Iron Maiden, Rock in Rio, 11/1/1985

No meio da insana World Slavery Tour, a excursão promocional do discão Powerslave, o Iron Maiden fez um bate e volta rapidez para o primeiro Rock in Rio. Saiu dos EUA no inverno, tocou em pleno verão na Cidade Maravilhosa em 11 de janeiro de 1985 e voltou para os EUA em seguida. Entre o Whitesnake e o Queen, headliner da primeira noite do festival, a Donzela de Ferro fez um espetáculo para ficar na memória dos fãs sul-americanos presentes. Cerca de 50 minutos do showzão histórico fazem parte  do DVD Live After Death, que o grupo lançou oficialmente com vários bônus, para combater a pirataria. 300 mil pessoas viram o grupo no auge, após uma pá de grandes discos. No documentário History of Iron Maiden – Part 2, um desses bônus, Steve Harris confirma que foi o maior público que já viu a banda. No DVD, estão presentes Aces High, 2 Minutes to Midnight, The Trooper, Revelations (com a cena em que Bruce Dickinson aparece com o rosto sangrando, após se chocar com a guitarra de Dave Murray, lembra o empresário do então quinteto, no documentário), o imortal riff de Powerslave, que acaba servindo de mote para um solo de guitarra de Murray), Iron Maiden (e a aparição da mascote Eddie, em versão mumificada – a banda havia dado um fim ao “monstro” na turnê anterior… tem essa lógica, hahaha!), Run to the Hills (Bruce grita em português: “quero-todo-mundo-louco-esta-noite”) e Running Free.

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Phil Lynott, uma lenda do rock irlandês

Da Irlanda, o amigo do blog Ernani Lemos lembra que neste 4 de janeiro faz 24 anos da morte do vocalista e baixista Phil Lynott, líder da banda Thin Lizzy. Ernani, vizinho de blogosfera, prepara um documentário sobre atribulada vida do rock star irlandês antes de Bob Geldof e Bono. Philip Lynott, torcedor do Manchester United e fã de craque George Best, outro irlandês boêmio que partiu cedo, é este simpático de bigode e cabeleira black power, na capinha do DVD The Boys Are Back in Town, gravado em 1978 na frente da Opera House de Sidney e lançado nos EUA pela Rhino. Continuar lendo “Phil Lynott, uma lenda do rock irlandês”

Garage Days Re-Revisited

O EP de pérolas do heavy metal britânico e do hardcore que o Metallica lançou entre Master of Puppets e …And Justice For All foi a estreia de Jason Newsted como baixista da banda em vinil – eram tempos do vinil. The 5.98 EP – Garage Days Re-Revisited saiu nos EUA em 1987 – e, que eu me lembre, oficialmente não deu as caras por aqui, a não ser em versões importadas ou piratas. Claro que os fãs das antigas do quarteto não precisaram esperar pela ótima coletânea Garage Inc (de 1998)para conhecer as covers de alguns dos grupos prediletos dos metalli-men: Continuar lendo “Garage Days Re-Revisited”

Shows do ano

Qual foi o melhor show internacional em 2009? Você decide. Pode votar em quantos quiser.

Fut Pop Clube acompanhou alguns: 

Manu Chao & Radio Bemba em São Paulo;

Iron Maiden na praça da Apoteose;

Kiss na Arena Anhembi/SP;

Living Colour , Via Funchal/SP, em outubro;

Faith No More na Chácara do Jockey/SP, na mesma noite de novembro em que Iggy Pop, Sonic Youth e Primal Scream tocavam em outro festival em SP, o Planeta Terra;

e enfim, AC/DC no Morumbi.

Metallica 3.0: “Master of Puppets”

[clearspring_widget title=”Grooveshark Widget: Chameleon” wid=”48f3ef6c29317865″ pid=”4b35530b4c5a7f97″ width=”400″ height=”300″ domain=”widgets.clearspring.com”] Aproveito o widget aí de cima, onde você pode ouvir os 8 sons de Master of Puppets (se bem que a versão de Thing That Should Not Be é a com orquestra, do disco S&M),  para seguir meus pitacos sobre a  discografia do Metallica. O terceiro álbum, de 1986 (!), foi mais uma parceria com o produtor dinamarquês Flemming Rasmussem, o mesmo do Ride... E representou mais um grande passo para aquele quarteto californiano que não fazia concessões e não queria nem saber de gravar clips virar a mega banda de hoje. No meio do caminho, uma grande perda na longa estrada do rock: o baixista Cliff Burton morreu num acidente, poucos meses depois do lançamento. Eram tempos sem internet, sequer havia MTV no Brasil… As informações circulavam no underground brazuca via fanzines, como Rock Brigade (que logo virou revista e gravadora) e boca a boca. Canções imensas, imensas, com mais de 8 minutos, muitas mudanças de clima, como “Master of Puppets”, montanhas de guitarras, velocidade e agressividade em fusões de metal e punk hardcore como “Disposable Heroes” e “Damage Inc.”. Power-ballads muito bem trabalhadas como “Welcome Home (Sanitarium)” não criavam problemas com os fãs, pelo contrário, chamavam ainda mais a atenção para a qualidade do quarteto. Não é à toa que o grupo toca petardos deste discão até hoje. “Disposable Heroes” e “Master of…” estão na versão simples do DVD “Orgulho, Paixão e Glória” (a versão ampliada sai no Brasil em 26 de janeiro, dias antes dos shows nacionais.)

Ah, você pode pegar esse aplicativo no site da turnê brasileira do grupo e adicionar à sua página pessoal com as músicas que preferir!

“Orgulho, Paixão e Glória”

Parece nome de spaghetti-western do Sergio Leone, mas é o DVD Orgulho, Paixão e Glória – Três Noites na Cidade do México (no título original, Orgullo, Pasion y Gloria: Tres Noches En La Ciudad de Mexico). Ótimo “esquenta” para os três shows do Metallica no Brasil no fim de janeiro (no Parque Condor, em Porto Alegre, e dois no Morumbi). E que esquenta! Começando com Creeping Death, emendando For Whom the Bell Tolls, Ride the Lightning, Disposable Heroes, One. 50 mil pessoas fazem coro com a melodia de The Memory Remains… E o que é esta nova All Nightmare Long? Que riff matador! Thrash, speed, quase death metal… Poderia estar no Kill´em All. Pra mim, o maior petardo do quarteto em muitos anos. Continuar lendo ““Orgulho, Paixão e Glória””

Whiskey in the Jar

Volto a falar desse grande grupo irlandês, o Thin Lizzy, liderado pelo baixista, vocalista e compositor Phil Lynott (*1949/+1986). Com imensa alegria, fiquei sabendo que o amigo Ernani Lemos, do blog Madruga em Claro, que batalha e estuda cinema na Irlanda, resolveu fazer um documentário sobre Phil Lynnot, um dos poucos astros negros do rock pesado. O Ernani já tem entrevistas marcadas e certamente vai tentar responder: afinal, o pai do Phil era brasileiro mesmo ou isso é lenda?

Poucos discos lançados no Brasil e o fim da banda antes mesmo da morte de Lynott contribuíram para que o Thin Lizzy ficasse meio desconhecido por aqui. A cover do Metallica para “Whiskey in the Jar” (que nas mãos de Lynnot e cia já era uma adaptação de arranjo tradicional irlandês) pode ter ajudado a espalhar o culto – 0utras bandas regravaram sons do Lizzy (Iron Maiden, “Massacre”; Smashing Pumpkins, “Dancing in the Moonlight”; Bon Jovi, “The Boys Are Back in Town”).

No meu caso, a paixão pelo Thin Lizzy começou antes e a “culpada” é a Rádio Fluminense FM Stereo (escola de rock de Niterói para o Rio, com influência no país). Rolava muito som desses irlandeses – até em vinhetas. Continuar lendo “Whiskey in the Jar”

O G4 do thrash metal, no mesmo palco.

Estamos ligados que o Metallica vai fazer 3 shows no Brasil em janeiro, mas esta notícia aqui, que descobri no MusicRadar, é mais ou menos como uma semifinal de campeonato com os quatro grandes de São Paulo. Ou os quatro grandes do Rio. Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax, juntos. Os “quatro grandes” do thrash metal vão tocar pela primeira vez num mesmo festival. De quebra, Mastodon e Behemoth. O Sonisphere, em 16 de junho de 2010, em Varsóvia, na Polônia; 18 de junho, em Zurich,  e em 19 de junho, em Praga, na República Tcheca. Site do Metallica confirma e diz que mais datas com o “Big Four” do thrash reunido podem pintar. No começo dos anos 90, Slayer, Megadeth e Anthrax chegaram a excursionar juntos, às vezes com Testament à tiracolo. Clash of the Titans era o nome da turnê.

PS – Deu no Whiplash.net, G1 e outros sites que o MovieMobz vai promover uma transmissão do show dos Big Four para cinemas da rede Cinemark, em 22  de junho.

Metallica 2.0

Aproveito que foi anunciado show extra do Metallica no Morumbi (31 de janeiro) para falar um poquinho do segundo álbum do quarteto. Quando Ride the Lightning foi lançado, no segundo semestre de 1984, o impacto foi imediato. Um dedilhado suave anuncia o ataque nuclear de Fight Fire With Fire. A velocidade, o peso, a rifferama, os solos e os cabelões estavam lá, mas a produção, quanta diferença! Continuar lendo “Metallica 2.0”