Phil Lynott, uma lenda do rock irlandês

Da Irlanda, o amigo do blog Ernani Lemos lembra que neste 4 de janeiro faz 24 anos da morte do vocalista e baixista Phil Lynott, líder da banda Thin Lizzy. Ernani, vizinho de blogosfera, prepara um documentário sobre atribulada vida do rock star irlandês antes de Bob Geldof e Bono. Philip Lynott, torcedor do Manchester United e fã de craque George Best, outro irlandês boêmio que partiu cedo, é este simpático de bigode e cabeleira black power, na capinha do DVD The Boys Are Back in Town, gravado em 1978 na frente da Opera House de Sidney e lançado nos EUA pela Rhino. Continuar lendo “Phil Lynott, uma lenda do rock irlandês”

Garage Days Re-Revisited

O EP de pérolas do heavy metal britânico e do hardcore que o Metallica lançou entre Master of Puppets e …And Justice For All foi a estreia de Jason Newsted como baixista da banda em vinil – eram tempos do vinil. The 5.98 EP – Garage Days Re-Revisited saiu nos EUA em 1987 – e, que eu me lembre, oficialmente não deu as caras por aqui, a não ser em versões importadas ou piratas. Claro que os fãs das antigas do quarteto não precisaram esperar pela ótima coletânea Garage Inc (de 1998)para conhecer as covers de alguns dos grupos prediletos dos metalli-men: Continuar lendo “Garage Days Re-Revisited”

Shows do ano

Qual foi o melhor show internacional em 2009? Você decide. Pode votar em quantos quiser.

Fut Pop Clube acompanhou alguns: 

Manu Chao & Radio Bemba em São Paulo;

Iron Maiden na praça da Apoteose;

Kiss na Arena Anhembi/SP;

Living Colour , Via Funchal/SP, em outubro;

Faith No More na Chácara do Jockey/SP, na mesma noite de novembro em que Iggy Pop, Sonic Youth e Primal Scream tocavam em outro festival em SP, o Planeta Terra;

e enfim, AC/DC no Morumbi.

Metallica 3.0: “Master of Puppets”

[clearspring_widget title=”Grooveshark Widget: Chameleon” wid=”48f3ef6c29317865″ pid=”4b35530b4c5a7f97″ width=”400″ height=”300″ domain=”widgets.clearspring.com”] Aproveito o widget aí de cima, onde você pode ouvir os 8 sons de Master of Puppets (se bem que a versão de Thing That Should Not Be é a com orquestra, do disco S&M),  para seguir meus pitacos sobre a  discografia do Metallica. O terceiro álbum, de 1986 (!), foi mais uma parceria com o produtor dinamarquês Flemming Rasmussem, o mesmo do Ride... E representou mais um grande passo para aquele quarteto californiano que não fazia concessões e não queria nem saber de gravar clips virar a mega banda de hoje. No meio do caminho, uma grande perda na longa estrada do rock: o baixista Cliff Burton morreu num acidente, poucos meses depois do lançamento. Eram tempos sem internet, sequer havia MTV no Brasil… As informações circulavam no underground brazuca via fanzines, como Rock Brigade (que logo virou revista e gravadora) e boca a boca. Canções imensas, imensas, com mais de 8 minutos, muitas mudanças de clima, como “Master of Puppets”, montanhas de guitarras, velocidade e agressividade em fusões de metal e punk hardcore como “Disposable Heroes” e “Damage Inc.”. Power-ballads muito bem trabalhadas como “Welcome Home (Sanitarium)” não criavam problemas com os fãs, pelo contrário, chamavam ainda mais a atenção para a qualidade do quarteto. Não é à toa que o grupo toca petardos deste discão até hoje. “Disposable Heroes” e “Master of…” estão na versão simples do DVD “Orgulho, Paixão e Glória” (a versão ampliada sai no Brasil em 26 de janeiro, dias antes dos shows nacionais.)

Ah, você pode pegar esse aplicativo no site da turnê brasileira do grupo e adicionar à sua página pessoal com as músicas que preferir!

“Orgulho, Paixão e Glória”

Parece nome de spaghetti-western do Sergio Leone, mas é o DVD Orgulho, Paixão e Glória – Três Noites na Cidade do México (no título original, Orgullo, Pasion y Gloria: Tres Noches En La Ciudad de Mexico). Ótimo “esquenta” para os três shows do Metallica no Brasil no fim de janeiro (no Parque Condor, em Porto Alegre, e dois no Morumbi). E que esquenta! Começando com Creeping Death, emendando For Whom the Bell Tolls, Ride the Lightning, Disposable Heroes, One. 50 mil pessoas fazem coro com a melodia de The Memory Remains… E o que é esta nova All Nightmare Long? Que riff matador! Thrash, speed, quase death metal… Poderia estar no Kill´em All. Pra mim, o maior petardo do quarteto em muitos anos. Continuar lendo ““Orgulho, Paixão e Glória””

“Tres Hombres”: ZZ Top em maio!

Li no site da Rolling Stone nacional: finalmente pintaram as datas dos shows do ZZ Top no Brasil! Aleluia! A página oficial do trio barbudão marca os shows para 20 e 21 de…  maio de 2010! ´Guenta mais um pouco aí! O local será a Via Funchal, em Sampa. No site da casa, nada ainda. Mas descobri que no dia seguinte, 22 de maio de 2010, vai ter… Johnny Winter!!! Aleluia 2!  Na web do trio, dá para curtir clips, como o divertido “Legs”, dos anos 80!

A metade mais louca dos Glimmer Twins

Um amigo lembrou: Keith Richards completa “seis ponto seis” neste 18 dezembro (ele é de 1943!). Boa desculpa para lembrar os excelentes discos-solo que ele lançou, entre o fim dos 80 e o começo dos 90, com a banda The X-Pensive Winos. Talk is Cheap, ótimo, saiu em 88. No mesmo ano, gravou um disco ao vivo: Keith Richards and the X-Pensive Winos Live at the Hollywood Palladium, captado em 15/12/1988 e revelado em 91. Main Offender rolou em 1992. Vale a pena dar uma fuçada pro aí. No site oficial do Keith Richards, dá para ouvir algo. Veja aqui a filmografia dos Stones listada pelo Fut Pop Clube.

Whiskey in the Jar

Volto a falar desse grande grupo irlandês, o Thin Lizzy, liderado pelo baixista, vocalista e compositor Phil Lynott (*1949/+1986). Com imensa alegria, fiquei sabendo que o amigo Ernani Lemos, do blog Madruga em Claro, que batalha e estuda cinema na Irlanda, resolveu fazer um documentário sobre Phil Lynnot, um dos poucos astros negros do rock pesado. O Ernani já tem entrevistas marcadas e certamente vai tentar responder: afinal, o pai do Phil era brasileiro mesmo ou isso é lenda?

Poucos discos lançados no Brasil e o fim da banda antes mesmo da morte de Lynott contribuíram para que o Thin Lizzy ficasse meio desconhecido por aqui. A cover do Metallica para “Whiskey in the Jar” (que nas mãos de Lynnot e cia já era uma adaptação de arranjo tradicional irlandês) pode ter ajudado a espalhar o culto – 0utras bandas regravaram sons do Lizzy (Iron Maiden, “Massacre”; Smashing Pumpkins, “Dancing in the Moonlight”; Bon Jovi, “The Boys Are Back in Town”).

No meu caso, a paixão pelo Thin Lizzy começou antes e a “culpada” é a Rádio Fluminense FM Stereo (escola de rock de Niterói para o Rio, com influência no país). Rolava muito som desses irlandeses – até em vinhetas. Continuar lendo “Whiskey in the Jar”

O G4 do thrash metal, no mesmo palco.

Estamos ligados que o Metallica vai fazer 3 shows no Brasil em janeiro, mas esta notícia aqui, que descobri no MusicRadar, é mais ou menos como uma semifinal de campeonato com os quatro grandes de São Paulo. Ou os quatro grandes do Rio. Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax, juntos. Os “quatro grandes” do thrash metal vão tocar pela primeira vez num mesmo festival. De quebra, Mastodon e Behemoth. O Sonisphere, em 16 de junho de 2010, em Varsóvia, na Polônia; 18 de junho, em Zurich,  e em 19 de junho, em Praga, na República Tcheca. Site do Metallica confirma e diz que mais datas com o “Big Four” do thrash reunido podem pintar. No começo dos anos 90, Slayer, Megadeth e Anthrax chegaram a excursionar juntos, às vezes com Testament à tiracolo. Clash of the Titans era o nome da turnê.

PS – Deu no Whiplash.net, G1 e outros sites que o MovieMobz vai promover uma transmissão do show dos Big Four para cinemas da rede Cinemark, em 22  de junho.

Trem expresso do rock

A indústria da música de vez em quando tira cada achado do fundo do baú do rock… Se o filme O Poder do Soul, que documenta o festival Zaire 74 só saiu este ano, Festival Express, lançado lá fora em 2003, acompanha a viagem megalomaníaca inventada por jovens promotores em 1970. Um festival de rock, blues, folk e country em cidades do Canadá, no verão de 1970. Atrações principais: Janis Joplin, o Greatful Dead, do Jerry Garcia, a ótima The Band e o bluesman Buddy Guy, jovenzinho de tudo na época. E que “viagem” em itálico e entre aspas: para levar artistas, roadies, técnicos de uma cidade a outra, os organizadores fretaram um trem! Botaram até um órgão Hammond no vagão-bar para estimular as jams da moçada! Continuar lendo “Trem expresso do rock”