* 1971 * O(s) Ano(s) do Galo * 2013

_ Galooo!
É praticamente impossível passar um tempo em Belo Horizonte sem ouvir esse grito, às vezes do nada.
Imagine nesta semana em que o Atlético ganhou de forma indiscutível sua primeira Copa Libertadores. Indiscutível barra emocionante barra épica!

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Antes da estranha e política unificação dos títulos nacionais, que misturou campeonatos e copas, o Atlético Mineiro era considerado o campeão do primeiro Brasileirão. Em “1971 – O Ano do Galo”, o jornalista Marcelo Baêta relata essa campanha, de um Galo comandado por Telê Santana. Pé frio? O mestre foi campeão brasileiro no começo da carreira! E resolveu pagar uma promessa com uma caminhada de quase 80 quilômetros entre Belo Horizonte e Congonhas do Campo, interior de Minas Gerais. Só que não. O mestre não conseguiu completar o percurso a pé, não. Também está na linda biografia de Telê escrita por André Ribeiro, “O Fio de Esperança”.
Dizem por aí que alguns torcedores estão terminando de pagar, agora em 2013, a promessa que o mestre Telê inventou em 1971… De BH a Congonhas do Campo!

E não é pra menos. Tem mais é que agradecer a graça alcançada, mesmo,  conquistar essa pantera… Libertadores, sua linda! Obscuro objeto do desejo não só de Luís Buñuel como de todos os sul-americanos. Na primeira fase, o “Galo Doido” tocou um metal arrasa-quarteirão. Venceu o São Paulo (campeão da Sul-Americana 2012) no Horto, goleou duas vezes o Arsenal (campeão do Clausura 2012 na Argentina) , superou o Strongest outras duas vezes, só perdeu para o São Paulo no Morumbi quando a classificação e a melhor campanha já estavam garantidas.
Nas oitavas, o Galo atropelou o confuso São Paulo de Ney Franco, que entrou em crise que parece interminável.
Nas quartas, o imponderável começou a entrar em campo. Na partida de ida, no México, o Tijuana saiu na frente, chegou a abrir um confortável 2×0, mas o Galo empatou. O Atlético e um ofensivo Tijuana empatavam em 1×1 na partida de volta, no Horto, o que dava a classificação para o Galo. Pênalti para o Tijuana no finalzinho do jogo. Se convertido, teria o peso de um “gol de ouro” para os mexicanos, morte súbita para os mineiros. A defesa que elevou o goleiro Victor a categoria de santo valeu como um goooooolllllll!!!!!!!!
Semifinais: em Rosário, o Newell´s de Gerardo Tata Martino (agora o novo técnico do Barcelona) fez 2×0. Você pensa: ferrou para o Galo. Qual o quê? No jogo do Yes We C.A.M., Bernard marcou logo. Aí você pensa. Vai ser mais fácil do que se esperava. Qual o quê? O segundo gol, que levava a partida para os pênaltis, só saiu nos acréscimos. Jô e Richarlyson isolaram… mais os argentinos também desperdiçaram… e Victor operou o segundo milagre! Na primeira partida da final, no Paraguai, R10 pouco jogou. O Galo parecia contente com 0x1, aí tomou o segundo gol nos últimos instantes. O mosaico da torcida do decano Oimpia – “El Rey de Copas quiere la quarta [Copa Libertadores] – parecia mais real que mosaico 3D de time alemão.
Só que a massa atleticana disse “Eu Acredito” e lotou não o Horto, mas o Mineirão, que comporta o triplo de crédulos. Os gols saíram no segundo tempo… Jô logo no começo da etapa final. E quando Leonardo Silva marcou o segundo, parecia que o terceiro era questão de tempo. Qual o quê? Cuca, Alexandre Kalil e o grito de Galooooooo tiveram que esperar mais 30 minutos de prorrogação e os pênaltis. Ô boca a minha no Twitter: “Hora de Victor entrar em ação”.

  • Essa saga – a história louca do Galo campeão da Libertadores 2013, que deixou o técnico lelé da Cuca na beira do gramado, festejando como ‘jogador’ de video-game – será muito melhor contada, com muito mais informação, detalhes e graça no livro que os jornalistas Leonardo Bertozzi, Mário Marra e Mauro Beting estão escrevendo. Vai se chamar “Nós Acreditamos” e deve sair pela BB Editora em agosto.

Hoje é aqui!

Foto RODRIGO LIMA  | Portal da Copa | dez.2012
Foto RODRIGO LIMA | Portal da Copa | dez.2012

Pela terceira vez, o Mineirão recebe a última partida de uma Libertadores – a primeira com o Atlético. O Olimpia sai com uma vantagem de 2×0, ampliada no último minuto da partida de ida, no Defensores del Chaco. O Galo, se não conta com o papo de “caiu no Horto, tá morto”, terá a maioria das quase 65 mil vozes. Quem leva a melhor? O Rey de Copas, que quer a quarta taça, como dizia o imenso mosaico em Assunção? Ou o “Yes, We C.A.M.“da torcida do Clube Atlético Mineiro, que também deve ter mosaico? Veremos, a partir de 22h.

Yes, We C.A.M.

Marcos Rocha, Diego Tardelli e outros jogadores do Galo chegaram ao Independência com a camiseta "Yes, We C.AM." - foto posta por Tardelli no Instagram.
Marcos Rocha, Diego Tardelli e outros jogadores do Clube Atlético Mineiro chegaram ao Independência com a camiseta “Yes, We C.AM.” – foto posta por Tardelli no Instagram.

Achei divertido o slogan da camiseta usada pelo treinador Cuca, do Galo: “Yes, We C.A.M.– o trocadilho do “Yes, we can” da campanha de Barack Obama e das quadras esportivas americanas com as iniciais do Clube Atlético Mineiro. Lembro que “Sí, se puede” também já foi usado por torcidas nos países de língua castelhana, em estádios e ginásios do mundo, e foi o refrão da torcida do Málaga, na Champions League 2012/2013 – uma bela campanha, em que o clube andaluz eliminou o FC do Porto e só caiu diante do Borussia, que seria vice-campeão, num jogo inesquecível de quartas de final.

E aí, você acha que o C.A.M. pode chegar à sua primeira final de Libertadores, contra o Olimpia? Do outro lado, o Club Atlético Newell´s Old Boys vem com uma vantagem de 2×0 aberta em Rosário – e babando para voltar à final da copa, depois de 21 anos. Continuar lendo “Yes, We C.A.M.”

Victor, Victor, Victor!

Victor, herói da classificação atleticana para as semifinais da Libertadores FOTO  Bruno Cantini | http://www.flickr.com/photos/clubeatleticomineiro/
Victor, herói da classificação atleticana para as semifinais da Libertadores FOTO Bruno Cantini http://www.flickr.com/photos/clubeatleticomineiro/
A máscara é da franquia Pânico. Mas quem apavorou foi o goleiro com o prenome do Frankenstein: Victor. FOTO Bruno Cantini  http://www.flickr.com/photos/clubeatleticomineiro/
A máscara é da franquia Pânico. Mas quem apavorou foi o goleiro com o prenome do Frankenstein: Victor. FOTO Bruno Cantini http://www.flickr.com/photos/clubeatleticomineiro/

“Vencer, vencer, vencer, esse é o nosso ideal”, canta o hino do Atlético (veja mosaico da torcida na foto abaixo). “Victor, Victor, Victor”, podemos dizer hoje. A defesa que Victor Leandro Bagy fez aos pés de Piceño já tinha valido por um gol. O que dizer do pé (esquerdo) quente que impediu o gol de pênalti (mal cobrado) pelo ótimo Riascos? Se o Galo de Kalil, Cuca, Ronaldim, Réver, Jô, Tardelli, Bernard e cia for campeão da Libertadores pela primeira vez, esse moço de Santo Anastácio (extremo oeste de São Paulo), que começou no Paulista e defendeu o Grêmio por 4 anos, não pode ser esquecido. Herói! São Victor.

Mosaico da torcida do Galo. FOTO  Bruno Cantini | http://www.flickr.com/photos/clubeatleticomineiro/
Mosaico da torcida do Galo. FOTO Bruno Cantini http://www.flickr.com/photos/clubeatleticomineiro/

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O melhor futebol do mundo está na “conexão BH-Munique”.


Claro, o Bayern ainda vai decidir a Champions League contra o rival alemão do Borussia Dortmund e o Atlético Mineiro acaba de se classificar para as quartas de final da Libertadores.
Mas em abril/maio de 2013 o melhor futebol desses dois lados do mundo é jogado no Independência e na Allianz Arena de Munique. No Horto, em BH, o Galo parece imbatível, com o quarteto fantástico -Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli, Jô e Bernard-, uma defesa segura, bons volantes, um grande técnico, outros bons valores no banco. O Super Bayern fez 7×0 no agregado contra o Barça, virtual campeão espanhol.
De novo, claro, ainda falta combinar com o Borussia e outros tantos concorrentes sul-americanos, mas neste momento seria no mínimo interessante imaginar uma final mundial entre Atlético e Bayern.
E já que estamos no reino da imaginação, como seria muito melhor se essa possível decisão do melhor time do mundo tivesse um jogo em Belo Horizonte e outro em Munique – como os Mundiais de Clubes eram decididos entre 1960 e 1979. Quem ganharia, hein?

“Sí, se puede!”, versão são-paulina.

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Vi no Futebol Marketing que o São Paulo lançou uma campanha de marketing que ajudará a lotar o Morumbi (até terça-feira, mais de 40 mil ingressos vendidos) no jogo contra o Atlético de Ronaldinho Gaúcho – partida de vida ou morte para o atual campeão da Copa Sul-Americana na Libertadores 2013. Continuar lendo ““Sí, se puede!”, versão são-paulina.”

Portões fechados

A tragédia do sinalizador em Oruro provocou, enfim, uma dura reação da Confederação Sul-Americana de Futebol. Segundo a nota publicada pela Conmebol na internet, o atual campeão da Libertadores vai tentar o bi sem um de seus grandes handicaps: a torcida. Os 3 jogos do Corinthians no Pacaembu na primeira fase serão disputados com portões fechados. E quando o atual campeão for ao México e à Colômbia, o Tijuana e o Millionários não poderão vender ingressos a torcedores corintianos. É uma medida cautelar, até a decisão final sobre o caso, e vale por 60 dias no máximo.

  • O Corinthians vai recorrer da decisão.

487350_429396433804872_1638825828_nOPINIÃO – O sinalizador que matou o adolescente Kevin Espada (14 anos, minha gente) estourou na cara de todo mundo que vai a estádios de futebol na América do Sul. É impossível não pensar que isso poderia ter acontecido aqui, no chamado “país do futebol”, o país da próxima Copa. Poderia ter acontecido comigo, com você, com nossos amigos, nossos familiares. Três batidas na madeira.
Por coincidência, ontem mesmo me deparei no twitter com um pedido de um clube europeu – o Benfica –  para sua torcida não fazer espetáculos pirotécnicos, cujo fim vinha sendo cobrado pela Uefa.
Devo confessar: não vejo a mínima graça em shows pirotécnicos, espetáculos de fogos de artifícios e coisas do gênero. A tragédia da boate Kiss Santa Maria (RS) começou com um show pirotécnico imbecil, numa noite que deveria ser de divertimento para centenas de jovens. E agora, Oruro.
Como pode alguém entrar armado – sim, o sinalizador serve de arma – num estádio? Não é apenas culpa do criminoso que lançou o artefato que tirou a vida de um jovem fanático por futebol, como você e eu.  É culpa também do mandante, das autoridades locais e da organizadora da competição.
A Libertadores 2013 já está manchada de sangue.

Uma revista eletrônica feita por e para são-paulinos: TMQ (Tricolor + Querido).

  • Revista TMQ é feita para são-paulinos – por são-paulinos.
  • O projeto Tricolor + Querido começou como um blog, fundado poucos anos atrás por então estudantes de Jornalismo.
  • Agora, saiu o nº 1 da revista eletrônica para iPad, que também pode ser baixada em PDF e lida em qualquer computador. 
  • O pessoal promete uma edição nova na primeira segunda-feira de cada mês. Eis a capa de estreia.
www.tricolormaisquerido.com.br/tmq/
http://www.tricolormaisquerido.com.br/tmq/

Como a capa indica, o grande tema da Revista TMQ nº 1 é a obsessão pela Copa Libertadores, que o tricolor volta a disputar – ou como diz o slogan são-paulino “a Copa é que volta a ser disputada”. Há uma entrevista com Palhinha, artilheiro da Libertadores 1992 /  anti-herói (pra boa parte da torcida) da decisão por pênaltis em 1994; uma das memórias de torcedor é da final de 1974, perdida para o Independiente no 3º jogo (confesso que nunca tinha visto a foto de Waldir Peres com a cabeça enfaixada). Tem um perfil de Lucas (o “garoto vermelho, preto e branco” do título de capa, o furacão da Copa Sul-Americana – não tinha me tocado que Rogério Ceni marcou de falta contra o Bahia o primeiro gol da campanha campeã. E mais: textos sobre Pedro Rocha, Gustavo Matosas (outro uruguaio) e colunas que devem ser fixas sobre os shows realizados no Morumbi e livros sobre o São Paulo.  Continuar lendo “Uma revista eletrônica feita por e para são-paulinos: TMQ (Tricolor + Querido).”

Libertadores 2013

A Pré-Libertadores promete ser uma parada dura para Grêmio e São Paulo, em janeiro.
O tricolor gaúcho joga contra a LDU (primeira partida em Quito; a segunda, na Arena do Grêmio).
O tricolor paulista decide contra o Bolívar – primeiro no Morumbi e depois em La Paz.
Se os gremistas passarem, entram no grupo do Fluminense. Se o São Paulo seguir adiante, jogará com Galo, Arsenal e Strongest. Confira os grupos da primeira fase. Continuar lendo “Libertadores 2013”