“E novamente ele chegou com inspiração…”

Ubirajara Alcântara, Aloísio, Fred, Reyes, Paulo Henrique, Liminha, Rodrigues Neto, Rogério, Caio (depois Samarone), Paulo César e Arilson (depois Fio). Com esse time, citado pelo excelente site Fla Estatística.com, em 15 de janeiro de 1972 o mais querido derrotou o glorioso Benfica por um a zero, em partida do Torneio Internacional de Verão do RJ, disputado no Maracanã. Esse Fio, que entrou no lugar de Arilson e fez o gol da vitória rubro-negra sobre os encarnados de Lisboa, é o Fio Maravilha, imortalizado no samba-rock superclássico do homem-gol da MPB, sucesso de público até hoje nos shows de Jorge Ben Jor, como o que Fut Pop Clube curtiu sábado, no Circo Voador. “Foi um gol de anjo/Um verdadeiro gol de placa”, escreveu Jorge Ben Jor, torcedor do Flamengo que chegou a jogar no clube de coração.
Como bem lembrou o Memória EC no mês passado, em janeiro fez 40 anos da “jogada celestial” que inspirou o “gol de classe” da música brasileira que fala de futebol. Jorge Ben Jor lançou “Fio Maravilha” pela primeira vez no discão “Ben” (capinha ao lado), no mesmo ano: 1972. Continuar lendo ““E novamente ele chegou com inspiração…””

“Joga bola, jogador”

Show de JORGE BEN JOR
Circo Voador, Rio de Janeiro, 25/02/2012
Da Coluna de Música do Fut Pop Clube
“E novamente ele chegou com inspiração/Com muito amor, com emoção, com explosão e gol/Sacudindo a torcida”. Aos “trinta e três minutos” do segundo tempo do verão 2012, Jorge Ben Jor tabelou com sua celestial Banda do Zé Prestinho e começou um show de anjo, um verdadeiro show de placa no Circo Voador. Aliás, foram dois concertos em noites consecutivas. Fui ao de sábado, quer dizer, madrugada de domingo. Ben Jor e Banda do Zé Pretinho deram um showzaço aço aço para um mais do que o florido, “crowdeado” (e suado!) Circo Voador. Continuar lendo ““Joga bola, jogador””

Som na Tela: Chico Buarque, Politheama e O Futebol.

Reproduzo post publicado em agosto de 2010

Capa do DVD Chico Buarque: O Futebol

No oitavo DVD da série retrospectiva dirigida por Roberto de Oliveira, o cantor, compositor (e peladeiro nas horas vagas) Chico Buarque mostra sua paixão não só pelo tricolor, mas pelo futebol de modo geral. O nome do DVD é uma referência ao sambadedicado a Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro: O Futebol, de Chico Buarque, um dos camisas 10 da paquera futebol e música no Brasil. Ou melhor, camisa 9, de Pagão, ex-jogador do Santos, ídolo de Chico – que o encontra num dos capítulos do DVD (ele também vê Pelé, Ronaldinho Gaúcho e os veteranos do Santos – que ganham do Politheama em amistoso na Vila Belmiro. Politheama é o time de pelada de Chico, que herdou o nome de seu jogo de botão. Manda seus jogos no campo Vinicius de Moraes. E como diz o hino, o Politheama cultiva a fama de não perder – fora amistosos. “Alguns empates”. Fala sério, Chico!
E ele fala de uma maneira bem divertida de futebol, ao lembrar do Maracanazo de 1950 (tem áudio de gol narrado por Edson Leite), das idas ao Pacaembu… E ainda tem uma pá de músicas que de alguma maneira citam futebol, como Conversa de Botequim (Noel Rosa/Vadico), E o Juiz Apitou (Antonio Almeida/Wilson Batista) Doze Anos (com Moreira da Silva), Pelas Tabelas, Bom Tempo (com Toquinho) etc. Para estufar o filó, mesmo. Continuar lendo “Som na Tela: Chico Buarque, Politheama e O Futebol.”

O Nome do Rei é Pelé


Na semana do 71º aniversário do maior jogador de todos os tempos, a dica de música é “O Nome do Rei é Pelé“, gravada por um camisa 10 da seleção brasileira de música: Jorge Ben Jor. A canção -usada no filme “Pelé Eterno” – saiu no CD Reactivus amor est (Turba Philosophorum)”, lançado por Ben Jor em 2004, e também na coletânea “Football & Samba Groove Association”, lotada de clássicos do artilheiro do samba-rock (como “Fio Maravilha”). Continuar lendo “O Nome do Rei é Pelé”

Um jogo que começou no ritmo rock do AC/DC e terminou com o sambalanço de “Meu Esquema”

Rivaldo Maravilha depois de mandar mais um gol. Golaço! O quarto do tricolor paulista FOTO WAGNER CARMO Vipcomm

“Hell´s Bells”! Por influência do goleiro-artilheiro, capitão e futuro manda-chuva Rogério Ceni, que gosta de rock, o São Paulo tem entrado em campo ao som dessa pauleira do AC/DC (que tocou em novembro de 2009 no estádio do Morumbi – leia meu post anterior). O tricolor começou mesmo em ritmo de hard rock, com uma grande chance de gol, a 1 minuto e meio de partida. Mas dormiu no ponto e chegou a levar um sufoco do Ceará, agora treinado por Estevam Soares, que aprontou lá pelo lado direito da defesa paulista. No finzinho do primeiro tempo, os dois laterais são-paulinos – Juan e o paraguaio Piris – deram a vantagem e a tranquilidade do tricolor.

Dois vira, quatro acaba? Talvez não fosse tão simples assim, não fosse a entrada de Rivaldo, experiente camisa 10 do São Paulo, no lugar do jovem centroavante Henrique, antes do primeiro terço do segundo tempo. Casemiro fez o terceiro gol, num tirambaço de fora da área.

Outra pintura: jogada de Lucas, bastante atuante, cruzamento de Juan e chute de primeira de Rivaldo. Golaço! O pentacampeão mundial ainda deu mais show, com ótimos lançamentos, assistências – proporcionou com toque de classe uma clara chance de gol desperdiçada por Cícero.

Quando vejo Rivaldo brilhar, não tenho como não pensar na belíssima balada pentacampeã do grupo pernambucano Mundo Livre S/A, “Meu Esquema”.  Que cita Rivaldo no meio dos galanteios a uma princesa, galega guapíssima. “Ela é o que meu médico receitou/Rivaldo Maravilha mandando um gol”, na chapação do samba camisa 10 do Mundo Livre.

Mas como este é um blog mais de comportamento do que de resultados, não tenho como não mencionar a quantidade impressionante de mascotinhos que entram em campo acompanhando o goleiro-roqueiro Rogério Ceni. Nas arquibancadas, o pessoal sorri com a imagem da molecadinha em disparada para o túnel, antes de o jogo começar.

Agora, o marketing do São Paulo deveria pensar seriamente num plano para que o Morumbi não recebe menos de 22 mil pessoas (público de hoje) daqui até o fim da carreira de Rogério Ceni. Tem que ser trabalhado isso. O mito está na sua última centena de jogos, aproximadamente. Podem faltar umas 50 partidas apenas com o Rogério Ceni no gol tricolor. Já pensou nisso, torcedor são-paulino, ô “da poltrona”? Deixa o rock rolar! Continuar lendo “Um jogo que começou no ritmo rock do AC/DC e terminou com o sambalanço de “Meu Esquema””

Novos Baianos e o futebol

Fala tamborim! Novos Baianos FC é o nome do disco de 1973 do grupo de Baby, Moraes, Pepeu, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor, Dadi, Jorginho Gomes e companhia ilustre. Novos Baianos FC é o nome do documentário que Solano Ribeiro fez para a TV alemã e “caiu na rede”. A paixão dos Novos Baianos pelo futebol fica clara no novo documentário  Filhos de João, Admirável Mundo Baiano, de Henrique Dantas (que passou no festival In-Edit Brasil e estreia nos cinemas em 22 de julho). Reis da bola na MPB em meados dos anos 70, os Novos Baianos não perdiam uma chance de jogar futebol. Mesmo que fosse dentro de um apartamento… Está no filme Filhos de João, Admirável Mundo Baiano. O João do título é João Gilberto, amigo e influência do grupo – já descrito como mistura de João Gilberto com Jimi Hendrix, pandeiro e cavaquinho com guitarra elétrica. Continuar lendo “Novos Baianos e o futebol”

Salve dia de São Jorge!

23 é dia de lembrar de um álbum de Jorge Ben Jor (ou só Jorge Ben, conforme o gosto do leitor). E neste Dia de São Jorge, a dica é o CD Jorge Ben, de 1969, presente na caixinha Salve Jorge. E vale a tag Discão aqui da Coluna fácil, fácil. Desfilam (ou entram em campo) as musas de Jorge: “Criola”, “Domingas”, “Barbarella”, Bebete… São do clássico LP de 1969 alguns dos maiores sucessos de Ben (Jor), que arrastam pés até hoje Brasil afora: “Cadê Tereza”, “País Tropical”, especialmente, “Take It Easy My Brother Charles”, “Que Pena”. Ainda tem “Charles Anjo 45”, depois regravada pelos Paralamas. É ou não é um discão?

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Jogada Ensaiada do portal Cultura Brasil

Tempo de decisão no Campeonato Paulista (aliás, finalmente, já era hora de termos alguma emoção no estadual; estamos em abril!). Aproveito para dar um alô sobre o excelente especial Jogada Ensaiada que o portal Cultura Brasil fez sobre músicas que falam dos quatro maiores times paulistas – e os ídolos do Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Golaço! Os links para ouvir: Continuar lendo “Jogada Ensaiada do portal Cultura Brasil”

Banda Folha Seca Futebol e Música

Folha Seca no Centro Cultural Rio Verde

Estive na inauguração do projeto Mais que Bola do Centro Cultural Rio Verde (na Vila Madalena) e conferi o show da banda Folha Seca Futebol e Música. No repertório, vários gols da MPB boleira:

  • Na Cadência do Samba (Que Bonito É) – Luis Bandeira
  • A Taça do Mundo É Nossa – Maugeri, Müller, Sobrinho e Dagô
  • Pra Frente Brasil – Miguel Gustavo
  • 70 Neles- Antonio Edgard Gianullo e Vicente de Paula Sálvia
  • Um pout-pourri de Jorge Ben (Jor):  Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)/Filho Maravilha/ Camisa 10 da Gávea / Roberto, Corta Essa/ Goleiro (Eu vou lhe avisar)/ Cadê o Pênalti? (ouça aqui)
  • Meio de Campo – Gilberto Gil
  • Camisa 10 – Luiz Vagner e Hélio Matheus
  • Aqui é País do Futebol – Milton Nascimento
  • 1×1 – Edgar Ferreira (ouça aqui a versão do Folha Seca)
  • Ziriguidum – Jair de Castro e Luiz Bittencourt

O grupo Folha Seca volta a se apresentar nesta quarta-feira, 25 de maio, no projeto Mais que Bola, que deve ser quinzenal. Confira o restante do repertório da banda. Continuar lendo “Banda Folha Seca Futebol e Música”