Bola na Tela: “Boleiros”.

Num hipotético Oscar nacional sobre filmes de futebol, com certeza Boleiros -Era Uma Vez o Futebol estaria no pódio. Não tem como não se lembrar do juiz encarnado por Otávio Augusto quando um árbitro da vida real mandar voltar pênalti até o cobrador acertar… Lima Duarte faz  técnico linha dura na concentração… parece uma mistura de Telê com Felipão… Giorgetti costura com maestria episódios sobre ex-craque na pior, menino dividido entre futebol e crime, macumba como salvação de joelho de jogador… Talvez uma crítica que se possa fazer a “Boleiros” é ser muito paulista. Mas quem gosta de futebol bem abordado, bem filmado, deve se identificar. E elenco é maravilhoso: além de Otávio Agusto e Lima Duarte, Rogério Cardoso, Cássio Gabus Mendes, Adriano Stuart, Flávio Migliaccio, Marisa Orth, Denise Fraga. Há uma continuação: Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos, em cartaz no Canal Brasil neste mês de julho/2011.


O Casamento de Romeu e Julieta

No Brasil, um primo menos boleiro de “Febre de Bola” seria a comédia romântica “O Casamento de Romeu e Julieta”, dirigida pelo Bruno Barreto (2005).  A história do amor de um corintiano por uma donzela palmeirense que tem uma pai que é uma fera… digo, fanático pelo Palestra, meu. O filme é baseado no livro “Palmeiras, um Caso de Amor”, que o Mario Prata escreveu para a coleção Camisa 13, da editora DBA – Dórea Books and Art.

Continuar lendo “O Casamento de Romeu e Julieta”

Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva

Você curtiu o livro A Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha, obra de Ruy Castro? Aceita uma dica de outra emocionante biografia? É a sobre o artilheiro Leônidas da Silva, escrita por André Ribeiro, que está sendo relançada com novos nome, capa e editora: Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva (Cia dos Livros). O jornalista André Ribeiro – autor também de Fio de Esperança -Biografia de Telê Santana), reproduz um diálogo entre um taxista argentino e o jornalista Luís Mendes. “Pelé não é nada, nada, nada… perto de Leônidas”, diz o motorista.

O polêmico cracaço de bola carioca, jogou (e aprontou!) no Sírio e Líbanes, São Cristóvão, Bonsucesso, Penãrol, Vasco, Botafogo, Flamengo (campeão nos 3 grandes grandes cariocas onde jogou), São Paulo (cinco títulos paulistas na década de 40!) e Seleção Brasileira (artiheiro da Copa do Mundo de 1938 com 7 gols, segundo site da Fifa). No fim da carreira, teve oportunidade de ser técnico no São Paulo, mas o gênio difícil atrapalhou. Depois, virou comentarista de rádio (Pan), até o Mal de Alzheimer complicar as coisas. Leônidas, ídolo de infância de Pelé, superlotou uma estação de trem quando deixou o Flamengo para jogar no São Paulo. A estreia no Tricolor, num 3×3 contra o Corinthians em 1942 é considerado até hoje a partida de maior público do Pacaembu. Leônidas morreu em 24/01/2004, na véspera dos 450 anos da cidade de S.Paulo. Aí já viu, né? O carioca que foi ídolo na cidade de São Paulo dos anos 40 não teve as homenagens que merecia. Continuar lendo “Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva”