A despedida de um mestre do comando da Seleção (também foi o último jogo OFICIAL de Zico e Sócrates com a amarelinha)*.

Não, não estou falando do Dunga, claro.

21 de junho de 1986. No estádio Jalisco, em Guadalajara, Brasil e França jogaram pelas quartas  final do Mundial 86, a segunda Copa do Mundo jogada no México. O ótimo atacante Careca marcou para o Brasil. O maestro da França, Michel Platini (dentro dos gramados, um gênio), empatou. Tensão. Pênalti a favor do Brasil. Zico, que acabara de entrar, bateu… e o goleiro francês Bats defendeu. O mata-mata foi decidido na cobrança de pênaltis. Desta vez, Zico converteu. Mas Sócrates e o bom zagueiro Júlio César perderam. O goleiro Carlos deu muito azar na cobrança de Bellone. A bola bateu na trave, nas costas de Carlos … e entrou no gol! ô zica: Brasil eliminado, França classificada pra semifinal (cairia diante da Alemanha).

Foi o último jogo com a seleção sob o comando do mestre Telê Santana, técnico do Brasil nos Mundiais de 1982 e 1986 (também foi o último jogo OFICIAL de Zico e Sócrates com a amarelinha, dica do leitor Fabiano Fabrício de Lima – ver na parte de comentários do post)

Continuar lendo “A despedida de um mestre do comando da Seleção (também foi o último jogo OFICIAL de Zico e Sócrates com a amarelinha)*.”

Black and White Stripes | The Juventus Story

Na época das festas juninas aqui, lá em Nova York rolou mais uma edição do festival de cinema Kicking + Screening, especializado em futebol. Entre as atrações, uma prévia de um documentário sobre a Vecchia Signora.  Black and White Stripes | The Juventus Story. Veja um pedacinho do trailer.

Continuar lendo “Black and White Stripes | The Juventus Story”

11224228_427683097356637_4294542473986953547_n
http://www.liverpoolfc.com/history/heysel

Editorial

2015. A Juve está de volta a uma final do principal título europeu, logo contra o temido Barça do tridente M-S-N.

Corte rápido na máquina do tempo.A primeira Taça/Copa/LIga dos Campeões da Europa conquistada pela Vecchia Signora veio num jogo que não deveria ter sido jogado. Estádio de Heysel, Bruxelas, 29 de maio de 1985. Antes da decisão da então Copa dos Campeões (hoje a organizada Champions – Liga dos Campeões), torcedores do Liverpool atacam os tifosi. Um muro de proteção desaba. Trinta e nove, isso mesmo, 39 torcedores morrem – a maioria, bianconeri. Seiscentos ficam feridos.

Incrível, mas ainda teve jogo. A Juve ganhou por 1×0. De pênalti, marcou o craque francês Michel Platini – hoje presidente da Uefa.

Sintomático que trinta anos depois da tragédia de Heysel, estádio que hoje tem outro nome (King Baudouin Stadium) e vai acabar sendo demolido, o futebol tenha vivido mais um dia triste, em outro campo, no tapete de Zurique, nos bastidores, com o continuísmo da atual administração da Fifa. Não que eu acredite que o representante de uma ou outra federação ou confederação vá fazer figura muito melhor, não.

De vez em quando, até nós, fanáticos por futebol como você que me lê e eu, sentimos nojo do esporte de que tanto gostamos. Dá uma vontade de deixar de lado. E isso tem acontecido cada vez mais.

Aconteceu em 29 de maio de 1985. Aconteceu em 29 de maio de 2015. Acontece toda vez que a gente vê uma batalha campal ou nas arquibancadas, ou ainda um episódio como o do spray na mítica Bombonera (o Boca não precisa disso!)… a briga entre são-paulinos e palmeirenses no Pacaembu durante a Supercopa de juniores… entre vascaínos e torcedores do Furacão na Arena Joinville… entre torcedores do Vovô do Ceará e do Leão de Fortaleza no Castelão (teve alguma punição? Não que eu saiba! Se teve, perdão, alguém me corrija. E poderia ter sido uma tragédia!).

Cada vez que vejo imagens de violentas covardias como todas essas citadas fico pensando se a América do Sul não está à beira de algo como Heysel.

Tomara que eu esteja totalmente enganado.

Continuar lendo “A final que ninguém deveria ter vencido”