogaram depois do Brasil e já sabiam quantos gols precisavam marcar para ir à final).
Pessoalmente, a Copa de 78 foi a primeira que acompanhei de ponta a ponta, na TV. Apesar de nomes como Zico, Rivellino, Dinamite, Reinaldo, Oscar, Leão, Nelinho, Jorge Mendonça, Dirceu e Gil, a seleção brasileira não me encantou especialmente (a primeira fase, então, foi pífia). Não torci contra a Argentina na final, apesar do resultado suspeito contra o Peru. Fui exceção entre os meus colegas de quinta série. Quase todos os outros coleguinhas de sala torceram pela Holanda, certamente não em protesto contra a ditadura argentina, mas para secar o time que eliminou o Brasil. Se eu fosse maiorzinho, teria conhecimento sobre o que acontecia nos quartéis argentinos. Muito provavelmente teria optado pela Holanda (se bem que duvido que não festejasse o tri brasileiro em 1970 porque vivíamos sob uma ditadura – outro filme, o delicioso “O Ano Em que Meus Pais Saíram de Férias”, aborda esse dilema de torcedor/cidadão). Continuar lendo “Copa 78”