Djalma Eterno

Divulgação | http://www.palmeiras.com.br/
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Muito bacana a homenagem do Palmeiras para o ídolo Djalma Santos, lateral direito bicampeão do mundo pela seleção em 1958 (ainda era da Lusa) e 62 (já no Palmeiras). O alviverde não só entrou em campo como jogou a partida deste sábado contra o Guaratinguetá com esta camiseta branca, com o rosto do bicampeão e a inscrição “Obrigado, Djalma”. Nas costas, o nome do jogador, que esta semana entrou para a seleção do Céu.

A Portuguesa também entrou em campo na rodada de sábado com homenagem ao seu campeão, com a hashtag #DjalmaEterno na camisa.

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Lançamento: “O Velho e a Bola”

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A seção Flyer informa: foi lançado na sede do Botafogo, em General Severiano, um livro de 40 crônicas sobre Nilton Santos, o lateral-esquerdo chamado de ‘Enciclopédia do Futebol’, porque sabia tudo do tal esporte bretão. “O Velho e a Bola – A Trajetória de Nilson Santos nas Crônicas de Jacinto de Thormes (Maquinária Editora)”. Jacionto de Thormes era um pseudônimo do jornalista Maneco Muller (que morreu em 2005), que escreveu os textos depois de conversas com o ‘Enciclopédia’. As crônicas foram publicadas originalmente na “Última Hora” e reunidas agora pelo alvinegro Rafael Casé. Mais do que interessante! Continuar lendo “Lançamento: “O Velho e a Bola””

Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.

“Corria o ano de 1911. Vejam vocês: 1911! O bigode do Kaiser estava, então em plena vigência. Mata Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de 14 anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Convenhamos: – grande época! grande época!”

Assim começa “O Berro Impresso das Manchetes“. Essa crônica trata do Flamengo, mas é puro Nelson Rodrigues, cujo centenário de nascimento é lembrado hoje, 23 de agosto de 2012, em todas as mídias.

O livraço é uma compilação das clássicas crônicas de Nelson Rodrigues na primeira fase da revista “Manchete Esportiva, da Bloch, entre 1955 e 1959. Foi lançado em 2007 pela editora Agir, com pesquisa de texto e informativo posfácio de Marcos Pedrosa de Souza. Continuar lendo “Nelson Rodrigues | O BERRO IMPRESSO DAS MANCHETES. Crônicas Completas da ‘Manchete Esportiva’ 55-59.”

Carlos Drummond de Andrade, “Quando É Dia de Futebol”

Atualizado em 24 de fevereiro de 2014

“O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé”.

Carlos Drummond de Andrade, em “Pelé 1.000”, Jornal do Brasil, 28/10/1969

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Craques nascidos em outubro  – Garrincha, Pelé e Maradona – são personagens do livro Quando É Dia de Futebol , que reúne poemas, crônicas e até cartas em que o poeta mineiro fala do “esporte bretão” – e agora é relançado pela Companhia das Letras, depois de um tempo fora de catálogo. O livro foi organizado por netos de CDA, Luis Mauricio e Pedro Augusto Graña Drummond. Eles vasculharam os arquivos do avô e bibliotecas para compilar os textos, que revelam um poeta bastante inteirado sobre o dia a dia do futebol. Drummond também era um torcedor apaixonado.
Escolheu o Vasco, porque foi o primeiro grande clube carioca a contratar jogadores negros.  Há textos sobre as Copas de 54, 58, 62, 66 (publicadas no Correio da Manhã). 70, 74, 78, 82 e 86 (publicadas no Jornal do Brasil). Garrincha e Pelé ganham capítulos especiais.  Continuar lendo “Carlos Drummond de Andrade, “Quando É Dia de Futebol””

Gylmar dos Santos Neves, 80 anos

O goleiro Gylmar dos Santos Neves – 80 anos neste 22 de agosto – foi campeão de tudo pela Seleção Brasileira e pelo Santos. E pediu bis. Só que antes também ganhou títulos pelo Corinthians (aliás, defendia o alvinegro quando foi campeão do mundo na Suécia, em 1958, inscrito com a camisa 3). No aniversário do grande goleiro, que começou no Jabaquara, lembro do livro Tributo a Gylmar, Matrix editora, de Marcelo Mello. Continuar lendo “Gylmar dos Santos Neves, 80 anos”

Orlando Peçanha

Orlando Peçanha, em cbf.com.br

Como dá para perceber nos posts anteriores, estou lendo o livro “As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos“. Aprendi, no texto do jornalista e narrador Milton Leite, que o zagueiro Orlando Peçanha, titular em todas as seis partidas da seleção campeã do mundo em 1958 na Suécia, não foi ao Mundial do Chile conquistar o bi. O colega de zaga do capitão Bellini na seleção e no Vasco (o niteroiense Orlando atuou em São Januca de 53 a 61)  jogava em 1962 pelo Boca Juniors. E explica Marcelo Monteiro na coluna Memória EC, quem atuava fora do país sabia que abria mão da seleção. Em 65, Orlando voltou ao futebol nacional. Para o Santos, que defendeu até 1969. Era do Peixe quando foi convocado para mais uma Copa, a de 66, na Inglaterra. E lá perdeu a única das 7 partidas que disputou em Copas (para Portugal). Ao todo, Orlando Peçanha de Carvalho usou a amarelinha ou o manto azul da seleção em 34 partidas. Venceu 25, empatou 7 e só perdeu aquela, para a seleção de Eusébio e cia. Um campeão do mundo que nos deixou hoje, 10 de fevereiro de 2010, aos 74 anos. Continuar lendo “Orlando Peçanha”

Bola na Tela

Uma lista de filmes disponíveis em DVD que falam de futebol, alguns mais, outros menos, e já foram abordados aqui no blog, com a tagBola na Tela”. Aos poucos, vou atualizando esta relação. Sugestões serão bem recebidas, pelo e-mail futpopclube@gmail.com.

ano-em-que-meus-pais-poster011O Ano em Que Meus Pais Saíram em Férias: baita filme. Nem só de violência vive o cinema brasileiro atual. Embora a história se passe durante a Copa de 70 no México.

Boleirosoutro dos melhores filmes brasileiros sobre futebol.

O Casamento de Romeu e Julieta tem sua graça. E Luana Piovani! E o ótimo Luiz Gustavo (dois são-paulinos no papel de palmeirenses verdes!)

Duelo de Campeões: “sessão da tarde” sobre o jogo da vida deles, os americanos que impuseram a maior zebra das Copas aos ingleses, na Copa de 50, em BH!.

Febre de Bolao livro do Nick Hornby se deu bem melhor que o filme baseado nele.

Garrincha, Alegria do Povo. Clássico do cinema novo. Às vezes passa no Canal Brasil. Em DVD, só na caixa do diretor Joaquim Pedro de Andrade.

Hooligans. Muita pancadaria na ficção com toques do que rola em torcidas inglesas, como a do West Ham United querido do Steve Harris, que este ano luta contra o rebaixamento na Premier League.

Juventus Rumo a Tóquio – curta-metragem sobre um domingo decisivo e dramático na Javari, campo do Moleque Travesso, recém lançado em DVD (leia mais aqui).

O Milagre de Berna. Drama que reconstitui a saga da Alemanha Ocidental para ganhar da Hungria de Puskas, na Copa de 54, na Suíça.

1958 – o Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil. Excelente documentário sobre a Seleção Brasileira, enfim campeã do mundo em 58.

O Mundo A Seus Pés conta a a Extraordinária História do New York Cosmos, antes, durante e depois da Era Pelé. Interessantíssimo.

Zico na Redegols, gols e mais gols do camisa 10 da Gávea.

Sem falar nos DVDs específicos de Corinthians, Flamengo, Internacional, São Paulo…

“Didi – O Gênio da Folha-Seca”

Livro DidiAcabou a sopa deles. Agora é a nossa vez. Vamos encher a caçapa desses gringos de gols! Aqui dentro da casa deles mesmo.

A frase está no livro Didi, o Gênio da Folha-Seca . Você que se interessa pela história das Copas ou pela história do Penta já deve ter visto a imagem. Logo depois que os suecos abriram o placar na grande final da Copa de 58, o então camisa 6 da Seleção Brasileira pega a bola na defesa, levanta a poeira e comanda a volta por cima. O resultado você sabe: Brasil 5 a 2. A taça do mundo era nossa pela primeira vez. A biografia do melhor jogador da Copa 58, muito bem escrita pelo jornalista Péris Ribeiro (lançado em 2009). Comecei pelo capítulo que aborda a polêmica passagem de Didi pelo Real Madrid (no currículo, o “príncipe etíope” já era campeão carioca de 51 pelo Flu e de 57 pelo Botafogo, do Pan-Americano de 52 e da Copa de 58  pela Seleção). Continuar lendo ““Didi – O Gênio da Folha-Seca””

Vinilmania, rádio e Copa de 58

Foto da coleção de Beto Xavier, autor de "Futebol no País da Música"
Foto da coleção de Beto Xavier, autor de "Futebol no País da Música"

Aproveitei a tarde na rua Javari, digo, na rua Vergueiro para visitar a Discoteca do Centro Cultural São Paulo. Você pesquisa uma música ou um disco e, se disponível, pode ouvir. Escolhi um LP raro. “Brasil Campeão do Mundo”, lançado pelo selo Columbia e rádio Bandeirantes depois que a Seleção foi campeã do mundo, em 58. Entre um chiado e outro do velho vinil, dá para ouvir os melhores momentos das transmissões da emissora, ora na voz de Edson Leite (“para o arco e goool!”)  ora na voz vibrante de Pedro Luiz. E olha, os dois locutores davam show no rádio enquanto Pelé, Garrincha, Didi, Nilton e cia “esmerilhavam” nos gramados suecos. O apresentador da rádio fala no temido “futebol científico” da União Soviética, 3º adversário da primeira fase. No final, “dois gols para o Brasil, zero para a União Soviética”. Entre um jogo e outro, o balanço de sambas e marchinhas, bem patrióticos. No lado 2, é o  saudoso Fiori Gigliotti quem apresenta os decisivos momentos contra País de Gales (1×0 “suado”, gol de Pelé), França (5×2, fora 2 gols anulados que deixaram o locutor Edson Leite irado)  e a histórica final contra a Suécia (5×2). Show de bola da Seleção – e de Edson Leite e Pedro Luiz. Quem sabe, se um dia a rádio Bandeirantes e a Sony Music (herdeira da Columbia) não relançam em CD este LP histórico? Para quem quer saber mais sobre a Copa de 1958, recomendo o filme 1958 -O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil. Em DVD ou no Museu do Futebol, dia 28 de agosto, às 18h30 – projeto Cinema no Museu.