Espanha campeã do mundo!

Publicado em 11 de julho de 2010

Capa do MARCA, de Madri
Da Espanha ao céu – manchete do AS.
Na Argentina, o OLÉ pediu que os campeões sigam tocando a bola.

¡Campeones!
Casillas (Real Madrid) – capitão, eleito “O” goleiro da Copa. Sérgio Ramos (Real Madrid). PuyolPiqué (Barcelona). Capdevilla (Villarreal). Xabi Alonso (Real Madrid). Busquets Xavi (Barcelona). Villa (ex-Valencia, já apresentado pelo Barça). Pedro (Barcelona). Navas (Sevilla). Torres (Liverpool). Fàbregas (Arsenal). Albiol e Arbeloa (Real), Marchena, Mata e David Silva (Valencia), Valdés (Barça), Llorente e Martinez (Athletic Bilbao), Reina (Liverpool) e, claro, Iniesta (Barcelona) e o bonachão Vicente Del Bosque são os legítimos campeões do mundo em 2010, depois de faturar também a Euro 2008.

Andrés Iniesta, nascido em Fuentealbilla, na província de Albacete, na comunidade de Castilla-La Mancha, ídolo do Barcelona, autor do único gol da nervosa decisão contra a Holanda, já no 2º tempo da prorrogação, foi eleito o melhor em campo. A segunda final europeia seguida em Copas foi amarrada, pegada, violenta demais. Ganhou quem jogou mais. A Espanha, que abusou um pouco do direito de perder chances. Nas duas maiores oportunidades holandesas, Robben esbarrou em Casillas, gigante.

E essa Holanda, hein? Só mesmo o excesso de nervosismo, talvez uma mistura de já-ganhou com revanchismo e vocês-vão-ter-que-me-engolir antes da hora pode explicar a derrota de uma seleção brasileira com uma defesa considerada excelente e jogadores como Kaká e Robinho para esse time laranja, que dá saudade dos tempos de Gullit, Van Basten e Rikjaard e da Laranja Mecânica de 78, para não falar do Carrossel Holandês de Cruyff. Bate demais da conta essa Holanda. Ainda bem que a Espanha ficou com a taça.

Flâmula do “Jabuca” fabricada por AMW, em Santos

Inspirado por uma reportagem de André Argolo na ESPN Brasil, também publico a maneiríssima flâmula do Jabaquara Atlético Clube, o Jabuca, que nasceu Hespanha Foot Ball Club em 15/11/1914 – foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. Durante a Segunda Guerra, o Hespanha passou a se chamar Jabaquara, nome do bairro de Santos onde o clube foi criado. E o estádio do Jabuca chama-se Espanha até hoje.

Aqui dentro do post, as manchetes onlines da hora do título e a campanha da Roja desde as Eliminatórias. Continuar lendo “Espanha campeã do mundo!”

Internazionale: tríplice coroa!

Flâmula da Internazionale, campeã da Europa pela terceira vez, ao bater o Bayern por 2×0 em Madrid, no Santiago Bernabéu (veja post anterior). Dois gols de Diego Milito, revelado pelo Racing campeão argentino em 2001 (o “Principito” -devido a uma certa semelhança física com o cracaço uruguaio Enzo Francescoli – jogou também na Genoa e no Zaragoza antes de chegar à Inter). A squadra nerazzurra consegue uma rara tríplice coroa: campeã italiana (pela 5ª vez seguida), campeã da Coppa da Itália e da Champions League. Parabéns aos canarinhos Júlio Cesar, Maicon, Lúcio e Thiago Motta. Missão difícilíma para qualquer adversário sul-americano apontado pela Libertadores no Mundial de Clubes, quando a Inter também tentará seu tri. Embora o técnico multicampeão José Mourinho (se é que ele não ficará por Madri) já tenha declarado seu desprezo pelo Mundial de Clubes.

Mas o sábado é da Inter, “campioni al cubo”, como diz a capa do site Inter.it, que exibe um grafismo com os 18 scudettos (títulos italianos), seis Coppas da Itália e, agora, três copas europeias nerazurri.

* Pela primeira vez, um time que entrou com 11 jogadores “estrangeiros” se sagrou campeão europeu. A Internazionale faz jus ao nome…

* QUEM GANHOU A TRÍPLICE COROA NA EUROPA?

Campeonato + copa nacional + Copa/Liga dos Campeões:

1967 – Celtic Glasgow

1972 – Ajax (também campeão mundial, ou da Copa Intercontinental, se você for europeu…)

1988 – PSV Eindhoven

1999 – Manchester United (também campeao mundial)

2009 – Barcelona (também campeão mundial)

2010 – Internazionale

Rolê pelo Museu do Barça e Camp Nou

Atualizado em fevereiro de 2012

Verso de flâmula comemorativa dos 50 anos do Camp Nou, em 2007
Bilheteria na temporada 2009/2010

Aproveito o aniversário do FC Barcelona (112 anos em 2011) para um post sugerido por Domingos D´Angelo, amigo do blog, sobre o estádio Camp Nou. Campo novo, em catalão.
O estádio – desenhado pelos arquitetos Francesc Mitjans Miró e Josep Soteras Mauri, com colaboração de Lorenzo García – para substituir o velho campo de Les Corts, erguido em 1922 e sucessivamente ampliado, mas que ficou pequeno na era Kubala. O novo campo começou a ser construído em 1954 e ficou pronto em 1957. Foi inaugurado em 24 de setembro de 1957, num amistoso entre o Barça e uma seleção de jogadores de Varsóvia. Os donos da casa ganharam por 4 a 2 e o brasileiro Evaristo de Macedo fez um dos gols. A arena era oficialmente chamada de Estadi del FC Barcelona até a temporada 2000/2001 – quando, enfim, o nome mais querido pela torcida foi oficializado. É Camp Nou e pronto, ponto.
A capacidade atual do estádio é de 99.354 pessoas, segundo a página sobre o Camp Nou no site do Barça. Do total de sócios (mais de 173.000), mais de 86 mil são “abonados”, ou seja, contam com carnê para toda a temporada. Comprar ingresso para jogos decisivos não é nada fácil!
O Camp Nou recebeu a abertura da Copa do Mundo de 1982 (veja post sobre o Mundial), a final do futebol nos Jogos Olímpicos de 1992, as finais da Copa?liga dos Campeões da Europa em 89 e 99, da Recopa 72 e 82, Copa de Feiras de 64 e das Copas do Rei de 1963, 70 e 2010 (deu Sevilla). Dentro do post, republico o Rolê do Fut Pop Clube pelo Camp Nou e Museu do Barça, que está dentro do maior estádio europeu. Continuar lendo “Rolê pelo Museu do Barça e Camp Nou”

Copa de 1982

Publicado em 26 de abril de 2010
“G´Olé” é o nome original do filme da Copa de 82, que chegou às bancas, em DVD, como “Espanha 1982“. Um Mundial que começa no Camp Nou, em Barcelona, e termina no Santiago Bernabéu, em Madri. Um Mundial em que a então campeã, a Argentina, teve a estreia de um tal de Diego Armando Maradona em Copas. Um Mundial em que o jogo mais famoso não foi a final, mas a partida em que a Squadra Azzurra de Bearzot, Zoff, Scirea e Paolo Rossi eliminou o Brasil de Telê, Júnior, Falcão, Sócrates, Zico, num estádio que hoje não existe mais, o Sarriá, antigo alçapão do Espanyol de Barcelona – daí a expressão “A tragédia do Sarriá”, quase sempre lida e ouvida quando se fala da Seleção Brasileira nessa copa. Um Mundial que ainda teve Platini, Rummenigge, Boniek, Kempes… Uma Copa com tudo isso merecia um documentário melhor do que “G´olé”. Mas pelo registro histórico, todos nós fanáticos por Copas ficamos interessados. Mesmo que muitas vezes dê vontade de abaixar o volume da narração – texto demais, com comentários muitas vezes dispensáveis. Uma pena. Ah, o filme da Copa 82 tem música do tecladista Rick Wakeman, fera do rock progressivo.

Academia

La Acadé… La Acadé… La Acadé… No fim de semana em que o Racing Club de Avellaneda (La Academia, no futebol argentino) derrotou o Boca Juniors de virada, e na Bombonera, a Academia de Hollywood deu o Oscar de melhor produção estrangeira a um filme argentino, O Segredo de Seus Olhos –que tem algumas referências ao Racing e  uma de suas melhores sequências num jogo de La Acadé na cancha do Huracán. Ok, os dois torcedores do Racing no filme de Campanella não saem muito bem na fita (e mais não posso contar), mas é ótima a cena dos personagens de Ricardo Darín e Guillermo Francella no meio da torcida do Racing que canta La Acadé… La Acadé… La Acadé… No atual campeonato argentino, o Racing briga para não cair – deu uma respirada com a vitória. E seu arquirrival de Avellaneda, o Indepediente, está na ponta.

O cinema argentino já havia ganho um Oscar por A História Oficial, ótimo filme de 1985, dirigido por Luis Puenzo, e estrelado por Héctor Alterio e Norma Aleandro. História linear, mas fortíssima e importante de conhecer. Até porque houve muitos casos reais de crianças tiradas do pais. A foto da família sorridente na capa do DVD, aí ao lado esquerdo, é um raro momento de alegria neste drama político.

Héctor Alterio e Norma Aleandro estão também em O Filho da Noiva, filmão sobre a falência da classe média argentina que tornou bem conhecido no Brasil o trabalho de Juan José Campanella, o diretor que acaba de ganhar o Oscar de película estrangeira por O Segredo dos Seus Olhos, que Fut Pop Clube recomendou semana passada. Continuar lendo “Academia”

Livros sobre o São Paulo Futebol Clube

Atualizado em fevereiro de 2014

16 de dezembro de 1935 é a data oficial da fundação do São Paulo Futebol Clube. Em 25 de janeiro de 2010, foram lembrados os 80 anos do chamado São Paulo da Floresta. Também São Paulo Futebol Clube, foi fundado por ex-integrantes do departamento de futebol do Clube Atlético Paulistano (vermelho e branco) e da Associação Atlética das Palmeiras (uniforme preto e branco). O tricolor de 1935 manteve escudo e uniforme do São Paulo da Floresta. Livros sobre o São Paulo? Saiba tudo aqui.

Continuar lendo “Livros sobre o São Paulo Futebol Clube”

Supercampeão

Barcelona banderín 2007Campeão espanhol, da Copa do Rei (equivalente à Copa do Brasil na Espanha), da Champions League, supercampeão espanhol semana passada e agora supercampeão europeu. O Shaktar Donestk aguentou (e bem) até o segundo tempo da prorrogação. Mas com um gol de Pedro Rodríguez o Barça leva mais um troféu para o Camp Nou. Vai pegar fogo a Liga Espanhola, que começa no fim de semana. No papel, o Real com Casillas, Sérgio Ramos, Pepe, Albiol, Marcelo, Diarra, Xabi Alonso, Kaká, Cristiano Ronaldo, Raúl e Benzema assusta. Vamos ver na prática se os novos galáticos vão acabar com a alegria azulgrená ou não…

Mania de Colecionar, até 29/11/2009

Convite.jpgNa sexta-feira, escrevi sobre o Museu do Boca Juniors. Um dos temas favoritos aqui do blog é o Museu do Futebol, em São Paulo. A segunda exposição temporária do museu, localizado no estádio do Pacaembu, Mania de Colecionar, vai até 16 de agosto. Bela dica de passeio para quem está de férias em Sampa. Aproveito as duas últimas semanas da mostra para republicar os textos anteriores (com fotos!) sobre as flâmulas, botões e uniformes em exibição. CLIQUE AO LADO. Continuar lendo “Mania de Colecionar, até 29/11/2009”

A primeira Libertadores do Cruzeiro

cruzeiro
Flâmula sobre o bi celeste na Taça

O ano, 1976. Na primeira fase, o Cruzeiro -então vice brasileiro- pegou o Internacional, de Minelli, Falcão e cia, e dois times do Paraguai: o Sportivo Luqueño e o Olimpia. O Cruzeiro também tinha um timaço: no gol, Raul, que seria campeão do mundo pelo Fla em 81. O lateral-direito Nelinho tinha aquela bomba, capaz de chutar bola fora de estádios grandes como o Mineirão. Piazza e Jairzinho ganharam a Copa 70 no México.  Palhinha fazia muitos gols (seria campeão paulista pelo Corinthians em 77). Na ponta-direita, Roberto Batata, ídolo da torcida cruzeirense, morreria num acidente de carro durante as semifinais. O ponta-esquerda era o infernal Joãozinho. Bom, o Cruzeiro ganhou as duas do Inter (5×4 e 2×0) e do Sportivo Luqueño (3×1 a 4×1). Com o Olimpia, um empate fora de casa (2×2) e uma goleada no Mineirão (4×1). Na fase semifinal, mais gols, muitos gols mais: 3×1 e 4×1 na LDU de Quito. 4×0 e 7×1 no Alianza de Lima (foi depois dos 4×0 contra o Alianza, no Peru, que Roberto Batata morreu, quando seguia de carro para o interior de Minas para ver mulher e filha ). Na grande final, o Cruzeiro começou goleando o River Plate em BH: 4×1. Perdeu em Buenos Aires por 2×1. No desempate, em Santiago do Chile, Cruzeiro 3×2, com gol de falta de Joãozinho no fim do jogo. Nelinho se preparava para bater. Joãozinho se antecipou e cobrou sem ninguém esperasse. Nem o goleiro do River, Landaburu, que nem se mexeu. Título da Libertadores dedicado a Roberto Batata. Continuar lendo “A primeira Libertadores do Cruzeiro”