Galeria de ídolos aurinegros, na frente do estádio Campeón del Siglo.

Galeria de ídolos aurinegros, na frente do estádio Campeón del Siglo.

O respeito à memória de um clube é algo a ser admirado. Outro exemplo que vem do exterior.

Do lado de fora da cancha do Peñarol, inaugurada em 2016, há um espaço com totens informativos sobre ídolos aurinegros. Alguns heróis da conquista da Copa do Mundo de 1950: o goleiro Máspoli, o capitão Obdulio Varela, Schiaffino, que marcou o gol de empate contra o Brasil, e Ghigghia – como alguns outros, existem pegadas do atacante, que definiu o Mundial de 1950, no Maracanã.

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#CasualFootball e os 40 anos do primeiro título uruguaio do Defensor.

O programa Casual Football desta semana conta uma efeméride histórica do futebol sul-americano: os 40 anos do primeiro dos quatro títulos uruguaios do Defensor Sporting, que em 1976 era Club Atlético Defensor. O campeonato uruguaio de 76 foi o primeiro da era profissional que não foi parar nas galerias dos dois maiores times do país, o Nacional e Peñarol. No programa abaixo, os parceiros Pedro Tattoo e Clayton Fagundes também falam da importância do técnico Ricardo de León e mostram a inusitada volta olímpica com que os campeões comemoraram a inédita conquista, durante a ditadura uruguaia.

Mandaram bem!

Acompanhe o Casual Football no You Tube, Facebook ou Twitter. Confira a ficha técnica deste Casual Football dentro do post. Continuar lendo “#CasualFootball e os 40 anos do primeiro título uruguaio do Defensor.”

O Peñarol abriu seu estádio. E Diego Forlán marcou o gol inaugural.

O Peñarol abriu seu estádio. E Diego Forlán marcou o gol inaugural.

28 de março de 2016

Camiseta do Peñarol preparada a noite de gala. IMAGEM: facebook.com/OficialCAP/
Camiseta do Peñarol preparada a noite de gala. IMAGEM: facebook.com/OficialCAP/

O River Plate atravessou o rio da Prata para participar da inauguração do estádio Campeón del Siglo, o alçapão novinho em folha do Peñarol. E que festa linda em ouro e negro fez a hinchada manya. Bola rolando, o portero millonario Barovero se machucou e o dono da casa nova foi aproveitando. Tal qual um filme de Hollywood, coube exatamente a um ídolo carbonero, o camisa 10 Diego Forlán, filho de outro ídolo do Peñarol, Pablo Forlán, inaugurou o placar, aproveitando jogada de Murillo e com uma certa colaboração do goleiro reserva do time de Buenos Aires, Julio Chiarini. Depois, Forlán retribuiu e Murillo marcou o segundo. O River descontou, mas acabou levando uma goleada. Placar final do histórico jogo de inaguração: Penãrol 4×1 River.

Talvez seja tarde demais pra influenciar na campanha da Libertadores 2016. A situação aurinegra é complicada, como a de outros grandes sul-americanos. Mas certamente pode ter uma influência nas próximas copas.

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facebook.com/OficialCAP/
  • Capacidade: 40 mil carboneros
  • Custo: 40 milhões de dólares, 146 milhões de reais (valor de março de 2016), pechincha para os padrões das “arenas” brasileiras da Copa de 2014.

O pôr do sol é grátis! Continuar lendo “O Peñarol abriu seu estádio. E Diego Forlán marcou o gol inaugural.”

Vem aí o estádio Campeón del Siglo

Esta é a nova casa do Peñarol.

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http://www.xn--pearol-xwa.org/uc_estadio_4139_1.html

O aurinegro inaugura o seu estádio Campeón del Siglo no fim deste mês. Dia 27 tem a festa de inauguração. Em 28 de março, o primeiro jogo: um amistoso entre Peñarol e River Plate (o da Argentina). Retribuição do convite que o River fez pros manyas, na inauguração do Monumental de Nuñez, em 1938 (deu Millo, 3×1).  Continuar lendo “Vem aí o estádio Campeón del Siglo”

Gran Parque Central, o alçapão do Nacional.

Gran Parque Central, o alçapão do Nacional.
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Fachada do Gran Parque Central em novembro de 2015

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A cancha do Club Nacional de Football, que se intitula o decano do futebol uruguaio, é de 25 de maio de 1900. O Gran Parque Central foi um dos estádios da Copa do Mundo de 1930 e o Nacional também gosta de badalar o pioneirismo, como “el primer estadio Mundialista”. Em 13 de julho de 1930, EUA e Bélgica jogaram no Parque Central, simultaneamente a um jogo entre França e México em Pocitos (num estádio que não existe mais).DSC07352O Brasil jogou aqui sua primeira partida na história das Copas. Tá certo que não demos muita sorte. Perdemos pra Iugoslávia. por 2 a 1 (e contra a Bolívia, no Centenario, só cumprimos tabela).
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Em 1944, o alçapão dos albos passou a ser todo de concreto. Teve outra reinauguração em 2005 – ganhou 25 camarotes, como o que leva o nome de Artime (também jogou no Palmeiras). DSC07375Em setembro de 2014, o Nacional anunciou uma nova reforma do estádio tricolor, “padrão Fifa”, de olho na Libertadores e numa possível Copa de 2030 na Argentina e Uruguai.DSC07353

Hoje o Parque Central parece ser uma rua Javari duas vezes maior. Comporta uns 26.500 tricolores. Depois da reforma anunciada ano passado, a capacidade passaria a ser de 40 mil hinchas.
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Olé! Os Rolling Stones vão tocar em 8 estádios da América do Sul em 2016.

Olé! Os Rolling Stones vão tocar em 8 estádios da América do Sul em 2016.
Mosaico com o cartaz da turnê latino-americana. na conta dos Stones no Instagram.
Mosaico com o cartaz da turnê latino-americana. na conta dos Stones no Instagram.

Em fevereiro… em fevereiro, tem Carnaval… e vai ter Rolling Stones também. A banda de Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts confirmou hoje a volta à América Latina em 2016, 10 anos depois do megashow na praia de Copacabana. Aleluia! Vai ser uma turnê quase toda em estádios de futebol – com exceção da Cidade do México – para Copa Libertadores nenhuma botar defeito. E em algumas cidades, os cinquentones vão tocar pela primeira vez. Como Porto Alegre, Montevidéu, Lima e Bogotá.

  • Confira as datas da Olé Tour 2016:
  1. Chile – 3 de fevereiro de 2016 – Estádio Nacional Julio Martínez Prádanos
  2. Argentina – 7 de fevereiro – Estádio Único Ciudad de La Plata
  3. Argentina – 10 de fevereiro – Estádio Único Ciudad de La Plata
  4. Argentina – 13 de fevereiro – Estádio Único Ciudad de La Plata
  5. Uruguai – 16 de fevereiro – Estádio Centenario
  6. Rio de Janeiro – 20 de fevereiro, um sábado – Maracanã
  7. São Paulo – 24 de fevereiro, uma quarta-feira  – Morumbi
  8. São Paulo – 27 de fevereiro, um sábado – Morumbi
  9. Porto Alegre – 2 de março, uma quarta-feira – Beira-Rio
  10. Peru – 6 de março – Estádio Monumental
  11. Colômbia – 10 de março – El Campín
  12. México – 14 de março – Foro Sol, Cidade do México

As vendas começam a partir de 9 de novembro. Prepare o $$$ e fique de olho no site: http://www.rollingstones.com/tickets/

Veja o vídeo promocional da Olé Tour 2016.

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Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.

Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.

O escritor Eduardo Galeano, que morreu em abril de 2015, tinha quase 10 anos quando a seleção de seu país ganhou a Copa do Mundo de 1950 (era de 3 de setembro de 1940). “Hincha” do “bolsillo”, o Nacional, tricolor de Montevidéu, e amante do futebol, mesmo que a camiseta do jogador não tivesse um bolso e fosse aurinegra, Galeano convida o leitor do clássico “Futebol ao Sol e à Sombra(L&PM) a entrar num estádio vazio.

… Pare no meio do campo e escute. Não há nada menos vazio que um estádio vazio. Não há nada menos mudo que as arquibancadas sem ninguém. O estádio Centenario, de Montevidéu, suspira de nostalgia pelas glórias do futebol uruguaio. O Maracanã continua chorando a derrota brasileira no Mundial de 50. Na Bombonera de Buenos Aires, trepidam tambores de há meio século. Das profundezas do estádio Azteca, ressoam os ecos dos cânticos cerimoniais do antigo jogo mexicano de pelota. Fala em catalão o cimento do Camp Nou, e em euskera conversam as arquibancadas do San Mamés, em Bilbao…

Não tem como entrar mais num estádio em dias sem futebol,  ou naquelas tours que alguns clubes fazem, sem lembrar de Eduardo Galeano, craque do sonhos (“jogava muito bem, era uma maravilha, mas só de noite, enquanto dormia”). O texto acima é um dos muitos gols do seu livro Futebol ao Sol e À Sombra.

Dentro do post, o texto do site da editora sobre o livro. Continuar lendo “Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.”