Magrão e Casão

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Se um livro sobre futebol já desperta o meu, o seu, o nosso interesse, um sobre Sócrates e Casagrande então… e o “Resenha” com Casagrande
sacramentou o desejo de comprar esse livro. Fiz isso na primeira hora da tarde de segunda-feira. E logo no primeiro capítulo, uma surpresa. Não sabia que os dois amigos de Democracia Corintiana se afastaram tanto ao longo dos anos. “Sócrates & Casagrande – Uma História de Amor” (GloboLivros, R$ 39,90) foi escrito a quatro mãos pelo hoje comentarista Walter Casagrande Júnior e pelo jornalista Gilvan Ribeiro. Os dois autografam o livro nesta terça-feira,  12 de julho, a partir das 19h, na Fnac da avenida Paulista! Imagine a fila!

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Leitura que prende. Se começa com as tentativas de reaproximação e depois conta como essa história de amor começou, o livro termina com um Papo de Louco, um imaginário encontrou entre o Big (Casagrande) e Magrão nos dias de hoje.

No sábado, dia 16, Casagrande e Gilvan Ribeiro lançam o livro na sede do Corinthians, no Parque São Jorge. A partir de 11 horas. Nas próximas semanas, haverá ainda sessões de autógrafos no Rio e em Ribeirão Preto.

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A história do Atlético de Madrid em cartuns

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“La História del Atleti – Viñeta a Vineta”, do ilustrador e cartunista madrilenho Jorge Crespo Caño, foi lançado pela Lectio Ediciones em novembro de 2014. Assim que soube do lançamento, fiquei de olho, e agora tive a oportunidade de me divertir com esse livro precioso para quem se interessa pela já mais que centenária história rojiblanca.
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Que começou em azul e branco, mesmas cores iniciais do Athletic Club, o de Bilbao, que inspirou estudantes bascos a fundar o novo clube, em Madri, 1903. Só em 1911 apareceram as camisas vermelhas e brancas que lembravam colchões – daí outro apelido dos atléticos, colchoneros. O Atlético de Madrid teve diferentes nomes (Athletic Club de Madrid, Atlético Aviación) passou por muitos estádios… os títulos… os presidentes mais importantes… os ídolos … os técnicos… o rebaixamento… e enfim, a volta por cima, tudo contado com muito bom humor e o traço leve e divertido dos cartuns de Jorge Crespo Caño. 
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Uma Copa esquecida e um século de seleção brasileira, no 75º encontro do Memofut.

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No sábado que vem, o Memofut (grupo de literatura e memória do futebol) se reúne mais uma vez no auditório do Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. No encontro – aberto ao público-, a partir de 9h30, o Max Gehringer vai falar da chamada copa esquecida, o Mundial de 1954. Às 11h15, o pesquisador Ivan Soter bate um papo sobre um de seus livros: “Enciclopédia da Seleção – 100 Anos de Seleção Brasileira de Futebol – 1914 – 2014”.

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Lançamento: “Alex, a Biografia”.

Nesta terça-feira, o Alex que brilhou com as camisas do Coxa, do Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe ganha uma biografia, escrita por Marcos Eduardo Neves (biógrafo de Heleno de Freitas, Renato Gaúcho, Roberto Medina e Francisco Horta).

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A tarde/noite de autógrafos em São Paulo é nesta terça, dia 10, a partir de 17h, na livraria Cultura do Conjunto Nacional. Continuar lendo “Lançamento: “Alex, a Biografia”.”

Ídolos do Huracán em quadrinhos

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Dica do Marca de Gol. Saiu na Argentina um livro em quadrinhos sobre os ídolos de El Globo, o Club Atlético Huracán, atual campeão da Copa Argentina. “La Leyenda de Los Hombres sin Medo” foi publicado pela Englobate, uma associação de sócios e torcedores do Globito, e tem 8 capítulos. Os caras sem medo são nomes como Herminio Masantonio (artilheiro máximo da história do Huracán), Houseman, Javier Pastore, que hoje brilha no PSG, e os técnico César Luis Menotti e Ángel Cappa.

O valor arrecado pela venda da graphic-novel vai ser destinado às categorias de base e esportes amadores do Globito. Lembrando que o Huracán se classificou para as quartas de final da Copa Sul-Americana (eliminou o Sport Recife e vai encarar o Defensor).

Se você assistiu ao oscarizado “O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella, deve se lembrar de um eletrizante plano-sequência no estádio Tomás Ducó – conhecido como El Palácio. A bela casa do Huracán!

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Literatura e futebol

Que livro você indicaria pro cartola, treinador ou jogador do seu time? “A Bola Não Entra Por Acaso“? Que tal “Guardiola Confidencial? Ou “Estrela Solitária“?IMG_20150923_064136

Fiquei sabendo numa página da espanhola Revista Líbero que o Athletic Club e sua fundação fizeram uma ação em que os torcedores dão dicas de livros pra atletas dos times masculino e feminino do Athletic, pro técnico Ernesto Valverde e cartolas. Valverde, o capitão Gurpegui, o presidente Josu Urrutia, o ex-goleiro José Angel Iribar e outros três nomes ligados ao time basco recebem as sugestões, escolhem um livro, assumem o compromisso de ler o título em um mês e dão dica de um livro pro torcedor, que assume o mesmo compromisso.

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No começo de novembro, a  Fundación Athletic Club vai promover em Bilbao um ciclo de debates sobre literatura, jornalismo e quadrinhos sobre futebol. Lembrando que a Fundación Athletic Club também promove um festival anual sobre cinema de futebol, o Thinking Football, que é muito bom (o blog já acompanhou uma das edições). Assim com no festival de cinema, no ciclo de literatura os convidados não são necessariamente ligados aos leones, como o jornalista Martí Perarnau, autor do livro “Guardiola Confidencial” (Herr Pep), sobre o primeiro ano do técnico catalão no Bayern. Aúpa Athletic!

Você pode saber mais sobre a ação de leitura do Athletic neste link.

Por aqui, foi muito bom saber via Mauro Cezar Pereira e Trivela que o zagueiro flamenguista Wallace é um cara que gosta de ler, e divulga suas dicas num blog, O Wallace Leu. Continuar lendo “Literatura e futebol”

“Going to the Match”: a fotografia da paixão pelo futebol.

IMG_20150904_202628Dica da ótima revista Líbero. O fotógrafo Przemek Niciejewski, especializado em cultura do futebol, se prepara para lançar um livro de fotos, resultado da experiência de 25 anos registrando os torcedores e os grandes estádios lotados de campeonatos milionários como a Bundesliga ou da Premier League, mas também o futebol amador, em países como a Polônia – terra natal de Niciejewski. “Going to the Match” é o nome do projeto, que está sendo viabilizado pelo sistema de ‘vaquinha online’, o crowdfunding, na plataforma Kickstarter (clique aqui). As contribuições começam em 20 euros, o que daria direito a um exemplar do livro. “Going to the Match” deve ter 204 páginas, 160 fotos, no formato 17 x 23.5 cm, capa dura.
No link dentro do post, dá pra ver um slide-show com muitas fotos de Niciejewski. Continuar lendo ““Going to the Match”: a fotografia da paixão pelo futebol.”

Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.

Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.

O escritor Eduardo Galeano, que morreu em abril de 2015, tinha quase 10 anos quando a seleção de seu país ganhou a Copa do Mundo de 1950 (era de 3 de setembro de 1940). “Hincha” do “bolsillo”, o Nacional, tricolor de Montevidéu, e amante do futebol, mesmo que a camiseta do jogador não tivesse um bolso e fosse aurinegra, Galeano convida o leitor do clássico “Futebol ao Sol e à Sombra(L&PM) a entrar num estádio vazio.

… Pare no meio do campo e escute. Não há nada menos vazio que um estádio vazio. Não há nada menos mudo que as arquibancadas sem ninguém. O estádio Centenario, de Montevidéu, suspira de nostalgia pelas glórias do futebol uruguaio. O Maracanã continua chorando a derrota brasileira no Mundial de 50. Na Bombonera de Buenos Aires, trepidam tambores de há meio século. Das profundezas do estádio Azteca, ressoam os ecos dos cânticos cerimoniais do antigo jogo mexicano de pelota. Fala em catalão o cimento do Camp Nou, e em euskera conversam as arquibancadas do San Mamés, em Bilbao…

Não tem como entrar mais num estádio em dias sem futebol,  ou naquelas tours que alguns clubes fazem, sem lembrar de Eduardo Galeano, craque do sonhos (“jogava muito bem, era uma maravilha, mas só de noite, enquanto dormia”). O texto acima é um dos muitos gols do seu livro Futebol ao Sol e À Sombra.

Dentro do post, o texto do site da editora sobre o livro. Continuar lendo “Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.”

De letra: o canhão da Vila, a patada atômica e o jornalista Michel Laurence.