Coluna de Música | J.R. Lima

A sirene de ataque aéreo – apelido do vocalista  Bruce Dickinson -começou a funcionar pra valer no terceiro disco do Iron Maiden, estreia do cantor na banda inglesa. The Number of the Beast (ouça trechos aqui) foi o primeiro álbum  nº1 do Iron (nas paradas inglesas). Primeiro Top 40 nos EUA. É aquele disco que  mesmo revistas e livros não especializados em rock pauleira elegem para falar do Maiden. Não é à toa que Number mereceu um programa da série Classic Albums, já lançado em DVD no Brasil. Aqui não tem Prodigal Son nem instrumentais. É pauleira pura, desde a faixa 1, Invaders, até a última, Hallowed Be Thy Name, um clássico de Steve Harris, cheio de mudanças de ritmo e clima, sobre um homem no corredor da morte.  Agora, além do apelo da capa (Derek Riggs), teve dois singles fortíssimos.

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Morumbi (5.1)

Deve ser ruim uma cidade ter um estádio que só em 2011 já recebeu três shows do U2um do Iron Maiden e outro do Eric Clapton, e ainda vai abrigar dois concertos do Pearl Jam, não?
É claro que uma cobertura poderia dar mais conforto pra quem fica na arquibancada, que faltam um plano de transporte para grandes eventos e um mega estacionamento e que o metrô ainda demora pra chegar.
Mas não dá pra para descartar este grande estádio -que acaba de completar 51 anos – como praça de esportes e arena de shows numa região de São Paulo que não para de crescer.
Leia sobre o show de Clapton na minha Coluna de Música. Continuar lendo “Morumbi (5.1)”

Rock Flu dá a volta olímpica

O Rock Flu, que está no portal rádio Torcida Tricolor, fez uma edição com a faixa de campeão brasileiro no peito. Como não poderia deixar de ser, dado o nome, o programa nº 73 comemora o título com muito rock. Iron Maiden, Van Halen, Whitesnake, Motörhead, Grand Funk Railroad, Free, Avenged Sevenfold etc. Detalhe: só músicas lançadas em 1970, 1984 e 2010 – anos em que o Fluminense brilhou no futebol nacional.  Continuar lendo “Rock Flu dá a volta olímpica”

West Ham tira Manchester da Copa da Liga Inglesa (2010/2011)

30/11/2010

http://www.megastore.whufc.com

Tudo bem. O West Ham United segura a lanterna na Premier League, o campeonato inglês. Mas na Carling Cup (a Copa da Liga Inglesa), os Hammers eliminaram o poderoso Manchester United (líder no certame de pontos corridos), e com requintes de crueldade: 4×0! O West Ham está nas semifinais da Carling Cup. Como dá para perceber aqui no blog e na Coluna de Música, gosto “um pouquinho” de Iron Maiden! E como simpatizante da banda e do time de coração do Steve Harris, agora resta torcer para que o West Ham não tenha que enfrentar o Arsenal na semifinal dessa copa…

Maneiríssima esta flâmula em homenagem ao Bobby Moore, eterno capitão do West Ham e da Inglaterra campeã do mundo em 1966, hein? Continuar lendo “West Ham tira Manchester da Copa da Liga Inglesa (2010/2011)”

Guitarras para o povo!

Ao som do riff de The Ocean, clássico do Led Zeppelin, está entrando no ar Guitarras, digo, o programa Rock Flu nº 70 (ouça aqui e continue navegando no blog!). É que o convidado de Serginho Duarte e Gustavo Valladares nesta edição é Paulo “Heavy” Sisinno, que produzia o programa Guitarras para o Povo, depois somente Guitarras (entre outros) na saudosa rádio Fluminense FM, a Maldita – escola de rock para quem morou no Rio nos anos 80, como este que vos digita. Continuar lendo “Guitarras para o povo!”

25 anos do Rock in Rio I

O livro "Metendo o Pé na Lama - Os Bastidores do Rock in Rio de 1985", de Cid Castro, será relançado dia 27

Em 11 de janeiro de 1985, mais ou menos a essa hora, começava o Rock in Rio. Primeiras atrações: Ney Matogrosso, o tremendão Erasmo Carlos e Baby Consuelo+Pepeu Gomes (algo deslocados na programação da tarde/noite/madruga). O Brasil entrou de vez no circuito internacional do show bizz quando soou o hard rock do Whitesnake, com talvez sua melhor formação. O vozeirão de David Coverdale, a guitarra envenenada, cheia de efeitos, do John Sykes (ex-Thin Lizzy), o baixo do Neil Murray e a batida pesadaça do Cozy Powell. Showzão! Com destaque para Gulty of Love, Love Ain´t No Stranger e Slow and Easy, que tocaram até furar nas rádios brasileiras.O Whitesnake ainda participaria de mais uma noite do festival, mas a atração seguinte, não. Iron Maiden! Veio, arrebentou e voou de volta para os EUA (leia também o texto anterior). Depois, Queen, pela segunda vez no Brasil (existia um vídeo VHS Live in Rio, correto?). 300 mil espectadores, fãs de Iron, de Freddie Mercury, Brian May e cia, ou apenas gente jovem em busca de diversão. Era o primeiro de dez dias seguidos de festival!

Marcador do livro de Cid Castro

Que não era só de rock, apesar do nome. Tudo bem. Os roqueiros brasileiros tiveram a primeira oportunidade para ver AC/DC (ouvido a alguns quilômetros da Cidade do Rock!), Scorpions (no auge, um show eletrizante), Ozzy Osbourne (com o excelente guitarrista Jake E.Lee brilhando no emprego que foi do Randy Rhoads) ou o Yes (veteranos do progressivo). Havia espaço para música mais pop (Rod Stewart, James Taylor), MPB (Moraes, Alceu) e para bandas então emergentes do Rock Brasil, como Barão Vermelho (com Cazuza) e Paralamas do Sucesso (voltaremos ao assunto esta semana).
Em 2008, a Scortecci publicou o livro Metendo o Pé na Lama – Os Bastidores do Rock in Rio de 1985, do diretor de arte Cid Castro, que trabalhava na Artplan e criou a marca do festival (e os óculos, como o do marcador de livros ao lado). Num tom bem pessoal, linguagem franca e direta, Cid faz praticamente um diário da saga que foi a realização do Rock in Rio I.  O livro será relançado em 27 de janeiro, na livraria Travessa do Leblon, pela editora Tinta Negra.

Eu fui. Ao Rock in Rio I, II (em 1991, no Maracanã) e III (2001, de volta a Jacarepaguá). E você? A qual edição? Conte suas lembranças no espaço de comentários.

Iron Maiden, Rock in Rio, 11/1/1985

No meio da insana World Slavery Tour, a excursão promocional do discão Powerslave, o Iron Maiden fez um bate e volta rapidez para o primeiro Rock in Rio. Saiu dos EUA no inverno, tocou em pleno verão na Cidade Maravilhosa em 11 de janeiro de 1985 e voltou para os EUA em seguida. Entre o Whitesnake e o Queen, headliner da primeira noite do festival, a Donzela de Ferro fez um espetáculo para ficar na memória dos fãs sul-americanos presentes. Cerca de 50 minutos do showzão histórico fazem parte  do DVD Live After Death, que o grupo lançou oficialmente com vários bônus, para combater a pirataria. 300 mil pessoas viram o grupo no auge, após uma pá de grandes discos. No documentário History of Iron Maiden – Part 2, um desses bônus, Steve Harris confirma que foi o maior público que já viu a banda. No DVD, estão presentes Aces High, 2 Minutes to Midnight, The Trooper, Revelations (com a cena em que Bruce Dickinson aparece com o rosto sangrando, após se chocar com a guitarra de Dave Murray, lembra o empresário do então quinteto, no documentário), o imortal riff de Powerslave, que acaba servindo de mote para um solo de guitarra de Murray), Iron Maiden (e a aparição da mascote Eddie, em versão mumificada – a banda havia dado um fim ao “monstro” na turnê anterior… tem essa lógica, hahaha!), Run to the Hills (Bruce grita em português: “quero-todo-mundo-louco-esta-noite”) e Running Free.

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Shows do ano

Qual foi o melhor show internacional em 2009? Você decide. Pode votar em quantos quiser.

Fut Pop Clube acompanhou alguns: 

Manu Chao & Radio Bemba em São Paulo;

Iron Maiden na praça da Apoteose;

Kiss na Arena Anhembi/SP;

Living Colour , Via Funchal/SP, em outubro;

Faith No More na Chácara do Jockey/SP, na mesma noite de novembro em que Iggy Pop, Sonic Youth e Primal Scream tocavam em outro festival em SP, o Planeta Terra;

e enfim, AC/DC no Morumbi.

Coletânea

Caiu na rede é peixe… No festival de 1 ano de blogosfera, Fut Pop Clube pede bis para uma das praxes aqui do blog, que são “fichinhas” de preferências gentilmente preenchidas por músicos. A primeira foi com integrantes da banda curitibana Copacabana Club, como a vocalista Cacá, o guitarrista Alec, o Tile e a Claudinha. Tem espaço  para o pessoal do Metalmorphose e pro homem-multimídia que liderava o Dorsal Atlântica e hoje toca o Mustang, o Carlos Lopes. E ainda o sambista Marcos Sacramento. Com as respostas dessa turma toda, conheci um monte de sons a mais!

Também faço aqui um greatest hits dos meus pitacos sobre alguns dos melhores shows que vi no ano: Manu Chao em Sampa, Iron Maiden na praça da Apoteose, Kiss, Living Colour, Faith No More… Ou sobre a invasão de documentários musicais no cinema e no DVD.