A cara da Bossa Nova

Projeto gráfico e foto de Cesar Villela

Aqui vai uma dica para quem se amarra em Bossa Nova e na arte das capas de discos. Começou hoje em Sampa a exposição Elenco – A Cara da Bossa. Organizada pela historiadora Zuleika Alvim, a expo leva 75 capas de vinis, fotos e design da extinta gravadora Elenco ao Instituto Tomie Othake. E o criador do visual dos discos de gente boa como Nara Leão, Maysa e Baden Powel foi o artista gráfico Cesar Villela, responsável por essa bela imagem ao lado – capa do LP Nara, de 64 – e mais duas que você pode ver aqui dentro do post. Continuar lendo “A cara da Bossa Nova”

Chulapa

PUBLICADO EM 2/12/2009

Imagine só: 101.587 pagantes no estádio do Morumbi! Público do jogo que valeu o título do Campeonato Paulista de 1984, como lembrou (e bem) o caderno de esportes do Jornal da Tarde, por ocasião dos 25 anos da “final”, em 2/12/2009, com duas páginas e entrevista com o polêmico centroavante que decidiu a parada. O Santos treinado por Carlos Castilho vinha de um vice brasileiro (83). O Corinthians de Jair Picerni tentava o tri paulista. O sistema era de pontos corridos e, na última rodada, o Peixe derrotou o Corinthians por 1 a 0, gol de Serginho Chulapa aos 27 minutos do segundo tempo.

CD do titã Sérgio Britto com "Chulapa Free"

O camisa 9 do Brasil na Copa de 82 gostava era de um samba. Fut Pop Clube lembra mais uma vez do rock gravado pelo Sérgio Britto no CD “Eu Sou 300”, capinha ao lado: “Chulapa Free” (que você pode ouvir no site do titã alvinegro ). “Serginho Chulapa/Futebol irreverente, bom de bola, bom de tapa” diz a letra de Sérgio Boneka, Trambolho e Rogério Campos, originalmente um samba do grupo Tiroteio. Serginho ainda é o maior artilheiro da história do São Paulo (242 gols). E é o maior artilheiro do Santos depois da era Pelé, com 102 tentos. “O tamanduá-bandeira do futebol brasileiro”, costumava dizer Osmar Santos, o pai da matéria do rádio esportivo brasileiro.

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Coletânea

Caiu na rede é peixe… No festival de 1 ano de blogosfera, Fut Pop Clube pede bis para uma das praxes aqui do blog, que são “fichinhas” de preferências gentilmente preenchidas por músicos. A primeira foi com integrantes da banda curitibana Copacabana Club, como a vocalista Cacá, o guitarrista Alec, o Tile e a Claudinha. Tem espaço  para o pessoal do Metalmorphose e pro homem-multimídia que liderava o Dorsal Atlântica e hoje toca o Mustang, o Carlos Lopes. E ainda o sambista Marcos Sacramento. Com as respostas dessa turma toda, conheci um monte de sons a mais!

Também faço aqui um greatest hits dos meus pitacos sobre alguns dos melhores shows que vi no ano: Manu Chao em Sampa, Iron Maiden na praça da Apoteose, Kiss, Living Colour, Faith No More… Ou sobre a invasão de documentários musicais no cinema e no DVD.

Na rede

Um ano na blogosfera, somando Fut Pop Clube e o meu blog anterior. Ao invés de publicar o Top 10 dos mais lidos, vou lembrar posts de que mais gostei. Vou começar com algumas e-entrevistas, que fiz por e-mail:

Carlinhos VergueiroCarlinhos Vergueiro, cantor, compositor e violonista que daqui a pouco (18/11, 20 h) faz show junto com seu irmão Guilherme Vergueiro, no Teatro Popular do Sesi, na av. Paulista 1.313. Em dezembro de 2008, o autor de Camisa Molhada (parceria com Toquinho; é a melô do Fique de Olho no Apito…), me concedeu a e-entrevista deste link aqui.

– Por falar na relação som/bola, gostaria de lembrar o vasto material que publiquei com o Beto Xavier, autor do livro Futebol no País da Música (a entrevista está aqui).

Tem a lista de Curiosas canções com narrações de gols, a começar pela do Palavra Cantada sobre Pelé, que inspira o título.

Outros coleguinhas, comentaristas esportivos de primeiro time, cederam parte do seu tempo para responder aos e-mails deste mala que vos digita:

– o jornalista Mauro Beting, autor do livro Os Dez Mais do Palmeiras.

– o jornalista Maurício Noriega, o Nori, na época do lançamento do livro Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro.

– e o enciclopédico Paulo Vinícius Coelho, o PVC, que este ano lançou o livro Bola Fora.

Deu para perceber que um dos temas prediletos deste blog são os livros sobre futebol, não? Para ajudar a selecionar, pedi uma lista ao Domingos D´Angelo, do MemoFut. Ele não fez uma, mas várias listas. Uma seleção de livros sobre… a Seleção Brasileirasobre times, biografias e mais biografias de feras da bola, almanaques e livros sobre competições.

Achei que também ficaram legais os posts sobre o livro A História das Camisas dos 12 Maiores Times do País. Um dos autores, o Paulo Gini, escolheu 12 uniformes mostrados no livro de que gosta mais. Paulo Gini também montou uma seleção brasileira de uniformes raros, fotografados de sua coleção. Para quem se interessar, veja a partir deste link aqui (e também posts anteriores).

– E a 1ª e-entrevista que bloguei (em novembro/08) foi com um ex-camisa 1: o goleiro Waldir Peres, titular da Seleção na Copa de 1982 e do São Paulo, no 1º título brasileiro tricolor, o de 1977, entre outros clubes.

Vital e Sua Moto/Patrulha Noturna

paralamas-vital-frenteCapinha do primeiro compacto (single), ainda no tempo do vinil, dos Paralamas do Sucesso. No lado A, Vital e Sua Moto, primeiro grande hit do trio. O B-side é Patrulha Noturna, também do primeiro disco dos Paralamas, Cinema Mudo. Ambas de autoria do rubro-negro Herbert Vianna. Só para lembrar do documentário em cartaz no circuitão…

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Meio de Campo

ElisEscolhi “Meio de Campo“, na voz de Elis, para ouvir hoje (disco “Elis“, 1973). Música de Gilberto Gil, que a gravou no disco “Cidade do Salvador”, também de 1973 (leia letra e ouça aqui a versão de Gil). Escrita como uma carta ao “prezado amigo Afonsinho”, meio-campo que começou no XV de Jaú, se celebrizou no Botafogo e atuou ainda por Olaria, Santos, Flamengo, América-MG, Madureira e Fluminense. O jogador que lutou pelo passe livre e outros direitos dos atletas. Também ficou ótima na voz de Pedro Lima, disco “Futebol Musical Brasileiro Social Clube”, assunto do blog anteriormente.

TramaNo excelente DVD “MPB Especial – 1973-Programa Ensaio“, lançado pela Trama em parceria com a TV Cultura, Elis canta “Meio de Campo”. Bem à vontade, no fim da canção, ela comenta, meio brincando e com toda razão, que Tostão não deve ter gostado muito da letra…

Ouça trechos de “Meio de Campo aqui, link para o site Discos do Brasil.