“O Milagre de Berna”

O MILAGRE DE BERNA (Das Wunder von Bern), de Sönke Wortmann
O MILAGRE DE BERNA (Das Wunder von Bern), de Sönke Wortmann

Este filme passou rapidinho pelos cinemas brasileiros no final de 2004, começo de 2005, mas vale a pena procurar o DVD. É uma ficção que tem como pano de fundo a campanha campeã da seleção da Alemanha (Ocidental), na Copa da Suíça, em 1954.  E por que o feito é considerado o Milagre de Berna? É que na época o gigante do futebol era a Hungria, de Puskas e companhia. Na primeira fase, a Alemanha tomou de 8×3 do time de Puskas. Verdade que poupou titulares, sim. Na final, a favoritaça Hungria e a Alemanha voltaram a se enfrentar. O time vermelho chegou a abrir 2×0 no placar, mas tomou a virada (tá certo que o juiz anulou um gol húngaro). Final, 3×2, Alemanha campeã do mundo pela primeira vez. E esta simpatícissima produção alemã ajuda  a entender porque jogadores como Fritz Walter e Rahn são lembrados até hoje nesta grande potência do futebol. O roteiro é OK e chamam muita atenção as elogiadas cenas que recriam -em cores- lances decisivos da Copa do Mundo de 54, com ótima caracterização da época. Até o ator Henrik Benboom, que faz o papel de Puskas, usa aquele topete repartido ao meio do maior craque húngaro de todos os tempos… Golão, golão, golão.

“O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”

ano-em-que-meus-pais-poster011

A minha primeira lembrança é o filme de Cao Hamburger: “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, “lançado em 2006, que me emocionou até numa segunda sessão. Não é exatamente sobre futebol, mas a Copa de 70, a bola, o jogo de botão são importantes panos de fundo na tocante história de Mauro, Hanna (show de bola, as duas atuações infanto-juvenis), Shlomo, Ítalo e dos pais do menino, passada no Bom Retiro, bairro de São Paulo, no contexto dos piores anos de chumbo da ditadura militar.

A idéia inicial era chamar a produção de “Vida de Goleiro”, posição preferida do menino Mauro. Com medo de afugentar o público antifutebol, Cao Hamburger optou pelo título que faz referência ao iugoslavo “Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios”. Gosta de futebol? Veja. Não gosta? Também veja.

De qual filme sobre futebol você gosta mais? Mande sua sugestão clicando em comentários ou pelo meu e-mail. Vale documentário, ficção, docudrama etc.

Façam suas apostas

A uma semana do Oscar, aquele disputado careca da Academia de Hollywood, pretendo fazer uma lista de favoritos aqui no blog. Não, não os favoritos ao Oscar 2009. Mas uma boa relação dos melhores filmes sobre futebol e dos melhores filmes rock-pop. Vale documentário, ficção, biografia, docudrama, filmes de shows…

Guaratinguetá, o tricolor do Vale

a garça do Vale
Mascote do Guaratinguetá: a garça do Vale

Comecei a simpatizar com o Guaratinguetá porque meus pais moraram um tempo nesta cidade de pouco mais de 100 mil habitantes (ao lado de Aparecida, à beira da Dutra) , terra de Frei Galvão, Dilermando Reis e do professor Pasquale.  Cidade razoavelmente tranquila, de algumas faculdades, muitas repúblicas e um grande orgulho: o Guaratinguetá, clube-empresa que conquistou o título de campeão do interior de SP em 2007 (lembro-me das buzinas da carreata, na madrugada da festa), dono da melhor campanha na primeira fase do Paulistão 2008 e que por questão de um gol não subiu para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Com um pouco de disposição e sem os torós das tardes quentes, dá para caminhar da rodoviária -no centro- ao estádio municipal, Dário Rodrigues Leite, o Ninho da Garça, na Vila Paraíba. E foi debaixo de chuva que o Guará goleou o Santo André de Marcelinho Carioca por 4 a 0 neste sábado. Apenas a segunda vitória do tricolor do Vale no certame, em que  já trocou de técnico uma vez. Saiu Argel, entrou Estevam Soares (dispensado pela Lusa).  Já deu para livrar alguns pontos da zona de rebaixamento. Resta saber se o time agora comandado por ex-zagueiro Estevam terá fôlego para lutar pela segunda faixa de campeão do interior com o ataque Rodrigão-Luizão, sim, o maior artilheiro brasileiro em Libertadores. Acho que para chegar às semifinais pelo segundo ano seguido a parada é bem mais complicada. O Guaratinguetá está na Copa do Brasil e estreia em casa, nesta quarta-feira, 20h30, contra o Caxias (RS). Pelo Paulistão, na próxima rodada deve receber o Corinthians, no sábado de carnaval, certamente com Ninho cheio. Espero que a direção do Guará possa manter a maior parte do elenco para desta vez, sim, conseguir subir da série C para a B, no elevador do futebol nacional.

Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva

Você curtiu o livro A Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha, obra de Ruy Castro? Aceita uma dica de outra emocionante biografia? É a sobre o artilheiro Leônidas da Silva, escrita por André Ribeiro, que está sendo relançada com novos nome, capa e editora: Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva (Cia dos Livros). O jornalista André Ribeiro – autor também de Fio de Esperança -Biografia de Telê Santana), reproduz um diálogo entre um taxista argentino e o jornalista Luís Mendes. “Pelé não é nada, nada, nada… perto de Leônidas”, diz o motorista.

O polêmico cracaço de bola carioca, jogou (e aprontou!) no Sírio e Líbanes, São Cristóvão, Bonsucesso, Penãrol, Vasco, Botafogo, Flamengo (campeão nos 3 grandes grandes cariocas onde jogou), São Paulo (cinco títulos paulistas na década de 40!) e Seleção Brasileira (artiheiro da Copa do Mundo de 1938 com 7 gols, segundo site da Fifa). No fim da carreira, teve oportunidade de ser técnico no São Paulo, mas o gênio difícil atrapalhou. Depois, virou comentarista de rádio (Pan), até o Mal de Alzheimer complicar as coisas. Leônidas, ídolo de infância de Pelé, superlotou uma estação de trem quando deixou o Flamengo para jogar no São Paulo. A estreia no Tricolor, num 3×3 contra o Corinthians em 1942 é considerado até hoje a partida de maior público do Pacaembu. Leônidas morreu em 24/01/2004, na véspera dos 450 anos da cidade de S.Paulo. Aí já viu, né? O carioca que foi ídolo na cidade de São Paulo dos anos 40 não teve as homenagens que merecia. Continuar lendo “Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva”

Por falar em Maradona

A Argentina de Maradona fez sobre a França o mesmo placar do Brasil sobre a Itália: 2×0. Messi ia fazer um golaço aço aço no primeiro tempo; fez um, quase tão bonito, no finalzinho do jogo. Quem será que é o melhor jogador do mundo em 2009? Cristiano Ronaldo? Kaká? Messi? Robinho? Gerrard? Riquelme?

P.S. – NA ENQUETE PROMOVIDA AQUI, DEU MESSI, SEGUIDO POR KAKÁ. CRISTIANO RONALDO EM 3º.

A vida é uma loteria

"La Radiolina" contém "La Vida Tombola"
“La Radiolina” contém “La Vida Tombola”

Em seu último disco de estúdio, Manu Chao voltou a cantar Diego Armando Maradona. “La Vida Tombola” é uma das melhores músicas do disco, ao lado da sensacional “Me Llaman Calle”, que levou um prêmio Goya. “La Vida Tombola” está no filme de Emir Kusturica, sobre Diego!  No site de Manu Chao, você pode ver cenas do filme; e o cantor tocando a balada com o excepcional guitarrista Madjid para Maradona nas ruas de Buenos Aires.

De presente para quem gosta de Maradona a dica de um sítio não oficial na internet: http://www.maradona10.com/ . Saca só a lista de músicas sobre “el diez”.

* P.S. em outubro de 2009: Manu Chao está lançado um disco ao vivo com DVD + CD desta turnê. Leia mais na minha Coluna de Música.

Libertadores é pop!

Nada obscuro objeto de desejo
Nada obscuro objeto de desejo

A Copa Libertadores começa pra valer hoje, em sua 50ª edição. O Palmeiras, que eliminou o Real Potosí na etapa anterior, é o primeiro brasileiro a entrar em campo na fase de grupos. Terça-feira dia 17, em Quito, contra a LDU, atual campeã, mas com elenco enfraquecido. Grupo complicado o G1, que tem ainda o Sport Recife e o Colo-Colo, do Chile. Mas o Palmeiras tem encantando com um jogo rápido e muitos gols, não só do menino Keirrison, que veio do Coritiba, como de Cleiton Xavier (ex-Figueirense) e de Lenny. O São Paulo que abra o olho contra os colombianos Indepediente de Medellin e América de Calli e o uruguaio Defensor. Só passam dois por grupo. E como Muricy bem sabe, A BOLA PUNE (perdão pela cornetada, professor tricampeão). O maior adversário do Cruzeiro deve ser o Estudiantes de La Plata (e do careca Verón). No papel, o grupo do copeiro Grêmio parece ser o mais fácil entre os brasileiros (saiba tudo: notícias, tabelas, análises etc no blog La Pelota e no Guia da Libertadores do globoesporte.com). Clube brasileiro que quiser ser campeão certamente vai ter que derrotar e/ou secar o sempre poderoso Boca (perdeu Dátolo, mas tem Riquelme e conta com a volta do perigoso Palermo), River, San Lorenzo, o mexicano Chivas Guadalajara e eventuais supresas como Once Caldas e LDU foram em anos anteriores. É lógico que a Libertadores não tem a grana nem o glamouroso hino da Champions League, sua prima rica europeia. Mas quem não se lembra dos jogos emocionantes que  em 2008 envolveram Fluminense x São Paulo, Boca e LDU?

E agora, Felipão?

A cobra já estava fumando há tempos no Chelsea, do milionário Roman Abramovich em Londres. Luiz Felipe Scolari não ganhava clássicos… o time azul não encantava. No sábado, não saiu do 0x0 com o Hull City, time que subiu esta temporada à elite do futebol inglês. A pressão foi muito forte. As orelhas de Felipão devem ter ardido o fim de semana todo. O Sportv mostrou a manchete do diário esportivo inglês: “S GO lari”. “Vá, Scolari”, num trocadilho com o sobrenome do treinador brasileiro e o verbo TO GO. De tarde, emissoras brasileiras acionaram seus repórteres em Londres (muitos estão lá para cobrir o amistoso Brasil x Itália) para anunciar a demissão. Crônica de uma queda anunciada. Qual será o destino de Felipão? Agora, as orelhas que devem estar ardendo são as dos técnicos das seleções brasileira e portuguesa…