Sobre Guardiola, Barcelona e uma canção de Adriana Partimpim

Barcelona sem Guardiola. Guardiola sem Barcelona. A confirmação da saída de Pep Guardiola do Barcelona numa entrevista coletiva, que (pasmen!) foi transmitida para o mundo todo pela CNN International, me lembrou de uma canção do projeto de Adriana Calcanhotto de músicas para os chicos e chicas. É como “Avião sem asa, fogueira sem brasa… Futebol sem bola…”. Adriana Partimpim, “Fico Assim Sem Você” – veja aqui o clip.

Camiseta lançada pela loja Kukuxumusu, com licença do Barça, mostra o Pep Team à la Simpsons, com Guardiola no meio da torre típica das festas catalãs. Do caramba!

objetivo deste post não é lembrar dos números dos quatro gloriosos anos de Pep à frente do time principal do Barelona – depois de um ano no comando do Barça B-, das vitórias, da quantidade de gols, da galeria de títulos (tema de post anterior). Os cadernos de esporte de quase todos os jornais do mundo já fizeram isso (é por essas e outras que o Barça é mais do que um clube).

É a emoção da despedida e da saudade, mesmo. Confesso que não me lembro de tamanha repercussão para a saída de um técnico de futebol.

Devo confessar que simpatizo com o Barça há muito tempo. Especialmente depois de conhecer Barcelona, a cidade, fantástica. Com a ajuda da TV por assinatura, passei a acompanhar o time que tinha muitos holandeses (os irmãos De Boer, Kluivert, Overmars etc), vi ao vivo no alto do Camp Nou uma partidaça do brasileiro Rivaldo, que vivia às turras com o treinador holandês Louis Van Gaal (mas também, com qual técnico Rivaldo não encrencou recentemente?). O time comandado por outro holandês, Rikjaard, que tinha Ronaldinho Gaúcho e Eto´o, reconquistou a Europa, 14 anos depois do Dream Team de Cruyff (ambos caíram para brasileiros no Mundial de Clubes no Japão).

Com Guardiola, ficou fácil, o Barça encantou boa parte do planeta, foi base da seleção espanhola campeã do mundo, popularizou ainda mais a camisa azul e grená pelos quatro cantos, na maioria das vezes com o nº 10 de Messi nas costas, mas também poderia ser o 6 de Xavi e o 8 de Iniesta. E aí nascem as dúvidas.

Será que Pep será tão bem sucedido sem Messi, Xavi e Iniesta?

Será que com Tito Vilanova o Barça continuará dando espetáculo e conquistando títulos? Sem isso, pode jogar o que jogar, que a pressão será grande. Pode até demorar, mas certamente o Barcelona reencontrará o caminho de títulos, porque é um gigante.

O tempo dirá. Boa sorte, Pep. Boa sorte, Barça. Continuem fazendo do futebol uma arte. E claro, amealhando rivais. Afinal, o que seria do Real Madrid sem o Barcelona, e vice-versa? Não teria graça nenhuma. Não seria futebol.


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