O twitter do Futebooks chamou minha atenção para o lançamento do livro do Ziraldo que conta a história do Palmeiras em quadrinhos. Verdão – O Campeão do Século já está nas livrarias. Grandes momentos da história do alviverde foram contados na linguagem das HQs: o hino, as camisas, os escudos, o dia em que o Palmeiras saiu da fila com uma goleada sobre o arquirrival, a conquista da Libertadores… Ídolos como Ademir da Guia e Marcos aparecem no traço maneiríssimo do Ziraldo. O cartunista assina ainda livros-gibizões sobre o Flamengo, Corinthians e Vasco. Tomara que a coleção não pare por aí!
Categoria: Livros sobre futebol
“Na Grande Área”, Armando Nogueira.
Publicado em 29 de março de 2010
Dez é a camisa dele. “Camisa 10 do jornalismo brasileiro”, batiza o GloboEsporte.Com. Mesas-redondas, telejornais, crônicas sobre futebol… sempre que a gente curte esses produtos jornalísticos hoje no Brasil, deve lembrar que há um toque de Armando Nogueira. E foi numa segunda-feira – consagrada às principais mesas-redondas dos canais de esporte da TV por assinatura – que Armando Nogueira nos deixou. Decolou – já disseram – porque amava voar. Pensei em dar a este texto um título como “um minuto de silêncio”. Mas pensando bem, para homenagear alguém que adorava tanto a vida e bola, talvez seja mais coerente solicitar mais 90 minutos de emoção.
O livro que ilustra o post, Na Grande Área, reeditado pelo grupo Lance! em 2008, compila crônicas publicadas em jornais entre 1964 e 1966, ano da 1ª edição, de Bloch Editores. Tempos em que meninos jogavam bola na rua em Ipanema (“A Rua do Caloca”). Fala de boleiros anônimos e de vitórias (Copa de 58, “Retrato da Vitória”). Dá para montar quase que uma seleção de feras citadas nas crônicas.
- No gol, um escritor. Albert Camus (“O Goleiro Camus”).
- Djalma e Nílton Santos.
- Zito (“Par Constante”).
- Didi (“O Homem que Passa “).
- Zizinho (“Sempre imaginei Zizinho jogando futebol de sapato preto, traje rigo, tal a leveza se sua passada com a bola e sem a bola. Pois um dia Mestre Ziza mandou que o sapateiro Aristides, do Bangu, arrancasse todas as travas de suas chuteiras”, escreveu em “Futebol Traje a Rigor”, uma das crônicas do livro).
- Garrincha (“Uma Força da Natureza”).
- Vavá (“cabra-macho está ali naquele pernambucano”, escreve, em “A Bravura de Vavá”).
- Pelé (“Onipresença”, entre outros).
Se a doença impediu Armando de ver a nova safra de Meninos da Vila (3 ou4G?) acariciando a bola (como gostaria de dizer), certamente ele pode se encantar com as jogadas de Marta. “Graças a Deus, vivemos em um país onde até as mulheres têm o gosto da bola” (já dizia em “A Explicação”, Na Grande Área).
Recentemente, publiquei aqui no Fut Pop Clube textos sobre dois documentários que retratam craques da bola. Artilheiro do Meu Coração é sobre Ademir Menezes. Quem escreveu a crônica que batizou o filme dos três jovens pernambucanos? Armando Nogueira. Um Craque Chamado Divino convidou o próprio Armando Nogueira para explicar o clássico sobre Ademir da Guia, o eterno camisa 10 do Palmeiras. “Nome, sobrenome e futebol de craque”. O nome era o mesmo de Ademir, sim, o mesmo Ademir Menezes, artilheiro do coração dos torcedores de Sport, Vasco, Flu e Seleção nos anos 40 e 50. O sobrenome, o Ademir de Bangu e Palestra Itália herdou do pai, Domingos da Guia, o Divino Mestre. Mas não era só. O futebol de Ademir da Guia também era de craque, atestou Armando Nogueira. “Ele tinha um ar, assim, de primeiro violino” – palavras do mestre. Continuar lendo ““Na Grande Área”, Armando Nogueira.”
Brasil, Futebol e Livros
Brasil, Futebol e Livros. Essas três palavras tão bem tratadas pelo mestre Armando Nogueira formam o nome de uma série de palestras que o Centro Cultural Banco do Brasil promove até junho no Rio de Janeiro, sempre às terças-feiras, a partir de 18h30. Temas do terceiro bate-papo do ciclo neste 30 de março: História e Sociedade. Convidados: os jornalistas Teixeira Heizer, autor de O Jogo Bruto das Copas do Mundo (editora Mauad), e Claudio Nogueira, que escreveu Futebol Brasil Memória (editora Senac Rio, já mencionado aqui no FutPop Clube). O jornalista e cantor Pedro Paulo Malta faz a mediação. A programação é muito legal. Confira os próximos encontros no CCBB-RJ… Continuar lendo “Brasil, Futebol e Livros”
1958 e 1962. Brasil bicampeão.

Gilmar, o grande goleiro, com a camisa 3; De Sordi, 14 (Djalma Santos, jogou a final com a 4); Bellini, 2; Orlando, 14, e Nilton Santos, 12; Zito, 19; Didi, 6; Garrincha, 11, vejam só; Pelé, 10; Vavá, 20, e Zagallo, com 7. Foi com essa numeração maluca que o Brasil ganhou o Mundial de 58, na Suécia. Cortesia de um jornalista uruguaio, Lorenzo Villizio, membro do Comitê Organizador chamado para indicar a numeração do escrete que acabaria campeão (por felicidade, Pelé caiu com a 10, mas Gilmar com a 3? Garrincha, 11? Zózimo, zagueiro reserva, 9?). A desorganização do futebol brasileiro antes da Copa de 58 foi um dos temas da terceira palestra da série Brasil nas Copas, parceria MemoFut/Museu do Futebol, no último sábado. A LISTA COMPLETA DOS CAMPEÕES DO MUNDO EM 1958, COM MAIS EXEMPLOS DE NUMERAÇÃO DOIDA >>> Continuar lendo “1958 e 1962. Brasil bicampeão.”
Muito prazer, FUT POP CLUBE
Para você que está visitando o blog pela primeira vez, uma mensagem de boas-vindas. Fut Pop Clube está na área desde 8 de fevereiro de 2009. Nasceu para celebrar duas grandes paixões minhas e de muitos brasileiros: o futebol e a música, em todos os formatos.
Música sobre futebol? Tem sim, senhor, com ajuda do amigo Beto Xavier (aliás, seu livro Futebol no País da Música é assunto da capa do Caderno2 do Estadão em 22/03/10). Aqui no blog, Beto deu entrevista e indicou uma música sobre bola para 11 ritmos diferentes.
Livros sobre futebol? Também publico muitas dicas, com toques de letra do Domingos D´Angelo e pessoal do MemoFut, grupo que estuda memória e literatura da bola.
Filmes sobre esporte? Outra paixão minha, seja em documentário ou melhor ainda, na forma de ficção. E sempre que algum filme me entusiasma, corro para compartilhar (palavra na crista da onda) com os visitantes do blog, especialmente se tiver alguma menção ao futebol, como o grande vencedor do Oscar de produção estrangeira, O Segredo dos Seus Olhos.
Quanto ao futebol jogado nas 4 linhas, às vezes não me contenho com uma grande vitória, ligo a corneta ou vuvuzel – afinal, sou um dos 192 milhões de “técnicos” do Brasil- mas tenho procurado deixar esse tipo de análise para quem é do ramo, como os cronistas cujos blogs você pode encontrar nos links à direita (Décio Lopes, Mário Marra, Nori, Vitor Birner, PVC, Mauro Beting – “Mauro, obrigado pela carona que me dá”, para citar o locutor esportivo de rádio, outro tema aqui do blog).
Acompanhei via Fut Pop Clube grandes shows de rock em 2009. Este ano, numa tentativa de deixar esta muvuca mais organizada, criei uma Coluna de Música para concentrar os textos só sobre música – especialmente rock, hard, heavy, indie, mas também, MPB, samba rock, chorinho etc. Hoje por exemplo publiquei lá um texto sobre a primeira sessão do doc sobre a banda/dupla White Stripes – num festival de documentários musicais que recomendo para todo mundo que estiver em SP, o In-Edit Brasil. Filme aliás que eu também poderia comentar aqui, já que o refrão de Seven Nation Army, maior hit do White Stripes, ganhou os estádios do mundo e do Brasil há muito…
Independentemente de times do coração, sejam todos muito bem-vindos. Boa navegação! As “Categorias” e “tags” facilitam a viagem. Você pode seguir o blog pelo twitter e/ou ainda “acompanhar as novidades do blog por e-mail”, deixando seu mail na lacuna lá embaixo, no canto inferior direito do blog. Aproveite, taí uma assinatura que não custa nada – e prometo não lotar sua caixa de mensagens. Valeu!
Mata-mata virtual

Concorrida a noite de lançamento dos dois golaços dos jornalistas Mauro Beting e Milton Leite, As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos e As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos – ambos da Contexto. Aproveito a colher de chá do Blog do Mauro Beting para publicar os atalhos para os confrontos imaginários que o comentarista de tantos veículos menciona.
Hungria de 54 x Brasil de 58! Que jogaço seria!
Brasil de 62 x Inglaterra de 66!
Outra partidaça: Brasil de 70 x Holanda de 74!
Alemanha de 74 x Brasil de 82 !
Argentina de Maradona (86) x Brasil de Romário (94) !
Revanche: França 98 x Brasil 2002 !
Outros Links:
Primeiro texto do blog sobre os livros das maiores seleções brazucas e gringas.
Entrevista com Mauro Beting, dividida em 3 posts, em junho de 2009, época do lançamento de Os Dez Mais do Palmeiras. Ele falava de favoritos para Copa, Seleção, Dunga, torcidas, sobre alguns desses 10 mais do alviverde, os maiores Palmeiras da história e música!
“Brasil nas Copas”, 3º gol
As Copas de 58 e 62 são o tema das 3ª das 8 palestras da série Brasil nas Copas, parceria do Museu do Futebol com o MemoFut, que vai até 29 de maio.
- 20 de março, das 10 às 12h: O Bicampeonato (1958/1962). Com Francisco Michielin e José Renato Santiago. Francisco Michielin é médico e autor dos livros “A Primeira Vez do Brasil – Campeão Mundial de 1958”, ” Assim na Terra como no Céu”, sobre o Juventude de Caxias e “Uma Vez para Sempre”, sobre o Renner, extinto time de Porto Alegre, que chegou a ser campeão gaúcho em 1954. José Renato, do MemoFut, é coautor do livro “Copas do Mundo – Das Eliminatórias ao Título”. Começa às 10h e vai até meio-dia. Mas é bom chegar pelo menos meia hora antes para pegar senha – que é distribuída de graça. A programação segue à tarde, com rodada dupla no auditório do Museu do Futebol. Às 14h, passa o DVD “A História das Copas – Vol. 1 1958 e 1962, lançado pela” Placar” em 2006, com comentários de Max Gehringer. E logo depois, o documentário de José Carlos Asbeg sobre os campeões de 1958 (leia no post abaixo). Confira os temas das próximas palestras… Continuar lendo ““Brasil nas Copas”, 3º gol”
Livro: “Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro”
Nosso futebol produziu um monte de grandes jogadores pelas bordas dos gramados (hoje em dia Dunga tem até duas opções muito boas para a direita). Está chegando às livrarias Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro. O jornalista Paulo Guilherme, editor do portal de notícias G1, escalou Djalma Santos, Nilton Santos, o capita Carlos Alberto Torres, Nelinho, Wladimir, Júnior, Leandro, Branco, Leonardo, Cafu e Roberto Carlos. Noite de autógrafos: terça-feira, 13 de abril, a partir de 18h30, na livraria Cultura do Conjunto Nacional. Dá para ler a apresentação do livro aqui, no site da editora Contexto.
A mesma editora acabou de lançar o livro Os 11 Maiores Camisas 10 do Futebol Brasileiro, escrito pelo Marcelo Barreto, do Sportv.
A série começou no ano passado, com Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, de Maurício Noriega, do Sportv e Blog do Nori.
Não demora, e lá vem os atacantes… O dos goleiros já está no prelo (leia texto anterior).
Livro: “Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro”
Publicado em 18 de março de 2010
Dizem que onde eles jogam não nasce nem grama. Sim, eles jogam com a camisa 1. Um deles foi inscrito com a 3 na Copa do Mundo de 1958. Outro, que costuma ser comparado a santo, atua com a 12, que o consagrou. E um contemporâneo desse santo goleiro, de tanto fazer gols na linha de frente, adotou o número 01 nas costas. Sim, vem aí Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro. Texto de Luís Augusto Símon, o Menon, repórter da Revista ESPN que já lançouTricolor Celeste e Nascido para Vencer!. Menon convocou Barbosa, Castilho, Gylmar, Raul, Leão, Taffarel, Zetti, Rogério Ceni, Marcos, Júlio César e Dida. Muito boas as escolhas. Continuar lendo “Livro: “Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro””
As Melhores Seleções Brasileiras x As Melhores Seleções Estrangeiras
Estamos a menos de 3 meses da Copa 2010! Dois livros onde desfilam personagens que fizeram história nos Mundiais dos últimos 56 anos estão sendo lançados pela Contexto nesta terça-feira, 16 de março, 18h30, na Saraiva do shopping Eldorado. Milton Leite, locutor do Sportv, escolheu As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos (a saber, as de 58, 62, 70, 82, 94 e 2002). Mauro Beting, comentarista de rádios e TVs Bandeirantes, colunista do Lance!, entre outros veículos, convocou As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos (para Beting, Hungria 54, Inglaterra 66, Holanda e Alemanha 74, Itália 82, Argentina 86 e França 98). Ambos volumes já estão nas livrarias, leituras altamente recomendadas a quem Come, Bebe e Dorme História das Copas do Mundo. Fut Pop Clube propôs um desafio aos dois jornalistas. Imaginar como seriam jogos entre as 6 seleções brasileiras convocadas pelo livro do Milton Leite e 6 dos 7 escretes gringos escolhidos por Mauro Beting. Esqueci da Itália de 82, que fez chorar não só aquele menino da capa do Jornal da Tarde – deve ser trauma de fã de mestre Telê Santana. Mas quem sabe, caso o Brasil de Dunga fature o hexa, se a gente não volta à brincadeira?
Vamos começar essas pelejas virtuais com um jogo de sonhos: Brasil campeão de 58 e Hungria vice de 54, na imaginação de Milton Leite e Mauro Beting.
Milton Leite: Brasil 5×4 Hungria
“Jogo de muitos gols, muitos gênios em campo. Mas com Pelé e Garrincha, a turma de Puskas não teria chances. Brasil 5 x 4.”
Mauro Beting: Brasil 6×5 Hungria
“Que jogo!!!! Aposto em duplo: vitória do Brasil, vitória da Hungria. Nenhum dos dois empataria. Muito menos perderia. Time por time, o Brasil era um pouco mais técnico, e melhor no aspecto defensivo. A qualidade da marcação brasileira acabaria garantindo a vitória, além do Pelé no auge, diferentemente do Puskas baleado pelo zagueiro alemão. Jogo para 6 x 5 Brasil. Claro, 2 x 0 Hungria no inicio, como sempre, com 9 minutos: Kocsis faria 1 a 0 aos 3, de cabeça; Hidekguti entraria tabelando e ampliaria, aos 9. O Brasil diminuiria com Garrincha, aos 11, depois de driblar três vezes Lantos e bater entre Grosics e a trave esquerda. A Hungria faria 3 a 1 aos 16 minutos. Boszik, da meia direita, uma bomba no ângulo de Gilmar. O Brasil fecharia os 20 minutos mais fabulosos do futebol diminuindo aos 19, com Vavá, depois de cruzamento de Zagallo, e confusão dentro da área, e empataria aos 20, com Pelé, passando por Boszik, Zakarias e, na saída do goleiro, batendo cruzado, no canto direito. O Brasil viraria o placar aos 39 do primeiro tempo. Lance de Garrincha com Pelé, que meteu entre as pernas de Lorant, driblou Grosics, e rolou de pé esquerdo. 4 x 3.
No segundo tempo, Nilton Santos e Boszik seriam expulsos, repetindo a Batalha de Berna. A Hungria empataria aos 15, com Puskas, depois de tabelar com Kocsis. Os húngaros passariam à frente aos 21, novamente com Kocsis, de cabeça. 5 x 4. Aos 30, Garrincha entraria em diagonal e chutaria de canhota, no ângulo de Grosics. 5 x 5. Pelé definiria o placar, em lance polêmico: ele fez a falta em Lantos, mas o juiz não viu. Ele seguiu, driblou três e tocou por cobertura, na saída de Grosics, aos 43 minutos. Ah, sim. Aos 44min, Puskas bateu um pênalti que Gilmar defendeu. Pênalti também duvidoso, de Bellini em Hidekguti.”
