A estreia na TV por assinatura do emocionante curta-metragem “Juventus Rumo a Tóquio” abre as cortinas de mais uma semana da Mostra Cinema e Futebol, do Canal Brasil – um vasto panorama de filmes sobre futebol no país. O curta se passa numa manhã decisiva de domingo na Javari. Passa nesta segunda, 21 de junho, às 18h30, com reprise na terça, 22/6, às 12h30.
Na sequência, dois curtas sobre a torcida do América-RJ: “Unido Vencerás” e “Unido Vencerás II – Uma História Diferente”.
E às 19h09 desta segunda, o Canal Brasil exibe “Heróis de uma Nação”, sobre o Flamengo campeão de tudo (estadual, brasileiro, sul-americano e mundial) entre 1978 e 1981. Esse doc tem duração de 50 minutos e conta com depoimento de protagonistas desses anos rubro-negros, como Paulo César Carpegianni (primeiro, jogador; depois técnico campeão do mundo de clubes). Replay: terça, às 13h08, no mesmo bat canal.
Nesta terça, 22 de junho, a partir das 18h30, o Canal Brasil tem mais uma rodada dupla: “Sobrenatural de Almeida”, curta de Paulo Sérgio Almeida. Em seguida, às 18h42, o documentário “Papão de 54”, sobre o time do Renner, que superou tricolores e colorados no campeonato gaúcho daquele ano. Já ouviu falar de Valdir Joaquim de Moraes, senhor goleiro e depois preparador de arqueiros como Zetti? Ênio Andrade? Ênio seria depois um dos “11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro“, como conta o livro do Noriega. Ambos jogaram no Grêmio Esportivo Renner, Papão de 54, que deixou muitos órfaos da arquibancada (título de reportagens sobre times extintos, no Globo Esporte). Reprise na quarta, 23/6, a partir de 12h30. Veja que outros filmes já passaram na Mostra.
Romário, Bebeto, Baggio, Stoichkov, Brolin, Bergkamp, Hagi, Taffarel, Preudhomme (considerado o melhor goleiro da Copa), o fanfarrão Ravelli, um jovem Larsson, cabeludo, Maradona (até ser suspenso por causa de exame antidoping). Craques de montão, uniformes “classe” (Brasil vestiu Umbro), estádios grandes e lotados (maior média de público das Copas até hoje!), jogos emocionantes. O filme oficial da Copa 94, “Todos os Corações do Mundo / Two Billion Hearts“, é tão bom assim ou o Mundial disputado nos Estados Unidos foi muito, muito melhor do que o de 90, na Itália? Provavelmente as duas opções. “Todos os Corações do Mundo”, dirigido pelo cineasta Murilo Salles, com muitos outros brasileiros na equipe, é o melhor dos filmes oficiais das Copas. Está no DVD da Coleção Copa do Mundo Fifa, que a Abril distribuiu em bancas, com a capinha tradicional da série (veja trailer aqui).
Em vez de contar a Copa jogo a jogo, o roteiro de “Todos os Corações do Mundo” opta por destacar Seleções e seus craques: Argentina de Maradona, a Romênia de Hagi, a Bélgica de Preudhomme, a Bulgária de Stoichkov, a Itália de Baggio, o Brasil de Romário. Ângulos diferentes, replays, trilha sonora que aumenta a dramaticidade do mata-mata, a festa do torcedor ajudam a fazer do filme da Copa de 94 um grande documentário sobre futebol.
Tem brasileiro que nem gosta de contar esse título, o do “É tetra! É Tetra”. O que chega a ser absurdo. Ok, o estilo da Seleção, num 4-4-2 caretinha, não encantou – e perde em popularidade para o “dream team” de 1982, que não voltou com a taça, infelizmente. Mas para o baixinho dar show, havia um esquema azeitado. Está na hora de valorizar essa conquista como ela merece. De modo geral, o Mundial 94 foi muito melhor do que o da Itália 90. E o resultado final foi bem melhor, não? A CAMPANHA DO TETRAContinuar lendo ““Todos os Corações do Mundo””→
12 de junho de 2010: a tabela da Copa do Mundo programou o “match” Inglaterra x Estados Unidos, em Rustenburgo, África do Sul, pelo Grupo C.
Belo Horizonte, 29 de junho de 1950. Num jogo contra a Inglaterra, os Estados Unidos aprontaram uma das maiores zebras da história das Copas, no 1º mundial organizado no Brasil. A seleção americana de “soccer” derrotou os inventores do futebol por 1 a 0, no estádio Independência, em Belo Horizonte. Gol de Gaetjens, um imigrante haitiano. A curta saga dessa seleção americana é romanceada no filme americano “Duelo de Campeões”, disponível em DVD– o título original, “The Game of Their Lives” (o jogo da vida deles) é mais legal.
Em 2010, a Inglaterra de Rooney, Lampard e Gerrard é uma das grandes favoritas da Copa do Mundo. Em 1950, o English Team também era. Só que a seleção americana na época foi armada quase às pressas, juntando atletas de Saint Louis e costa leste, segundo o filme. Nos últimos anos, é capaz de complicar jogo para a seleção brasileira… Por aí dá para ter ideia da zebraça que foi EUA 1 x 0 Inglaterra em 1950.
“Duelo de Campeões”, ou “The Game of Their Lives”, tem algumas locações no Brasil. Vamos até descontar as cenas do duelo entre americanos e ingleses filmadas no estádio das Laranjeiras, no Rio, como se fosse o local da partida na vida real: o estádio Independência, de BH, que existe até hoje.
É uma boa sessão da tarde, com aquele tom épico hollywoodiano. E pensando bem, o jogo da vida daqueles 11 entusiastas do “soccer” merecia mesmo virar filme.
ATUALIZANDO: EM 12/06/10, a Inglaterra marcou no começo do jogo, com o capitão Gerrard. Mas os EUA empataram num frango do goleiro Green. 1×1 em Rustenburgo. Já o goalkeeper americano, Tim Howard, que atua no Everton, da Premier League inglesa, foi eleito pela Fifa “man of the match”. O cara. O nome do jogo. Leia também: doc sobre o New York Cosmos e outros filmes sobre futebol.
A Mostra Cinema e Futebol (do Canal Brasil) e os DVDs da Coleção Copa, de Placar/Abril, me deram a oportunidade de acompanhar duas versões distintas sobre o polêmico Mundial de 78, na Argentina, o último na América do Sul até que a bola role sabe lá em que estádio brasileiro no inverno de 2014. “Copa 78: O Poder do Futebol” passou no começo da semana no Canal Brasil. “Argentina Campeones”, título original do filme oficial da Copa de 78, chegou às bancas na coleção de DVDs da Abril. E o engraçado é que nos créditos alguns nomes coincidem, como o do diretor Maurício Sherman, bem como muitas das imagens são as mesmas. Mas o texto… ah, o texto é bem diferente. O DVD lançado pela Abril, que é o filme oficial da Copa, mostra o torneio jogo a jogo, começando com um clip de lances … bem violentos! Sim, é mencionado que o Mundial foi disputado num país sob ditadura, junta militar que derrubou Isabelita Perón.
Mas é o documentário “Copa 78: O Poder do Futebol”, exibido no Canal Brasil, que toca mais o dedo na ferida do Mundial disputado durante a ditadura de Jorge Videla. Abre com o depoimento de um dirigente dos Montoneros (grupo guerrilheiro argentino) a um jornalista, falando em trégua no período da competição. Cita os boicotes, as campanhas contra o Mundial na Argentina. E no que diz respeito ao futebol, bola rolando, mesmo, Sherman e o codiretor Victor di Mello assumem uma postura autoral, bem crítica ao esquema tático e “futebolês” próprio do técnico brasileiro Cláudio Coutinho – o texto, narrado pro Sérgio Chapelin, dá umas duas estocadas nos termos “overlapping” (avanço do lateral direito) e “jogador polivalente”, muito usados por Coutinho. A entrevista em que o treinador se diz “campeão moral” é repetida algumas vezes. O técnico argentino César Luís Menotti, homem que teve a marra de barrar o jovem Maradona naquela que poderia ser 1ª Copa de Diego, tem destaque maior no filme. Sempre polêmico.
Também estão no documentário “Copa 78: O Poder do Futebol” a chamada “batalha de Rosário” (o vergonhoso Brasil 0x0 Argentina – Coutinho escalou o volante Chicão, que tinha fama de durão; o clássico foi um festival de pontapés) e a goleada da Argentina sobre o Peru do goleiro Quiroga por 6×0 (os hermanos jogaram depois do Brasil e já sabiam quantos gols precisavam marcar para ir à final). Pessoalmente, a Copa de 78 foi a primeira que acompanhei de ponta a ponta, na TV. Apesar de nomes como Zico, Rivellino, Dinamite, Reinaldo, Oscar, Leão, Nelinho, Jorge Mendonça, Dirceu e Gil, a seleção brasileira não me encantou especialmente (a primeira fase, então, foi pífia). Não torci contra a Argentina na final, apesar do resultado suspeito contra o Peru. Fui exceção entre os meus colegas de quinta série. Quase todos os outros coleguinhas de sala torceram pela Holanda, certamente não em protesto contra a ditadura argentina, mas para secar o time que eliminou o Brasil. Se eu fosse maiorzinho, teria conhecimento sobre o que acontecia nos quartéis argentinos. Muito provavelmente teria optado pela Holanda (se bem que duvido que não festejasse o tri brasileiro em 1970 porque vivíamos sob uma ditadura – outro filme, o delicioso “O Ano Em que Meus Pais Saíram de Férias”, aborda esse dilema de torcedor/cidadão). Continuar lendo “Copa 78”→
Na segunda-feira 21/6, às 18h30, e terça 22/6, às 12h30, o Canal Brasil exibe o emocionante curta-metragem “Juventus Rumo a Tóquio” -um domingo de decisão na rua Javari, casa do simpático Clube Atlético Juventus, o Moleque Travesso. Esse é pra gravar, porque para mim futebol não se resume a Soccer City, arenas maravilhosas e caríssimas, craques midiáticos, bilhões de reais em ação! Por mais que eu goste de Camp Nous e Santiagos Bernabéus, também gosto de estádios pequenos e cheios de história. Leia o que escrevi logo depois de ver a “premiere” do filme sobre o Juventus, no Festival de Curtas de SP: “O dia em que um cinema virou rua Javari”.
Em julho, a sessão “É Tudo Verdade” do mesmo Canal Brasil exibirá “1958 – O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”, ótimo documentário de José Carlos Asbeg.
Texto integral do post, sobre os filmes que já passaram na Mostra Cinema e Futebol, do Canal Brasil. É BOLA NA TELA! Continuar lendo ““Juve” na Mostra Cinema e Futebol”→
Félix "Papel", apelido lembrado no cartaz ali atrás, recebe a placa do jornalista Paulo Guilherme. FOTO Manu Justo/CineFootFélix, o goleiro do tri, e a taça CineFoot, que será entregue ao melhor filme. FOTO Manu Justo/CineFoot
Momento “coluna social” do Fut Pop Clube.
O goleiro da seleção tricampeão no México, em 70, Félix, é o boleiro homenageado da 1ª edição do CineFoot, Festival de Cinema de Futebol, que vai até amanhã, no Rio – depois, a mostra embarca para São Paulo (Museu do Futebol, 4 de junho). No sábado, antes da sessão dos filmes “Um Artilheiro no Meu Coração” e “Telê Santana: Meio Século de Futebol-Arte“, Félix recebeu a homenagem “Gol de Placa” da organização do festival, das mãos do jornalista Paulo Guilherme, autor do livro “Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1” (e também de “Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro“). Figuraça, o Félix. Ele brincou com o gol que tomou do Uruguai, mas lembrou de uma grande defesa em seguida nesse jogo, e de outra defesaça, contra a Inglaterra. Quem também receberá uma placa do CineFoot é o cineasta Maurice Capovilla, diretor de “Subterrâneos do Futebol”, cartaz de uma sessão especial nesta terça-feira, último dia do festival no Rio, às 19h, no Unibanco Arteplex. Bacana!
Parte da Embaixada São-Paulina no Rio compareceu – uniformizada e tudo – à sessão, no cine Unibanco Arteplex, em Botafogo, para prestigiar o documentário de Ana Carla Portella e Danielle Rosa sobre Telê Santana. Dona Ivonete, viúva do grande técnico da Seleção de 82 e 86, e Renê Santana, o filho que chegou a ser treinador, também estavam na sala. Assim como a viúva de Ademir Marques de Menezes, o personagem do doc “Um Artilheiro no Meu Coração (leia mais detalhes sobre a sessão).
São-Paulinos no Rio. FOTO: Manu Justo/CineFootE isto é uma sala de cinema! FOTO Manu Justo/CineFoot
P.S. ATUALIZANDO EM 2 DE JUNHO: E um filme que fala muito aos gremistas, “Inacreditável: A Batalha dos Aflitos”, de Beto Souza, levantou a 1ª Taça CineFoot, no voto do público, categoria longa.
Na categoria curta-metragem, a taça ficou com “Mauro Shampoo: Jogador, Cabeleireiro e Homem”, de Leonardo Cunha Lima e Paulo Henrique Fontenelle.
Um Craque Chamado Divino – Vida e Obra de Ademir da Guiaé uma das atrações deste domingo no CineFoot, Festival de Cinema de Futebol, no Rio (cinema Unibanco Arteplex, Praia de Botafogo) – o curta “O Primeiro João” também está na sessão das sete. Dirigido por Penna Filho, o doc existe em DVD da Europa Filmes. Quando eu comecei a acompanhar futebol, Ademir da Guia era um dos grandes craques com o 10 às costas, ao lado de Pelé (já no Cosmos), Rivellino (já no Flu), Pedro Rocha (Sâo Paulo) etc etc etc. No filme, é o grande verdugo tricolor, Celeste e do Peñarol, quem conta: no Uruguai, os boleiros não entendiam como Ademir da Guia não era convocado para a Seleção Brasileira. Na Copa de 1974, foi… mas começou jogando apenas na decisão do 3º lugar contra a Polônia (e ainda foi sacado por Zagallo). Perdemos.
Como acontece na maioria dos documentários sobre futebol, é um prazer ver ou rever gols que ficaram na memória dos estádios. Um Craque Chamado Divino tem um monte de lances, inclusive uma reportagem espanhola com áudio original do Troféu Ramón de Carranza, em Cádiz, 1972. Palmeiras tri, depois de vencer Zaragoza e Real Madrid. Aliás, o próprio Da Guia lembra: em 72, o Palmeiras ganhou torneio Laudo Natel, esse Ramón de Carranza e os campeonatos Paulista e Brasileiro! Quatro das 43 conquistas do Divino pelo alviverde. E por que ele tinha esse apelido? Continuar lendo “Palmeirense, vista a camisa do Verdão e vá ao cinema.”→
Sábado de rodada dupla no campeonato, digo, Festival de Cinema de Futebol, o CineFoot (afinal, vale taça pros melhores filmes!), no Rio. Na preliminar, a partir de 18h30, sessão de autógrafos do livro “Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1”, do jornalista Paulo Guilherme. A partir de 19h, os curtas “Loucos de Futebol”, centrado na torcida do Fortaleza, e a animação “O Artilheiro”; mais o filme “23 Anos em 7 Segundos: o Fim do Jejum Corinthiano”, sobre a conquista do Paulistão de 1977 (o alvinegro de Parque São Jorge não ganhava o estadual desde 1954). Ninguém dormiu direito em São Paulo naquela noite de 13 de outubro, depois do gol de Basílio… No jogo de fundo, digo, na sessão das 21h, o CineFoot faz uma homenagem a Félix, goleiro do tri no México. Em seguida, passa os filmes “Um Artilheiro no Meu Coração” (sobre o goleador Ademir “Queixada” Marques de Menezes, ídolo de Sport, Vasco, Flu e Seleção) e “Telê Santana, Meio Século de Futebol-Arte”!
O documentário sobre o Mestre Telê foi dirigido pelas jornalistas Ana Carla Portella e Danielle Rosa. Elas ouviram um time de craques como Raí, Zico, Marcelinho Carioca, Renato Gaúcho, Sócrates, Zetti, Muller, Palhinha, Ricardo Rocha, Leonardo, Careca, outros treinadores, jornalistas e até músicos (os são-paulinos Nando Reis e Dinho Ouro Preto). No site oficial de “Telê Santana: Meio Século de Futebol-Arte“, dá para ver trailers do doc.
No Rio, o CineFoot rola no Unibanco Arteplex, em Botafogo. Grátis, mas é bom chegar com antecedência para garantir senha. Confira a programação completa no site do CineFoot. Abaixo, publico novamente meu texto sobre “Um Artilheiro no Meu Coração”, emocionante doc a respeito de Ademir Menezes, goleador de Sport, Vasco, Flu e Seleção nos anos 40 e 50.
Poster do documentário sobre Ademir Menezes
“Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”. A frase é do treinador Gentil Cardoso, que ao acertar com o Fluminense, pediu a contratação de Ademir Marques de Menezes (1922-1996), o Ademir Menezes, ou simplesmente Ademir, o “Queixada”, jogador do Vasco, o Expresso da Vitória nos anos 40. A frase de Gentil Cardoso é propositalmente repetida no documentário Um Artilheiro no Meu Coração, de Diego Trajano, Lucas Fitipaldi e Mellyna Reis. É um curta-metragem sobre Ademir Menezes, artilheiro isolado da Copa de 50, com 9 gols (num Mundial só, recorde não superado nem por Jairzinho ou Ronaldo). Voltando à frase de Gentil Cardoso sobre Ademir, contada no filme pelo comentarista Luiz Mendes: o ponta de lança (termo criado pelo mesmo Luiz Mendes) foi contratado, sim, pelo Fluminense. A peso de ouro. E sagrou-se campeão carioca em 1946 (um “supercampeonato” contra Fla, Bota e Mecão). Aliás, Ademir, foi campeão por onde passou. Tri pernambucano pelo Sport. Pela seleção carioca, 3 vezes brasileiro de seleções. 3 vezes campeão carioca , campeão sul-americano de clubes em 1948 pelo Vasco, para onde retornou depois da vitoriosa passagem pelo tricolor das Laranjeiras. Ademir também foi campeão pela Seleção Brasileira: em 49, Sul-Americano; em 52, Pan-Americano (há uma foto, do arquivo do jornal Última Hora/Folha Imagem, que mostra Ademir e Getúlio Vargas, com a taça desse Pan de 1952 – vi no jornal Valor, caderno Eu&, 15/01/2010). Só não foi campeão do mundo. E o rótulo de vice em 1950 magoava o artilheiro, como mostra o documentário.Um Artilheiro no Meu Coração fala ainda do clube de bairro que revelou Ademir Menezes para o Sport Recife: o Centro Esportivo de Pina. Traz depoimentos de jornalistas pernambucanos, cariocas, Evaristo Macedo, Roberto Dinamite…
O trio de diretores festeja o prêmio Cristina Tavares
Uma linda crônica de Armando Nogueira, publicada em O Globo, em 1987, emprestou o nome ao documentário, vencedor do prêmio Cristina Tavares na categoria documentário, em 2008, e do prêmio especial do Júri Oficial do Cine PE, em 2009, na categoria vídeo digital. O documentário – que nesta primeira versão tem 24 minutos – inclui entrevistas em dias de jogo na Ilha do Retiro e São Januário. E a conclusão lamentável: hoje em dia, o nome de Ademir Menezes (ou seu apelido Queixada) não é conhecido por torcedores de Vasco e Sport – pelo menos entre os entrevistados que aparecem no vídeo. Ficou interessado no documentário Um Artilheiro no Meu Coração? Os interessados podem escrever para um dos diretores, Diego Trajano. E-mail: dtrajano@hotmail.com Galeria de fotos no Flickr.