A série BOLA NA TELA aqui do Fut Pop Clube abre espaço para um filme que tem a Copa do Mundo de Rugby de 1995 como assunto. A pouco mais de quatro meses da Copa do Mundo de futebol, na África do Sul, estreou no Brasil o novo filme do Clint Eastwood, Invictus – baseado no livro Conquistando o Inimigo, do jornalista John Carlin. O diretor não precisa de 3D, muitos efeitos ou roteiros mirabolantes para contar uma boa história e segurar o espectador na poltrona. E que história! A saga de Nelson Mandela, já presidente da África do Sul, para unir o seu país a partir da seleção de rugby, os Springboks, ou Bokkes – que só tinha um negro no time, Chester. No regime do apartheid, o rugby era tão associado aos brancos que Nelson Mandela, outros presos políticos e a maioria negra torciam contra o Springboks e odiavam sua camisa verde-amarela e o seu símbolo, um antílope. No poder, Mandela (interpretado por Morgan Freeman, indicado ao Oscar de melhor ator) quer é reconciliação, perdoar, união de brancos e negros.
Cena emblemática: no começo do governo e da história retratada, seguranças presidenciais negros, novatos no palácio, e os brancos, que já trabalhavam com o antecessor, Frederik De Klerk, trocam olhares de raiva e desconfiança mútua. Uma cena de alta tensão, sem necessidade de uma pancada. Depois, um dos seguranças brancos, fã de rugby, provoca o negro, que não quer nem saber da bola oval. Algo como: “o rugby é um esporte de cavalheiros disputado por hooligans. O futebol é um esporte de hooligans, praticado por cavalheiros”. Nem sempre, a gente sabe.
Outro belo momento é quando Mandela/Freeman entra no estádio pela primeira vez como presidente, aplaudido por alguns, vaiado por outros. Vai até a plateia, onde um torcedor branco empunha a bandeira nova da África do Sul, e o agradece por isso. Sensacional.
Matt Damon também concorre ao Oscar de ator coadjuvante, no papel do capitão dos Bokkes, François Pienaar. Indico Invictus a todo mundo que gosta de filmes sobre esportes ou que queira saber mais sobre o país anfitrião da Copa do Mundo de futebol de 2010. As cenas de jogo são extremamente bem filmadas e a sequência final te prende na poltrona. Aliás, alguns estádios que serão usados no Mundial da Fifa foram sedes da Copa de Rugby em 1995. O Loftus Versfeld Stadium, de Tshwane, e o Ellis Park, de Johanesburgo – onde o Brasil enfrenta a Coreia do Norte, em 15 de junho. Continuar lendo “Invictus: conquistando o inimigo”
12 de junho de 2010: a tabela da Copa do Mundo programa o “match” Inglaterra x Estados Unidos, em Rustenburg, África do Sul, pelo Grupo C.









Estamos a 233 dias do pontapé inicial da Copa do Mundo (11 de junho de 2010). Hoje foram sorteados os confrontos que vão decidir as últimas quatro seleções europeias do Mundial. Portugal x Bósnia. França x Irlanda. Rússia x Eslovênia. Grécia x Ucrânia. Os quatro play-offs será disputados em 14 e 18 de novembro. Osvencedores do mata-mata vão à África do Sul. Veja quem já está lá e quem pode ficar com as outras 5 vagas.
O Chile de “El Loco Bielsa” e do mago Valdivia se juntou a Brasil e Paraguai e garantiu vaga na África do Sul, ao derrotar a Colômbia de virada e em Medellín: 4 a 2. Com um gol de Palermo aos 47´ do 2º tempo, a Argentina de Maradona penou para bater o Peru por 2 a 1 na cancha do River Plate. Decisão da última vaga sul-americana direta na quarta-feira, 20h, em Montevidéu: Uruguai x Argentina. Celeste com 24 pontos, alviceleste com 25. Correndo por fora, o Equador visita o Chile.
Paraguai, Espanha e Inglaterra se juntam a Brasil, Holanda, Gana, Japão, as duas Coreias e Austrália podem arrumar as malas para a Copa do Mundo 2010. Com a África do Sul, dona da casa, são 11 as seleções garantidas no Mundial. Alguns dos usuais favoritos já estão lá…
Ele comenta um monte de jogos e participa de vários programas dos canais ESPN (como
O jornalista Paulo Vincius Coelho acaba de lançar o livro
35 anos de um dos jogos mais estranhos da história das Copas. Em 22 de junho de 1974, no Volksparkstadion de Hamburgo, jogaram Alemanha contra Alemanha, digo a Ocidental, dona da casa (e da Copa) e a Oriental. Na Alemanha Ocidental, Maier, Vogts, Beckenbauer, Breitner, Overath, Gerd Muller e outros jogadores que seriam campeões do mundo em 7 de julho. E não é que a irmã do lado de lá do muro, a Alemanha Oriental, com aquela linda camisa azul escura da DDR, venceu a partida? E com um golaço! Sparwasser, o nome da fera. A partida, da última rodada do grupo 1 da primeira fase do Mundial disputado na Alemanha, aparece em 39º lugar na lista de