“Banderín” (flâmula, em espanhol) do Sevilla, grande campeão da Copa do Rei da Espanha 2009/2010. Mesmo desfalcado do “delantero” Luís Fabiano, que já se trata no Reffis do São Paulo Futebol Clube (e não somos apenas nós que admiramos Luís Fabigol; os jornalistas espanhóis o consideram o craque do time andaluz), o copeiro Sevilla superou o Atlético de Madrid, do delantero Diego Forlán, campeão da Europa League semana passada. 2×0, num Camp Nou (leia post anterior) superlotado, com maioria de fãs do Atleti. Por sinal, o Sevilla eliminou o poderoso Barcelona na campanha de sua quinta Copa do Rei (equivalente à nossa Copa do Brasil, só que mais tempo de história e participação dos times que disputam a competição continental, como se percebe). Parabéns ao Sevilla, em especial aos brasileiros Adriano, Renato e Luís Fabiano, que marcou 4 gols na Copa. Em agosto, tem Supercopa da Espanha: Barça x Sevilla. Jogaço.
Verso de flâmula comemorativa dos 50 anos do Camp Nou, em 2007Bilheteria na temporada 2009/2010
Aproveito o aniversário do FC Barcelona (112 anos em 2011) para um post sugerido por Domingos D´Angelo, amigo do blog, sobre o estádio Camp Nou. Campo novo, em catalão.
O estádio – desenhado pelos arquitetos Francesc Mitjans Miró e Josep Soteras Mauri, com colaboração de Lorenzo García – para substituir o velho campo de Les Corts, erguido em 1922 e sucessivamente ampliado, mas que ficou pequeno na era Kubala. O novo campo começou a ser construído em 1954 e ficou pronto em 1957. Foi inaugurado em 24 de setembro de 1957, num amistoso entre o Barça e uma seleção de jogadores de Varsóvia. Os donos da casa ganharam por 4 a 2 e o brasileiro Evaristo de Macedo fez um dos gols. A arena era oficialmente chamada de Estadi del FC Barcelona até a temporada 2000/2001 – quando, enfim, o nome mais querido pela torcida foi oficializado. É Camp Nou e pronto, ponto.
A capacidade atual do estádio é de 99.354 pessoas, segundo a página sobre o Camp Nou no site do Barça. Do total de sócios (mais de 173.000), mais de 86 mil são “abonados”, ou seja, contam com carnê para toda a temporada. Comprar ingresso para jogos decisivos não é nada fácil!
O Camp Nou recebeu a abertura da Copa do Mundo de 1982 (veja post sobre o Mundial), a final do futebol nos Jogos Olímpicos de 1992, as finais da Copa?liga dos Campeões da Europa em 89 e 99, da Recopa 72 e 82, Copa de Feiras de 64 e das Copas do Rei de 1963, 70 e 2010 (deu Sevilla). Dentro do post, republico o Rolê do Fut Pop Clube pelo Camp Nou e Museu do Barça, que está dentro do maior estádio europeu. Continuar lendo “Rolê pelo Museu do Barça e Camp Nou”→
“Campió” é campeão em catalão. O Fútbol Club Barcelona festeja sua 20ª liga espanhola. A décima nos úlimos 22 anos. 4×0 no Valladolid. Na verdade, a liga foi ganha nas duas vitórias sobre o Real Madrid. Impressionante como a torcida blaugrana (azulgrená) endeusa o treinador Pep Guardiola – claro, tem agora sete bons motivos, além de outros tantos como jogador. A festa na praça da Catalunya teve até banda de rock, tocando hino do clube e sucessos rock e pop adaptados para celebrar os feitos barcelonistas. Parabéns em especial aos brasileiros Daniel Alves e Maxwell, que fizeram discursos, como todos os “jugadors”, para os “seguidors” que superlotaram o Camp Nou (98 mil pessoas). Ao contrário da partida em si, a festa foi transmitida para um tela gigante na praça mais famosa da cidade. Todos os atletas terminam seus rápidos discursos com vivas ao Barcelona e à Catalunha.
Um olho na tela que passava o jogo entre Sevilla e Barcelona, outro na que passava Real Madrid e Athletic Bilbao. Na impossibilidade de me “teletransportar” para o Sánchez Pizjuan, do Sevilla, ou Santiago Bernabéu, acompanhei os 2 clássicos da penúltima rodada da liga espanhola num bar lotado de Santander (Taberna El Sítio). Fãs do Real (em maioria), do Barça, do Racing, do Bilbao… Um país que ama o futebol! Até os barmen torcem… e secam. O Barça massacrou no primeiro tempo, abriu 3×0, enquanto na outra tela, o Real marcou de pênalti, com Cristiano Ronaldo, o dono da pelota, líder e motor do time. Quando o bravo Athleti empatou, num golaço de Yeste, já estava com um a menos. Esse resultado dava o título ao Barcelona no sábado mesmo, com uma rodada de antecipação. Mas o Sevilla reagiu, com Kanouté e Luís Fabigol. 2×3. Reanimado, depois dos 70 minutos de bola rolando, o Real começou a fazer um gol atrás do outro. Chegou a 5×1, apesar da excelente atuação do goleiro Iraizoz, do Bilbao. Os madridistas no bar começaram a gritar “Sevilla, Sevilla, Sevilla”. Se o time de Luís Fabiano empatasse, o destino do troféu espanhol praticamente se mudaria para o Santiago Bernabéu. Mas parou por aí. Aliviados, os torcedores do Barça botaram alguns dedos na taça. Basta vencer o Valladolid no Camp Nou no fim de semana que vem para o bicampeonato. Mesmo com um título disputado pra valer por apenas 2 times, é emocionante um final como esse.
O título português desta época (temporada) ficou para a última jornada (rodada). A equipa do Benfica tem 3 pontos a mais do que o Sporting Braga e pode abrir o champanhe até com um empate contra o Rio Ave, no imenso estádio da Luz, que será tomado pelos adeptos da Águia no domingo. A equipa bracarense precisa vencer o Nacional fora de casa e contar com a derrota benfiquista, mas já se classificou para a Champions League (leio que o hino da Liga dos Campeões foi ouvido no fim do jogo no belo estádio de Braga depois da vitória contra o Paços de Ferreira). O surpreendente Braga terminou sua campanha em casa sem perder no estádio da cidade, uma fortaleza (no sentido que nós, brasileiros, damos para alçapão). O problema é que o Benfica (com zaga 100% brasileira: Luisão, irmão de Alex Silva, e David Luiz) também não perde em casa… Escrevo de Portugal e por isso tento usar as expressões futebolísticas daqui. No domingo de sol e ventinho frio em Lisboa, com direito a passeio de eléctrico (bonde) e ao delicioso pastel de Belém, tive a oportunidade de visitar o simpático estádio do Restelo, do Clube de Futebol Os Belenenses, pertíssimo do mosteiro dos Jerônimos.
Em Lisboa, tinha três opções para ver futebol na noite do domingo que passou. Uma das alternativas seria acompanhar o clássico entre Porto e Benfica pela TV. Se o Benfica empatasse, seria campeão no estádio do Dragão, do arquirrival. O Porto não deixou. 3×1.
Estádio do Clube Os Belenenses, que caiu pra 2ª divisão. Uma pena.
A segunda opção seria ver o último jogo dos Belenenses no seu belo estádio do Restelo, na época 2009/2010. Já rebaixado para a Liga de Honra (na prática, a 2ª divisão), o clube do bairro Belém goleou União de Leiria por 5×2!
A minha opção foi a 3ª, e dei azar. Sporting x Naval no estádio Alvalade XXI, que faz jus ao nome, com um jeito de Lego, cadeiras coloridas que dão impressão de estádio sempre lotado, lojas, cinemas, muitas opções de alimentação – inclusive um restaurante com vista parcial para o relvado (gramado). Realmente, um estádio do século XXI.
Bola no relvado do Alvalade XXI
Mas o futebol do Sporting não esteve à altura da moderna arena. Liedson, o Levezinho, ainda tentou jogar bola no primeiro tempo, mas sumiu no segundo. A bola não chegava para o brasileiro da camisola 31. Num contra-ataque, o Naval fez seu golo. Com o avançado (atacante) brasileiro Fábio Júnior (ex-Campinense, Fla, Vasco), sem chances de defesa para o bom guarda-redes sportinguista Rui Patrício. Os adeptos do Sporting vaiaram, sim, no final do jogo, mas quando saíam os golos do Porto, vibravam para valer com a derrota do Benfica. Mas provavelmente a festa do Glorioso, como o Benfica é chamado por seus adeptos, só foi adiada.
Moral da história: torcedor é torcedor em tudo quanto é lugar!
Por falar em torcida, como no Brasil, há o problema de violência das torcidas organizadas, aqui em Portugal chamadas de claques. O autocarro (ônibus) Vermelhão, do Benfica, foi apedrejado a caminho do estádio do Dragão. E bolas de golfe foram atiradas no relvado!
Parabéns aos campeões estaduais conhecidos neste domingo. Santos, Galo, Grêmio, Avaí, Atlético Goianiense, Vitória e Fortaleza… Assim que puder, farei o possível para publicar algumas flâmulas dos campeões estaduais.
Parabéns também ao vice-campeão paulista, o Santo André, que deixou grandes para trás.