Aguenta coração!

(depois de Fiori Gigliotti, saudoso locutor esportivo de rádio)

O domingo de fortes emoções que pode decidir o Brasileirão mais louco de todos os tempos também tem grandes clássicos pelo mundo.

Deu no diário Lance! desta sexta-feira: Barcelona x Real Madrid, o superclássico espanhol, uma das maiores rivalidades do mundo, poderá ser visto ao vivo em transmissão HD, alta definição, sonido Dolby Digital, em 51 cinemas… da Espanha (aqui, só na TV por assinatura, a partir de 16h de Brasília). Iniciativa da empresa Mediapro em pareceria com cadeias de cinema espanholas. Será que a moda pega? Apesar do cartaz do “filme”, aí à esquerda, Messi é dúvida no Barcelona (a decisão será tomada por Pep Guardiola). Do lado galático, Kaká e Cristiano Ronaldo devem atuar. Partidaça! Jogo pra ir! Digo, pra ver. Para quem está em São Paulo, a Penya Barcelonista paulistana se reúne para uma feijoada no Sport Bar 90 Minutos (R$19,90 por pessoa). Saiba mais clicando aqui.

Horas antes, na Inglaterra, um grande clássico londrino: o Chelsea (líder da Premier League, 33 pontos) visita o Arsenal (em 4º, 8 pontos a menos). E na cidade dos Beatles, Everton x Liverpool.

E o melhor Brasileirão dos últimos tempos chega a seu penúltimo capítulo. Impossível prever o que vai acontecer. Continuar lendo “Aguenta coração!”

AC/DC, Morumbi, 27/11/2009

A locomotiva do AC/DC fez uma escala de duas horas no estádio do Morumbi, na sexta-feira chuvosa em São Paulo. Primeiro, meia horinha de clássicos do rock nacional e importado com Nasi (na guitarra, Andreas Kisser). Pista, cadeiras e camarotes lotaram para ver Angus Young e seu AC/DC. Divindindo os holofotes, o vocalista Brian Johnson. Na guitarra-base, no baixo e na bateria, o mano baixinho Malcolm Young, o tranquilão Cliff Williams e Phil Rudd -os mesmos escudeiros de Angus e do inesquecícel vocalista Bon Scott no filme Let There Be Rock/Deixa o Rock Rolar, que eu vi várias vezes no cinema, no começo dos anos anos 80.

O Morumbi tremeu nesta sexta-feira – e não foi com um gol de falta de Rogério Ceni, não. Foi com “T.N.T”… “and dynamite”! Um dos primeiros sons do AC/DC! Os 65 mil fãs queriam mesmo é “Back in Black”, “Dirty Deeds…”, “Thunderstruck”, “The Jack” etc.

Esse quinteto leva a vida tocando o mesmo rock que sempre tocou, independente de ondas (melhor dizer tsunamis) como punk, new wave, thrash, grunge etc. Parabéns para eles. Porque é um senhor espetáculo. O AC/DC trouxe o seu show completo, com telões amigos, gigantescos, locomotiva, sino, canhões, a boneca inflável Rosie – ainda bem, porque o ingresso é bem caro (em alguns concertos, grandes bandas estrangeiras não trazem seu palco principal para cá).

Por outro lado, se tirássemos todos os efeitos especiais, o striptease hoje mais pudico de Angus Young, ainda sim seria um grande show. Porque o que importa é a música, é o rock. “AC”, como a galera gritava, nós te saudamos.

* Promotores e autoridades deveriam pensar em conjunto num plano de transporte público para eventos como esse. Acaba o show e são raríssimos os ônibus e táxis.  Nas cercanias do Morumbi, havia ponto de táxi que nem ponto de ônibus: um monte de gente esperando, fazendo fila, e nada de condução. Comentário vale para partidas de futebol. A Copa 2014 é logo ali.

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