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Nada como mais três partidas muito interessantes de quartas de final para combater a ressaca de mais uma eliminação do Brasil nessa fase de Copa do Mundo. Ainda na sexta-feira, que jogo histórico foi Gana 1×1 Uruguai! Golaços de fora da área, prorrogação, aí vai o atacante Suárez (já importantíssimo para a Celeste por seus gols), dá uma de goleiro, salva o gol certo, e faz o pênalti que Gyan, artilheiro de Gana, explodiria no travessão. A sorte estava lançada. E favoreceu o Uruguai, que – com ajuda de mais dois pênaltis muito mal cobrados pelos ganeses e da loucura do botafoguense Abreu- volta a uma semifinal de Copa do Mundo depois de 40 anos. A última foi no México em 70.
“Casca grossa” será o adversário laranja da Celeste na terça-feira. A Holanda busca sua terceira final (depois de 32 anos) e a 1ª taça. O treinador Oscar Tabarez terá muitos desfalques. Mas quem diria que o Uruguai seria o sul-americano (e o único) presente nas semifinais na África do Sul? Acho que nem Pablo Forlán, pai do camisa 10 uruguaio, poderia imaginar isso.
Hoje cedo, a final antecipada da Copa. Argentina, duas estrelas na camisa, muitas no gramado, e a maior delas no banco. Maradona. Do outro lado, a Alemanha, três estrelas sobre o escudo, e um time jovem. Um gol logo aos 2 minutos e uma muita marcação pararam a Albiceleste de Messi, Tévez, Higuaín. No segundo tempo, veio o chocolate histórico. No contra-ataque, mais um, dois, três gols alemães. Sim, a Alemanha encanta. E como jornais argentinos disseram dos brasileiros, os hermanos também terão se contentar com a Copa pelas telas LCD… Deu pena de Maradona, figuraça polêmica como sempre. E o naufrágio de seu time não é uma boa notícia para quem gosta de futebol com muitos atacantes – pelo menos não com defensores assim tão fraquinhos, da meta à lateral-esquerda.

Alemanha que fará a outra semifinal contra a Espanha (revanche da final da Euro 2008?). La Roja que sofreu um bocado para eliminar la Albirroja, Paraguai. Em outro jogo maluco, com um roteiro rocambolesco – em parte, graças às lambanças do juizão. Grandes atuações de Villar, goleiro paraguaio. E no lado da Espanha, bolões de Iniesta e seu futuro colega de Barcelona, David Villa, artilheiro da Copa (“pichichi”, na Espanha), com cinco gols – quase sempre decisivos. Desde o Mundial de 1950, no Brasil, a Espanha não chegava entre os quatro melhores do mundo.
Para quem você vai torcer? E quem você acha que ganha? Gostou do Mundial? No mínimo, foi igual aos de 2002 e 2006, não?

De almanaque: os apelidos das seleções

Seleção Canarinho x Oranje (Laranja).
Celeste x Estrelas Negras.
Albiceleste x Mannschaft.
La Roja x Albirroja.
Com uma ajudinha do “Almanaque do Futebol Sportv”, dos jornalistas Gustavo Poli e Lédio Carmona (editora Casa da Palavra), lá vai uma listinha com os apelidos das 8 seleções que disputam as quartas de final do Mundial 2010 na África do Sul. Em geral, determinados pela cor da camisa. Canarinho, você sabe, é o nosso escrete, que no entanto entra em campo nesta sexta-feira em Port Elizabeth de camisa azul. Para diferenciar da Oranje, ou Laranja, a Holanda – e de quebra, claro, vender uniformes esportivos.
Celeste, o selecionado do Uruguai. Estrelas Negras, a seleção de Gana.
Albiceleste é o apelido da seleção Argentina. Mannschaft, o onze nacional da Alemanha.
La Roja é como os espanhóis se referem à seleção deles, aqui no Brasil também chamada de Fúria. E Albirroja é uma referência à cores da camisa do Paraguai, tão bem vestida (e quiçá despida) pela modelo Larissa Riquelme, musa da selección paraguaya

Copa de 1982

Publicado em 26 de abril de 2010
“G´Olé” é o nome original do filme da Copa de 82, que chegou às bancas, em DVD, como “Espanha 1982“. Um Mundial que começa no Camp Nou, em Barcelona, e termina no Santiago Bernabéu, em Madri. Um Mundial em que a então campeã, a Argentina, teve a estreia de um tal de Diego Armando Maradona em Copas. Um Mundial em que o jogo mais famoso não foi a final, mas a partida em que a Squadra Azzurra de Bearzot, Zoff, Scirea e Paolo Rossi eliminou o Brasil de Telê, Júnior, Falcão, Sócrates, Zico, num estádio que hoje não existe mais, o Sarriá, antigo alçapão do Espanyol de Barcelona – daí a expressão “A tragédia do Sarriá”, quase sempre lida e ouvida quando se fala da Seleção Brasileira nessa copa. Um Mundial que ainda teve Platini, Rummenigge, Boniek, Kempes… Uma Copa com tudo isso merecia um documentário melhor do que “G´olé”. Mas pelo registro histórico, todos nós fanáticos por Copas ficamos interessados. Mesmo que muitas vezes dê vontade de abaixar o volume da narração – texto demais, com comentários muitas vezes dispensáveis. Uma pena. Ah, o filme da Copa 82 tem música do tecladista Rick Wakeman, fera do rock progressivo.

A Era Telê Santana

Neste 21 de abril (data das mortes de Tiradentes e Tancredo Neves), faz quatro anos que perdemos o mestre Telê Santana, o Fio de Esperança, ídolo das torcidas do Fluminense, Atlético Mineiro, São Paulo, entre outras, e de todo mundo que se encantou pela seleção brasileira da Copa de 82. Coincidência ou não, na sexta-feira, chega às bancas o 3º DVD da Coleção Copa do Mundo Fifa, da Abril. Exatamente o filme sobre o Mundial da Espanha, com sua, nossa, tragédia do Sarriá. Neste link aqui, dá pra ver trailer e folhear o dossiê em formatinho feito pela revista Placar.
A Era Telê na seleção (1982-1986)  é o tema de mais um papo da série Brasil nas Copas, tabelinha MemoFut-Museu do Futebol. Neste sábado, 24 de abril, o jornalista André Fontenelle, coautor do livro Todos os Jogos do Brasil, baterá bola com o advogado Marcelo Unti – membro do MemoFut e colecionador de futebol de botão e de escudos. Começa às 10 h deste sábado no Museu do Futebol. É bom chegar meia horinha antes para garantir lugar. O tema A Era Telê deve ser um dos mais concorridos. De tarde, o Museu faz sessões de vídeos sobre os mundiais.
Quem admira os times de Telê deve saber que está pronto um documentário sobre o mestre – subtítulo “Meio Século de Futebol-Arte“. As diretoras Ana Carla Portella e Danielle Rosa afinam  detalhes para a chegada do DVD às lojas. Continuar lendo “A Era Telê Santana”

Brasil nas Copas: “Nos tempos da Ditadura”

Quinta rodada de Brasil nas Copas, tabelinha de primeira da entrosada dupla MemoFut/Museu do Futebol. No papo deste sábado, as Copas de 1974, na Alemanha, e de 1978, na Argentina. “Nos Tempos da Ditadura” é o tema da vez. Os convidados são os jornalistas Valmir Storti, coautor do livro Todos os Jogos do Brasil (editado pela Abril/Placar em 2006), e Rafael Casé,que escreveu O Artilheiro que Não Sorria – Quarentinha, o Maior Goleador da História do Botafogo. Certamente vão falar muito sobre a decepcionante campanha da seleção brasileira, detentora do título, no Mundial de 74, ditadura aqui… Lá, show de bola do carrossel holandês, e vitória da azeitada máquina alemã capitaneada por Beckenbauer. E 1978? Copa disputada num país sob uma ditadura (como em 1934, aliás). Estranha goleada dos hermanos sobre o Peru… Brasil, “campeão moral” – menos, menos, porque não jogamos tanto assim). A verdade é que Kempes deu um show. E a Azzurra se preparava para 1982…
Brasil nas Copas rola no Museu do Futebol, no Pacaembu, sábado, a partir de 10h. É de graça, mas convém chegar uns 30 minutos antes para pegar senha.

Mata-mata virtual

Concorrida a noite de lançamento dos dois golaços dos jornalistas Mauro Beting e Milton Leite, As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos e As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos ambos da Contexto. Aproveito a colher de chá do Blog do Mauro Beting para publicar os atalhos para os confrontos imaginários que o comentarista de tantos veículos menciona.

Hungria de 54 x Brasil de 58! Que jogaço seria!

Brasil de 62 x Inglaterra de 66!

Outra partidaça: Brasil de 70 x Holanda de 74!

Alemanha de 74 x Brasil de 82 !

Argentina de Maradona (86) x Brasil de Romário (94) !

Revanche: França 98 x Brasil 2002 !

Outros Links:

Primeiro texto do blog sobre os livros das maiores seleções brazucas e gringas.

Entrevista com Mauro Beting, dividida em 3 posts, em junho de 2009, época do lançamento de Os Dez Mais do Palmeiras. Ele falava de favoritos para Copa, Seleção, Dunga, torcidas, sobre alguns desses 10 mais do alviverde, os maiores Palmeiras da história e música!

Quem venceria?Brasil´82 ou Alemanha 1974?

Mais um jogão imaginário, entre o Brasil de Telê e do “quadrado mágico” (Cerezo, Falcão, Zico e Sócrates), que parou na Itália de Zoff e Rossi na tragédia do Sarriá, e  Alemanha de Helmut Schön, Maier, Beckenbauer, Breitner e Müller. Quem apita o desafio virtual? Milton Leite, que está lançando As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos, e Mauro Beting, que escreveu As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos.
Milton Leite
“Duas das maiores seleções que eu vi jogar. Foi o mais difícil de opinar (embora nenhum dele seja fácil). A genialidade e a movimentação dos brasileiros, contra o pragmatismo com muitos craques dos alemães… Vou para o muro de novo: 1 a 1.”
Mauro Beting
“Alemanha 2 x 1. Zico abriria a contagem para o time brasileiro, mais técnico e encantador, com 29 minutos. Jogada sensacional entre Cerezo e Sócrates pela direita. Cerezo foi ao fundo e bateu para trás para Falcão fingir que iria bater e só tocar por cobertura para Zico que, de voleio, como fez contra a Nova Zelândia, se antecipar a Vogts e abrir o placar. O zagueiro alemão, que o marcava individualmente, já tinha amarelo. Mas empatou o jogo aos 39 minutos, numa saída errada da zaga brasileira. Luisinho tocou curto para Júnior, que tentou driblar Grabowski, perdeu a bola e ele chutou. Valdir rebateu para dentro da área, onde estava Vogts, que marcava Zico até na área brasileira. O camisa 2 pegou de canela e empatou. Aos 5 do segundo tempo, Breitner entrou pela meia esquerda, cortou para dentro e mandou uma bomba de pé direito. A bola bateu em Oscar e traiu o goleiro, no contrapé. O Brasil perderia um saco de gols e reclamou de um pênalti em Serginho Chulapa. Mas a Alemanha teve pelo menos dois pênaltis mais escandalosos não marcados. O Brasil perdeu em lances tolos. A Alemanha, que tinha um ótimo time, foi mais competente na finalização.”

Lançamentos em profundidade

Anotem… tempo e placar no maior do mundo… [(C) Jorge Cury].
Dica para quem Come, Bebe e Dorme… Copa do Mundo! Daqui a uma semana, na terça-feira, 16 de março, os jornalistas Mauro Beting e Milton Leite autografam seus livros recém-lançados pela Contexto: As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos é o novo do Mauro Beting. As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos é o primeiro do locutor do canal campeão. Dia 16, 18h30, na megaloja da Saraiva no shopping Eldorado, em São Paulo. Os dois livros já estão nas livrarias físicas e online. Saiba mais no post anterior. Continuar lendo “Lançamentos em profundidade”

Não faltará a garra uruguaia na Copa

É a seleção com mais garra do mundo. Pode até faltar qualidade, mas os caras lutam pela bola como um faminto por um prato de comida. A duras penas e com muita emoção, o Uruguai é o 32º (e último) classificado para a Copa do Mundo de 2010. Em Montevidéu, a Celeste empatou com a Costa Rica, que também lutou muito. E completa o fechado clube dos campeões mundiais – todos os sete estarão presentes na África do Sul. Hoje a França se garantiu na prorrogação contra a Irlanda em Saint Denis com um gol absurdo… Henry apalpou, arrastou a bola com a mão (se fosse no vôlei ou no handebol, que usam a mão, não valeria… no futebol, pode…). Agora, segurem Les Bleus. E nada de tremer ao ouvir a Marselhesa, galera!

Também se classificaram hoje Argélia (eliminou Egito), Eslovênia (surpreendeu a Rússia), Grécia (barrou Ucrânia e Shevy… que pena) e Portugal (eliminou a Bósnia). Só quero ver se tiver Brasil x Portugal na Copa. Com Deco, Pepe e Liédson do lado de lá. Os grupos da Copa do Mundo 2010 serão sorteados em 4 de dezembro, na Cidade do Cabo!

9 de novembro de 1989

12140 - StasilandiaNestes dias de intolerância à la século XXI, em que aluna vítima de tropa fiscalizadora de vestidos ainda é expulsa por uma instituição de ensino (que agora voltou atrás), é bom olhar para a História e refletir. Hoje a capital da Alemanha, os alemães e o mundo comemoram os 20 anos da derrubada do vergonhoso Muro de Berlim, o fim da Guerra-Fria. Queria aproveitar para recomendar um filme e um livro sobre a Alemanha Oriental (cuja seleção jogava com uma camisa azul com as iniciais DDR, pasmem, República Democrática Alemã, RDA). Primeiro, a bela reportagem da jornalista australiana Anna Funder, o livro Stasilândia – Como Funcionava a Polícia Secreta Alemã, editado aqui pela Companhia das Letras. Continuar lendo “9 de novembro de 1989”