Maiden 9.0: “Fear of the Dark”, 11/05/92

fearofthedark Nono disco de estúdio do Maiden, Fear of the Dark chegou ao nº2 da parada inglesa. Quem poderia imaginar que quando o grupo anunciou  turnê no Brasil em 1992 – a primeira da Donzela por aqui desde o show único do Rock in Rio – aquele seria o último trabalho de Dickinson no Maiden até o ano 2000, hein?

O disco está representado na atual turnê – muito bem representado – pela música Fear of the Dark. Um dos pontos altos do show de ontem à noite no Rio, com alta interação banda e público.

E olha que Fear of the Dark, o álbum, outro nº2 nas paradas, teve outras escolhas anteriores como singles. Continuar lendo “Maiden 9.0: “Fear of the Dark”, 11/05/92″

Maiden 8.0: “No Prayer for the Dying”, 1/10/90

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O oitavo álbum de estúdio da Donzela de Ferro marcou a estréia do guitarrista Janick Gers, que acabara de participar do primeiro disco-solo de Bruce Dickinson, lançado meses antes. Janick está no Iron até hoje. Só que No Prayer for the the Dying não tem nenhuma canção no repertório da atual turnê. Aproveito para lançar a enquete: quero saber qual é seu álbum preferido entre os discos de estúdio do Iron fase Bruce Dickinson, representados na turnê Somewhere Back in Time. É só clicar. Pode escolher mais de um.

Curiosamente, No Prayer… rendeu o único compacto nº1 do Maiden. Continuar lendo “Maiden 8.0: “No Prayer for the Dying”, 1/10/90″

Maiden 7.0: “Seventh Son of a Seventh Son”, 11/04/1988

7thsonofa7thsonO sétimo disco de estúdio do Iron vem sendo representando na atual turnê por The Evil that Men Do. No show, é um dos momentos que Eddie aparece – na versão que lembra o visual Blade Runner da capa de Somewhere in Time. Boneco gigante, como diz o blog Realejo, operado por controle remoto. O álbum  Seventh Son of a Seventh Son, foi nº1 na Inglaterra, platina nos EUA e gerou quatro singles (ouça trechinhos no ironmaiden.com). Marcou um até breve do guitar hero Adrian Smith, que só voltaria à banda a partir de Brave New World, 12 anos depois. Continuar lendo “Maiden 7.0: “Seventh Son of a Seventh Son”, 11/04/1988″

Metal na tela: “Flight 666”

666poster520No começo dos anos 90, um certo fanzine chamado Headline publicou que só faltava um filme do Iron Maiden feito para o cinema. Pronto, não falta mais. Rolou nesta tarde, no cine Odeon, na tradicional Cinelândia, centro do Rio, a pre-estreia mundial do “rockumentário” Flight 666, que acompanha a turnê do agora sexteto inglês da Índia ao Canadá, a bordo do avião Ed Force One, muitas vezes pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson. No filme, as perfomances da banda são apresentadas praticamente na ordem dos shows de 2008, começando por Aces High. Só que entre uma música e outra, há depoimentos da banda e equipe, sobe-sons quase reality show que mostram como cada músico é, ou aparenta ser, e fãs. Fãs que falam indiano, japonês, inglês com sotaque australiano, fãs que viraram músicos (Lars Ulrich/Metallica, Tom Morello, do Rage Against the Machine/Audioslave), espanhol com vários acentos  e português do Brasil. Aliás, os documentaristas Sam Dunn e Scot McFayden (que já tinham filmado Metal:a Headbanger´s Journey e Global Metal) acharam um fã de São Paulo com 162 ou 172 tatuagens relacionadas à Eddie pelo corpo, que inventou uma religião inspirada pelo Maiden(sério, com missa, batina e tudo!). É esse festival de idiomas e sotaques que, aliados à perfeita captação das músicas (em HD), com som potente (5.1), inspirado trabalho de câmera e edição ágil que fazem de Flight 666 um programão. Um filme feito por fãs, como os diretores fizeram questão de dizer, na entrevista dada no palco, junto com Nicko McBrain, após a projeção. Que os fãs de todo o mundo vão gostar. É bom abrir o olho: agora passa nos cinemas na madrugada de 20 para 21 de abril e também nos dias 24 e 25/04. Recomendo a todos fuçar o site da Moviemobz. e Ingresso.com. Pra não ficar sem poltrona no cinema. Depois, só no DVD.  Para ler meu texto sobre o show do Maiden no Rio clique aqui. Para detalhes e curiosidades sobre o filme, clique ao lado. Continuar lendo “Metal na tela: “Flight 666””

Brasilzão metálico

somewhereintimeA Donzela de Ferro quer te pegar, more você no Norte, Nordeste, Sudeste ou Centro-Oeste. Manaus abriu a excursão. Bruce Dickinson prometeu voltar em 2011 e Steve Harris ganhou um “happy birthday to you”. Para o grande show de amanhã, na praça da Apoteose, o Rio armou até um esquema especial do Metrô: a estação Praça Onze vai funcionar até 1 hora depois do último bis.  A volta a São Paulo é no domingo. Agora, imagine o frisson do grande fã-clube nordestino, que tem que esperar a Eddie passar por BH, Brasília, Chile, Peru e Argentina, até o show do dia 31, no Jockey do Recife? O blog Realejo, do coleguinha João Carvalho, tem texto que mostra bem essa expectativa. Modestamente, Fut Pop Clube segue o especial sobre os discões repassados na turnê Somewhere Back in Time. Chegamos ao sexto álbum de estúdio, lançado em 29/06/86: Somewhere in Time (ouça trechinhos aqui) atingiu o 2º lugar nas paradas (inglesas) e foi uma grande pena que sua excursão não tenha passado pelo Brasil, porque o disco trouxe uma novidade: pela primeira vez, o Maiden usou guitarras sintetizadas.  Continuar lendo “Brasilzão metálico”

Por falar em compacto, ou single…

Revirando o meu “centro de documentação” particular, achei o compacto em vinil do primeiro hit do trio que se apresentava como Os Paralamas do Sucesso. Em 1983, era a nova onda do rock brasileiro. No lado A, Vital e Sua Moto (ouça aqui). Vital foi batera dos Paralamas antes de João Barone. Para lado B e contracapa, vire o disco, digo, clique em LEIA MAIS.

1º compacto dos Paralamas, 1983
1º compacto dos Paralamas, 1983

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Iron Maiden V: POWERSLAVE, 03/09/1984

powerslave O clássico Powerslave (ouça trechinhos aqui) é um álbum fundamental na turnê Somewhere Back in Time, que chegou hoje a Manaus, sábado ao Rio, domingo volta a São Paulo, quarta em BH, sexta em BSB e dia 31 no Recife. Tá na cara, digo, no cenário. Seus dois maiores sucessos são candidatos a abrir o show: Aces High, música de Harris sobre batalha aérea, onde os fãs tentam acompanhar a velocidade turbo que o piloto de avião Bruce Dickinson imprime. E 2 Minutes to Midnight, que com seus 6 minutos invadiu programas de clips em 85. Powerslave, 2º lugar na parada inglesa em 84, é um disco bem conhecido dos brasileiros, até porque a gigantesca World Slavery Tour foi a primeira excursão do Maiden a chegar por aqui. Show único, 11 de janeiro de 1985, Rock in Rio I. 50 minutos do concerto podem ser vistos no lançamento oficial em DVD do music video Live After Death. Também detonam no show Powerslave, clássico de Bruce(fissurado em egiptologia), com seu riff monstruoso, e Rime of the Ancient Mariner, épico de 13 minutos de Harris. Continuar lendo “Iron Maiden V: POWERSLAVE, 03/09/1984”

Juca Entrevista Beto Xavier

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Lançamento dia 2 de abril, às 19h, na Fnac da av. Paulista

O jornalista Beto Xavier, que está lançando o livro Futebol no País da Música (pela Panda Books), foi  entrevistado no Juca Entrevista, na ESPN (tente ver aqui). Beto afirmou que é o Flamengo é o campeão de menções em músicas: mais de 150 canções. O Corinthians vem depois, com uma centena. E falou muito de Grêmio, claro, seu time de coração. Número que cresceu exatamente nos anos de jejum. Entre os que mais cantaram futebol, Moraes Moreira, Wilson Batista e Jorge Benjor.

Steve Harris & West Ham United FC

pieceofmind1 O que o capitão do time do heavy metal tem em comum com o homem-gol do samba rock? A paixão pelo futebol. Como Jorge Benjor, que chegou a jogar nas divisões de base do Flamengo, o baixista Steve Harris, do Iron Maiden, atuou nos  juvenis do West Ham, clube da ZL de Londres que teve três jogadores na seleção inglesa campeã do mundo, em 66 (o capitão Bobby Moore, o meia Peters e o atacante Hurst). O W.Ham também revelou Lampard (hoje Chelsea) e teve Carlos Tévez por um semestre (antes de repassá-lo ao ManUtd), mas no Brasil é mais conhecido mesmo pela ligação com o ilustre torcedor. Steve Harris queria ser jogador profissional, mas trocou as chuteiras pelo baixo. E hoje, neste 12 de março em que completa 53 anos anos, começa por Manaus a parte brasileira da turnê Somewhere Back in Time. Pelo menos um som que pode aparecer no setlist vem do quarto álbum do Maiden, Piece of Mind, outro discão. Continuar lendo “Steve Harris & West Ham United FC”

Iron Maiden 3.0: The Number of the Beast, 29/03/1982

Foto: Robert Ellis (C) Iron Maiden Holdings 1996/38596 Fonte: EMI

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A sirene de ataque aéreo – apelido do vocalista  Bruce Dickinson -começou a funcionar pra valer no terceiro disco do Iron Maiden, estreia do cantor na banda inglesa. The Number of the Beast (ouça trechos aqui) foi o primeiro álbum  nº1 do Iron (nas paradas inglesas). Primeiro Top 40 nos EUA. É aquele disco que  mesmo revistas e livros não especializados em rock pauleira elegem para falar do Maiden. Não é à toa que Number mereceu um programa da série Classic Albums, já lançado em DVD no Brasil. Aqui não tem Prodigal Son nem instrumentais. É pau puro, desde a faixa 1, Invaders, até a última, Hallowed Be Thy Name, um clássico de Steve Harris, cheio de mudanças de ritmo e clima, sobre um homem no corredor da morte.  Agora, além do apelo da capa (Derek Riggs), teve dois singles fortíssimos. Continuar lendo “Iron Maiden 3.0: The Number of the Beast, 29/03/1982”