Pego emprestada a expressão de Osmar Santos – o “pai da matéria” no radiojornalismo esportivo discotheque, livre, leve e solto – para lembrar dos 40 anos da morte de Jimi Hendrix. Um “mais-que-perfeito” da guitarra. Do baú de rock, blues, R&B e soul que James Marshall Hendrix deixou, herdeiros e gravadoras não param de lançar e relançar CDs, DVDs, caixas com um e/ou outro desses formato. Tem muita coisa boa. Algumas dicas desses sons estão na Coluna de Música do Fut Pop Clube. Continuar lendo “O pai da matéria”→
Ao som do riff de The Ocean, clássico do Led Zeppelin, está entrando no ar Guitarras, digo, o programa Rock Flu nº 70 (ouça aqui e continue navegando no blog!). É que o convidado de Serginho Duarte e Gustavo Valladares nesta edição é Paulo “Heavy” Sisinno, que produzia o programa Guitarras para o Povo, depois somente Guitarras (entre outros) na saudosa rádio Fluminense FM, a Maldita – escola de rock para quem morou no Rio nos anos 80, como este que vos digita. Continuar lendo “Guitarras para o povo!”→
Nestes dias em que se fala tanto do Big Five na África do Sul, peço licença para falar um pouco do Big Four, o G4 do thrash metal, tema da Coluna de Música, braço sonoro do Fut Pop Clube. O Vassil Levski, estádio nacional em Sofia, na Bulgária do artilheiro Stoichkov (que foi ídolo do Barcelona), tem um estilo clássico, com parte dos lugares cobertos por uma bela marquise. Na terça, 22 de junho de 2010, foi cenário do encontro histórico dos quatro peso-pesados do thrash, vertente do heavy metal tão rápida como um trem-bala desses que vão ligar as capitais da Copa 2014 (… rs). Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica, pela primeira vez juntos no mesmo festival (o Clash of the Tytans, anos atrás, reuniu apenas três deles). E mais: integrantes das quatro grandes tocaram uma música juntos, durante o show do Metallica, numa jam session pra não esquecer. Ah, o Tom Araya, do Slayer, entrou no gram… digo, palco, com o uniforme de La Roja – a seleção de seu país natal, o Chile. Pitacos sobre o que pude ver do festival europeu, na poltrona de um cinema paulistano, estão aqui ao lado, na Coluna de Música.
Rock Flu, programa online da rádio Torcida Tricolor, chega à edição 68 em ritmo de Copa do Mundo. Serginho Duarte e Gustavo Valladares dividiram o especial copeiro em 2 partes. Cada uma com bandas e músicos “vestindo a camisa” dos países que estão disputando a taça do mundo na África do Sul. A primeira parte (com 16 atrações) já está no ar (ouça aqui). E o convidado do Rock Flu da vez é este que vos bloga. Gostei do convite e da experiência. Entre um bloco musical e outro, o papo foi sobre Brasileirão, Libertadores, filmes e livros sobre futebol, além de meus palpites sobre a Copa (e depois de quase toda a 1ª rodada, devo agradecer por não ter entrado em nenhum bolão…). A pesquisa musical feita pela dupla tricolor foi bem legal e serviu para me apresentar a alguns sons que desconhecia e outros que não ouvia há algum tempinho. Rock Flu 68 rola a pesada cover do Angra para “Pra Frente Brasil”, o grupo de rock Savoy Truffle (do Japão), o excelente bluesman Eric Ter (“vestindo” a camisa da França), o rock bem feito do Wonderboom (do país dos Bafana Bafana), Los Bunkers (pop en español do Chile), o rock do Toad (representando a Suíça), No Brain (punk da Coreia do Sul), o músico nigeriano Fela Kuti, o ótimo grupo italiano de progressive rock Premiata Forneria Marconi (defendendo a Squadra Azzurra), Toxic Heart (Eslovênia), Pop Masina (Sérvia), Trypes (da Grécia); a banda Jet (Austrália), Khaóticos (Honduras), Osibisa (representando Gana) e a banda El Tri, representando o rock do México. Como se vê, um cardápio bem variado, musical e geograficamente. A segunda parte do especial Rock Flu com mais 16 sons do mundo e outro convidado deve ficar pronta durante a Copa. Confira no site www.rockflu.com.br .
Uma boa e uma notícia para os fãs das baladas e rocks eletrizantes dos Scorpions. Primeiro, a má: a banda vai pendurar as guitarras. Agora, a boa: os alemães ainda lançam disco novo e embarcam em turnê mundial. Leia mais na minha Coluna de Música.
O livro "Metendo o Pé na Lama - Os Bastidores do Rock in Rio de 1985", de Cid Castro, será relançado dia 27
Em 11 de janeiro de 1985, mais ou menos a essa hora, começava o Rock in Rio. Primeiras atrações: Ney Matogrosso, o tremendão Erasmo Carlos e Baby Consuelo+Pepeu Gomes (algo deslocados na programação da tarde/noite/madruga). O Brasil entrou de vez no circuito internacional do show bizz quando soou o hard rock do Whitesnake, com talvez sua melhor formação. O vozeirão de David Coverdale, a guitarra envenenada, cheia de efeitos, do John Sykes (ex-Thin Lizzy), o baixo do Neil Murray e a batida pesadaça do Cozy Powell. Showzão! Com destaque para Gulty of Love, Love Ain´t No Stranger e Slow and Easy, que tocaram até furar nas rádios brasileiras.O Whitesnake ainda participaria de mais uma noite do festival, mas a atração seguinte, não. Iron Maiden! Veio, arrebentou e voou de volta para os EUA (leia também o texto anterior). Depois, Queen, pela segunda vez no Brasil (existia um vídeo VHS Live in Rio, correto?). 300 mil espectadores, fãs de Iron, de Freddie Mercury, Brian May e cia, ou apenas gente jovem em busca de diversão. Era o primeiro de dez dias seguidos de festival!
Marcador do livro de Cid Castro
Que não era só de rock, apesar do nome. Tudo bem. Os roqueiros brasileiros tiveram a primeira oportunidade para ver AC/DC (ouvido a alguns quilômetros da Cidade do Rock!), Scorpions (no auge, um show eletrizante), Ozzy Osbourne (com o excelente guitarrista Jake E.Lee brilhando no emprego que foi do Randy Rhoads) ou o Yes (veteranos do progressivo). Havia espaço para música mais pop (Rod Stewart, James Taylor), MPB (Moraes, Alceu) e para bandas então emergentes do Rock Brasil, como Barão Vermelho (com Cazuza) e Paralamas do Sucesso (voltaremos ao assunto esta semana).
Em 2008, a Scortecci publicou o livro Metendo o Pé na Lama – Os Bastidores do Rock in Rio de 1985, do diretor de arte Cid Castro, que trabalhava na Artplan e criou a marca do festival (e os óculos, como o do marcador de livros ao lado). Num tom bem pessoal, linguagem franca e direta, Cid faz praticamente um diário da saga que foi a realização do Rock in Rio I. O livro será relançado em 27 de janeiro, na livraria Travessa do Leblon, pela editora Tinta Negra.
Eu fui. Ao Rock in Rio I, II (em 1991, no Maracanã) e III (2001, de volta a Jacarepaguá). E você? A qual edição? Conte suas lembranças no espaço de comentários.