Em cartaz: “Chico – Artista Brasileiro”.

Não fosse o gol de Alcides Ghiggia, aos 34 do segundo tempo, o segundo do Uruguai, a Copa do Mundo de 1950 teria sido levantada por Augusto, zagueiro do Vasco, camisa 2 e capitão da seleção brasileira. É ele quem aparece numa linda foto de José Medeiros, da revista “O Cruzeiro”, sendo consolado pelo goleiro da Celeste, bicampeã mundial, Roque Máspoli. Augusto é o tema de uma das interessantes declarações de Chico Buarque, no belo documentário de Miguel Faria Jr, Chico – Artista Brasileiro. Umas duas décadas depois do Maracanazo, o capitão da seleção de 1950 trabalhava como censor. “Tanto Mar”, letra de Chico Buarque sobre a Revolução nos Cravos, em Portugal, parou no ex-zagueiro. No doc, Chico conta que tentaram dobrar o censor com uma garrafa de whisky. Não adiantou. “Não deixava passar nenhuma bola” o ex-becão, depois censor Augusto da Costa.
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“Chico – Artista Brasileiro” tem outros momentos que reforçam a paixão de Chico 255713_129139183831817_7769166_nBuarque pelo futebol. Aparece jogando botão, jogando com craques como Zidane num jogo de amigos do português Luís Figo, goleando nas peladas do campinho do invicto Politheama com amigos e músicos como Bob Marley. A fotografia ao lado está no museu do Bob Marley na Jamaica, e Chico se diverte contando que segundo um surfista brasileiro, um guia do museu diz que, na foto, Bob está ao lado de “um cantor alemão”… Mais: Mart’nália e Adriana Calcanhotto arrasam em “Biscate”, originalmente um dueto Chico & Gal Costa, disco “Paratodos”, 1993. É uma D.R. de casal em que o cara reclama com a companheira que quer ouvir um hipotético “Flamengo x River Plate”.

Aliás, são muitos bons os números musicais, de Ney Matogrosso ao dueto da portuguesa Carminho com Milton Nascimento, com ótimos arranjos e espetacular captação de áudio.

É um belo documentário sobre a música e um tanto da vida de Chico Buarque de Hollanda. A relação com o pai, a descoberta do irmão, alemão, o casamento com Marieta, a separação. Os netos. Chico escritor. Sem falr no riquíssimo material de arquivo.

Quem se interessa por MPB não pode deixar de ver.

Dentro do post, veja o trailer e confira os cinemas que exibem o filme esta semana.

Continuar lendo “Em cartaz: “Chico – Artista Brasileiro”.”

O grand finale de um goleiro rock and roll

O grand finale de um goleiro rock and roll

Eu vi Rogério Ceni jogar.

Eu vi (pela TV) Rogério Ceni marcar seu primeiro gol, numa cobrança de falta, no interior de São Paulo.

Eu vi Rogério Ceni marcar um gol de falta numa decisão de campeonato paulista.

Vi o goleiro-artilheiro marcar dois gols de falta na mesma partida de Libertadores e perder o terceiro, que teoricamente seria mais fácil, de pênalti.

Vi o capitão do São Paulo erguer uma Copa Libertadores, edição em que marcou cinco gols. No fim do mesmo ano, levantou também o Mundial de Clubes, depois de marcar um gol numa semifinal e fazer uma partida memorável contra o Liverpool.

Vi pela TV Rogério pegar um pênalti e marcar dois gols numa mesma partida, no Mineirão,  em outra atuação nota 10, dias depois de uma das atuações mais criticadas debaixo das traves.

Vi o capitão tricolor erguer por três anos seguidos a taça de campeão brasileiro.

Vi o capitão deixar o jovem Lucas, que se despedia do futebol brasileiro rumo a Paris, levantar a Copa Sul-Americana, depois de uma violentíssima decisão, dentro e fora dos gramados.

Vi Rogério ficar decepcionado com derrotas e eliminações. Como um torcedor.

Também vi que o #M1T0 precisava pendurar as luvas e as chuteiras, infelizmente.

Também li e ouvi declarações de Ceni com as quais não necessariamente concordo. Não era de ficar em cima do muro. Há que se respeitar a opinião diferente. Algum torcedor do Santos vai deixar de idolatrar os feitos de Pelé por causa de suas opiniões e omissões?

O último dos 131 gols de Rogério Ceni como profissional foi longe do Morumbi. Foi no Castelão, de pênalti, contra o Ceará, na única competição que não conquistou, a Copa do Brasil, que ironicamente seria decidida por um gol de goleiro. Fernando Prass vai continuar batendo pênalti, vai tentar uma falta pelo Palmeiras? Tomara! O sucessor de Rogério no São Paulo, Denis, vai fazer seus golzinhos? Quem sabe? Ambos treinam bastante.

No Morumbi, em 11 de dezembro de 2015, eu vi Rogério Ceni subir e descer pela última vez o túnel do vestiário do time da casa como jogador profissional, numa noite de rock (Rogério deu uma canja no show dos são-paulinos da banda Ira!) emoção e homenagens – por coincidência na mesma semana da morte do ex-presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Que legal ver de novo em campo Raí (que infelizmente não teve uma partida de despedida), Cafu, Cerezo, Juninho Paulista, Müller, Amoroso, Josué, Mineiro, Aloísio Chulapa (rei de “assistências” pra Rogério), Lugano, Zetti batendo (e muito bem) um pênalti.

Adaptando a frase de Di Stéfano que virou título de biografia do artilheiro, agradeço a você, Rogério.

Gracias, viejo.  Continuar lendo “O grand finale de um goleiro rock and roll”

Copa de “cachorro grande”

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Banderín: River Plate do Uruguai

Flâmula do River Plate de Montevidéu, que vai fazer sua estreia na Libertadores em 2016. O River uruguaio é o caçula da Copa, mas a Libertadores 2016 vai ser uma briga de cachorro grande. Todos os representantes brasileiros já ganharam pelo menos uma vez a Copa: Corinthians, Palmeiras, Atlético, Grêmio e, completando o trio de ferro paulistano, o São Paulo, que entra na primeira fase. Aí o tricolor pode pegar de cara um time argentino (Racing ou o Huracán), La U de Chile, o próprio River Plate uruguaio, Olimpia ou Guaraní do Paraguai ou ainda fazer uma viagem mais longa até Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela ou México.

Na segunda fase, teremos times com experiência em Libertadores como o atual campeão, o River Plate (o millonario de Buenos Aires, mesmo), o Boca, o San Lorenzo, o Rosario Central, o Colo-Colo, o Cerro Porteño, o Deportivo Cali, o Nacional e o Penãrol. Continuar lendo “Copa de “cachorro grande””


Demais esta campanha do lançamento da nova camiseta local da Universidad de Chile, que rolou no fim de semana. Os jogadores usaram uma camiseta “firmada” (assinada) pelos torcedores.

¡A la cancha con la camiseta firmada por los hinchas!

La U : Camiseta local 2016. facebook.com/clubuniversidaddechileoficial
La U : Camiseta local 2016. facebook.com/clubuniversidaddechileoficial

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Dentro do post, confira os detalhes da segunda camiseta de La U. Continuar lendo “Novas camisetas de La U”

Penãrol, campeão do Apertura 2015

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Camiseta do Peñarol, campeão do torneio Apertura 2015 do futebol uruguaio.  O aurinegro bateu o Juventud por 1 a 0 e ficou um pontinho acima do arquirrival.

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La U

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Banderín: La U.

Flâmula da Universidad de Chile, campeã da Copa Chile 2015. La U venceu o rival Colo Colo no superclásico decisivo, em La Serena. Empate no jogo normal, decisão nos pênaltis. E na final paulista da Copa do Brasil, lá também um goleiro foi herói. Pegou um e marcou o seu, o último. Johnny Herrera. Ex-Corinthians.

Quinto título de Copa Chile de La U.
Sobre o hino, dentro do post. Continuar lendo “La U”

São Prass

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Flâmula do Palmeiras, tricampeão da Copa do Brasil.

Ganhar um título com gol de goleiro, convertendo o último pênalti… um título como a Copa do Brasil… a terceira Copa do Brasil… a primeira conquista na nova casa. Fernando Prass já vinha se destacando na campanha palmeirense. Na decisão por pênaltis depois da segunda partida contra o Santos, que começou e terminou à toda, Prass foi herói. Defendeu uma cobrança e bateu muito bem o quinto pênalti do Palmeiras. Gol do título. Pra virar santo entre os alviverdes, não falta quase nada… Mosaico no Allianz Parque, já tinha antes do jogo final.

Parabéns ao Prass e a todos alviverdes. Parabéns, Marcelo Oliveira.

Abaixo, a lista dos campeões da Copa do Brasil.
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Podcast sobre o Athletic

A nova catedraç de San Mamés. @futpopclube
A nova catedral de San Mamés. @futpopclube

Convidamos o amigo Raphael Sanz, de família basca, que nos apresentou a torcida do maior representante futebolístico do Euskadi. A forte identidade regional, as rivalidades com os clubes madrilenhos, muito folclore e rock cantado em euskara, ressonando desde a Herri Norte, que faz pulsar o renovado San Mamés.bannermenor_SDT_estreia-730x360
Por falar na série Som das Torcidas, da Central3 (veja post anterior), os podcasts que inspiraram a primeira temporada em vídeo contam com mais de 70 programa. O podcast Som das Torcidas #71 fala do Athletic Club, de Bilbao, a influência dos ingleses, a ligação com o Atlético de Madrid (que nasceu como filial do clube de Bilbao), os anos sob Franco, as principais características – como só ter jogadores de origem basca, a torcida dos leones e, claro, cantos e músicas ouvidos em San Mamés. Ao lado do convidado Raphael Sanz, os titulares do programa rolam bandas como Escorbuto, Su Ta Gar e M.C.D. (Me Cago en Dios). Confesso que não conhecia a versão em castelhano do hino do Athletic – completamente diferente do hino que se ouve na ‘catedral’.

Dá pra ouvir e baixar o programa aqui. Uma boa pra ouvir no trânsito!
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Na rede: “Som das Torcidas”, primeira temporada.

O que Tim Maia (torcedor do América-Rio), o vascaíno Martinho da Vila, o flamenguista Ary Barroso, o Jack White do White Stripes e um sucesso de Bonnie Tyler têm a ver com os times da cidade de São Paulo? Músicas de artistas como esses (mais Luiz Gonzaga, Adoniran e até fado etc etc etc) foram adaptadas por torcidas paulistanas. A relação entre música popular e futebol, os hinos, os cantos,os mantras, as batidas das torcidas são assunto da série Som das Torcidas que depois de 70 podcasts chegou ao vídeo. bannermenor_SDT_estreia-730x360Cinco curtas sobre as torcidas de times paulistanos estão na primeira temporada do Som das Torcidas, que teve uma pré-estreia no CINEfoot e desde 1º de dezembro pode ser vista na íntegra no site do programa. O pessoal da Central3 começou a série visitando estádios e conversando com torcedores de Corinthians, Juventus, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo para tratar da história, da origem e das referências das músicas cantadas nas arquibancadas. Bem legal o trabalho de pesquisa feito para os curtas por Leando Iamin, Matias Pinto e Paulo Júnior (Leandro e Paulo apresentam a versão em vídeo do Som das Torcidas). A direção dos 5 curtas é de Pedro Asbeg (premiado diretor de “Geraldinos”, “Democracia em Preto e Branco”). Que venham outras temporadas, em outras cidades, estados e, quem sabe, países!


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