
“Sangue, Swingue e Cintura” / “Milagre da Alegria” são os lados A e B de um compacto de vinil, que o flamenguista Moraes Moreira lançou pouco antes da Copa de 1982, pela gravadora Ariola. “Sangue, Swingue e Cintura” fala da seleção de Telê, o “fio de esperança”, canta os craques Zico e Sócrates (“só craque doutor!”), lembra de Pelé e Garrincha. A canção citada em livros como o do Beto Xavier e do Marcelo Mora é uma das muitas de Moraes sobre futebol – confira comigo no replay como foi o show Jogando por Música, feito muito por conta do Mundial de 2010. Continuar lendo ““Sangue, Swingue e Cintura” / “Milagre da Alegria””
Tag: músicas sobre futebol
Samba: “Exaltação ao Flamengo”
- O samba “Exaltação ao Flamengo” venceu o 1º festival de música Mengo Popular Brasileiro, o MPB, projeto do Museu Flamengo, no fim de 2012.
- A música é de Leley do Cavaco, Ronilson Rodrigues e Leco do Cavaco – do Espírito Santo. Saca só.
Os vencedores receberam o Troféu Wilson Batista – em homenagem ao compositor que escreveu várias canções sobre futebol e sobre seu time de coração, o Flamengo, claro. Wilson Batista foi o coautor com Jorge de Castro do “Samba Rubro Negro” (regravado por João Nogueira e depois, por seu filho Diogo), “Memórias de um Torcedor” (parceria com Geraldo Gomes, cantada por Cristina Buarque e seu irmão, Chico, que é tricolor), “E o Juiz Apitou” (parceria com Antônio Almeida, gravada por Marcos Sacramento, entre outros). Continuar lendo “Samba: “Exaltação ao Flamengo””
Botafogo Samba Clube

- Vi no blog Futebol Marketing que os compositores Renan Brandão, Samir Trindade e Gabriel Teixeira venceram a 3ª edição do concurso Botafogo Samba Clube. Fizeram parte do júri Jairzinho, furacão da Copa de 70, Roberto Miranda, atacante dos 60 e começo dos 70, o técnico Oswaldo de Oliveira e o preparador de goleiros Flavio Tenius.
- A TV Fogão, o canal oficial do Bota no You Tube, divulgou os melhores momentos da final do concurso, ao som do samba vencedor. Confira.
En-ger-land!

A FA, Football Association, a federação inglesa, comemora 150 anos.
Este post aqui é uma pequena homenagem ao país que inventou o esporte que o mundo todo come, bebe e respira. O futebol.
E aqui vai o clip oficial da canção da seleção da Inglaterra na Copa do Mundo de 1990 – lembrada pelo jornalista Lúcio Ribeiro (Popload), em sua coluna na editoria de esporte da Folha de S.Paulo ontem: “World in Motion”, do New Order. Participam do clip astros do English Team como o polêmico Paul Gascoine (à época no Tottenham Hotspur) e John Barnes, então jogador do Liverpool, que escreveu e cantou a parte rap desse single do New Order – nº 1 na parada britânica .
“Bola no barbante” e um CD inteiro sobre o São Paulo
Ê São Paulo! Ê São Paulo! O mais querido da terra bandeirante.
Ê São Paulo! Ê São Paulo! Com o tricolor é bola no barbante.
Entramos em campo confiantes. Nossa defesa joga com valor.
Vão pra frente os avantes. Aumentar o placar do tricolor
Grita a torcida delirante. Com o tricolor é BOLA NO BARBANTE (Oswaldo Molles / Sylvio Mazzuca)
25 de janeiro – aniversário da cidade de São Paulo – é também a data magna do tricolor paulista. Nesse dia, em 1930, boleiros insatisfeitos com o fim do futebol no Club Athletico Paulistano (alvirrubro) e na AA das Palmeiras (alvinegra) fundaram o primeiro São Paulo Futebol Clube, campeão paulista já em 1931. O clube ficou conhecido como São Paulo da Floresta por causa do estádio que herdou da AA das Palmeiras – a Chácara da Floresta, Zona Norte, que chegou a ser o maior estádio da cidade. O time tinha escudo e uniforme iguais aos do tricolor de hoje (fundado em dezembro de 1935), que se considera “preservador das glórias e tradições do São Paulo Futebol Clube, da Floresta”.
Parte da curta história do São Paulo da Floresta e do tricolor renascido em 1935 está num disco lançado em 2009, de olho nos filhos, sobrinhos e netos dos são-paulinos: o CD ‘Coração de 5 Pontas’. O músico Hélio Ziskind (autor da trilha do Cocoricó, entre outros programas infantis) compôs e gravou o disco, idealizado por Rui Branquinho, desde o final de 2012 o diretor de marketing do São Paulo. É como um disco conceitual, que conta uma história, que lida com bom humor tempos de crise financeira e jejum (“de faquir”), e atinge seus melhores momentos nos refrões e nas recriações de canções, como essa que abre o texto, “Bola no Barbante”, popular na torcida tricolor nos anos 40 (!) e duas versões do hino oficial do São Paulo.
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Milton Nascimento, 70 anos
Fut Pop Clube em rede com a Coluna de Música
Embora não seja fanático por futebol, Milton Nascimento é torcedor do Cruzeiro. O Fut Pop Clube e a Coluna de Música aproveitam o aniversário do “Bituca” para lembrar de um dos golaços da seleção brasileira de música: “Aqui é o País do Futebol”, tabelinha Milton / Fernando Brant, regravada por um monte de gente boa, brilhou na trilha sonora do filme “Tostão, A Fera de Ouro”. Quatro canções feitas para o documentário foram lançadas em compacto duplo de vinil na época (1970). E entraram como bonus tracks nas edições mais recentes do disco “Milton”, também de 1970, inclusive na que está nas bancas agora, na série da Abril Coleções. Vale a pena ouvir de novo! Continuar lendo “Milton Nascimento, 70 anos”
Canhoteiro
“Em rede” com a Coluna de Música do Fut Pop Clube

Dica do site Memória Futebol. Há exatos 80 anos, em 24 de setembro de 1932, nasceu José Ribamar de Oliveira, “um anjo torto / um Canhoteiro / um São José de Ribamar…”. Ídolo do São Paulo Futebol Clube nos anos 50, campeão paulista em 1957, Canhoteiro era considerado o “Garrincha da ponta-esquerda”. Rápido, habilidoso, goleador, dono de forte chute que explica o apelido – “lá vai a bola bala de canhão / seu pé direito é a bomba que distrai”. “Canhoteiro” é um dos gols de placa da MPB boleira, verdadeiro gol de ouro das músicas sobre futebol, baile de bola de Fagner (que é Fortaleza) e do santista Zeca Baleiro, em linha de passe com Fausto Nilo e Celso Borges, gravada no CD “Raimundo Fagner & Zeca Baleiro” (Indie Records, 2003). 
A bela canção começa com uma “sensacionalíssima” narração de um gol de falta de Canhoteiro contra o XV de Piracicaba, cortesia do locutor esportivo Braga Júnior. Continuar lendo “Canhoteiro”
Mengo Popular Brasileiro
“Nenhum time brasileiro e do mundo foi tão cantado e idolatrado como o Flamengo em gêneros que passam pelo choro, foxtrote, marcha, baião, rock, samba e samba-enredo”. Beto Xavier, no livro “Futebol no País da Música” (Panda Books)
No seu livro “Futebol no País da Música“, de 2009, o jornalista e radialista Beto Xavier, um dos principais pesquisadores de música sobre futebol, já estimava em mais de 150 as gravações sobre “os feitos, os títulos, as torcidas e até as tristezas rubro-negras”. Pois fiquei sabendo via Futebol Marketing de um projeto do Museu Flamengo e do site oficial do rubro-negro que pode adicionar (eta palavra da moda!) mais algumas canções a esse repertório: o concurso cultural Mengo Popular Brasileiro, que será também o nome de uma instalação do futuro museu do clube.
O objetivo do concurso MPB, inciais de Mengo Popular Brasileiro, é escolher um novo hit inspirado no Fla. Os interessados que tiverem uma composição inédita devem enviar seus vídeos para o site do projeto até 30 de setembro. As músicas selecionadas pelos responsáveis pelo concurso vão para uma votação na internet, em outubro.
PARTICIPE: de que músicas sobre o Flamengo você gosta mais? Deixe sua mensagem no espaço de comentários. Votação aberta a quem não é flamenguista, mas sabe reconhecer uma boa música. Eu começo.
Nesta quinta-feira de clássico tricolor, republico o texto de 2010 sobre um disco em boa parte dedicado à bola: “Contra-Ataque – Samba e Futebol”, do tricolor Carlinhos Vergueiro – ele é Fluminense no Rio e São Paulo em Sampa.
Coluna de Música do Fut Pop Clube 28/09/2010
Com o perdão do trocadilho, um biscoito fino da MPB boleira ganhou um relançamento na época da Copa do Mundo 2010. Contra-Ataque – Samba e Futebol, de Carlinhos Vergueiro, saiu em edição digipack pela gravadora Biscoito Fino, com 3 músicas a mais em relação ao CD original, de 1999, independente, “que o jogo é na raça” – como diz a letra de Camisa Molhada –
clássico do corintiano Toquinho e de Carlinhos Vergueiro (tricolor em SP e no RJ) sobre as peladas nos campos de terra, que diz presente nessa aula de samba e futebol. “Fique de olho no apito”… Quem ouvia as transmissões da equipe de Osmar Santos na rádio Globo SP no final dos 70 e 80 deve se lembrar da vinhetinha que anunciava o trio de arbitragem. Contra-Ataque, CD que tinha também Nação Corinthians, muito…
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Gorduchinha 2014: Oooosmar Santos!
“É fogo no boné do guarda/Ripa na chulipa/ Pimba na Gorduchinha/Tiruli, tirulilá/Eee queee goooool!”.
Que bonito é /as bandeiras tremulando /a torcida delirando/ vendo a rede balançar! A campanha para que a bola da Copa do Mundo de 2014 receba o carinhoso nome de Gorduchinha é “uma jogada do do do peru” do ataque formado por amigos e fãs do locutor Osmar Santos (veja as páginas da campanha Gorduchinha 2014 no Twitter e no Face). Aproveito o aniversário de Osmar Santos, o “pai da matéria”, 63 anos neste 28 de julho, para dar meu total apoio à essa campanha. Que tal eleições Diretas Já para escolher o nome da bola da Copa, hein? Alias, Diretas Já para presidente do São Paulo também!
Adoro rádio. Gosto muito de inúmeros locutores. Mas na minha opinião, Osmar Santos foi, é e sempre será o maior locutor esportivo de todos os tempos. O cara revolucionou o rádio esportivo brasileiro, nos anos 70, com transmissões cheias de humor, vinhetas e música. A escalação do trio de arbitragem, por exemplo, vinha depois de uma vinheta com um trecho de “Camisa Molhada”, clássico do tricolor Carlinhos Vergueiro e do corintiano Toquinho sobre o futebol de várzea. E os apelidos que Osmar dava? Edmundo, o “animal”. Serginho Chulapa, o “tamanduá-bandeira do futebol brasileiro”. Jorge Mendonça era o “Jojô Beleza” (há uma narração de gol do palmeirense numa das salas do Museu do Futebol’.
Sua narração “discoteque”, “livre, leve e solta” exerce influência até hoje – os que eu mais gosto de ouvir são locutores que seguem claramente a escola Osmar Santos. Vejo que o site Gorduchinha 2014 disponibiliza algumas narrações clássicas do pai da matéria para baixar no celular (confira aqui).
Na voz de Osmar, os 90 minutos eram como um gol. E o gol, então, era uma festa. Que me lembra a vinheta usada durante muitos anos pela rádio em que explodiu, a jovem rádio Jovem Pan de São Paulo.
“É gol, que felicidade! É gol, o meu time é alegria da cidade”” – “Replay”, sucesso do Trio Esperança, depois regravada pelo Trio Mocotó.

“Osmar Santos – O Milagre da Vida” é a biografia muito bem escrita por Paulo Matiussi, tema de post anterior.
By the way, o Troféu Osmar Santos (dado pelo jornal “Lance” ao melhor do 1º turno) desse ano parece que tem um favorito: o Atlético Mineiro. Bela campanha do Galo.
Um locutor que me lembrou a originalidade de Osmar Santos foi a de um xará meu português, o João Ricardo Pateiro. Dá uma olhada só no post anterior, “Golo do rádio esportivo português”.


