Frampton, Bon Jovi, Scorpions, Jeff Beck.

O que esses grupos e músicos têm em comum, além das guitarras, baixos, baterias e dos shows este semestre no Brasil? O talk box, ou voice box, um equipamento usado por alguns guitarristas na boca que produz um som maneiríssimo, um pouco parecido com o pedal wah-wah. Quatro dicas: Peter Frampton, o primeiro a chegar ao Brasil este ano, usou o efeito em músicas como Show Me The Way (balada que é show). Continuar lendo “Frampton, Bon Jovi, Scorpions, Jeff Beck.”

Shea Stadium, 15 de agosto de 1965

http://www.worldstadiums.com

Bem lembrado pelo BeatlesTweets: há 45 anos, os quatro rapazes de Liverpool tocaram para 56 mil pessoas no Shea Stadium, o clássico estádio de beisebol do NY Mets, demolido em 2009. Era o pontapé inicial para a era dos megashows em estádios e arenas esportivas. Rendeu o documentário The Beatles At Shea Stadium (confira vídeos e imagens no site oficial da banda). Também tocaram no mítico estádio nomões do rock como Grand Funk Railroad, The Who, The Clash, The Police, Bruce Springsteen, Rolling Stones, Elton John & Clapton e, enfim, Billy Joel – há um documentário sobre esse último show, Last Play at Shea (já exibido no Tribeca Fim Festival). O Shea deu lugar ao CitiField Stadium, nova casa do Mets. Onde em julho de 2009 Paul McCartney lembrou do 15 de agosto de 1965, tocando em três noites de lotação esgotada. Depois, virou CD e DVD: Good Evening New York City (o vídeo já passou no canal TNT).

Conheça também minha Coluna de Música.

Amando e odiando Maradona

Não, não dá para ficar indiferente à Maradona, El Diego de La Gente como diz o título de sua autobiografia, cuja capinha ilustra o post. O cara está sempre no fio da navalha. Gosta de viver perigosamente. Quando mergulhou nas drogas, quando pulava alucinadamente quase pra fora do camarote na Bombonera, quando escalou uma Argentina super ofensiva e se descuidou da defesa no Mundial 2010. Deu no que deu. Por mais amado pelo povo que seja, Maradona caiu do comando da albiceleste esta semana. Lembro de pelo menos mais um livro sobre Don Diego: Hand of God – The Life of Diego Maradona, Soccer’s Fallen Star, do Jimmy Burns (que também fez um livro sobre o Barcelona, “A Paixão de um Povo”). Dá para ler um trechinho aqui.

Quem pode garantir que o Brasil ganharia mesmo o tetra na Copa de 94 SE Maradona não tivesse sido pego no exame antidoping?

Para nós, jornalistas e blogueiros, Maradona é um excelente personagem. Músicas sobre Diego? Inúmeras! Só Manu Chao gravou duas. Santa Maradona, ainda com a banda Mano Negra. E a linda La Vida Tombola, CD La Radiolina. O curioso site não-oficial Maradona10.com tem uma lista (parcial) de músicas, como a emocionante La Mano de Dios, do cantor Rodrigo (Potro Rodrigo), amigo de Don Diego. “Maradoo, Maradoo… Olé, olé, olé olé, Diego, Diego…”

Filmes? Pelo menos dois, exibidos em recentes mostras de cinema. Maradona de Kusturica, documentário totalmente pessoal, como se fosse um fanzine, um blog, do diretor sérvio Emir Kusturica. Foi lançado recentemente em DVD pela Europa Filmes e pode ser alugado em locadoras. Em 2006, vi na Mostra o extremo Amando a Maradona (cartaz abaixo), com direito a esquisitices como a Igreja Maradoniana, casamentos no estádio … Não basta tatuar a fé…

amando a maradona
Mas bem que esse personagem de predileção dos jornalistas poderia voltar a acertar uns golaços, para o bem dele… e do futebol.

Ah, sim, Diego poderia parar com a ladainha Maradona x Pelé, quem foi melhor… É claro que foi Leônidas da Silva… Hahaha! Brincadeira, tá, pessoal?

Uma Copa do Mundo de bandas!

Está no ar desde as quartas de final a edição 69 do programa online Rock Flu, com a segunda parte do especial Copa do Mundo. Desta vez, o convidado de Serginho Duarte e Gustavo Valladares para comentários sobre futebol e música é o guitarrista Renato Zanata, da banda Zanata & Blues Trio, agora um dos titulares da coluna Futebol Argentino, no globoesporte.com. São mais 16 sons, cada um “vestindo” a camisa de uma seleção do Mundial 2010. Países que ainda estão na disputa, que caíram nas quartas, nas oitavas ou não passaram da primeira fase. No Rock Flu, como nas Olimpíadas, o que importa é participar!
Quem ganharia um mata-mata sonoro entre a banda Buitres, vestindo com a conhecida garra uruguaia a linda camisa da Celeste Olímpica e o veterano grupo Golden Earring, com a não mais bela camisa laranja da Holanda?
Podemos até pensar em revanches musicais: Kraftwerk, da favorita Alemanha, pais da música eletrônica, versus Kaiser Chiefs (banda de Leeds, Inglaterra, nome que faz uma referência ao Kaizer Chiefs, time de futebol de Johanesburgo, África do Sul).
Quem ganharia: os Heroes Del Silencio (extinto grupo de hard rock de Zaragoza, Espanha) ou Os Pontos Negros (Portugal)?
Divididos veste a camisa albiceleste da forte cena rock da Argentina). Horkýže Slíže representa o rock da Eslováquia, novata em Copa que eliminou a Azzurra. Também tem música de banda roqueira do Paraguai: Los Rockers.
Elvis Presley, o rei do rock, foi escolhido para representar o supreendente time de Donovan, a seleção de “soccer” dos Estados Unidos.
Os tricolores Serginho e Gustavo não esqueceram quem dançou na primeira fase. Da terra de Didier Drogba, vem o Zoanet Comes (cantor de reggae da Costa do Marfim). Da Nova Zelândia, o país do time dos all blacks ou all whites, dependendo do esporte, se rugby ou futebol, o Rock Flu pescou a banda Atlas. E a Dinamáquina? Não foi deixada de lado, não! Do fundo do baú do rock, o programa tirou o Moses, um trio dinamarquês de hard rock dos anos 70, cujos vinis viraram uma raridade. Da Coreia do Norte (Pochonbo Electronic Ensemble, uma orquestra. E o que mais me chamou a atenção, representando a Argélia, foi Rachid Taha, com uma maneiríssima cover de “Rock the Casbah”, clássico da essencial banda The Clash (discão “Combat Rock”). Coprodutor e um dos apresentadores do programa, Serginho me recomenda o balanço jazz do Manu Dibango, de Camarões.
Acesse www.rockflu.com.br e baixe. Copie num pen e ouça no carro ou enquanto navega aqui pelo blog… Hahaha!

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Eu quero ver gol

Que quartas de finais esta Copa do Mundo promete, hein? Brasil x Holanda; Uruguai x Gana; Argentina x Alemanha; mais o confronto entre os vencedores de Paraguai x Japão e Espanha x Portugal. Jogos de resultado imprevisível. Mas a gente pode torcer para rolar do nosso lado da chave um clássico sul-americano na semifinal. Brasil x Uruguai, como em 1970. Como diz a música de “Rappa Mundi”, primeiro disco do Rappa, “Eu Quero Ver Gol”, regravada no “Acústico”, pouco antes do Mundial 2006.
Eu quero mais é ver grandes e disputados jogos, como foram as da brava seleção dos Estados Unidos, Eslováquia 3×2 Itália, Uruguai x Coreia do Sul, Alemanha 4 x 1 Inglaterra, especialmente o primeiro tempo, antes da lambança do trio de arbitragem, que não viu o golaço do Lampard.
Eu quero mais é ver o Kaká saindo do jogo todo feliz com sua atuação e a do Brasil, como hoje, no Ellis Park.
Eu quero mais é ver o Luís Fabuloso Fabigol dar motivos pra toda torcida gritar “L U Í S   F A B I A N O”.
Eu quero mais é ver as partidaças habituais da dupla de zaga Lúcio e Juan, que fizeram Júlio Cesar trabalhar tão pouco contra o Chile.
Eu não queria ver o segundo cartão amarelo que suspende Ramires do jogo contra a Holanda. Porque ele entrou muito bem hoje.
Eu não quero mais ver lambanças como a do apito de domingo, que facilitou demais as já prováveis vitórias da Alemanha e da Argentina.
Mas a Fifa não quer que os árbitros vejam as imagens que o mundo todo pode ver, em HD e até 3D, vejam só.
Eu quero mais é ver esse clássico da Penísula Ibérica entre Portugal de Cristiano Ronaldo e cia e a Espanha de Xavi, Iniesta, Villa etc.
Eu quero mais é que chegue sexta-feira logo pra ver a “amarelinha” (ou vamos com o manto azul?) de Kaká, Robinho, Lúcio e cia contra a laranja da dupla dinâmica Bat, digo, Sneijder e Robben.
Eu quero muito que chegue sábado para ver este clássico de quartas de final, que bem poderia ser no mínimo uma semifinal antecipada, entre a Argentina de Messi, Tévez, Higuain etc contra a Alemanha de Özil, Thomas Müller, Podolski e Klose.
Link: site de O Rappa.

Música e futebol, um caso de amor.

Um dos assuntos mais procurados aqui no Fut Pop Clube são as músicas sobre futebol.
Qual é a sua preferida? “A Taça do Mundo é Nossa”? “Pra Frente Brasil”, mais patriótica? “Camisa 10”, “Voa Canarinho”? Todas são legais, marcaram Copas importantes – não saem do meu tocador de MP3!-mas o namoro entre bola e violão tem muitos filhotes mais – centenas. Que o digam as pesquisas feitas por dois jornalistas, Assis Ângelo e Beto Xavier.
O gremista Beto Xavier lançou em 2009  “Futebol no País da Música” (Panda Books). Fonte da série “Som da Copa”, exibida pelo jornal Hoje no aquecimento da Copa de 2006, Beto Xavier já foi entrevistado aqui no Fut Pop Clube. Na segunda parte da entrevista, Beto deu 11 dicas de músicas, cada uma de um estilo, numa série de “posts” com a “tag” Futebol em 11 Ritmos: tem samba, choro, marcha, bossa nova, frevo, baião, samba-rock, música instrumental, rock, balada e rap. Confira aqui!
E o livro do jornalista Assis Ângelo, outro apaixonado por música, cultura e futebol do Brasil, “A Presença do Futebol na Música Popular Brasileira“, com prefácio do tricolor Ives Gandra Martins, tem um CD encartado, com duas músicas.

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Paralamas, Rock in Rio, 16/01/1985

Herbert Vianna Jr ainda usava óculos quando os Paralamas dos Sucesso arrebentaram no palco do primeiro Rock in Rio, há 25 anos. Formação básica: guitarra, baixo, bateria. Não precisava mais.  Em novembro de 2007, saiu um DVD com a segunda apresentação do trio no Rock in Rio de 1985. O festival que reuniu milhares de jovens coincidiu com um momento importante da política brasileira. Na véspera desse segundo show dos Paralamas na Cidade do Rock houve a eleição (indireta) de Tancredo Neves, um nome de consenso (era a palavra usada) para a Presidência da República, após 21 anos de regime  militar (como a gente sabe, Tancredo ganhou a eleição, mas pouco antes de tomar posse foi hospitalizado e, depois de longa agonia, morreu em abril de 1985 – o vice de sua chapa, José Sarney, governou até o fim do mandato). Mas em janeiro, Tancredo era sinônimo de esperança para os brasileiros, meio desiludidos pela derrota das Diretas-Já para presidente (só viriam em 1989). E os Paralamas aproveitaram para tocar o mega sucesso do Ultraje a Rigor, Inútil(“a gente não sabemos escolher presidente…“).  Continuar lendo “Paralamas, Rock in Rio, 16/01/1985”

25 anos do Rock in Rio I

O livro "Metendo o Pé na Lama - Os Bastidores do Rock in Rio de 1985", de Cid Castro, será relançado dia 27

Em 11 de janeiro de 1985, mais ou menos a essa hora, começava o Rock in Rio. Primeiras atrações: Ney Matogrosso, o tremendão Erasmo Carlos e Baby Consuelo+Pepeu Gomes (algo deslocados na programação da tarde/noite/madruga). O Brasil entrou de vez no circuito internacional do show bizz quando soou o hard rock do Whitesnake, com talvez sua melhor formação. O vozeirão de David Coverdale, a guitarra envenenada, cheia de efeitos, do John Sykes (ex-Thin Lizzy), o baixo do Neil Murray e a batida pesadaça do Cozy Powell. Showzão! Com destaque para Gulty of Love, Love Ain´t No Stranger e Slow and Easy, que tocaram até furar nas rádios brasileiras.O Whitesnake ainda participaria de mais uma noite do festival, mas a atração seguinte, não. Iron Maiden! Veio, arrebentou e voou de volta para os EUA (leia também o texto anterior). Depois, Queen, pela segunda vez no Brasil (existia um vídeo VHS Live in Rio, correto?). 300 mil espectadores, fãs de Iron, de Freddie Mercury, Brian May e cia, ou apenas gente jovem em busca de diversão. Era o primeiro de dez dias seguidos de festival!

Marcador do livro de Cid Castro

Que não era só de rock, apesar do nome. Tudo bem. Os roqueiros brasileiros tiveram a primeira oportunidade para ver AC/DC (ouvido a alguns quilômetros da Cidade do Rock!), Scorpions (no auge, um show eletrizante), Ozzy Osbourne (com o excelente guitarrista Jake E.Lee brilhando no emprego que foi do Randy Rhoads) ou o Yes (veteranos do progressivo). Havia espaço para música mais pop (Rod Stewart, James Taylor), MPB (Moraes, Alceu) e para bandas então emergentes do Rock Brasil, como Barão Vermelho (com Cazuza) e Paralamas do Sucesso (voltaremos ao assunto esta semana).
Em 2008, a Scortecci publicou o livro Metendo o Pé na Lama – Os Bastidores do Rock in Rio de 1985, do diretor de arte Cid Castro, que trabalhava na Artplan e criou a marca do festival (e os óculos, como o do marcador de livros ao lado). Num tom bem pessoal, linguagem franca e direta, Cid faz praticamente um diário da saga que foi a realização do Rock in Rio I.  O livro será relançado em 27 de janeiro, na livraria Travessa do Leblon, pela editora Tinta Negra.

Eu fui. Ao Rock in Rio I, II (em 1991, no Maracanã) e III (2001, de volta a Jacarepaguá). E você? A qual edição? Conte suas lembranças no espaço de comentários.

Baionarena

Não, não é nome de alguma cara e moderna arena erguida para alguns dias de grande competição esportiva. Mas o da praça de touros de Bayonne, na região basca da França, onde foi gravado o recente disco ao vivo de Manu Chao. Uma tentação para quem gosta do som do cantor e sua banda Radio Bemba e não teve a a oportunidade de ver uma das duas pernas da Tombola Tour no Brasil em 2009. Baionarena quase repete numa embalagem com 2 CDs e um DVD a maratona aeróbica que é um concerto de Manu Chao e Radio Bemba. Mais de duas horas e quinze minutos de show, tanto no CD duplo, como no DVD. E o DVD ainda tem bônus: fotos, um documentário estradeiro de meia hora chamado “Diário de Ruta”, com trechos de canções em diferentes cidades e, o melhor… Continuar lendo “Baionarena”