Por falar em documentários sobre futebol, saiu no Daniel Perrone e outros blogs tricolores o lançamento da pedra fundamental do filmeSoberano – Seis Vezes São Paulo– que vai tratar dos títulos brasileiros de 77, 86, 91, 2006, 07 e 08 pela ótica do torcedor. Na equipe, estão videomaker Carlos Nader, como diretor, Maurício Arruda como roteirista e o ex-titã Nando Reis como diretor musical (será que o nando publicará aquela canção sobre o São Paulo que tocou uma vez no Esporte Espetacular? Tomara!). Atenção, grande nação são-paulina: acorde porque a produção pede para você colaborar com vídeos e depoimentos.
PS atualizando em 23/08/2010. Soberano estreia nos cinemas em 17 de setembro de 2010. Você pode ver o trailer no SPFCPedia.
Paixão por um time levada à telas. Esse é um mercado que só tende a crescer. Já tem filmes sobre o Flamengo (vários, existe até produtora especializada), Inter, Grêmio, Náutico etc. Bom porque não vai faltar assunto aqui pro blog.
Semana Iron Maiden no blog, semana Ronaldo na mídia esportiva brasileira e, por que não dizer, mundial. Um dos “pratos” prediletos aqui do FutPopClube são as películas sobre futebol. Já abordei algumas, que você pode ler/reler nesta tag. Esta semana eu revi um documentário sobre o começo da carreira de Ronaldo, feito em vídeo. Ronaldo: Manual de Vôo (mantive o acento já que se trata do título da obra feita antes da reforma ortográfica). É uma produção hispano-brasileira de 1997, exibida muito tempo atrás pela ESPN Brasil, e que no passado assisti no Canal Brasil, graças a uma dica da coluna do crítico de cinema Amir Labaki, no jornal Valor. Continuar lendo “Fenômenos de mídia”→
Já saiu em DVD o filme sobre a 1ª Copa do Mundo que a Seleção conquistou
“Você sabia?”… O lateral-direito Djalma Santos, bicampeão do mundo pela Seleção – que chegou bem aos 80 anos, no último sábado – só jogou uma partida na Copa de 1958 (o são-paulino De Sordi sentiu uma contusão antes da final, contra os suecos, donos da casa). Djalma, então atleta da Portuguesa (jogaria ainda no Palmeiras e Atlético Paranaense), teria que marcar o ótimo ponta sueco Skoglund. Entrou e deu conta do recado tão bem que acabou escolhido para a seleção da Copa. Essa é uma das histórias contadas no documentário “1958 – O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”, de José Carlos Asbeg, que estreou nos cinemas no ano passado (cinquentenário da conquista) e já saiu em DVD. O filme usa usa cenas oficiais da Copa, cedidas pela Fifa, e ouve depoimentos dos campeões mundiais Djalma, Nílton Santos, Dino Sani, Moacir, Zito, Mazzola, Zagallo e Pepe, mais o preparador Paulo Amaral. Didi, em material de arquivo. Estão no filme suecos, vice-campeões, como os que marcaram na final, Simonsson e Liedholm (o dele foi um golaço). Franceses, como Just Fontaine, artilheiro recordista, e russos. Jornalistas como Luiz Mendes, Paulo Planet Buarque (que fala a frase que dá título ao filme) e João Máximo. Peraí, não ouviu Pelé? Essa foi uma crítica feita ao filme de Asbeg. Mas quer saber? Pelé já teve um filme inteiro pra ele. E é bom ouvir um pouco mais os outros monstros da bola. Todos salientam a importância para a conquista da Taça do Mundo não só de Pelé, mas de campeões que não estão mais entre nós: Garrincha, Vavá e o vice da CBD, Paulo Machado de Carvalho, que chefiou a delegação. A produção é cuidadosa, no acabamento de artes, nos cenários de entrevistas, na qualidade das imagens, no uso de históricas gravações de rádio em cima das cenas dos jogos – vozes de locutores esportivos clássicos como Pedro Luiz, Edson Leite e Jorge Cury (a seca narração do gol de Gigghia que deu a Copa de 50 ao Uruguai, em pleno Maracanazzo). O que ficou um pouco confuso foi amarrar o filme todo em torno da decisão – os 5×2 contra a Suécia. E no meio desse momento glorioso ir contando a história: as tristes lembranças de 1950, a folha seca de Didi que classificou o Brasil pra Copa 58 e a campanha vitoriosa na Suécia. CLIQUE AQUI Continuar lendo ““1958 – O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil””→
Num hipotético Oscar nacional sobre filmes de futebol, com certeza Boleiros -Era Uma Vez o Futebol estaria no pódio. Não tem como não se lembrar do juiz encarnado por Otávio Augusto quando um árbitro da vida real mandar voltar pênalti até o cobrador acertar… Lima Duarte faz técnico linha dura na concentração… parece uma mistura de Telê com Felipão… Giorgetti costura com maestria episódios sobre ex-craque na pior, menino dividido entre futebol e crime, macumba como salvação de joelho de jogador… Talvez uma crítica que se possa fazer a “Boleiros” é ser muito paulista. Mas quem gosta de futebol bem abordado, bem filmado, deve se identificar. E elenco é maravilhoso: além de Otávio Agusto e Lima Duarte, Rogério Cardoso, Cássio Gabus Mendes, Adriano Stuart, Flávio Migliaccio, Marisa Orth, Denise Fraga. Há uma continuação: Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos, em cartaz no Canal Brasil neste mês de julho/2011.
No Brasil, um primo menos boleiro de “Febre de Bola” seria a comédia romântica “O Casamento de Romeu e Julieta”, dirigida pelo Bruno Barreto (2005). A história do amor de um corintiano por uma donzela palmeirense que tem uma pai que é uma fera… digo, fanático pelo Palestra, meu. O filme é baseado no livro “Palmeiras, um Caso de Amor”, que o Mario Prata escreveu para a coleção Camisa 13, da editora DBA – Dórea Books and Art.
Ainda faltam ficções na hoje extensa literatura sobre futebol. Verdade. Na literatura pop inglesa, há um romance do escritor Nick Hornby – um apaixonado pelo Arsenal, grande time de Londres. O livro “Febre de Bola” (Fever Pitch, capa ao lado direito), daqueles que você lê “de sentada”, acompanha as desventuras (até amorosas) de um torcedor do Arsenal durante os anos que o clube ficou “na fila”, sem títulos importantes. Virou filme, já exibido na TV a cabo. Colin Firth faz o professor, certamente um alterego de Nick Hornby. E depois ganhou versão hollywoodiana (“Amor em Jogo” no Brasil), trocando o futebol pelo beisebol e o Arsenal pelo Boston Red Sox. Drew Barrymore faz a a namoradinha. Torcedores die-hard e suas mulheres vão se identificar com livro e filmes.
O MILAGRE DE BERNA (Das Wunder von Bern), de Sönke Wortmann
Este filme passou rapidinho pelos cinemas brasileiros no final de 2004, começo de 2005, mas vale a pena procurar o DVD. É uma ficção que tem como pano de fundo a campanha campeã da seleção da Alemanha (Ocidental), na Copa da Suíça, em 1954. E por que o feito é considerado o Milagre de Berna? É que na época o gigante do futebol era a Hungria, de Puskas e companhia. Na primeira fase, a Alemanha tomou de 8×3 do time de Puskas. Verdade que poupou titulares, sim. Na final, a favoritaça Hungria e a Alemanha voltaram a se enfrentar. O time vermelho chegou a abrir 2×0 no placar, mas tomou a virada (tá certo que o juiz anulou um gol húngaro). Final, 3×2, Alemanha campeã do mundo pela primeira vez. E esta simpatícissima produção alemã ajuda a entender porque jogadores como Fritz Walter e Rahn são lembrados até hoje nesta grande potência do futebol. O roteiro é OK e chamam muita atenção as elogiadas cenas que recriam -em cores- lances decisivos da Copa do Mundo de 54, com ótima caracterização da época. Até o ator Henrik Benboom, que faz o papel de Puskas, usa aquele topete repartido ao meio do maior craque húngaro de todos os tempos… Golão, golão, golão.
A minha primeira lembrança é o filme de Cao Hamburger: “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, “lançado em 2006, que me emocionou até numa segunda sessão. Não é exatamente sobre futebol, mas a Copa de 70, a bola, o jogo de botão são importantes panos de fundo na tocante história de Mauro, Hanna (show de bola, as duas atuações infanto-juvenis), Shlomo, Ítalo e dos pais do menino, passada no Bom Retiro, bairro de São Paulo, no contexto dos piores anos de chumbo da ditadura militar.
A idéia inicial era chamar a produção de “Vida de Goleiro”, posição preferida do menino Mauro. Com medo de afugentar o público antifutebol, Cao Hamburger optou pelo título que faz referência ao iugoslavo “Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios”. Gosta de futebol? Veja. Não gosta? Também veja.
De qual filme sobre futebol você gosta mais? Mande sua sugestão clicando em comentários ou pelo meu e-mail. Vale documentário, ficção, docudrama etc.