Holanda x …

A Holanda da dupla Sneijder e Robben, 100% de aproveitamento na África do Sul, é uma finalista – algo sem graça – do Mundial 2010.
A Laranja terá direito à revanche da final da Copa de 1974, contra a Alemanha?
Ou teremos um campeão inédito, numa final Holanda x Espanha?
Saberemos amanhã, neste mesmo bat horário.
Ao bravo Uruguai, prejudicado por um gol irregular,  parabéns pela excelente campanha. Tabarez errou na escalação: deveria ter começado com Forlán e 2 atacantes. Acho que a Celeste brigará pelo 3º lugar como se fosse a medalha de ouro. E merece.

Uma Copa do Mundo de bandas!

Está no ar desde as quartas de final a edição 69 do programa online Rock Flu, com a segunda parte do especial Copa do Mundo. Desta vez, o convidado de Serginho Duarte e Gustavo Valladares para comentários sobre futebol e música é o guitarrista Renato Zanata, da banda Zanata & Blues Trio, agora um dos titulares da coluna Futebol Argentino, no globoesporte.com. São mais 16 sons, cada um “vestindo” a camisa de uma seleção do Mundial 2010. Países que ainda estão na disputa, que caíram nas quartas, nas oitavas ou não passaram da primeira fase. No Rock Flu, como nas Olimpíadas, o que importa é participar!
Quem ganharia um mata-mata sonoro entre a banda Buitres, vestindo com a conhecida garra uruguaia a linda camisa da Celeste Olímpica e o veterano grupo Golden Earring, com a não mais bela camisa laranja da Holanda?
Podemos até pensar em revanches musicais: Kraftwerk, da favorita Alemanha, pais da música eletrônica, versus Kaiser Chiefs (banda de Leeds, Inglaterra, nome que faz uma referência ao Kaizer Chiefs, time de futebol de Johanesburgo, África do Sul).
Quem ganharia: os Heroes Del Silencio (extinto grupo de hard rock de Zaragoza, Espanha) ou Os Pontos Negros (Portugal)?
Divididos veste a camisa albiceleste da forte cena rock da Argentina). Horkýže Slíže representa o rock da Eslováquia, novata em Copa que eliminou a Azzurra. Também tem música de banda roqueira do Paraguai: Los Rockers.
Elvis Presley, o rei do rock, foi escolhido para representar o supreendente time de Donovan, a seleção de “soccer” dos Estados Unidos.
Os tricolores Serginho e Gustavo não esqueceram quem dançou na primeira fase. Da terra de Didier Drogba, vem o Zoanet Comes (cantor de reggae da Costa do Marfim). Da Nova Zelândia, o país do time dos all blacks ou all whites, dependendo do esporte, se rugby ou futebol, o Rock Flu pescou a banda Atlas. E a Dinamáquina? Não foi deixada de lado, não! Do fundo do baú do rock, o programa tirou o Moses, um trio dinamarquês de hard rock dos anos 70, cujos vinis viraram uma raridade. Da Coreia do Norte (Pochonbo Electronic Ensemble, uma orquestra. E o que mais me chamou a atenção, representando a Argélia, foi Rachid Taha, com uma maneiríssima cover de “Rock the Casbah”, clássico da essencial banda The Clash (discão “Combat Rock”). Coprodutor e um dos apresentadores do programa, Serginho me recomenda o balanço jazz do Manu Dibango, de Camarões.
Acesse www.rockflu.com.br e baixe. Copie num pen e ouça no carro ou enquanto navega aqui pelo blog… Hahaha!

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Sou Copa do Mundo.com.br

Nada como mais três partidas muito interessantes de quartas de final para combater a ressaca de mais uma eliminação do Brasil nessa fase de Copa do Mundo. Ainda na sexta-feira, que jogo histórico foi Gana 1×1 Uruguai! Golaços de fora da área, prorrogação, aí vai o atacante Suárez (já importantíssimo para a Celeste por seus gols), dá uma de goleiro, salva o gol certo, e faz o pênalti que Gyan, artilheiro de Gana, explodiria no travessão. A sorte estava lançada. E favoreceu o Uruguai, que – com ajuda de mais dois pênaltis muito mal cobrados pelos ganeses e da loucura do botafoguense Abreu- volta a uma semifinal de Copa do Mundo depois de 40 anos. A última foi no México em 70.
“Casca grossa” será o adversário laranja da Celeste na terça-feira. A Holanda busca sua terceira final (depois de 32 anos) e a 1ª taça. O treinador Oscar Tabarez terá muitos desfalques. Mas quem diria que o Uruguai seria o sul-americano (e o único) presente nas semifinais na África do Sul? Acho que nem Pablo Forlán, pai do camisa 10 uruguaio, poderia imaginar isso.
Hoje cedo, a final antecipada da Copa. Argentina, duas estrelas na camisa, muitas no gramado, e a maior delas no banco. Maradona. Do outro lado, a Alemanha, três estrelas sobre o escudo, e um time jovem. Um gol logo aos 2 minutos e uma muita marcação pararam a Albiceleste de Messi, Tévez, Higuaín. No segundo tempo, veio o chocolate histórico. No contra-ataque, mais um, dois, três gols alemães. Sim, a Alemanha encanta. E como jornais argentinos disseram dos brasileiros, os hermanos também terão se contentar com a Copa pelas telas LCD… Deu pena de Maradona, figuraça polêmica como sempre. E o naufrágio de seu time não é uma boa notícia para quem gosta de futebol com muitos atacantes – pelo menos não com defensores assim tão fraquinhos, da meta à lateral-esquerda.

Alemanha que fará a outra semifinal contra a Espanha (revanche da final da Euro 2008?). La Roja que sofreu um bocado para eliminar la Albirroja, Paraguai. Em outro jogo maluco, com um roteiro rocambolesco – em parte, graças às lambanças do juizão. Grandes atuações de Villar, goleiro paraguaio. E no lado da Espanha, bolões de Iniesta e seu futuro colega de Barcelona, David Villa, artilheiro da Copa (“pichichi”, na Espanha), com cinco gols – quase sempre decisivos. Desde o Mundial de 1950, no Brasil, a Espanha não chegava entre os quatro melhores do mundo.
Para quem você vai torcer? E quem você acha que ganha? Gostou do Mundial? No mínimo, foi igual aos de 2002 e 2006, não?

De almanaque: os apelidos das seleções

Seleção Canarinho x Oranje (Laranja).
Celeste x Estrelas Negras.
Albiceleste x Mannschaft.
La Roja x Albirroja.
Com uma ajudinha do “Almanaque do Futebol Sportv”, dos jornalistas Gustavo Poli e Lédio Carmona (editora Casa da Palavra), lá vai uma listinha com os apelidos das 8 seleções que disputam as quartas de final do Mundial 2010 na África do Sul. Em geral, determinados pela cor da camisa. Canarinho, você sabe, é o nosso escrete, que no entanto entra em campo nesta sexta-feira em Port Elizabeth de camisa azul. Para diferenciar da Oranje, ou Laranja, a Holanda – e de quebra, claro, vender uniformes esportivos.
Celeste, o selecionado do Uruguai. Estrelas Negras, a seleção de Gana.
Albiceleste é o apelido da seleção Argentina. Mannschaft, o onze nacional da Alemanha.
La Roja é como os espanhóis se referem à seleção deles, aqui no Brasil também chamada de Fúria. E Albirroja é uma referência à cores da camisa do Paraguai, tão bem vestida (e quiçá despida) pela modelo Larissa Riquelme, musa da selección paraguaya

O Mundo das Copas

Com atraso, registro aqui um lançamento de respeito, feito antes do Mundial 2010: “O Mundo das Copas” (editora Lua de Papel), resultado de anos e anos de pesquisa de Lycio Vellozo Ribas. Como ressalta o prefácio de Tostão, o autor aborda o detalhe do detalhe, Copa por Copa, partida por partida, com informações sobre os processos de escolha, estádios e muito mais. Ainda tem listas de maiores goleadas e das viradas históricas.

Eu quero ver gol

Que quartas de finais esta Copa do Mundo promete, hein? Brasil x Holanda; Uruguai x Gana; Argentina x Alemanha; mais o confronto entre os vencedores de Paraguai x Japão e Espanha x Portugal. Jogos de resultado imprevisível. Mas a gente pode torcer para rolar do nosso lado da chave um clássico sul-americano na semifinal. Brasil x Uruguai, como em 1970. Como diz a música de “Rappa Mundi”, primeiro disco do Rappa, “Eu Quero Ver Gol”, regravada no “Acústico”, pouco antes do Mundial 2006.
Eu quero mais é ver grandes e disputados jogos, como foram as da brava seleção dos Estados Unidos, Eslováquia 3×2 Itália, Uruguai x Coreia do Sul, Alemanha 4 x 1 Inglaterra, especialmente o primeiro tempo, antes da lambança do trio de arbitragem, que não viu o golaço do Lampard.
Eu quero mais é ver o Kaká saindo do jogo todo feliz com sua atuação e a do Brasil, como hoje, no Ellis Park.
Eu quero mais é ver o Luís Fabuloso Fabigol dar motivos pra toda torcida gritar “L U Í S   F A B I A N O”.
Eu quero mais é ver as partidaças habituais da dupla de zaga Lúcio e Juan, que fizeram Júlio Cesar trabalhar tão pouco contra o Chile.
Eu não queria ver o segundo cartão amarelo que suspende Ramires do jogo contra a Holanda. Porque ele entrou muito bem hoje.
Eu não quero mais ver lambanças como a do apito de domingo, que facilitou demais as já prováveis vitórias da Alemanha e da Argentina.
Mas a Fifa não quer que os árbitros vejam as imagens que o mundo todo pode ver, em HD e até 3D, vejam só.
Eu quero mais é ver esse clássico da Penísula Ibérica entre Portugal de Cristiano Ronaldo e cia e a Espanha de Xavi, Iniesta, Villa etc.
Eu quero mais é que chegue sexta-feira logo pra ver a “amarelinha” (ou vamos com o manto azul?) de Kaká, Robinho, Lúcio e cia contra a laranja da dupla dinâmica Bat, digo, Sneijder e Robben.
Eu quero muito que chegue sábado para ver este clássico de quartas de final, que bem poderia ser no mínimo uma semifinal antecipada, entre a Argentina de Messi, Tévez, Higuain etc contra a Alemanha de Özil, Thomas Müller, Podolski e Klose.
Link: site de O Rappa.

Moraes Moreira: Jogando por Música

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Capa do LP “Pintando o Oito”, que inclui “Saudades do Galinho”

Muito bom o show Jogando por Música, que o Moraes Moreira leva no Sesc Vila Mariana até este domingo de oitavas de final da Copa, às 18h. É olha que é só ele,  voz e violão.  Moraes não nega que é Flamengo, como mostra a capa ao lado, do LP “Pintando o Oito”, que alguém poderia relançar em CD e por que não, em vinil. Toca “Samba Rubro Negro” (Wilson Batista e Jorge de Castro), “Saudades do Galinho”, composta quando Zico foi vendido para a Udinese, “Despedida do Galinho”, feita quando o camisa 10 da Gávea pendurou as chuteiras (“Vitorioso Flamengo” ficou no banco de reservas).
Mas o show -parte de uma programação sobre futebol do Sesc Vila Mariana- teve novidades. No palco, Moraes disse que nos últimos tempos começou a torcer para um segundo time. O Santos. E mostrou uma inédita: “Outros Pelés”, sobre os novos Meninos da Vila. No meio da nova cação,  incluiu um trecho de “1×1”, clássico do repertório de Jackson do Pandeiro. Show.
No set-list do espetáculo Jogando por Música desta sexta-feira, outras canções que cantam futebol, de alguma maneira: “Só Se Não For Brasileiro Nessa Hora” (dos tempos de Novos Baianos), “Sangue, Suingue e Cintura”, dedicada à Seleção de Telê na Copa de 1982, “Espírito Esportivo”, “O que é o que é”, “Nega Manhosa” (de Herivelto Martins), “Meninas do Brasil” (parceria com Fausto Nilo) e “Onde que Fica a África”, feita para Copa do Mundo 2010. O público acompanhou a nova melodia. E olha que “Brasil Campeão” (parceria com Pepeu, feita para a Copa de 1990) não foi relacionada.

Há uma canção sobre Elza Soares, a mulher da vida de Garrincha, com letra muito boa.
O público canta junto clássicos do repértorio dos Novos Baianos e da carreira-solo de Moraes: “Lá Vai o Brasil Descendo a Ladeira”, “Brasil Pandeiro”, “Preta Pretinha”, “Besta é Tu”. Em homenagem às festas de São João, “Festa do Interior”. Seguidinha por “Pombo Correio” e a doce “Sintonia. Demais. Gostaria de ver o set-list? Aproximado, ok?
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Ellis Park, 24 de junho de 2010

Che cosa!
Depois dos empates contra Paraguai e Nova Zelândia, achei que a Itália se classificaria novamente com um terceiro empate na fase de grupos. Pelo jeito, toda a Squadra Azzurra também confiou nessa tese. Acordou quando perdia por 2×0 da Eslováquia, considera estreante em Copas pela Fifa (para a entidade, a República Checa é a herdeira do passado futebolístico da Checoslováquia). O segundo tempo foi muito maluco. SE tivesse mais cinco minutos… quem sabe, SE a Itália não chegaria ao terceiro empate. Mas não tem SE. A repercussão na Itália foi impactante. O site do Tuttosport abriu tipos garrafais para dizer: “Lippi, a culpa é sua”. A Gazzetta Dello Sport cravou: “Pra casa com Vergonha”. Merecídissima classifcação da Eslováquia, atrás do Paraguai. A Albirroja só empatou com os All Whites, da Nova Zelândia, que hoje foi de All Blacks, mesmo.
No grupo E, formado por Holanda, Camarões, Dinamarca e Japão, quem apostava que o Japão pudesse ser o dono da segunda vaga, hein? Que eficiência na bola parada! O que foi o terceiro gol? Golão! Como joga esse Honda! Era pra ter sido mais do que 3×1…
Olha, não sei se viverei para ver Estados Unidos e Japão campeões do mundo, mas acho que um dia essas seleções emergentes vão chegar lá, sim.

“Todos os Corações do Mundo”

Cartaz original do filme da Copa de 94

Romário, Bebeto, Baggio, Stoichkov, Brolin, Bergkamp, Hagi, Taffarel, Preudhomme (considerado o melhor goleiro da Copa), o fanfarrão Ravelli, um jovem Larsson, cabeludo, Maradona (até ser suspenso por causa de exame antidoping). Craques de montão, uniformes “classe” (Brasil vestiu Umbro), estádios grandes e lotados (maior média de público das Copas até hoje!), jogos emocionantes. O filme oficial da Copa 94, “Todos os Corações do Mundo / Two Billion Hearts“, é tão bom assim ou o Mundial disputado nos Estados Unidos foi muito, muito melhor do que o de 90, na Itália? Provavelmente as duas opções. “Todos os Corações do Mundo”, dirigido pelo cineasta Murilo Salles, com muitos outros brasileiros na equipe, é o melhor dos filmes oficiais das Copas. Está no DVD da Coleção Copa do Mundo Fifa, que a Abril distribuiu em bancas, com a capinha tradicional da série (veja trailer aqui).
Em vez de contar a Copa jogo a jogo, o roteiro de “Todos os Corações do Mundo” opta por destacar Seleções e seus craques: Argentina de Maradona, a Romênia de Hagi, a Bélgica de Preudhomme, a Bulgária de Stoichkov, a Itália de Baggio, o Brasil de Romário. Ângulos diferentes, replays, trilha sonora que aumenta a dramaticidade do mata-mata, a festa do torcedor ajudam a fazer do filme da Copa de 94 um grande documentário sobre futebol.
Tem brasileiro que nem gosta de contar esse título, o do “É tetra! É Tetra”. O que chega a ser absurdo. Ok, o estilo da Seleção, num 4-4-2 caretinha, não encantou – e perde em popularidade para o “dream team” de 1982, que não voltou com a taça, infelizmente. Mas para o baixinho dar show, havia um esquema azeitado. Está na hora de valorizar essa conquista como ela merece. De modo geral, o Mundial 94 foi muito melhor do que o da Itália 90. E o resultado final foi bem melhor, não?
A CAMPANHA DO TETRA Continuar lendo ““Todos os Corações do Mundo””

“Fique de Olho no Apito”

Lembrei-me do som e letra de “Camisa Molhada” (a melô do “Fique de Olho no Apito”, clássico da MPB sobre futebol de Carlinhos Vergueiro e Toquinho, que era usada nas transmissões esportivas  da rádio Globo-SP) depois desse Brasil 3×1 Costa do Marfim. Juiz (fraco, fraco) deixando o pau cantar no gramado do Soccer City, não tirando de campo os marfinenses que deram entrada violentíssimas, e amarelando Kaká, que caiu na provocação dos “elefantes”. Isso, pra ficar no campo disciplinar. O 2º gol do Luís Fabiano (golão, embora com ajuda da “mano de Dios”) soma-se aos outros lances polêmicos do Mundial 2010. Fique de olho no apito, pra variar.

A repercussão da vitória brasileira lá fora:

Olé, da Argentina: “Uma mão de Deus”, citando Luís Fabiano.

Marca, da Espanha, manchetou: “Brasil convence e já está nas oitavas. Dobradinha de Luís Fabiano e expulsão rigorosa de Kaká”.

Four Four Two, da Inglaterra: “Kaká expulso, mas o Brasil marcha”.

BBC.com: “Brasil avança à fase de mata-mata da Copa do Mundo com uma performance eficiente em vez de efervescente diante de uma limitada Costa do Marfim

Tuttosport, da Itália: “Brasil vence e voa às oitavas“.

Gazzetta Dello Sport: “Brasil é quase Fabuloso, Drogba se rende. Kaká leva cartão vermelho”.

***** A clássica “Camisa Molhada (Fique de Olho no Apito)” está no CD “Contra-Ataque – Samba e Futebol”, de Carlinhos Vergueiro, ao lado de outras músicas sobre futebol.

LINKS:
Site de Carlinhos Vergueiro.
Página do músico no MySpace.
Qual é sua música favorita sobre futebol? Opine aqui.