O “Kamisa” 8 começou a brilhar com a “Kamisa” 30

Arte de ingresso da série Morumbi 50 anos em homenagem a Kaká, revelado no São Paulo. Fonte: spfcpedia.blogspot.com

Noite de 7 de março de 2001. Grande público no Morumbi. 34 minutos do segundo tempo. Um jovem da base do São Paulo -que acabara de entrar- empata o jogo decisivo do Rio-São Paulo 2001. E logo depois, faz mais um, ainda mais bonito, virando pra cima do Botafogo e garantindo ao tricolor seu primeiro e único título do Torneio Rio-São Paulo. Nas costas, o número 30. E o apelido ainda grafado como Cacá. Logo virou Kaká, camisa 8 do São Paulo, pentacampeão pela Seleção em 2002, infelizmente logo negociado para o Milan (onde jogou com a 22). De Millanello, onde era príncipe, saiu contra a vontade da torcida, para o Real Madrid (de novo com a 8) – onde para ser sincero, ainda não fez o que pode fazer. Tomara que Kaká volte a mostrar seu grande futebol. Continuar lendo “O “Kamisa” 8 começou a brilhar com a “Kamisa” 30″

Moacyr Scliar, o Cruzeiro de POA e “A Colina dos Suspiros”

O Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre entrou em campo para a semifinal da Taça Piratini (1º turno do campeonato gaúcho) contra o Grêmio, no último domingo, com uma tarja preta. Luto pela morte do escritor Moacyr Scliar, um torcedor do Cruzeiro de POA desde criancinha. Herança do pai, José Scliar. Em 2010, Moacyr Scliar escreveu coluna no jornal Zero Hora, festejando a volta do Leão à elite do futebol gaúcho. Na crônica (leia aqui), Moacyr Scliar cita seu livro A Colina dos Suspiros (editora Moderna), ficção inspirada na história do Cruzeiro e seu campo, que ficava na Colina Melancólica, assim chamada por ser uma região de cemitérios porto-alegrenses. Continuar lendo “Moacyr Scliar, o Cruzeiro de POA e “A Colina dos Suspiros””

Flâmula: Roma

Gagliardetto (flâmula) da A.S. Roma, time do imperador Adriano (até quando?), do goleiro Júlio Sérgio, do zagueiro Juan, e dos meio-campistas Fábio Simplício e Rodrigo Taddei. Já foram giallorossi Falcão, o Rei de Roma, Toninho Cerezo, Andrade, Renato Gaúcho, Aldair, Cafu. Lima, o atacante Fábio Júnior, Antonio Carlos Zago, Émerson, Mancini… E muito antes, o Dino da Costa, um centroavante ex-Botafogo, que atuou na Roma de 1955 a 60, me informa o livro Bola Fora, do PVC. Continuar lendo “Flâmula: Roma”

Penalidade Máxima

O fim de semana de tantos pênaltis decisivos (Cruzeiro de Porto Alegre eliminando Inter “B” nas quartas da Taça Piratini, com goleiro acertando e goleiro errando; ambas semifinais da Taça Guanabara definidas na marca da cal – Felipe conquistando a massa; Rogério Ceni desperdiçando a chance de se aproximar ainda mais do 100º gol na goleada contra o Bragantino ) lembrou-me de um conto arrepiante do goiano Flávio Carneiro, torcedor do Botafogo, no especial Literatura & Futebol da revista Bravo! (nas bancas). Uma narrativa praticamente cinematográfica, que prende o leitor até o apito final, digo, última linha. Continuar lendo “Penalidade Máxima”

Copa do Brasil !

Um barato o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho pegar o Murici (AL) no estádio Rei Pelé, vulgo Trapichão. O São Paulo de Rogério Ceni visitar o Treze no Amigão de Campina. Iape do Maranhão contra o Galo. Comercial (MS) x Vasco. Comercial (PI) x Palmeiras! Ipiranga (RS) x Coxa! Sampaio Corrêa x Sport! Rio Branco (AC) x Furacão! River Plate (SE) x Fogão. Imagine o(s) público(s) da(s) partida(s) entre Corinthians (RN) x Santa Cruz? Faz um agrado nos simpatizantes desses times na região visitada – que só devem aumentar seus fã-clubes por lá. Para alguns, é o nosso torneio mais democrático (tem pelo menos um time de cada estado). Só que a Copa do Brasil poderia ser mais valorizada. Primeiro, se não rolasse nas mesmas datas da Libertadores. Segundo, se tivesse os clubes que disputam a competição continental. Por que Fluminense, Santos, Inter, Cruzeiro, Grêmio e Corinthians não podem disputar a Copa do Brasil? Por que o campeão da Copa do Brasil nunca pode tentar o bi? Ah, faltam datas? Simples. Reforme-se o calendário. Estaduais muito mais curtos, com uma fase de grupos e depois mata-mata. Copa em datas nobres, finais em fins de semana, sem concorrer com Libertadores.

Para variar, deixo aqui a dica do livro cuja capa ilustra o post. “20 Anos da Copa do Brasil – De Kaburé a Cícero Ramalho”, de Alex Escobar e Marcelo Migueres, foi lançado no começo de 2009 pela editora Viana e Mosley, portanto, não inclui as conquistas do Santos (2010) e Corinthians (09).