Zico, 57 anos

A nação rubro-negra hoje comemora o aniversário do maior ídolo. Republico texto do FutPopClube na época do lançamento do doc Zico na Rede, em julho de 2009.

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Foto: Divulgação DVD "Zico na Rede"

Eu quero ver gol. Se você pensa como a música do Rappa,  o recém-lançado documentário Zico na Rede é uma boa pedida (chegou a ser exibido em cinema até em São Paulo) em DVD. O doc de Paulo Roscio tem 170 dos 831 (!!!) gols de Zico, muitos deles comentados, analisados, explicados. E é cada golaço… O mais bonito, para o próprio Galinho de Quintino, é o tal do gol escorpião(veja!), pelo Kashima Antlers, do Japão: Zico passa da bola, dá um peixinho e, de calcanhar, encobre o goleiro.  LEIA MAIS… Continuar lendo “Zico, 57 anos”

A amarelinha. E os “Gaúchos Canarinhos”.

O clássico visual amarelo, com detalhes em verde, calção azul e meia branca, foi criado pelo desenhista gaúcho Aldyr Schlee, que venceu um concurso do jornal Correio da Manhã. Tema do documentário Gaúchos Canarinhos, da produtora Estação Elétrica. Dá para ver o trailer no YouTube ou no site da produtora, que também fez um filme sobre o Renner, campeão gaúcho de 1954 (Papão de 54).

Caminho mais curto para a Libertadores?

Ok, mas a Copa do Brasil não pode ser considerada somente isso. É a segunda competição mais importante do nosso futebol, atrás do Brasileirão. Um barato o Palmeiras jogar contra o Flamengo – do Piauí – no Albertão de Teresina. o Vasco encarar o Sousa no Almeidão, o Grêmio pegar o Araguaia,  o Bota encarar o São Raimundo em Santarém. Faz um agrado nos simpatizantes desses times na região visitada – e só deve aumentar o fã-clube. Para alguns, é o nosso torneio mais democrático. Só que a Copa do Brasil poderia ser mais valorizada. Primeiro, se não rolasse nas mesmas datas da Libertadores. Segundo, se tivesse os clubes que disputam a competição continental. Se o Barça, campeão de tudo, tentava o bi da Copa do Rei na Espanha até ser eliminado pelo Sevilla;  se Manchester United, Arsenal, Chelsea que também estão na Champions, disputam tudo quanto é Copa na Inglaterra, por que Flamengo, Inter, São Paulo, Cruzeiro e Corinthians não podem disputar a Copa do Brasil? Por que o campeão da Copa do Brasil nunca pode tentar o bi? Ah, faltam datas? Simples. Reforme-se o calendário. Estaduais muito mais curtos, com uma fase de grupos e depois mata-mata. Copa em datas nobres, finais em fins de semana, sem concorrer com Libertadores.

Para variar, deixo aqui a dica do livro cuja capa ilustra o post. “20 Anos da Copa do Brasil – De Kaburé a Cícero Ramalho”, de Alex Escobar e Marcelo Migueres, foi lançado no começo do ano passado pela editora Viana e Mosley, portanto, não inclui a conquista de 2009 pelo Corinthians. E uma dica de blog. O curiosíssimo Bola de Meia, Bola de Gude, no Globo Online, compilou uma série de mascotinhos dos clubes envolvidos na edição 2010 da Copa do Brasil.

Cinema e Futebol

O que Zidane, Zico, Ademir da Guia, Bob Moore e Pelé tem em comum com Sylvester Stalonne, Michael Caine e Mazzaropi, o comediante? Jogadores e atores estão na tela do Cinusp, o cineclube da Universidade de São Paulo. A Mostra Cinema e Futebol começou em 26 de janeiro, para só pro Carnaval e vai até 19 de fevereiro. Daqui a pouco, às 16h, o Cinusp passa “Zidane- Um Retrato do Século XXI”, que o blog viu em 2009. E mais tarde, às 19h, “Esperando Telê”, que se descreve como um “documentário de várzea, feito por dois pernas de pau”. Na semana que vem, mais documentários (“Um Craque Chamado Divino”) e ficções (“O Corintiano”, clássico com Mazzaropi, e “Fuga para a Vitória”, de John Hoston, com Pelé, Bob Moore, Stallone, Michael Caine…). A entrada é de graça, mas limitada. A sala de cinema da USP tem 100 lugares. Confira a programação completa no site do Cinusp.

Invictus: conquistando o inimigo

A série BOLA NA TELA aqui do Fut Pop Clube abre espaço para um filme que tem a Copa do Mundo de Rugby de 1995 como assunto. A pouco mais de quatro meses da Copa do Mundo de futebol, na África do Sul, estreou no Brasil o novo filme do Clint Eastwood, Invictusbaseado no livro Conquistando o Inimigo, do jornalista John Carlin. O diretor não precisa de 3D, muitos efeitos ou roteiros mirabolantes para contar uma boa história e segurar o espectador na poltrona. E que história! A saga de Nelson Mandela, já presidente da África do Sul, para unir o seu país a partir da seleção de rugby, os Springboks, ou Bokkes – que só tinha um negro no time, Chester. No regime do apartheid, o rugby era tão associado aos brancos que Nelson Mandela, outros presos políticos e a maioria negra torciam contra o Springboks e odiavam sua camisa verde-amarela e o seu símbolo, um antílope. No poder, Mandela (interpretado por Morgan Freeman, indicado ao Oscar de melhor ator) quer é reconciliação, perdoar, união de brancos e negros.

Cena emblemática: no começo do governo e da história retratada, seguranças presidenciais negros, novatos no palácio,  e os brancos, que já trabalhavam com o antecessor, Frederik De Klerk, trocam olhares de raiva e desconfiança mútua. Uma cena de alta tensão, sem necessidade de uma pancada. Depois, um dos seguranças brancos, fã de rugby, provoca o negro, que não quer nem saber da bola oval. Algo como: “o rugby é um esporte de cavalheiros disputado por hooligans. O futebol é um esporte de hooligans, praticado por cavalheiros”. Nem sempre, a gente sabe.

Outro belo momento é quando Mandela/Freeman entra no estádio pela primeira vez como presidente, aplaudido por alguns, vaiado por outros. Vai até a plateia, onde um torcedor branco empunha a bandeira nova da África do Sul, e o agradece por isso. Sensacional.

Matt Damon também concorre ao Oscar de ator coadjuvante, no papel do capitão dos Bokkes, François Pienaar. Indico Invictus a todo mundo que gosta de filmes sobre esportes ou que queira saber mais sobre o país anfitrião da Copa do Mundo de futebol de 2010. As cenas de jogo são extremamente bem filmadas e a sequência final te prende na poltrona. Aliás, alguns estádios que serão usados no Mundial da Fifa foram sedes da Copa de Rugby em 1995. O Loftus Versfeld Stadium, de Tshwane, e o Ellis Park, de Johanesburgo – onde o Brasil enfrenta a Coreia do Norte, em 15 de junho. Continuar lendo “Invictus: conquistando o inimigo”

Para Mané

Neste 20 de janeiro, Fut Pop Clube lembra livro, filmes e algumas músicas sobre o anjo de pernas tortas. O livro, escolha óbvia, é um clássico das biografias sobre ídolos populares. Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha, de Ruy Castro, pela Companhia das Letras. Que inspirou um filme romanceado, Garrincha, Estrela Solitária, de Milton Alencar, com o ator André Gonçalves no papel de Mané; a bela Thaís Araújo interpreta Elza Soares . Pena que não bateu um bolão nem de crítica nem de bilheteria. Há ainda o documentário Garrincha, Alegria do Povo, do diretor cinema-novista Joaquim Pedro de Andrade, lançado em 1963, pouco depois do bi mundial da Seleção e do bi carioca do Botafogo (leia mais aqui).

Tem frevo para Garrincha
Tem frevo para Garrincha

Gostaria de lembrar de um sensacional frevo de Antonio Nóbrega que descobri por acaso. Garrincha não é a faixa 7, mas a 12 do primeiro volume do CD “Nove de Frevereiro“. Fala com encanto de “um bobo da corte, um herói brasileiro”… que “deixou pátria órfã, sem circo a nação”. Também presente no DVD do show de Nóbrega – capinha reproduzida ao lado.
O livro que o jornalista Beto Xavier lançou pela Panda cita um mambo que entrou na trilha sonora do filme Garrincha, Alegria do Povo. E muitas outras canções sobre o herói da estrela solitária (para Beto, Garrincha só perde de Pelé em nº de músicas). Mané mereceu um capítulo inteiro do livro Futebol no País da Música – páginas divididas com Elza Soares, que casou com o camisa 7  e gravou sambas do craque das pernas tortas.

Em abril de 2009, Fut Pop Clube publicou uma série de posts, graças ao Beto Xavier, “Futebol em 11 Ritmos“. Pedi ao Beto para indicar uma balada nota 10. A resposta dele está abaixo: Continuar lendo “Para Mané”

“O Dia em que o Brasil Esteve Aqui”

Pouco depois do Brasil assumir o comando da força de paz no Haiti, em 2004, o governo começou a agitar com a CBF um amistoso no país caribenho, então devastado apenas pela miséria, por golpes de estado, pelas consequências de cerca de 30 anos de ditadura dos Duvalier – “Baby Doc, Papa Doc”, como diz a letra de “Nome aos Bois“, paulada dos Titãs em certos tiranossauros.

O amistoso acabou rolando em agosto de 2004. A Seleção Brasileira levou suas feras ao Haiti. A goleada (6×0, fácil) foi o de menos. O que ficou na retina de quem acompanhou a cobertura do Jogo da Paz foi o desfile dos craques brasileiros (com os dois Ronaldos e tudo!) pelas ruas de Porto Príncipe, num blindado das Nações Unidas, para delírio do povo – sofrido é pouco. A passagem da Seleção em 2004 pela capital do Haiti – agora destruída pelo terremoto – virou documentário, O Dia em que o Brasil Esteve Aqui, de Caíto Ortiz e João Dornelas (dá para ver um trailer neste link).

Foi o segundo amistoso entre Brasil e Haiti, segundo o site da CBF.

Gre-Nal nos cinemas

Li no diário Lance! desta sexta-feira. Os 100 anos de Gre-Nal serão contados nos cinemas. Em dois filmes diferentes, diga-se. Tricolores poderão ver “GRÊM10X0” (referência ao placar do primeiro clássico, em 1909). A versão colorada será “Supremacia Vermelha“. Projeto da G7 Cinema, que tem no portfólio outros filmes sobre futebol. Escolha seu lado no site Filme Grenal. As capas mostradas aí em cima estão entre as opções dadas para a escolha dos torcedores.

Juventus da Mooca

É o “moleque travesso” do futebol paulista! Ah, como o time da rua Javari, com aquela lindíssima camisa grená, adorava aprontar para cima dos grandes de São Paulo! O filme Juventus Rumo a Tóquio, atração do último Festival de Curtas-Metragens, será lançado em DVD nesta quarta-feira, na Mooca, claro! A partir de 20 h, no Bar Mooca. O documentário que registra a dramática final da Copa Federação Paulista de 2007 será exibido às 21h30. A turma da produtora Oka Comunicações já terá os DVDs para venda no local. Continuar lendo “Juventus da Mooca”