Tri Mundial

Publicado em outubro de 2010
Rogério Ceni, Fabão, Lugano, Edcarlos, Cicinho, Mineiro, Josué, Júnior, Danilo, Amoroso e Aloísio (depois Grafite).

São-paulino, esse time dá saudade, não dá? Em 18 de dezembro, o tricolor comemora o aniversário do tricampeonato mundial de clubes: aquela dramática “goleada de um a zero” contra Gerrard e a forte armada espanhola do Liverpool comandado por Rafa Benítez, em 2005. E o Daniel Perrone, que publica o Blog do Torcedor do São Paulo no globoesporte.com,  escreveu seu relato da conquista: o livro Tri Mundial(Editorama). Olha o Blatter aplaudindo o São Paulo! Acima dele, o meio-campo Denílson. Continuar lendo “Tri Mundial”

O dia em que Pelé disse “Love, Love, Love”

Esse dia, eternizado na música “Love, Love, Love”, de Caetano Veloso (disco “Muito”, 1978, capinha ao lado), foi também um dia em que Pelé jogou contra o seu Santos. Meio jogo, é verdade. 1º de outubro de 1977. NY Cosmos x Santos. Giants Stadium lotado por 75 mil pessoas.  Pelé (então com 37 anos) atuou o 1º tempo com a camisa verde do time de NY, como esta, do colecionador Paulo Gini. Fez um gol. No segundo tempo, vestiu a clássica camisa branca do Peixe. Placar: Cosmos 2 x1 Santos.

Ticket do jogo de despedida do Rei, encarte do livro "Pelé - Minha Vida em Imagens" (editora Cosac Naify))

O amistoso de despedida do Rei do soocer é um dos assuntos abordados na autobiografia muito bem ilustrada Pelé – Minha Vida em Imagens, lançada pela editora Cosac Naify. Além do texto de Pelé, muitas fotos e lista dos 1.283 gols, o livraço vem com encartes, como o ingresso (veja ao lado) desse jogo entre Cosmos e Santos. O Peixe contava com Clodoaldo, Aílton Lira, Juary e João Paulo, mix de veteranos e jovens de uma das muitas gerações do que se convencionou chamar Meninos da Vila. O time da Warner Communications contava ainda com  Beckenbauer, Carlos Alberto Torres e Chinaglia – atacante italiano que não se dava exatamente bem com o Rei, aprendi no documentário O Mundo A Seus Pés – A Extraordinária História do NewYork Cosmos. Hoje o Museu do Futebol tem uma tarde reservada a filmes sobre Pelé. A partir de 15h, os curtas Uma História de Futebol, bela ficção sobre a infância do Rei, mais Pelé 70 1.284 – O Último Gol de Pelé, que circula na web. Às 16h30, o doc Isto É Pelé. Leia mais sobre o filme do Cosmos neste link, ou dentro do post.

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Pelé 70 anos

Publicado em 22 de outubro de 2010

Carteirinha de Dico -digo, Pelé - na Liga Bauruense de Futebol, em 1956. Do livro "Pelé - Minha Vida em Imagens".

Pelé faz aniversário em 23/10 ou 21/10? Em 1956, a carteirinha do futuro Rei na Liga de Bauru, pelo time do Radium, cravou 21 de outubro de1940. A reprodução desse documento é um dos encartes da autobiografia ilustrada Pelé – Minha Vida em Imagens. Tema de um dos posts mais lidos aqui no blog ultimamente.

Botafogo FC: Pantera da Mogiana

Publicado em outubro de 2010
Aguillera (depois Leonetti), Wilson Campos, Miro, Manoel e Mineiro; Mario e Lorico; Zé Mário, Sócrates, Osmarzinho (depois João Traina) e João Carlos Motoca. Com esse time, treinado por Jorge Vieira, o Botafogo de Ribeirão Preto empatou no Morumbi com o São Paulo – de Waldir Peres, Pedro Rocha (depois Muricy), Terto, Serginho, Zé Sérgio etc – já treinado por Rubens Minelli (que seria campeão brasileiro naquela temporada). O 0x0 valeu à Pantera da Mogiana o título de campeão do primeiro turno do Paulistão de 1977 (e a Taça Cidade de São Paulo). Na volta do time à Ribeirão, a cidade parou. Um dos orgulhos da história do tricolor de Ribeirão Preto, como mostra o livroBotafogo – Uma História de Amor e Glórias, de Igor Ramos (comprei o meu exemplar na loja do Museu do Futebol, algum tempo atrás).
Os 92 anos do Botafogo Futebol Clube (comemorados esta semana, em 12 de outubro de 2010) são a deixa perfeita para falar deste belo livro sobre um clube tradicional do interior paulista, neste momento em que a gente vê times mudando de uma cidade para outr. Depois do Grêmio Barueri que foi pra Prudente, agora acompanhamos o Guaratinguetá de mudança para Americana (fico imaginando o ânimo com que moradores da simpática “Guará” vão acompanhar o restante da campanha da Garça do Vale na série B do Brasileirão. É lamentável esse troca-troca).
Mas o tema do post é o Botafogo e Uma História de Amor e Glórias. O livro de Igor Ramos dedica um capítulo a grandes jogadores que passaram pelo Botafogo (a maioria, prata da casa). Como o meia Tim (Elba de Pádua Lima), o zagueiro Baldochi (que seria campeão do mundo na Copa 70, no México), o lateral Eurico (depois do Palmeiras, Grêmio, Seleção), o zagueiro Manoel (xerife de 1977), o ponta Zé Mário (que morreu precocemente, de leucemia), Paulo César (outro bom ponta, que jogou no São Paulo), o artilheiro Geraldão Manteiga (depois, do Corinthians). Sem falar nos irmãos Raí (vice-campeão da Taça São Paulo de juniores em 1984 com o Bota) e Sócrates (há uma lista de todos os jogos e gols do doutor pela Pantera, de 1972 a 78, e no finzinho da carreira, em 1989). Entre as muitas curiosidades e estatísticas do livro, há uma lista dos gols do Rei Pelé contra o Botafogo, as excursões internacionais e uma relação (atualizada até 27/02/2008) do Come-Fogo, o clássico de Ribeirão Preto, contra o Comercial. Continuar lendo “Botafogo FC: Pantera da Mogiana”

“Como o Futebol Explica o Mundo”

O título pode soar um pouco pretensioso, mas o livro é ótimo e ajuda a entender as cenas de violência e destruição num dos estádios mais simpáticos do “Velho Mundo”, o Luigi Ferraris, de Gênova, que interromperam a partida das eliminatórias da Euro 2012 entre Itália e Sérvia, aos 6 minutos. Como o Futebol Explica o Mundo – Um Olhar Inesperado sobre a Globalização (Zahar Editores), de Franklin Foer, que escreve para a revista The New Republic. Você vai ver que briga de torcida organizada está longe de ser exclusividade do Terceiro Mundo. No caso desta semana em Gênova, o vandalismo foi obra de grupos nacionalistas sérvios. A UEFA fala em investigação completa e independente. A notícia no site da UEFA diz que a punição pode variar de reprimenda e multa a fechamento de estádio e suspensão de competições. Novidades em 28 de outubro. Continuar lendo ““Como o Futebol Explica o Mundo””

E o Osmar Santos vai para o … Fluminense!

Eis que num 13 de outubro como a noite em que o Corinthians saiu da fila no Paulistão, em 1977, o alvinegro de Parque São Jorge perdeu o jogo que faltava para completar o turno: 0x2 para o Vasco, em São Januário. Resultado que deu alegria aos cruzmlatinos e atambém aos tricolores. Fluminense, enfim, campeão simbólico do turno, com 38 pontos em 19 jogos. Leva pra Laranjeiras o troféu Osmar Santos, ofertado pelo jornal Lance! ao melhor do 1º turno. E para lembrar desse locutor que deu show em 1977, recomendo a excelente biografia Osmar Santos: O Milagre da Vida, escrita pelo jornalista Paulo Matiussi, lançada em 2004 pela Sapienza Editora. Ainda pode ser encontrado nas melhores livrarias virtuais. Bom, bom, bom de bola esse garoto. O pai da matéria em radiojornalismo esportivo discotèque, “livre, leve e solto”.
Voltando ao Brasileirão 2010, finalmente os 20 times estão com 29 jogos agora. Cruzeiro tem 54 PG.  Fluminense, 52. Corinthians, 49 – esses estariam na Libertadores, junto com Santos 48. Inter, 47, já classificados.  Bota, 44. Atlético Paranaense, 43, 12 vitórias. Grêmio 43, 11 V. Palmeiras 43, 10 V. São Paulo, 41 PG.
Veja a lista dos campeões simbólicos do 1º turno, desde a implantação dos pontos corridos: Continuar lendo “E o Osmar Santos vai para o … Fluminense!”

O dia em que Djalma Santos jogou pelo São Paulo. 9/10/1960, segundo amistoso de inauguração do Morumbi.

Que a primeira parte do hoje cinquentão Morumbi foi inaugurada com um amistoso entre São Paulo e o Sporting Club de Portugal, em 2 de outubro de 1960, todo são-paulino roxo sabe. Um gol de Peixinho deu a vitória ao tricolor: 1×0. Este Álbum Comemorativo – Inauguração Estádio Cícero Pompeu de Toledo me chamou atenção para outro momento histórico. Uma semana depois da partida inaugural contra o Sporting, o São Paulo enfrentou o Nacional de Montevidéu, em outro amistoso, que também fez parte das comemorações pelo ano zero do Morumbi. Marcaram Canhoteiro e Gino Orlando, duas vezes. São Paulo 3×0. Detalhes nada pequenos: o lateral Djalma Santos, o ponta Julinho Botelho (ambos do Palmeiras) e o atacante Almir Pernambuquinho (então do Corinthians) vestiram a camisa tricolor (literalmente: o São Paulo jogou com o uniforme nº 2 contra o Nacional, que vestiu sua camisa nº 1, branca). Algo praticamente inimaginável hoje em dia: craques de times rivais emprestados para amistoso de inauguração. E mais. Pelé, o 10 do Santos, só não vestiu a camisa do São Paulo no amistoso porque sofreu uma distensão.

FONTE http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2013/7/24/sao-paulo-futebol-clube-lamenta-morte-de-djalma-santos/
Almir, Djalma e Julinho.: são-paulinos por um dia. FONTE http://www.saopaulofc.net/noticias/noticias/historia/2013/7/24/sao-paulo-futebol-clube-lamenta-morte-de-djalma-santos/

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Mario Filho, o Criador das Multidões

Estreou no Festival do Rio 2010 e está no CineFoot 2011 o documentário Mario Filho, o Criador das Multidões, de Oscar Maron. Dá para ver o trailer no YouTube. … O Criador das Multidões, o filme, fala do grande cronistas esportivo, entusiasta da construção do Maracanã- que depois receberia seu nome. O diretor Oscar Maron (Canal 100 e Atlântida no C.V. ) usa crônicas do jornalista, cenas de arquivo que só pelo trailer já fico babando e depoimentos de Nelson Rodrigues (irmão do Maracanã, digo, de Mario Filho), Cony, João Máximo etc.

A exibição no CineFoot é neste sábado,28 de maio de 2011, no Unibanco Arteplex, Botafogo. Pena que este não vai passar em São Paulo.

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