Phil Lynott, uma lenda do rock irlandês

Da Irlanda, o amigo do blog Ernani Lemos lembra que neste 4 de janeiro faz 24 anos da morte do vocalista e baixista Phil Lynott, líder da banda Thin Lizzy. Ernani, vizinho de blogosfera, prepara um documentário sobre atribulada vida do rock star irlandês antes de Bob Geldof e Bono. Philip Lynott, torcedor do Manchester United e fã de craque George Best, outro irlandês boêmio que partiu cedo, é este simpático de bigode e cabeleira black power, na capinha do DVD The Boys Are Back in Town, gravado em 1978 na frente da Opera House de Sidney e lançado nos EUA pela Rhino. Phil Lynott foi o fruto de um relacionamento rápido da mãe, dona Philomena, com um homem chamado Cecil Parris (brasileiro? pelo nome, não parece). Dona Philomena resolveu ter o filho mesmo sem casar, em 1949. O garoto acabou criado pela avó, Sarah. No final dos 60, Phil criou o Thin Lizzy, primeiro um quarteto, depois trio, depois quarteto novamente.Mas sempre revelando ótimos guitarristas. Pudera: o Lizzy ajudou a consolidar o formato de duas guitarras solando, solando… Tocaram no grupo Brian Robertson (que passaria pelo Motorhead), Eric Bell, Scott Gorham, John Sykes (depois do Whitesnake) e, entre idas e vindas, num entra e sai danado, Gary Moore. Feras que participaram do último show do Thin Lizzy, registrado no disco Live/Life.

Gary Moore – mais conhecido no Brasil pela sua carreira-solo, em parte dedicada ao blues – está no DVD mencionado no começo do post. Naquela tarde de 1978, o hard rock rolou solto, ao ar livre, para milhares de jovens australianos, entusiasmados com clássicos do Lizzy como “Jailbreak”, “Bad Reputation”, “Cowboy Song” emendada com “The Boys Are Back in Town”, “Waiting for an Alibi” etc (vale a pena dar uma busca nos sites de vídeo na web). Nos extras do DVD, um ótimo perfil da banda e do seu líder, na reprodução de um texto de James McNair, “Appetite for Destruction”, publicado pela revista Mojo em outubro de 2001.

Mas em discos de estúdio do Lizzy, Gary Moore só apareceu em “Black Rose – A Rock Legend”, álbum muito bom, de 1979.

Uma overdose de excessos foi matando o Thin Lizzy. Lynott ainda gravou solo e tentou levar a banda Grand Slam adiante. Mas o organismo do baixista não aguentou os efeitos do estilo de vida sexo, drogas e rock´n´roll e Phil morreu em 4/1/86, com apenas 36 anos. Deixou muitos fãs entre bandas de rock (como Iron, Def Leppard, Smashing Pumpkins, Metallica) e tomara que ainda possa arrebatar mais, em joguinhos como “Guitar Hero”.

2 comentários sobre “Phil Lynott, uma lenda do rock irlandês

  1. Um belo show em Dulin lembrou ontem a morte do Lynott. Muita gente boa começa por aqui fazendo cover de Thin Lizzy. Mas o evento teve uma ar melancólico, já que o padrasto do Phil morreu dois dias antes…
    Valeu pela força, Jota.
    Muito rock ‘n’ roll no seu ano!!

  2. Pois é… há alguns anos, rolou um tributo, que saiu num DVD do Gary Moore, com uma série de convidados: “One Night In Dublin”. Valeu, Ernani. E boa sorte na empreitada!

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