Impressionante o panorama do Camp Nou lotado durante o dia. FOTO Marta Becerra / FCB | http://www.fcbarcelona.com
Pela primeira vez nesta temporada, o “jogo do meio-dia” da liga espanhola teve o Barcelona como mandante, no Camp Nou.
Desde dezembro de 1965, o Barça não jogava pela liga nesse horário.
Meio-dia lá, 9 da manhã aqui. Assisti ao jogo tomando café da manhã. E o Barça ofereceu foi um buffet de gols.
FOTO Miguel Ruiz | FCB | fcbarcelona.com
Está vendo a “tradicional foto para a posteridade”, em que o Barça aproveita para desejar feliz ano novo para o mercado consumidor chinês?
Cinco jogadores marcaram gols. Alexis, Messi, Villa, o genial Iniesta até um dos zagueiros, papai Piqué. E Tello, que entrou no lugar de Alexis, também deixou uma bola no fundo da rede. Mais um pouco até o goleiro Valdés marcaria… Continuar lendo “Café da manhã com o Barcelona”→
“O Barça – Todos os segredos do Melhor Time do Mundo” (Qualimark Editora)
Uma dica de livro sobre este Barcelona, que ‘faturou’ o simbólico título de campeão de inverno (1º turno) na Espanha com folga, sobra e recorde (55 pontos em 57 possíveis – 11 a mais que o segundo, o Atlético de Madrid, e 18 acima do Real. Foram 18 vitórias e 1 empate). “O Barça – Todos os Segredos do Melhor Time do Mundo” (“Il Barça: tutti i segreti della squadra più forte del mondo”) é um golaço do ensaísta e jornalista italiano Sandro Modeo, e foi lançado no Brasil em 2012 pela Qualimark Editora,. Texto de alta qualidade, que contextualiza a história do clube-nação na história da Catalunha.
“A vanguarda cultural e futebolística do Barça, de acordo com essa perspectiva, é um resultado da vanguarda catalã”.
Sandro Modeo, que antes escreveu sobre José Mourinho (“L´alieno Mourinho”) faz citações de livros de ficção científica, mas também fala de sistemas táticos, estratégias e dá informações como essa: a cada jogo, o Camp Nou recebe 9 mil “turistas” procedentes do mundo todo (taí um exemplo para os novos estádios brasileiros). Continuar lendo ““O Barça – Todos os Segredos do Melhor Time do Mundo””→
Depois da curta parada para as festas, o Barcelona fez na sexta-feira, 4 de janeiro, o seu tradicional treino de portas abertas. Catorze mil pessoas encheram o MiniEstadi, que fica do outro lado da rua do Camp Nou (é no Mini que o Barça B manda seus jogos). Veja um compacto publicado pelo canal oficial do Barcelona no You Tube.
O hino do aniversariante da semana, o Barcelona, é um hit nos últimos anos, especialmente de 2006 pra cá. Curioso é que o “Cant del Barça” tem apenas 38 anos. Ele foi lançado em 27 de novembro de 1974, 2 dias antes do 75º aniversário do clube. A letra é de Josep Maria Espinàs e Jaume Picas; a música, de Manuel Valls.
O artigo do site do Barça sobre o hino, fonte deste post, traz três hinos anteriores do clube azul e grená da Catalunha. Mais 2 versões do hino atual, “Cant del Barça”, e o hino do centenário (leia e ouça aqui).
Valdés, Daniel Alves, Piqué, Puyol, Jordi Alba, Busquets, Xavi, Cesc Fàbregas, Pedro, Messi e Iniesta. Os 10 jogadores em negrito foram formados nas ‘canteras’, a base do Barcelona. Aos 13 minutos da partida que terminou em goleada contra o Levante, no estádio Ciutat de Valencia, o lateral brasileiro se machucou. Dani Alves foi susbtituído por Montoya. E o Barça ficou com 11 jogadores formados em La Masia no gramado – até os 30 do segundo tempo, quando Adriano substituiu Jordi Alba.
O Barça venceu o Levante por 4×0 (veja os gols aqui, todos saíram no segundo tempo). E não estranhe: o Barça jogou com seu “ensolarado” uniforme nº 2 (à direita) contra o dono da casa, que veste azul e grená. A estrela da companhia, Messi, argentino que ainda adolescente mudou para La Masia, chegou a 82 gols no ano. Vai bater o recorde de Gerd “Der Bomber” Müller (85), duvida?
Com 11 jogadores da base em mais de uma hora de bola rolando, o líder do campeonato abriu 11 pontos sobre o Real arquirrival, que perdeu para o Bétis, na linda Sevilha. O vice-líder é o Atlético de Madrid e de Falcao García.
Já que o assunto do post anterior foi o livro sobre a rivalidade entre Barcelona e Madrid, recupero uma imagem que repercutiu bastante nos meios esportivos esta semana. O diário esportivo catalão “Sport” (que tem o barcelonismo explicitado em sua linha editorial) antecipou o segundo uniforme do Barça na temporada 2013-2014: uma camisa listrada, em amarelo e vermelho, as cores da bandeira da Catalunha – a “senyera” a que se refere a manchete do “Sport”, e descende da bandeira do Reino de Aragão – a partir do casamento dos reis católicos, Fernando II de Aragão e Isabela I de Castela, em 1469, começou o processo de unificação da Espanha.
A montagem da foto do capitão Puyol com o segundo uniforme do Barça para próxima temporada foi antecipada pelo “Sport” numa ocasião crucial, a véspera da “Diada”, a data nacional da Catalunha: 11 de setembro. A repercussão da camisa foi grande, e no dia D da “Diada”, os defensores da independência da Catalunha fizeram barulho, com grandes manifestações, certamente amplificadas por causa da crise econômica em toda a Espanha.
E se a Catalunha fosse independente, em que liga jogaria o Barça? Dificilmente teria adversários numa liga catalã. Certamente, não abriria mão do gostinho de tentar vencer (o) Madrid, na chamada “liga das estrelas”.
Em termos de Eurocopa e Copa do Mundo, teríamos duas boas seleções, Espanha e Catalunha, mas não com a mesma força da Espanha multicampeã de hoje. Isso sem falar nos desejos de separação de boa parte dos bascos.
Tenho impressão que a independência de catalães, bascos e talvez de outras comunidades autônomas pode até demorar, mas vai ser conseguida, mais cedo ou mais tarde. Tomara que se isso acontecer seja num processo democrático, com muita conversa e consulta aos moradores, sem jamais usar a violência com que Franco impôs sua ditadura.
Capa da edição inglesa do novo livro de Jimmy Burns
Fiquei sabendo via caderno de Esportes do ‘Estadão’ de um livro que pode interessar a todos os “futboleros” que se interessam pelo futebol espanhol ou se interessam por ler e pesquisar sobre história desse esporte. O jornalista e escritor Jimmy Burns, especialista em cultura, futebol e história da Espanha, lançou “La Roja – A Journey Through Spanish Football” (título da edição inglesa). A edição americana em ‘paperback’, mencionada pelo Estadão, tem o título “La Roja – How Soccer Conquered Spain and How Spanish Soccer Conquered the World“, editada pela Nation Books.
O autor nasceu em Madri, de mãe espanhola e pai inglês (jornalista, escritor, editor). Cresceu curtindo o Real Madrid de Di Stéfano no Bernabéu. Mas o Barça de Cruyff o conquistou. Jimmy Burns tem livros sobre o Barcelona (Barça – La Pasión de Un Pueblo/A People´s Passion), Maradona (La Mano de Diós/ The Hand of God), que passou como um vulcão por Barcelona antes de ser ídolo em Nápoles e, mais recentemente, sobre David Beckham e o Real galático (Cuando Beckham llegó a España: El Poder, La Galáxia y el Real Madrid).
No novo livro, La Roja, Jimmy Burns conta a história do futebol espanhol, desde que os ingleses levaram bolas para Bilbao, contextualiza a peculiar reunião de povos, culturas e línguas diferentes que é a Espanha, a vitória de Franco e sua relação com o futebol, os estrangeiros que fortaleceram os dois maiores clubes (Di Stéfano, Kubala, os holandeses do Barça), a democratização do país, Beckham e cia galática, Guardiola e, enfim, o título da Copa do Mundo. Fúria era o apelido da seleção espanhola na era Franco. Recentemente, só leio referências à seleção como La Roja, cor da camisa. Nos tempos de Franco, que derrotou os comunistas, isso seria inimaginável. Faz sentido. Continuar lendo “Da Fúria à La Roja”→
Foi um passeio em Manzanares, no estádio Vicente Calderón, do Atlético de Madrid. Pedro, Messi e Pedro de novo marcaram na última partida do Barcelona sob o comando de Pep Guardiola nesta vitoriosa passagem. 3×0 e 26ª Copa do Rei “blaugrana” – o Barça é o maior campeão dessa competição, que equivale à nossa Copa do Brasil (com a diferença que lá os classificados para competições continentais sempre participaram e a final é num jogo único, geralmente em campo neutro). E Messi chegou ao 78º gol ena temporada 2011/12, um feito comparável aos de um rei da bola.
Merece louvour a participação da torcida do Athletic Club, de Bilbao, fanática apoiadora. Mesmo com um placar adverso, ovacionou os “leones” depois da partida. Alguns jogadores do time até aqui comandado por Bielsa são muito jovens e não seguraram o choro. Isso é amor à camisa, que certamente aprenderam a amar desde “chicos”. Bravo, Athletic. Valeu muito, Guardiola. Vamos sentir saudade do seu Barça nas tardes na frente da TV.