Roupa nova para os Alviverdes e para os Red Devils.

A adidas revelou uniformes de dois dos grandes clubes com quem tem contrato. A nova camisa I do Palmeiras para 2017 e o segundo uniforme do Manchester United para a temporada 2017-2018.

O home kit do atual campeão brasileiro confirmou a imagem que tinha vazado na internet (clique em qualquer foto acima para abrir a galeria). Com a volta das listras e o distintivo de camisa usado lançado na campanha da Arrancada Heroica, de 1942.

E o clube que foi adversário do Verdão no Mundial Interclubes 1999 revelou hoje o segundo uniforme para a temporada 2017-18 do futebol europeu. O away kit dos Red Devils é inspirado no padrão de estampa da segunda camisa de 1990-92 (não na cor, já que aquele tinha fundo branco). Abra a galeria de imagens dentro do post. Continuar lendo “Roupa nova para os Alviverdes e para os Red Devils.”

Personagem: o torcedor.

Segunda-feira, 17 de setembro de 2012, shopping-center na zona sul de São Paulo. Um dia depois de uma doída derrota – uma derrota no Derby, diante do arquirrival -, o jovem torcedor não deixou de sair na rua com a camisa do seu time. Não uma camisa de treino, uma polo, mas o manto sagrado, o uniforme número 1. Verde.

Na 19ª posição do Brasileirão, 20 pontos, apenas uma vitória acima do lanterna, o Atlético Goianiense; e 8 pontos abaixo do primeiro fora da zona de rebaixamento, o Flamengo,  que tem um jogo a menos.

Fiquei pensando. Será que esse verdadeiro torcedor do Palmeiras partiria para violência, quebraria cadeiras no estádio, arriscando o clube a perder mandos de campo na reta final? Duvido. O que ele achou da decisão de cortar na própria carne, demitindo o técnico e ídolo Felipão? Imagino que não concordou. Pensando bem, talvez tenha concluído que não tinha mais jeito. Um tratamento de choque pode dar certo e preservar o ídolo de uma tristeza maior.

Uma coisa é certa. Esse torcedor não abandonou o Palmeiras na Série B. E não abandonará se  o alviverde imponente cair de novo para a Segundona.

Mas aposto também que esse e outros torcedores que saíram de camisa verde na segunda-feira, mesmo depois da derrota no Derby para o grande rival, que deixou o time de coração em penúltimo lugar, acredita.

Acredita que Barcos vai dar uma de Fred e o Palmeiras vai repetir o time de guerreiros do Fluminense que conseguiu escapar de uma degola.

Acredita numa arrancada… como a arrancada heroica alviverde de 1942, que ontem completou 40 anos – tema do novo livro do jornalista e historiador Fernando Razo Galuppo, “Morre Líder, Nasce Campeão!” – título inspirado pela frase de Armando Del Debbio, treinador do “Palestra que morreu líder” e “Palmeiras que nasceu campeão”.

Se eu fosse Nelson Rodrigues, cujo centenário também inspira este texto, meu personagem da semana seria o torcedor. Que vestiu uma camisa verde e saiu por aí. Continuar lendo “Personagem: o torcedor.”

“Morre Líder, Nasce Campeão!”

image
Vem aí o livro do jornalista e historiador Fernando Razzo Galuppo sobre a Arrancada Heroica do Palestra/Palmeiras, rumo ao título do Campeonato Paulista de 1942: “Morre Líder, Nasce Campeão!”, pela BB Editora. Galuppo é autor de outros livros sobre o Verdão (“Alma Palestrina”,“Palmeiras Campeão do Mundo 1951“,  “O Time do Meu Coração”) e um sobre o Juventus, da Mooca (“Glórias de um Moleque Travesso”, sai ainda este ano).
Continuar lendo ““Morre Líder, Nasce Campeão!””

Entrevista com Mauro Beting (final)

Seguimos com o papo via e-mail com o jornalista Mauro Beting. Abaixo, a linha atacante de raça, digo, as três últimas perguntas. Ele fala do pai, Joelmir Beting, de música -brinca de DJ!-e futebol, claro.

9 – Fut Pop Clube – Seu pai trabalhou no jornalismo esportivo antes de mudar para as páginas de economia. O estilo do Joelmir influenciou seu texto?beting

Mauro Beting – Muito. Por DNA, não por cópia. Mas, claro, sem a mesma qualidade. O que é bom é que sempre soube que eu não estava à altura dele. Nunca pretendi chegar perto. Mas, de fato, tem alguma coisa. No início de carreira, até fiz alguns textos que ele assinou. Uma baita honra. E sei que, desde o início, até sempre, as pessoas vão comparar, vão achar que ele me botou nos lugares em que trabalhei… sou tão burro que só fui trabalhar com ele depois de 17 anos de ofício. Ele é o pior nepotista que existe, embora nós façamos há 5 anos o programa mais nepotista da história da TV brasileira: “Beting & Beting” [canal Band Sports].

10 – Fut Pop ClubeVocê escrevia sobre música pop no começo dos anos 90, no jornal FT, do grupo Folha, que depois virou Agora. Que som você gosta de ouvir hoje? Que show te tiraria de casa?

Mauro Beting – Gosto desde música napolitana até rock bem alternativo. radioheadNão pude ir ao Radiohead, mas é um show que me tiraria de casa. Como Oasis[NdaR: site reformulado!]. Como REM. Como Pink Floyd. U2. Travis. Stevie Ray Vaughan (in memorian). Beatles. Kinks. João Gilberto. Tom Jobim. 10.000 Maniacs. Cowboy Junkies. Ih… tanta gente e tanto gênero. Menos breganejo e pagode, tudo eu escuto. Discothèque, blues, chorinho, hinos de clubes e de países. Nos últimos tempos, tenho até brincado de DJ, numa festa do Simoninha de MPB, e de rock lá na Funhouse, em São Paulo. É o meu maior prazer depois do futebol. por mim, tocaria todas as noites, vendo jogos antigos no telão.

11 – Fut Pop Clube -Pra terminar, uma pegadinha. Qual é o maior Palmeiras da história? O da Arrancada Heróica de 1942? O campeão da Copa Rio, em 1951? A primeira Academia que disputava com o Santos de Pelé? A segunda Academia, bicampeã brasileira? O time que saiu da fila em 93/93 e também foi bi brasileiro? O do ataque de 100 gols? Ou o campeão da América? Difícil, hein?

Mauro Beting – o que mais marcou é o de 12 de junho de 1993. Por culpa de tudo que não fizeram desde 18 de agosto de 1976, excetuando 9 de dezembro de 1979 [Nota do blog: ficou curioso? veja que jogo foi esse no Futpédia]. O futebol mais lindo que vi de verde, e dos mais lindos que vi na vida, é o do primeiro semestre de 1996. O que mais prendeu a respiração foi o de 16 de junho de 1999. Mas aquele que vi em 20 de fevereiro de 1974 ser bi brasileiro é uma rima que foi uma seleção do Brasil em 1974. Enfim, todos esses, e muito mais. Pelo futebol, o de 1996, mas durou pouco. Pela bola, fico com a segunda academia. Técnica, tática e física. E tinha Ademir. Tinha Luisão Pereira. Tinha Leivinha. Tinha Leão. Tinha Dudu. Tinha César Maluco. E tinha um moleque de seis anos que curtia o primeiro e último amor além da família. E, entre nós, tem família melhor que a do nosso time?

Fut Pop Clube -Valeu, Mauro Beting. Muito obrigado!