Cartaz do filme de Kim Teixeira, “Preto no Branco – O Clássico do Século”.
Lá se vão 104 anos (a serem completados em 22 de junho) de clássico entre os dois maiores alvinegros do futebol paulista. “Preto no Branco – O Clássico do Século”, doc de Kim Teixeira, fala dessa rivalidade em ritmo de rap. Ice Dee, Xis, Criminal D e Fernandinho Beat Box dão a letra para a história do clássico Corinthians vs Santos.
Está em cartaz no Museu Pelé, em Santos. Passa nesta quarta-feira (5 de abril), às 15h. Entre quinta-feira e domingo, vão ser duas sessões, ao meio-dia e às 15h. A entrada no Museu Pelé custa R$ 10. Trailer dentro do post. Continuar lendo “Estreia: “Preto no Branco – O Clássico do Século”.”→
Por falar em futebol escocês, cinema e música pop, estreou no fim de março a continuação de “Trainspotting”, marco do cinema britânico na segunda metade dos anos 90, dirigido por Danny Boyle. Vinte e um anos depois, “T2 Trainspotting” chega para contar o que mudou na vida de Renton, Spud, Sick Boy e do violento Begbie, com outra excelente trilha sonora e mais referências a futebol. Especialmente ao Hibernian FC, de Edinburgo, time do coração de Irvine Welsh, autor dos livros em que se baseiam os dois filmes da “franquia” Trainspotting. Os Hibs, atualmente na segundona escocesa, tem quatro títulos da primeira divisão (o último foi em 1951-52!), três Scottish Cups (2015-16 é a conquista mais recente) e outras três copas da liga escocesa. A classificação do filme no Brasil é 16 anos. Continuar lendo “T2 Trainspotting”→
Escudo do Celtic FC, campeão escocês pela 48ª vez – a sexta Scottish Premier League seguida. Pode ser campeão invicto. Ainda tem chance de ganhar o triplete nacional – já ganhou a Copa da Liga Escocesa e desafia os arquirrivais Rangers na semifinal da Copa da Escócia. E em maio, o time dos católicos de Glasgow celebra meio século do título europeu – venceu a Copa dos Campeões (hoje Liga dos Campeões), em Lisboa, contra a Internazionale.
Um filme sobre a paixão pelo clube escocês completou o circuito de festivais de cinema de futebol na Europa: Celtic Soul, de Michael McNamara, conta a saga do comediante canadense Jay Baruchel para ver conhecer o mítico Celtic Park, ao lado do jornalista Eoin O’Callaghan, com quem fez contato via Twitter. Atração dos festivais Offside (Barcelona), Thinking Football (Bilbao) e 11mm (Berlim). Confira o trailer e torça para passar aqui, quem sabe no Cinefoot?
Revista mensal (“Inside United”) e programa oficial de jogo do ManUtd (“United Review”), março de 2017.
Na gigantesca cultura de futebol na Inglaterra, alguns dos itens altamente colecionáveis são os programas oficiais dos jogos – revistas bacanudas que os clubes mandantes vendem a cada partida, seja de Premier League, de Copa da Inglaterra ou de Champions League. Estatísticas, histórico, tabelas, recados dos torcedores (como aniversários), lista dos jogadores relacionados para a partida em foco, as cores dos uniformes, reportagens – inclusive sobre o time adversário. É de babar para o torcedor de um “país do futebol” que praticamente só publica um jornal esportivo de alcance nacional (“Lance!”) e duas revistas de futebol (“Placar”, “Corner”).
A maioria dos grandes clubes também conta com revistas mensais, como você vê aqui na fotos com publicações do Man United e do Liverpool. Sem falar nas revistinhas independentes, editadas por torcedores, praticamente fanzines.
Revista mensal do Liverpool e programa oficial (“This is Anfield”) do jogão contra o Arsenal – março de 2017.
O Chelsea foi o primeiro clube a produzir um programa oficial consistente para dias de partida, segundo um painel informativo no museu de Stamford Bridge, que o blog visitou em março. Isso, já em setembro de 1905! Chelsea FC Chronicle era o nome do programa, editado por Fred Parker. A revista da partida de Copa da Inglaterra contra o Brentford, em janeiro de 2017, fez uma homenagem ao Chronicle de Fred Parker, com uma capa retrô. Muito legal.
O programa oficial do jogo do Chelsea contra o Brentford pela Copa da Inglaterra teve capa retrô – 28 de janeiro de 2017.
Ainda segundo o museu do Chelsea, na temporada 1912-13 o clube vendeu mais de 341 mil cópias. Em 1948, o programa chegou a 16 páginas. E segundo o Chelsea as vendas na temporada 1972-73 atingiram 99 por cento dos espectadores de Stamford Bridge. E isso o que representa para um clube de futebol? Recurso$$$$$$, claro. Desde 1905! Os clubes brasileiros certamente considerariam apenas uma despesa.
Programa oficial de um jogo de Champions que o torcedor do Arsenal certamente quer esquecer.
Cada programa custa entre 3 e 3,50 libras nas megalojas dos clubes ou em stands na frente dos estádios. E claro, na era da internet é possível baixar versões digitais dos programas, por um preço mais em conta. No fim do post, publico os sites de alguns programas dos clubes mostrados aqui.
Folheando revistas inglesas, a gente descobre sites especializados em revender essas revistinhas. Como escrevi no começo do post, uma memorabilia altamente colecionável. Bela lembrança de um jogaço, de uma grande vitória, de uma campanha campeã.
Programa do jogo do City contra o Huddersfield Town pela Copa da Inglaterra – março de 2017