11 perguntas para Maurício Noriega

Publicado em 23 de maio de 2009
Um dos textos mais lidos aqui no Fut Pop Clube é o que fala do livro Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, do comentarista Maurício Noriega, do Sportv e do Bom Dia São Paulo. Antes de mais um fim de semana de transmissões do Sportv e entre um texto e outro no Blog do Nori, o cronista encontrou um tempinho para responder por e-mail 11 perguntinhas sobre treinadores.
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1 –Fut Pop ClubeNoriega, você acha que técnico ganha jogo, ganha Copa do Mundo? Como se diz, em evidente força de expressão, que Garrincha ganhou sozinho em 62, Maradona em 86 e Romário em 94… dá para arriscar dizer que algum técnico ganhou “sozinho” uma Copa ou título importante?
Maurício Noriega -Diria que jogadores ganham jogos e técnicos ganham títulos, fazem planejamento de trabalho a longo prazo, correção de rota, ajustes. O jogo é propriedade dos jogadores. Mas o trabalho de pensar uma temporada é do técnico.
2- Fut Pop Clube No futebol do século XXI, os técnicos são superestimados, valorizados além da conta?
Noriega – Em alguns casos, sim. Mas apenas porque os dirigentes são muito amadores, despreparados e engolem tudo que os técnicos falam, na maioria dos casos. Bons dirigentes não aceitam tudo que os técnicos pedem ou propõem. Casos do Juvenal Juvêncio [S.Paulo]e do Fernando Carvalho [Inter], por exemplo.
3 – Fut Pop ClubeQuem merece mais reconhecimento? Feola? Lula? Zagallo? Ênio Andrade?
Noriega – Todos merecem. Acho que Lula e Feola sempre foram injustiçados e injustamente ridicularizados. Espero que o livro ajude a mudar esse olhar míope sobre dois grandes treinadores. Zagallo é um mito do futebol e Ênio Andrade foi genial. Continuar lendo “11 perguntas para Maurício Noriega”

Como diria o locutor: QUE FASE!

Denis contra Lusa, 25/01/09. FOTO: VIPCOMM
Denis contra Lusa, 25/01/09. FOTO: VIPCOMM

“Que fase!”, diria o locutor Milton Leite, do Sportv, sobre o momento do São Paulo. Jogadores se machucam a toda hora. O capitão Rogério Ceni fora pelo menos quatro meses. Agora, não é que o Bosco, reserva de Rogério, sofre uma contusão no joelho? Quem deve jogar no gol tricolor no clássico de domingo contra o Palmeiras é o terceiro goleiro, Denis, de 22 anos, que veio da Ponte Preta no começo do Ano. Não será a primeira fogueira que o jovem camisa 12 encara no tricolor. No clássico contra a Lusa, pelo Paulistão, em 25 de janeiro, Rogério se machucou durante o segundo tempo. Era Denis quem estava no banco. O moço de Jaú entrou e não decepcionou.

Sai, zica!

 

FOTO: Luiz Pires / VIPCOMM
FOTO: Luiz Pires / VIPCOMM

Um dia após a derrota para o Corinthians no último lance na partida de ida das semifinais paulistas, a notícia bombástica. Rogério Ceni está fora do Paulistão e da Libertadores. Fratura do tornozelo esquerdo, ao se machucar SOZINHO, em treino leve, no CT da Barra Funda. Sem Rogério, Zé Luís e Arouca, o São Paulo decidiu poupar também Miranda, Hernanes, Jorge Wagner, Borges e Washington, não relacionados para o jogo  na Colômbia.

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No gol, na linha e na história do futebol mundial

Publicado em 6 de abril de 2009

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“Boa noite passageiros. Bem-vindos ao voo 633, com destino a São Paulo. É um grande orgulho transportar o time tricampeão brasileiro de futebol”.

Esta alegre declaração, típica de torcedor, do comandante do avião que trouxe o São Paulo de volta do Distrito Federal depois da conquista do Brasileirão 2008, está no primeiro capítulo do livro ‘Maioridade Penal – 18 anos de histórias inéditas na marca da cal’ – escrito a 4 mãos por Rogério Ceni, o goleiro-artilheiro, e pelo repórter André Plihal, da ESPN Brasil. Em 6 de abril de 2009, a livraria Saraiva do Morumbi Shopping foi “invadida” por uma multidão de consumidores, torcedores, fãs… com uniforme do São Paulo. Continuar lendo “No gol, na linha e na história do futebol mundial”

Livro sobre o goleiro-artilheiro

Capa do livro do Plihal sobre Rogério
Capa do livro de André Plihal sobre Rogério Ceni

Na grande “ola” de biografias sobre futebol, li a notícia sobre o lançamento deste livro no Blog do Daniel Perrone, sempre em cima do lance. O tema é o goleiro-artilheiro Rogério Ceni, capitão do São Paulo nas suas grandes conquistas da década. O autor, o excelente repórter André Plihal, da ESPN Brasil, que acompanhou (para dar um exemplo) a vitoriosa viagem tricolor ao Japão, em 2005. Maioridade Penal-18 anos de histórias inéditas na marca do cal  já está em pré venda no site da editora Panda Books. Entrega só no começo de abril.

Aproveito para saber do leitor quais os três goleiros que você levaria para a Copa 2010, se fosse técnico da Seleção. Se quiser, escreva também os três que você acha que o Dunga vai levar. Só não vale xingar o treinador, ok, pessoal?

Vai lá de coração

Washington, coração valente. FOTO: Gaspar Nóbrega VIPCOMM
Washington, coração valente. FOTO: Gaspar Nóbrega VIPCOMM

Até que não foi sofrido. O São Paulo foi a Cali e voltou com três pontos na bagagem e a liderança do grupo 4 da Libertadores. A tarefa foi facilitada pelo gol de Washington no começo do jogo contra o América de Cali. Depois a zaga se desentendeu e W9 marcou mais um. O time vermelho, que é o atual campeão colombiano, jogou muito mal. E a discussão entre zagueiros e a briga física entre um beque e o goleiro Mesa indicam que o ambiente lá não deve ser nada bom. O São Paulo soube aproveitar e, no começo do segundo tempo, Borges ampliou. O Tricolor poderia ter chegado ao quarto, quinto, sexto gol até. Mas o América acabou diminuindo. Placar: América 1 x 3 São Paulo. Rara vitória tricolor fora de casa em Libertadores. Mesmo no anos do tri, os três pontos como visitante foram difíceis. No dia 18, em Montevidéu, o time de Muricy põe em jogo a liderança do grupo contra o Defensor Sporting, que também tem 4 pontos, mas saldo menor.

No grupo 1, o líder Sport e o lanterna Palmeiras se pegam em 8 de abril, no Recife. No G5, o Cruzeiro recebe o Universitário de Sucre em 18/03. No G7,  Grêmio visita o Boyacá Chicó, da Colômbia, na semana que vem.   Quem chega mais longe na Copa, hein?

O camisa 01

Em entrevista às emissoras de rádio no Morumbi, antes da partida do São Paulo, o goleiro Rogério Ceni (que não jogou) revelou que, como treinou de manhã e não sentiu dor, deu a maior vontade de voltar ontem mesmo contra o Independiente. Tem gente que acha que isso é ser fominha. Mas muitos (como eu) pensam que é dedicação ao futebol e ao clube. Contanto que não prejudique o time, certo? Rogério também disse que quer ganhar outra Libertadores antes de pendurar as luvas e chuteiras. Hoje Rogério é sinônimo de São Paulo Futebol Clube. Natural que não seja popular entre torcedores de outros times – aliás, mesmo entre são-paulinos, ouço algumas críticas. OK, toda unanimidade é burra, diria o cronista tricolor do Rio.  Mas SE Rogério fosse argentino, jogasse no Boca, seria ídolo lá. Se fosse catalão, jogasse no Barça, nossa, mudariam o nome do Camp Nou… Quem não gostaria de um goleiro que é no mínimo bom debaixo da trave, faz gols decisivisos de falta e pênalti (cada vez menos, é verdade) e é tranquilamente o melhor do mundo jogando com o pés, armando contra-ataques?