Voa Canarinho. Saiu o livro “Sarriá-82 – O que Faltou ao Futebol-Arte?”.

27 de maio de 2012
Waldir Peres (depois Paulo Sérgio), Leandro, Oscar, Luizinho (Edinho) e Júnior; Falcão, Sócrates, Zico e Paulo Isidoro (Toninho Cerezo); Careca (Serginho Chulapa) e Éder (Dirceu). Com esse time, a Seleção Brasileira treinada por Telê Santana goleou o Eire (República da Irlanda) por 7 a 0, há exatos 30 anos, em 27 de maio de 1982, no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Marcaram: Falcão, Sócrates (duas vezes), Serginho (também 2 gols), Luizinho e Zico!
A seleção se despedia do seu povo feliz, diante de 72.733 pagantes, para tentar buscar o tetra. Foi o último amistoso antes do voo do escrete canarinho para disputar a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Você viu aí o nome do Careca na escalação. Infelizmente, o goleador do Guarani se machucou pouco antes do Mundial. Serginho Chulapa, “o artilheiro indomável”, polêmico dentro e fora do campo, ficou com a 9. O Brasil chegou como favorito, encantou o mundo com seu quadrado mágico formado por Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico. Deu show na primeira fase. No grupo com Argentina e Itália que decidia uma vaga na final, venceu bem os hermanos, num jogo em que Maradona perdeu a cabeça: 3×1.  Contra a Itália, poderia empatar,saiu atrás, nunca esteve na frente do placar, e perdeu. 3×2. 5 de julho de 1982. O sonho do tetra foi adiado, logo com a melhor seleção que nosso futebol montou desde o tri no México 70. A falada “tragédia do Sarrià”, nome do estádio do Real Club Deportivo Espanyol de Barcelona na época (foi demolido 15 anos depois; o Espanyol usou por anos o Olímpico de Montjuic e hoje joga num moderno estádio entre Cornellà e El Prat).
A tragédia do Sarrià é o tema do livro de Gustavo Roman, futuro jornalista, colecionador de jogos de futebol (isso mesmo, ele coleciona partidas inteiras em vídeo: 5.350 partidas, de 1950 em diante!) e Renato Zanata Arnos, professor de História, pesquisador do futebol argentino (coautor do blog Futebol Argentino). “Sarriá 82 – O Que Faltou ao Futebol-Arte?”, que está para ser lançado pela Maquinária Editora. O livro já está em fase de revisão e a capa você pode ver abaixo.


Renato Zanata e Gustavo Roman assistiram, analisaram, esmiuçaram 25 dos 38 jogos (29 vitórias, 6 empates e apenas 3 derrotas) disputados pela Seleção de Telê, na primeira passagem do mestre pelo escrete canarinho. Mais os vídeos de 21 partidas da Seleção com o antecessor, Cláudio Coutinho. Total: 46 VTs. Alguns vistos e revistos.

Os autores entrevistaram Zico, os laterais Júnior e Leandro,o zagueiro Oscar, os meio-campistas Batista, Paulo Isidoro e Adílio e os jornalistas Mauro Beting, Mário Marra, André Rocha e Ariel Judas (argentino).

Parece leitura obrigatória para todos nós que sonhamos  junto com os “Pachecos” em 1982 e nunca mais choramos por derrotas de nenhuma Seleção Brasileira. Por aquela, valia a pena chorar. Como o garoto da capa (inesquecível foto, histórica primeira página) do “Jornal da Tarde”, de 6 de julho de 1982.


“E novamente ele chegou com inspiração…”

Ubirajara Alcântara, Aloísio, Fred, Reyes, Paulo Henrique, Liminha, Rodrigues Neto, Rogério, Caio (depois Samarone), Paulo César e Arilson (depois Fio). Com esse time, citado pelo excelente site Fla Estatística.com, em 15 de janeiro de 1972 o mais querido derrotou o glorioso Benfica por um a zero, em partida do Torneio Internacional de Verão do RJ, disputado no Maracanã. Esse Fio, que entrou no lugar de Arilson e fez o gol da vitória rubro-negra sobre os encarnados de Lisboa, é o Fio Maravilha, imortalizado no samba-rock superclássico do homem-gol da MPB, sucesso de público até hoje nos shows de Jorge Ben Jor, como o que Fut Pop Clube curtiu sábado, no Circo Voador. “Foi um gol de anjo/Um verdadeiro gol de placa”, escreveu Jorge Ben Jor, torcedor do Flamengo que chegou a jogar no clube de coração.
Como bem lembrou o Memória EC no mês passado, em janeiro fez 40 anos da “jogada celestial” que inspirou o “gol de classe” da música brasileira que fala de futebol. Jorge Ben Jor lançou “Fio Maravilha” pela primeira vez no discão “Ben” (capinha ao lado), no mesmo ano: 1972. Continuar lendo ““E novamente ele chegou com inspiração…””

“Joga bola, jogador”

Show de JORGE BEN JOR
Circo Voador, Rio de Janeiro, 25/02/2012
Da Coluna de Música do Fut Pop Clube
“E novamente ele chegou com inspiração/Com muito amor, com emoção, com explosão e gol/Sacudindo a torcida”. Aos “trinta e três minutos” do segundo tempo do verão 2012, Jorge Ben Jor tabelou com sua celestial Banda do Zé Prestinho e começou um show de anjo, um verdadeiro show de placa no Circo Voador. Aliás, foram dois concertos em noites consecutivas. Fui ao de sábado, quer dizer, madrugada de domingo. Ben Jor e Banda do Zé Pretinho deram um showzaço aço aço para um mais do que o florido, “crowdeado” (e suado!) Circo Voador. Continuar lendo ““Joga bola, jogador””

O Nome do Rei é Pelé


Na semana do 71º aniversário do maior jogador de todos os tempos, a dica de música é “O Nome do Rei é Pelé“, gravada por um camisa 10 da seleção brasileira de música: Jorge Ben Jor. A canção -usada no filme “Pelé Eterno” – saiu no CD Reactivus amor est (Turba Philosophorum)”, lançado por Ben Jor em 2004, e também na coletânea “Football & Samba Groove Association”, lotada de clássicos do artilheiro do samba-rock (como “Fio Maravilha”). Continuar lendo “O Nome do Rei é Pelé”

Novos Baianos e o futebol

Fala tamborim! Novos Baianos FC é o nome do disco de 1973 do grupo de Baby, Moraes, Pepeu, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor, Dadi, Jorginho Gomes e companhia ilustre. Novos Baianos FC é o nome do documentário que Solano Ribeiro fez para a TV alemã e “caiu na rede”. A paixão dos Novos Baianos pelo futebol fica clara no novo documentário  Filhos de João, Admirável Mundo Baiano, de Henrique Dantas (que passou no festival In-Edit Brasil e estreia nos cinemas em 22 de julho). Reis da bola na MPB em meados dos anos 70, os Novos Baianos não perdiam uma chance de jogar futebol. Mesmo que fosse dentro de um apartamento… Está no filme Filhos de João, Admirável Mundo Baiano. O João do título é João Gilberto, amigo e influência do grupo – já descrito como mistura de João Gilberto com Jimi Hendrix, pandeiro e cavaquinho com guitarra elétrica. Continuar lendo “Novos Baianos e o futebol”

Jogada Ensaiada do portal Cultura Brasil

Tempo de decisão no Campeonato Paulista (aliás, finalmente, já era hora de termos alguma emoção no estadual; estamos em abril!). Aproveito para dar um alô sobre o excelente especial Jogada Ensaiada que o portal Cultura Brasil fez sobre músicas que falam dos quatro maiores times paulistas – e os ídolos do Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Golaço! Os links para ouvir: Continuar lendo “Jogada Ensaiada do portal Cultura Brasil”

Projeto Mais que Bola na Vila Madalena

Publicado em 23 de março de 2011

1ª formação da Folha Seca Futebol e Música FOTO: Sofia Mattos/divulgação

Um show do grupo Folha Seca Futebol e Música abre esta noite o projeto Mais que Bola, do Centro Cultural Rio Verde (Vila Madalena, SP). Música, debates, projeções, performances e até futebol no telão! Quarta-feira sim, quarta não. Hoje é de graça, a partir de 18h. Na próxima, a entrada custa 15 reais.

O show começa um pouco depois. No repertório da banda Folha Seca, fundada em 2009,  clássicos da MPB boleira, de Um a Zero (Pixinguinha/Benedito Lacerda) a Skank, passando por Jorge Ben Jor, Novos Baianos, Milton Nascimento, Chico Buarque… Continuar lendo “Projeto Mais que Bola na Vila Madalena”

Top 5 do Fut Pop Clube em 2010

Imagem de destaque
Posts mais visitados aqui no Fut Pop Clube em 2010, segundo o WordPress.

1

Música e futebol, um caso de amor. junho, 2010

2

Gols históricos. Narrações para sempre. abril, 2010

3

Livros sobre o São Paulo Futebol Clube dezembro, 2009

4

Copacabana Club: a banda de Curitiba lança single março, 2009

5

Um rolê pelo Memorial do São Paulo fevereiro, 2009
Muito obrigado a todos visitantes!

Saudades do Galinho/Camisa 10 da Gávea

solo_8Vale a pena ídolo assumir cargo de técnico ou dirigente? Assim que fiquei sabendo da saída de Zico da direção do Flamengo, na sexta, lembrei-me da música que encerra o disco Pintando o Oito, do Moraes Moreira: a linda Saudades do Galinho, composta quando o camisa 10 da Gávea foi jogar na Udinese, da Itália. Capa ao lado. Bem que o disco poderia ser relançado, em CD e vinil… Continuar lendo “Saudades do Galinho/Camisa 10 da Gávea”

“Contra-Ataque”, de Carlinhos Vergueiro. Futebol em ritmo de samba.

Coluna de Música do Fut Pop Clube 28/09/2010
Com o perdão do trocadilho, um biscoito fino da MPB boleira ganhou um relançamento na época da Copa do Mundo 2010. Contra-Ataque – Samba e Futebol, de Carlinhos Vergueiro, saiu em edição digipack pela gravadora Biscoito Fino, com 3 músicas a mais em relação ao CD original, de 1999, independente, “que o jogo é na raça” – como diz a letra de Camisa Molhada

clássico do corintiano Toquinho e de Carlinhos Vergueiro (tricolor em SP e no RJ) sobre as peladas nos campos de terra, que diz presente nessa aula de samba e futebol. “Fique de olho no apito”… Quem ouvia as transmissões da equipe de Osmar Santos na rádio Globo SP no final dos 70 e 80 deve se lembrar da vinhetinha que anunciava o trio de arbitragem. Contra-Ataque, CD que tinha também Nação Corinthians, muito bonita (costuma ser usada em programas de TV),  e músicas sobre Raíe Zico,  agora tem ainda Romário, Linhas de Prazer e um samba inédito, Irrestível (parceria de Carlinhos com a  filha, Dora Vergueiro, e Afonso Machado). Em Linhas de Prazer, o tricolor Vergueiro escala “linhas plenas de magia” de timaços que marcaram época: Continuar lendo ““Contra-Ataque”, de Carlinhos Vergueiro. Futebol em ritmo de samba.”