Clássico mundial

cbfafa Semana de um grande clássico do futebol mundial nas eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2010. É sábado à noite, Argentina e Brasil, no mesmo Gigante de Arroyito da triste “Batalha de Rosário”, aquele violento 0x0 na Copa do Mundo de 78. Como torcedor da Seleção Brasileira e simpatizante do bom futebol argentino, espero que, do lado verde-amarelo, Kaká, Robinho, Luís Fabiano etc, e do lado alviceleste Messi e cia façam do grande clássico de sábado um belo espetáculo de bola rolando, e não um festival de entradas desleais.

Brasil e Argentina já se enfrentaram 92 vezes. O Brasil venceu 36, a Argentina 33. Empates: 23, informa a página sobre confrontos da Seleção, no site da CBF.

Leitor, de qual jogo entre as duas seleções você tem melhores lembranças? Pode refrescar a memória aqui (lista completa) ou aqui (vídeo dos 4 duelos em Copas, do Esporte Espetacular).

Vinilmania, rádio e Copa de 58

Foto da coleção de Beto Xavier, autor de "Futebol no País da Música"
Foto da coleção de Beto Xavier, autor de "Futebol no País da Música"

Aproveitei a tarde na rua Javari, digo, na rua Vergueiro para visitar a Discoteca do Centro Cultural São Paulo. Você pesquisa uma música ou um disco e, se disponível, pode ouvir. Escolhi um LP raro. “Brasil Campeão do Mundo”, lançado pelo selo Columbia e rádio Bandeirantes depois que a Seleção foi campeã do mundo, em 58. Entre um chiado e outro do velho vinil, dá para ouvir os melhores momentos das transmissões da emissora, ora na voz de Edson Leite (“para o arco e goool!”)  ora na voz vibrante de Pedro Luiz. E olha, os dois locutores davam show no rádio enquanto Pelé, Garrincha, Didi, Nilton e cia “esmerilhavam” nos gramados suecos. O apresentador da rádio fala no temido “futebol científico” da União Soviética, 3º adversário da primeira fase. No final, “dois gols para o Brasil, zero para a União Soviética”. Entre um jogo e outro, o balanço de sambas e marchinhas, bem patrióticos. No lado 2, é o  saudoso Fiori Gigliotti quem apresenta os decisivos momentos contra País de Gales (1×0 “suado”, gol de Pelé), França (5×2, fora 2 gols anulados que deixaram o locutor Edson Leite irado)  e a histórica final contra a Suécia (5×2). Show de bola da Seleção – e de Edson Leite e Pedro Luiz. Quem sabe, se um dia a rádio Bandeirantes e a Sony Music (herdeira da Columbia) não relançam em CD este LP histórico? Para quem quer saber mais sobre a Copa de 1958, recomendo o filme 1958 -O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil. Em DVD ou no Museu do Futebol, dia 28 de agosto, às 18h30 – projeto Cinema no Museu.

15 anos do É TETRAAA!!!!

1994Há exatos 15 anos, Dunga era capitão da Seleção e ergueu a Copa do Mundo. O Brasil enfim chegava ao tetra, 24 anos após o Mundial do México, na decisão por pênaltis contra a mesma Itália, depois de 120 minutos de um insistente zero a zero.

Onde você estava naquele 17 de julho de 1994? Eu assisti ao jogo nos Estados Unidos, não no Rose Bowl, abarrotado por 94 mil pessoas . Mas em Nova York, com uma turma de estudantes de inglês de vários cantos do mundo. Depois que Baggio mandou a cobrança pelos ares, uma galera festejou na rua dos brasileiros – italianos no meio, clima de confraternização total.

cartaz_tO Mundial na terra do soccer foi um sucesso de público. Uma excelente dica para lembrar da festa dos povos que foi aquela Copa é o excelente documentário oficial, Todos os Corações do Mundo, do brasileiro Murilo Salles, que usou 22 câmeras espalhadas pelos EUA e países participantes. Não espere um filme gol a gol sobre a Copa. Tem gol, mas também tem a alegria do torcedor, a emoção, a tensão do jogador. Tem uma cena clássica que é o olhar que Romário e Baggio (mal) trocam no túnel de acesso ao campo, antes da decisão. Vale a pena procurar.

Simonal

poster_simonalJá está em cartaz há dois meses Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei (trailer no site do filme). Boa cifra para um documentário. Ao final de uma sessão na tarde de domingo em São Paulo, teve gente que aplaudiu. Mesmo que esse não seja o seu caso, vale a pena ver o muito bem produzido filme. Para saber mais sobre um pedaço da história do Brasil. Para conhecer mais sobre o artista que regia Maracanãzinhos cheios antes de cair em desgraça SIGA A LEITURA>>> Continuar lendo “Simonal”

A primeira estrela da camisa amarelinha

1958 posterHoje faz 51 anos que a Seleção acabou com aquele lance de “complexo de vira-lata” e levantou pela primeira vez a Copa do Mundo. 29 de junho de 1958, estádio Rasunda. Liedholm abriu o placar para a Suécia, mas o Brasil virou com gols de Vavá, Vavá de novo, Pelé, Zagallo – Simonsson diminuiu – e Pelé definiu. Brasil 5×2. Volta olímpica. O capitão Bellini ergueu a Jules Rimet e criou marca registrada. A final, o Mundial, os craques da seleção já mereceram e vão continuar merecendo muitas homenagens em livros, músicas, filmes etc. LEIA SOBRE ISSO AQUI> Continuar lendo “A primeira estrela da camisa amarelinha”

Toca, Brasil

alb_play_brazil_30040Hoje tem Seleção. Brasil x Estados Unidos decidem a Copa das Confederações. Numa recente visita a uma loja de discos, achei um CD lançado na época da última Copa do Mundo. Play Brazil, da WEA Latina, acredito que para o mercado internacional. Apesar da capa bem clichê, vale conferir, especialmente pelo repertório, 10! Começa bem com Gilberto Gil e o Balé de Berlim. LEIA TUDO CLICANDO AQUI. Continuar lendo “Toca, Brasil”

13 é a camisa dele

braáfricaA África do Sul de Joel Santana resistiu (e levou  p e r i g o !) durante 88 minutos. Mas aquela falta sofrida por Ramires era meio gol para um grande cobrador como Daniel Alves, camisa 13 amarelinha, lateral-direito que acabara de entrar no lugar do lateral-esquerdo André Santos. Bola parada vale. Bola parada decidiu, mais uma vez. E que bola!  Brasil na final da Confederations Cup contra os surpreendentes Estados Unidos. Domingo, 15h30. E os surpreendentes sul-africanos disputam o 3º lugar contra a Espanha.

24 de junho de 1958

Nesta data querida, 51 primaveras atrás, a Seleção Brasileira eliminou a França do artilheiro Just Fontaine e se classificou para a final do Mundial disputado na Suécia.

Já em DVD o filme de José Carlos Asbeg
Já em DVD o filme de José Carlos Asbeg

O doc 1958, o Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil dedica o capítulo 6 (no DVD) à goleada de 5×2 (gols de Vavá, Fontaine, Didi-golaço!, Pelé, Pelé e de novo Pelé e Piantoni). Com direito a chororô dos franceses, que reclamam até hoje da entrada de Vavá no zagueiro Jonquet – capitão da França, que teve fratura do perônio. E como naquele tempo não havia substituição durante jogo, a seleção francesa jogou o finzinho da primeira etapa e todo o segundo tempo com um atleta a menos.

Amarelinha 3, Azurra 0 (atualizado)

braitaCom o 3×0 no clássico deste domingo pela Copa das Confederações entre pentas e tetras, o Brasil já enfrentou a Itália 14 vezes (7 vitórias, 2 empates, 5 derrotas). Em duas oportunidades, decidiram Copas do Mundo. Neste 21 de junho, faz 39 anos da conquista do tri, com aquele chocolate de 4×1 na Copa do México. Também, com aquela inflação de camisas 10… Pelé, Rivellino, Tostão, Gérson… e ainda Jairzinho, furacão da Copa, Clodoaldo, Piazza, o capita Carlos Alberto…  E em 17 de julho completaremos 15 anos do É TETRAAAA!, na Copa de 94, graças a Romário e TAAFAAAARELLLLLL!!!!! E Baggio, coitado.

Que legal que o Luís Fabiano siga marcando os seus golzinhos. Ele não é marqueteiro, não aparece em colunas sociais ou anúncios, mas faz gols importantes. Merece ir pra Copa. Acredito que Dunga vai reconhecer que Fabigol salvou-lhe o cargo algumas vezes.