Os Belenenses e o Estádio do Restelo

Publicado em fevereiro de 2011

Fotos: FutPopClube

Foi neste simpático estádio da foto acima que Ronaldo Fenômeno marcou seu primeiro gol pelo Cruzeiro, numa excursão da Raposa pela Europa. O Cruzeiro foi ao estádio do Restelo enfrentar os Belenenses, donos da casa. E estrela do jovem artilheiro começou a brilhar em gramados internacionais. Agosto de 1993. Primeiro gol do então Ronaldinho, 16 anos!

Galhardete de jogo dos Belenenses contra o Bayern, no Museu do clube

“Gancho” para publicar mais um rolê do Fut Pop Clube: agora pelo belo estádio do Restelo e sede do Clube de Futebol Os Belenenses.

O nome vem do bairro lisboeta onde o clube foi fundado: Belém, o mesmo dos tentadores pastéizinhos. E o estádio – que me lembrou um pouco o velho Palestra Itália, do Palmeiras, antes da demolição, claro, mas com pista de atletismo na mesma cor da do Engenhão – está muito bem localizado, pertíssimo do Mosteiro dos Jerônimos e da Torre de Belém, com vista para o rio Tejo e Ponte 25 de Abril. Saca só as fotos abaixo.

Vista do Clube de Futebol Os Belenenses

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Uma vez Fenômeno

Impressionante a repercussão no Brasil e no mundo da aposentadoria ou “primeira morte” de Ronaldo Fenômeno. Cadernos e mais cadernos especiais no Brasil. Capa do Olé, na Argentina. Destaque na primeira página do importante El País, da Espanha… “Fenômeno de mídia” era o título do post que republico abaixo, sobre um documentário que trata do fenomenal começo de carreira de Ronaldinho, até a Copa América de 1997. Bem que alguém poderia reprisá-lo… Continuar lendo “Uma vez Fenômeno”

Bola na mesa

  • Mete Gol é nome de canção do Jorge Ben Jor, feita para a Copa 2006. Metegol é o nome que se dá na Argentina e outros países de língua espanhola para brinquedão que chamamos de pebolim, totó, fla-flu etc. Li que Metegol é o nome do novo filme do “hermano” Juan José Campanella, torcedor do Racing Club de Avellaneda, diretor dos espetaculares O Filho da Noiva e O Segredo dos Seus Olhos (se ainda não viu, leia meu post; e veja o filme. Recomendo!). Será um desenho animado em que os “jogadores” do tradicional 3-4-3 do totó – pebolim, metegol ou seja lá que nome você prefira – ganham vida. Vai ser muito legal isso. Você viu o que o time do Campanella fez na cena do estádio do Huracán, em O Segredo dos Seus Olhos? Então…
  • Domingo é dia de futebol de mesa no Pacaembu. Explico melhor: o Museu do Futebol promove o seu I Torneio Aberto de Futebol de Botão. São 3 categorias, para jovens botoneiros de 8 a 16 anos. A regra usada será a paulista (saiba mais no site do Museu). Mas as inscrições terminam amanhã, 12/2. Neste sábado, véspera do Torneio, o Museu vira “centro de treinamento” de futebol de botão.  Tudo de graça. Confira o serviço no site oficial e no flyer abaixo.

Em 140 toques de bola

Pitacos soltos sobre campeonatos em São Paulo, Rio de Janeiro, Inglaterra, publicados este fim de semana no meu twitter (@FutPopClube):

  • Quatro vira, oito acaba? Não. Quatro vira, 4×4 acaba, Newcastle x Arsenal, jogo maluco da Premier League.
  • Clássico é clássico e vice-versa. Vide Brasil x Argentina no sub-20 e o Derby paulista

(podemos acrescentar Chelsea 0x1 Liverpool, bem na estreia de Fernando Torres (ex-Liverpool) no Chelsea.

  • Noite dos Botafogos, no Rio e em Ribeirão Preto

(e apesar da tentação, não deu para falar que os Botafogos levaram a melhor sobre os tricolores porque o de Ribeirão também é).

Rivaldo! Rivaldo! Rivaldo!

Gostaria de lembrar de uma noite em que ouvi uma torcida gritar o nome do pernambucano tímido, um raro craque do futebol que não está nem aí para o marketing típico de muitos boleiros. “Rivaldo! Rivaldo! Rivaldo!” Só que diferentemente do coro ouvido ontem à noite no Morumbi, o sotaque era catalão, onde o V tem som de B.  Já se passaram quase 10 anos. A imagem acima é da capa do caderno de esportes do diário catalão El Periódico. Na véspera, 17 de junho de 2001, Rivaldo teve uma atuação histórica com a camisa blaugrana do Barça, treinado por Carles Rexach (dá para ver o Puyol na foto, mas o capitão ainda era Guardiola. O time tinha os holandeses Frank de Boer, Cocu, Kluivert, Overmars). Rivaldo fez de falta, fez de fora da área, fez de bicicleta, aos 43 do 2º tempo! Só não fez chover. Final: Rivaldo 3 x 2 Valencia – aliás, manchete de um jornal esportivo no dia seguinte. O hat-trick classificou o Barça para a Champions League.  Continuar lendo “Rivaldo! Rivaldo! Rivaldo!”

O 10 e o 01

Foto: Wander Roberto/VIPCOMM

Rivaldo Maravilha estreou mandando um gol, belo gol – o do empate do São Paulo na virada suada sobre o Linense. Impressionante o ceticismo do torcedor tricolor com a contratação do pentacampeão. Mas aposto que com uma sequência de boas atuações, o público começará a ir ao estádio para ver o camisa 10 como o tricolor não tinha desde Raí (Hernanes era mais um 8, um 8 nota dez, diga-se). D e m o r o u para a diretoria do São Paulo fazer alguma campanha para levar o torcedor ao Morumbi. E tem mais um motivo: Rogério Ceni, pelas contas do clube, 97 gols, com o de falta que fez hoje. Faltam 3! Ou 5, nas contas mais pessimistas.

O barato dos estaduais

Acho que o grande barato dos campeonatos estaduais é a canja de times tradicionais. Como o Cruzeiro de Porto Alegre, de volta à elite do campeonato gaúcho depois de 32 anos! Ou o Linense, o elefante, campeão da segundona paulista em 2010, que não disputava a primeira divisão desde 1957. Hesito em chamar de pequenos times tão orgulhosos de sua história. Simpatizo muito mais com eles do que com os times de empresa que ficam pulando de cidade em cidade.  Agora, que o formato longo dos estaduais não ajuda em nada os times de grana curta, ah, não ajuda mesmo. Até para eles terem alguma chance de surpreender os primos ricos, o ideal é que os estaduais fossem torneios do tipo copa. Uma fase de grupos e mata-mata.

Barceloco, meu!

13/01/2011

Eu já tinha me tocado que até fora de casa o time de Messi, Xavi, Iniesta e Villa ilimitada domina amplamente a posse de bola. Depois de mais uma “manita”, uma mãozinha, como os espanhóis apelidam as goleadas de 5 – desta vez contra o Bétis, pela Copa do Rei -uma nota do diário Sport, de Barcelona chamou a minha atenção. Já são sete jogos em que o Barça marcou 5 gols – sem contar os 8×0 contra o Almería. E com a invencibilidade de 27 partidas (liga espanhola, Copa do Rei e Champions), o Barcelona de Pep Guardiola iguala uma marca do Barcelona de Rinus Michels de 1974. Gracias, Mundo Deportivo. Continuar lendo “Barceloco, meu!”