Álbum Oficial Histórico do São Paulo

http://saopaulofc.net/

25 de janeiro de 1930 foi data de fundação do sucessor futebolístico do vermelho e branco Paulistano e da alvinegra AA das Palmeiras, o São Paulo Futebol Clube. Era o chamado São Paulo da Floresta, com as mesmas cores, camisa e escudo do SPFC refundado em 1935, que considera 25 de janeiro sua data-magna (veja no site do tricolor). Depois de amanhã, o São Paulo lança junto com a Panini o seu Álbum Oficial Histórico. Um álbum de figurinhas para contar a história do tricolor paulista. Continuar lendo “Álbum Oficial Histórico do São Paulo”

O dia em que uma “Ferrari” vermelha, branca e preta atropelou o Dream Team

Zetti, Vitor, Adílson, Ronaldão e Ronaldo Luiz; Pintado, Toninho Cerezo (Dinho) e Raí; Cafu, Palhinha e Müller. Torcedor são-paulino, dá saudade de ler a escalação desse time, não dá? Em 13 de dezembro de 1992, o tricolor de Telê Santana, campeão da Libertadores, encarou o Dream Team do Barcelona, campeão europeu.
O Barça era treinado pelo seu polêmico ex-craque, Johan Cruyff. No estádio Nacional de Tóquio, de tantas recordações boas também para flamenguistas e gremistas, o campeão da Europa chegou como favorito. Tinha nomes como o goleiro Zubizarreta, de seleção espanhola, Koeman, Guardiola (o hoje técnico campeão de tudo), a joia dinamarquesa Michael Laudrup e o artilheiro búlgaro Stoichkov.
Que abriu o placar, aos 12 do primeiro tempo.
O camisa 10 do São Paulo, o capitão Raí, aproveitou cruzamento de Müller e fez o gol de empate, até hoje não se sabe bem como nem com que parte do corpo. Vai ser virado pra Lua lá assim em Ribeirão Preto, Morumbi, Paris ou Tóquio, Raí!
A 11 minutos do fim do tempo regulamentar, “olha a falta, o São Paulo vem com jogada ensaiada, olha a chance do tricolor, Raí na batida de falta, capricha garotinho, capricha, rolou pra Cafu, pra Raí pro gol, eee queeee goooolllll”. Raí fez de folha seca o gol do título. E a narração do pai da matéria, Osmar Santos, abre o hino do São Paulo num CD lançado por “Placar”.
Cruyff disse: “se é para ser atropelado, melhor que seja por uma Ferrari”.
Às duas da manhã no horário brasileiro, o São Paulo era campeão mundial pela primeira vez.

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Capa do livro “Fio de Esperança – Biografia de Telê Santana” http://www.ciadoslivros.com.br

Esta taça é tua, Raí. Tua e de Zetti, Vitor, Adílson, Ronaldão, santo Ronaldo Luiz, Pintado, Toninho Cerezo, Dinho, Cafu, Palhinha, Müller, e acima de tudo, de Telê Santana.
Por isso, nada melhor para ilustrar este post do que esta foto do saudoso mestre, com este sorriso campeão, na volta ao Brasil com a taça do mundo, que está na capa do emocionante livro de André Ribeiro, “Fio de Esperança – Biografia de Telê Santana” (agora pela editora Cia dos Livros), altamente recomendado para quem gosta pelo futebol-arte. Continuar lendo “O dia em que uma “Ferrari” vermelha, branca e preta atropelou o Dream Team”

O bi mundial do tricolor

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Capa do livro “Saga de uma Paixão”

Estádio Nacional de Tóquio, 12 de dezembro de 1993.  O São Paulo de Telê Santana, bicampeão da Libertadores, atravessou o mundo outra vez para ganhar o bi do Mundial de Clubes (ou da Copa Intercontinental, conforme o gosto do freguês), já sem o capitão Raí, vendido para o PSG. O adversário era um multinacional Milan de Fábio Capello, vice-campeão europeu (o Olympique de Marselha, campeão europeu, estava envolvido em escândalos, e foi punido).
O livro “Saga de uma Paixão”, de Ignácio de Loyola Brandão, ganhou na época uma segunda edição (cuja capa ilustra o post) para contar mais um título.
E foi um jogo maluco maluco, carregado de emoção. Continuar lendo “O bi mundial do tricolor”

20 anos do tri tricolor no Brasileirão

O São Paulo vinha de 2 vices seguidos em Brasileiros: em 89, diante do Vasco, e em 90, já com mestre Telê Santana como técnico, diante de um arquirrival, o Corinthians. Na terceira final seguida, o tricolor enfim conseguiu seu tri do Brasileirão.”Cadê o pé-frio?”, perguntou Telê, lembra o recém-lançado livro de Orlando Duarte e Mário Vilela, São Paulo FC – o Supercampeão (Companhia Editora Nacional), que tem os detalhes dessa e muitas outras conquistas.

Primeiro jogo no Morumbi contra o Bragantino de Carlos Alberto Parreira: 1×0 magro, gol de Mário Tilico, que era opção no banco.

O segundo jogo, num 9 de junho como hoje, foi em Bragança Paulista, diante de pouco mais de 12 mil pagantes. O 0x0 deu, enfim, o tricampeonato ao  São Paulo (que no fim do ano ganharia o Paulista também). A taça das bolinhas erguida pelo capitão Raí foi o passaporte para saltos aindas maiores: a conquista da América e do mundo, com a Libertadores e o Mundial Interclubes, em 1992. E o  espetacular time de Telê Santana ainda daria bis, em 1993. Continuar lendo “20 anos do tri tricolor no Brasileirão”

17/06/1992: o São Paulo conquista sua 1ª Libertadores

O São Paulo disputou 5 Libertadores antes da Taça de 1992. Bateu na trave em 74, como bateria em 94 e 2006. Curiosamente, a campanha do bicampeonato 92/93 começou com uma derrota. Campeão Brasileiro, o Tricolor de Telê Santana foi a Santa Catarina e tomou um 3×0 do campeão da Copa do Brasil, o Criciúma  de Jairo Lenzi e de um treinador chamado… Luiz Felipe Scolari! Lembro-me que quem passou essa partida para SP foi a TV Jovem Pan, que ficava no canal 16 UHF, e tinha como narrador o Milton Leite (hoje no Sportv). Da Bolívia, o São Paulo voltou com um 3×0 sobre o San José de Oruro e um empate com o Bolívar. No Morumbi, devolveu a goleada ao time de Felipão com juros e correção: 4×0. Empatou com o San José e dobrou o Bolívar. Nas oitavas, contra o Nacional, no Uruguai, o São Paulo venceu o jogo, mas perdeu Zetti, expulso. No Morumbi, os zagueiros Antonio Carlos e Ronaldão fizeram 2 gols e o goleiro reserva Alexandre não tomou nenhum (Alexandre morreria em acidente de carro). Nas quartas, de novo o Criciúma pela frente. 1×0 no Morumbi e 1×1 no Heriberto Hulse levaram o Tricolor para a semifinal contra o Barcelona do Equador. 3×0 no Morumbi e 2×0 em Guaiaquil. Aos trancos e barrancos, o São Paulo chegou à final contra o Newell´s Old Boys, da Argentina. Em Rosario, 0x1. Segunda e última partida no Morumbi, há exatos 18 anos, num 17 de junho: tentei ir ao estádio com um amigo, mas sem ingresso, desistimos no caminho totalmente congestionado e acabamos vendo pela TV. Foi o jogo do (imagine Galvão Bueno gritando) “Zetti! Zetti! Zetti” . Muito sofrimento até um pênalti meio mandrake (como foi mandrake o pênalti para o Newell´s, em Rosário), convertido por Raí. Na decisão por pênaltis, baixou o São Waldir Peres pegador de pênaltis em Zetti. Telê acabava de vez com a pecha de pé-frio. São Paulo, enfim, campeão da Libertadores da América! O gramado do Morumbi foi tomado pela festa. Taça levantada pelo capitão Raí, num timaço que ainda tinha Cafu, Palhinha, Muller, Macedo…são paulo ediouro.com.br A noite de 17 de junho de 1992, da segunda e decisiva partida contra Newell´s, é um dos capítulos do livro de Conrado Giacomini para a coleção Camisa 13, da Ediouro: “São Paulo Dentre os Grandes, És o Primeiro”. Todos capítulos do livro destacam um ídolo tricolor. Nesse, Giacomoni escolheu Zetti. Merecido.


Livro: “Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro”

Publicado em 18 de março de 2010
Dizem que onde eles jogam não nasce nem grama. Sim, eles jogam com a camisa 1. Um deles foi inscrito com a 3 na Copa do Mundo de 1958. Outro, que costuma ser comparado a santo, atua com a 12, que o consagrou. E um contemporâneo desse santo goleiro, de tanto fazer gols na linha de frente, adotou o número 01 nas costas. Sim, vem aí Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro. Texto de Luís Augusto Símon, o Menon, repórter da Revista ESPN  que já lançouTricolor Celeste e Nascido para Vencer!. Menon convocou Barbosa, Castilho, Gylmar, Raul, Leão, Taffarel, Zetti, Rogério Ceni, Marcos, Júlio César e Dida. Muito boas as escolhas. Continuar lendo “Livro: “Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro””