Rodada dupla

Atualizado em 27/01/2013
Fortaleza
Com uma rodada dupla válida pela Copa do Nordeste, o Castelão foi o primeiro estádio preparado para o Mundial 2014 a ter bola rolando. Neste domingo, 27 de janeiro, Fortaleza e Sport empataram: 0x0.  No jogo de fundo, entre Ceará e Bahia, o tricolor baiano venceu por 1×0. Coube a Kleberson o primeiro gol.

  • Estádio Governador Plácido Castelo (Castelão)
  • Inauguração: 11/11/1973
  • Primeiro jogo: Ceará 0x0 Fortaleza
  • Primeiro gol: Erandy, na partida seguinte, Ceará 1×0 Vitória.
  • E agora, como Arena Castelão
  • Capacidade atual: 63.903 torcedores
  • Reinauguração: 27/01/2013
  • Primeiro gol: Kleberson (Bahia) 

As fotos abaixo, do Portal da Copa, mostram como ficaram a fachada e o interior do Castelão, com público mais perto do gramado e a nova cobertura.

FOTO Glauber Queiroz / Portal da Copa / ME
FOTO Glauber Queiroz / Portal da Copa / ME

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Copa do Nordeste

Atualizado em 02/11/2012
Copa do Nordeste, que volta a ser disputada em 2013, entre 20 de janeiro e 17 de março, em formato Champions League (grupos e mata-mata). A tabela completa foi divulgada pelo site da CBF (clique aqui).

Toda força para Copa do Nordeste, mas se a competição é para ser regional, não concordo com a exclusão de times do Maranhão e do Piauí.

  1. Grupo A:  Bahia, Ceará, ABC, Itabaiana
  2. Grupo B: Sport, Fortaleza, Confiança, Sousa
  3. Grupo C: Vitória, América de Natal, ASA, Salgueiro
  4. Grupo D: Santa Cruz, CRB, Campinense, Feirense

Confira a lista dos campeões da Copa do Nordeste. Continuar lendo “Copa do Nordeste”

Feliz Brasileirão Novo, torcedor de carteirinha!

Sabe quando o brasileiro diz que o ano começa depois do Carnaval? Na verdade, não é bem assim, porque muita gente começa o ano ralando…

Bom, no futebol nacional, depois das decisões de Libertadores e da Copa do Brasil, a gente pode desejar: Feliz Brasileirão Novo! Agora, ninguém tem mais desculpa, o campeonato começa para valer – apesar dos desfalques olímpicos que vão afetar principalmente Internacional, Santos e São Paulo. Mas como na comparação do começo deste texto, quem trabalhou como formiguinha nas 8 primeiras rodadas tem uma boa “poupança” de pontos ganhos, que podem fazer toda a diferença na 38ª rodada.

Eu adoro o Brasileirão, e adoro o Brasileirão de pontos corridos, apesar de todos esses boicotes que ele sofre… e por isso  publico abaixo os links para os torcedores de carteirinha que querem acompanhar ‘in loco’ o máximo de jogos do seu time de coração neste ano. São os programas do tipo sócio-torcedor. De maneira geral, consumidor/torcedor paga uma mensalidade e tem acesso livre, prioridade ou bons descontos para ver os jogos, entre outras facilidades. Eu apoio. Evita filas, evita cambistas… Por outro lado, os clubes ainda tem que aprender a tratar bem este torcedor fiel, autêntico seguidor. Vamos lá, então, aos programas de sócios dos clubes da série A (quase todos têm algo do tipo).

Bom campeonato!


D de domingo. D de dérbis. D de decisão.

Na reta finalíssima dos estaduais brasileiros e dos nacionais na Europa, um domingo de muitos clássicos decisivos. No Rio de Janeiro, Clássico Vovô, repetindo a polêmica decisão do Campeonato Carioca de 1971, tema de livro de Eduardo Coelho: “Carioca de 1971 – a verdadeira história da vitória do Fluminense sobre a Selefogo alvinegra” (Maquinária Editora).
Em Minas Gerais, tem Clássico das Multidões.
Mesmo apelido do duelo que decide o Campeonato Pernambucano.
No Ceará, domingo de Clássico Rei.
Saiba o que significam esses e outros apelidos de clássicos estaduais no post anterior. Ah, sim, na Bahia, tem Ba-Vi, e no Paraná, o Atle-Tiba. Mas esses dois são mais fáceis de descobrir…
Na Itália, olha só, um dos maiores clássicos do mundo pode decidir o campeonato – e um dos participantes não tem chances de título. Se o Milan vence o Derby della Madonnina, deixa a decisão pra última rodada. Se a Inter ganha, pode dar o título à Juve, líder invicta, que visita o Cagliari.
Aqui em São Paulo, conseguirá o Guarani segurar o Santos de Neymar?
Será um domingo de muitas emoções, em muitos estados, na Itália… e na Inglaterra, onde City e United travam um autêntico derby de Manchester pelo título, sem se enfrentarem mais.  Continuar lendo “D de domingo. D de dérbis. D de decisão.”

Messi x Altafini “Mazzola”. E o livro “Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro”.

Aprendi no livro “Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro” – de Milton Leite (locutor do canal campeão), editora Contexto – que o brasileiro Altafini, “o nosso Mazzola”, é o maior artilheiro, recordista de gols, numa só edição da Copa dos Campeões, a atual Champions League. José João Altafini – o Mazzola camisa 18 do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 1958 – mudou para o “calcio”, se naturalizou italiano, jogou a Copa de 1962 pela Azzurra… Pois bem. Altafini (como é conhecido na Itália) marcou 14 gols na Copa dos Clubes Campeões da Europa 1962/63. Justamente pelo Milan, contra quem Lionel Messi igualou hoje o recorde. Só Altafini e Messi marcaram 14 gols numa só Copa/Liga dos Campeões.

Bom, José Altafini (no Brasil chamado Mazzola pela semelhança com um craque italiano dos anos 40, Valentino Mazzola) é um dos 11 centroavantes selecionados pelo livro de Milton Leite, Continuar lendo “Messi x Altafini “Mazzola”. E o livro “Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro”.”

Torcida metal

O momento do futebol mineiro não é bom. Três times ameaçados no Brasileirão. Mas confesso que fiquei impressionado com a quantidade de torcedores / fãs com camisetas do Atlético – Galo Metal – e do Cruzeiro, no dia metal do Rock in Rio. Inclusive o guitarrista Phil Campbell, do Motörhead, usou uma do Gal, certamente presenteada pelo Paulo Xisto, baixista do Clube Atlé…, digo, baixista do Sepultura (tinha o nome de Paulo nas costas).

Também marcaram presença no clássico, ou melhor, no festival, torcedores de Flamengo, Fluminense, Vasco (felizes da vida com a fase turbinada do chamado Trem-Bala da Colina) e Botafogo, claro; de São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Coritiba, Grêmio, Internacional, Bahia, Remo, Paysandu, Santa Cruz, Sport, Náutico (Metal Alvirrubro), CSA etc etc etc… e até do Paraguai!

Agora, eu pergunto: se os torcedores falam a mesma língua, moram na mesma cidade, dividem os mesmos interesses e gostos musicais, seja heavy metal ou samba, por que se agridem, se matam tanto uns aos outros? Hein? Por que não aceitar a diferença e conviver com isso? Qual seria a graça de um campeonato estadual sem o seu maior arquirrival?

Leia meus pitacos sobre o Rock in Rio na Coluna de Música do Fut Pop Clube.

Mestre Telê. Ademir Menezes. E o 13/10/1977. No cinema.

Sábado de rodada dupla no campeonato, digo, Festival de Cinema de Futebol, o CineFoot (afinal, vale taça pros melhores filmes!), no Rio. Na preliminar, a partir de 18h30, sessão de autógrafos do livro “Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1”, do jornalista Paulo Guilherme. A partir de 19h, os curtas “Loucos de Futebol”, centrado na torcida do Fortaleza, e a animação “O Artilheiro”; mais o filme “23 Anos em 7 Segundos: o Fim do Jejum Corinthiano”, sobre a conquista do Paulistão de 1977 (o alvinegro de Parque São Jorge não ganhava o estadual desde 1954). Ninguém dormiu direito em São Paulo naquela noite de 13 de outubro, depois do gol de Basílio…
No jogo de fundo, digo, na sessão das 21h, o CineFoot faz uma homenagem a Félix, goleiro do tri no México. Em seguida, passa os filmes “Um Artilheiro no Meu Coração” (sobre o goleador Ademir “Queixada” Marques de Menezes, ídolo de Sport, Vasco, Flu e Seleção) e “Telê Santana, Meio Século de Futebol-Arte”!

O documentário sobre o Mestre Telê foi dirigido pelas jornalistas Ana Carla Portella e Danielle Rosa. Elas ouviram um time de craques como Raí, Zico, Marcelinho Carioca, Renato Gaúcho, Sócrates, Zetti, Muller, Palhinha, Ricardo Rocha, Leonardo, Careca, outros treinadores, jornalistas e até músicos (os são-paulinos Nando Reis e Dinho Ouro Preto). No site oficial de “Telê Santana: Meio Século de Futebol-Arte“, dá para ver trailers do doc.

No Rio, o CineFoot rola no Unibanco Arteplex, em Botafogo. Grátis, mas é bom chegar com antecedência para garantir senha. Confira a programação completa no site do CineFoot. Abaixo, publico novamente meu texto sobre “Um Artilheiro no Meu Coração”, emocionante doc a respeito de Ademir Menezes, goleador de Sport, Vasco, Flu e Seleção nos anos 40 e 50.

Poster do documentário sobre Ademir Menezes

“Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”. A frase é do treinador Gentil Cardoso, que ao acertar com o Fluminense, pediu a contratação de Ademir Marques de Menezes (1922-1996), o Ademir Menezes, ou simplesmente Ademir, o “Queixada”, jogador do Vasco, o Expresso da Vitória nos anos 40. A frase de Gentil Cardoso é propositalmente repetida no documentário Um Artilheiro no Meu Coração, de Diego Trajano, Lucas Fitipaldi e Mellyna Reis. É um curta-metragem sobre Ademir Menezes, artilheiro isolado da Copa de 50, com 9 gols (num Mundial só, recorde não superado nem por Jairzinho ou Ronaldo). Voltando à frase de Gentil Cardoso sobre Ademir, contada no filme pelo comentarista Luiz Mendes: o ponta de lança (termo criado pelo mesmo Luiz Mendes) foi contratado, sim, pelo Fluminense. A peso de ouro. E sagrou-se campeão carioca em 1946 (um “supercampeonato” contra Fla, Bota e Mecão). Aliás, Ademir, foi campeão por onde passou. Tri pernambucano pelo Sport. Pela seleção carioca, 3 vezes brasileiro de seleções. 3 vezes campeão carioca , campeão sul-americano de clubes em 1948 pelo Vasco, para onde retornou depois da vitoriosa passagem pelo tricolor das Laranjeiras. Ademir também foi campeão pela Seleção Brasileira: em 49, Sul-Americano; em 52, Pan-Americano (há uma foto, do arquivo do jornal Última Hora/Folha Imagem, que mostra Ademir e Getúlio Vargas, com a taça desse Pan de 1952 – vi no jornal Valor, caderno Eu&, 15/01/2010). Só não foi campeão do mundo. E o rótulo de vice em 1950 magoava o artilheiro, como mostra o documentário.Um Artilheiro no Meu Coração fala ainda do clube de bairro que revelou Ademir Menezes para o Sport Recife: o Centro Esportivo de Pina. Traz depoimentos de jornalistas pernambucanos, cariocas, Evaristo Macedo, Roberto Dinamite…

O trio de diretores festeja o prêmio Cristina Tavares

Uma linda crônica de Armando Nogueira, publicada em O Globo, em 1987, emprestou o nome ao documentário, vencedor do prêmio Cristina Tavares na categoria documentário, em 2008, e do prêmio especial do Júri Oficial do Cine PE, em 2009, na categoria vídeo digital. O documentário – que nesta primeira versão tem 24 minutos – inclui entrevistas em dias de jogo na Ilha do Retiro e São Januário. E a conclusão lamentável: hoje em dia, o nome de Ademir Menezes (ou seu apelido Queixada) não é conhecido por torcedores de Vasco e Sport – pelo menos entre os entrevistados que aparecem no vídeo. Ficou interessado no documentário Um Artilheiro no Meu Coração? Os interessados podem escrever para um dos diretores, Diego Trajano. E-mail: dtrajano@hotmail.com
Galeria de fotos no Flickr.

CineFoot: Festival de Cinema de Futebol

O doc sobre Telê passa sábado, às 21h, no Rio!
O doc sobre Telê passa sábado, dia 29, às 21h, no Unibanco Arteplex do Rio!

Com um documentário sobre João Saldanha, nesta quinta-feira 27/05 abriram-se as cortinas do CineFoot, Festival de Cinema de Futebol, no Rio. “João”, cartaz da sessão de abertura, tem direção de André Iki Siqueira e Beto Macedo. O jornalista André Iki Siqueira é o autor do livro “João Saldanha – Uma Vida em Jogo”. Fiquei sabendo do CineFoot via equipe do “Documentário Telê Santana – Meio Século de Futebol-Arte “– que será exibido no sábado, 29/05, às 21h. Também há filmes como “Zico na Rede”, “Fiel Torcida”, “Loucos de Futebol” (sobre torcida do Fortaleza), “Unido Vencerás” (sobre o Ameriquinha),Um Craque Chamado Divino” sobre Ademir da Guia e “Um Artilheiro no Meu Coração” sobre Ademir Menezes, o “Queixada”, já mencionados aqui no blog, entre outros. A entrada é de graça e os ingressos devem ser retirados no dia da exibição com antecedência. No Rio até 1º de junho, o CineFoot é uma mostra competitiva de longas e curtas sobre futebol, sempre no Unibanco Arteplex, na praia de Botafogo. O melhor filme será eleito por voto popular, em cédula distribuída no dia das exibições. Em São Paulo, o CineFoot rola de 4 a 6 de junho, no Museu do Futebol, também com entrada de graça, sujeita à lotação da Sala. Mas com programação diferente e sem caráter competitivo.

Neste sábado, a partir de 18h30, tem sessão de autógrafos do livro “Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1”, do jornalista Paulo Guilherme.

Na sessão das 19h, os curtas “Loucos de Futebol”, centrado na torcida do Fortaleza, e a animação “O Artilheiro”; mais o longa “23 Anos em 7 Segundos: o Fim do Jejum Corintiano”, sobre a conquista do Paulistão de 1977.

E às 21h, uma homenagem a Félix, goleiro do tri no México e os filmes “Um Artilheiro no Meu Coração” (sobre o goleador Ademir “Queixada” Marques de Menezes, ídolo de Sport, Vasco, Flu e Seleção) e “Telê Santana, Meio Século de Futebol-Arte”, sobre o maior técnico da história do futebol!

Confira a programação completa no site do CineFoot e veja a filipeta (flyer) do festival aqui dentro>>> Continuar lendo “CineFoot: Festival de Cinema de Futebol”

“Um Artilheiro no Meu Coração”

Poster do documentário sobre Ademir Menezes

“Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”.

A frase é do treinador Gentil Cardoso, que ao acertar com o Fluminense, pediu a contratação de Ademir Marques de Menezes (1922-1996), o Ademir Menezes, ou simplesmente Ademir, o “Queixada”, jogador do Vasco, chamado Expresso da Vitória nos anos 40. A frase de Gentil Cardoso é propositalmente repetida no documentário Um Artilheiro no Meu Coração, de Diego Trajano, Lucas Fitipaldi e Mellyna Reis. O vídeo em curta-metragem sobre Ademir Menezes, artilheiro isolado da Copa de 50, com 9 gols (num Mundial só, recorde não superado nem por Jairzinho e Ronaldo), foi uma das atrações do sábado no Museu do Futebol, depois da palestra da série Brasil nas Copas (texto anterior), juntamente com um curta sobre outro jogador que esteve a ponto de virar herói nacional, mas acabou marcado pela derrota para o Uruguai (Barbosa – O Dia em que o Brasil Inteiro Chorou – tema para outros 500 posts). Voltando à frase de Gentil Cardoso sobre Ademir, reproduzida assim no filme pelo comentarista Luiz Mendes, o ponta de lança (termo criado pelo mesmo Luiz Mendes) foi contratado, sim, pelo Fluminense. A peso de ouro. E foi campeão carioca em 1946 (um “supercampeonato” contra Fla, Bota e Mecão). Aliás, Ademir, foi campeão por onde passou. Tri pernambucano pelo Sport. Pela seleção carioca, 3 vezes brasileiro de seleções. 3 vezes campeão carioca , campeão sul-americano de clubes em 1948 pelo Vasco, para onde retornou depois da vitoriosa passagem pelo tricolor das Laranjeiras. Ademir também foi campeão pela Seleção Brasileira: em 49, Sul-Americano; em 52, Pan-Americano (há uma foto, do arquivo do jornal Última Hora/Folha Imagem, que mostra Ademir e Getúlio Vargas, com a taça desse Pan de 1952 – vi no jornal Valor, caderno Eu&, 15/01/2010). Só não foi campeão do mundo. E o rótulo de vice em 1950 magoava o artilheiro, como mostra o documentário.Um Artilheiro no Meu Coração fala ainda do clube de bairro que revelou Ademir Menezes para o Sport Recife: o Centro Esportivo de Pina. Traz depoimentos de jornalistas pernambucanos, cariocas, Evaristo Macedo, Roberto Dinamite…

O trio de diretores festeja o prêmio Cristina Tavares

Uma linda crônica de Armando Nogueira, publicada em O Globo, em 1987, emprestou o nome ao documentário, vencedor do prêmio Cristina Tavares na categoria documentário, em 2008, e do prêmio especial do Júri Oficial do Cine PE, em 2009, na categoria vídeo digital. O documentário – que nesta primeira versão tem 24 minutos – inclui entrevistas em dias de jogo na Ilha do Retiro e São Januário. E a conclusão lamentável: hoje em dia, o nome de Ademir Menezes (ou seu apelido Queixada) não é conhecido por torcedores de Vasco e Sport – pelo menos entre os entrevistados que aparecem no vídeo. Ficou interessado no documentário Um Artilheiro no Meu Coração? O contato está aqui dentro. Continuar lendo ““Um Artilheiro no Meu Coração””

A ERA DO RÁDIO esportivo brasileiro

Ouvir emocionantes transmissões de rádio é o jeito de acompanhar uma rodada se você está na estrada. Sempre que isso acontece, lembro dos meus tempos de garoto louquinho for futebol, tentando ouvir rádios de outros estados em AM ou ondas curtas, numa era sem internet, muito menos PPV. Até vi o primeiro gol do Flamengo. Emerson, o sheik. Deu para ver ainda o segundo, também do Emerson. Mandei até torpedo para amigo flamenguista: “dá-lhe Sheik”. Depois, peguei meu caminho e segui ouvindo as rádios Globo-CBN, que no Rio agora transmitem futebol em dobradinha, ou melhor, em três frequências (AM 1220 e 860 Khz e FM 92,5 Mhz). O que eu não esperava era que o excelente locutor Evaldo José narraria QUE LINDOOO! -o grito de gol dele- seis vezes em 34 minutos de jogo. Quatro gols do Sport em 8 minutos. Quem poderia imaginar que o Sport viraria esse jogo? E assim terminou: 4 a 2 pro novo time treinado por Emerson Leão – alguém aí se lembra da blitz são-paulina contra o São Caetano, na continuação do jogo que parou por causa da morte do zagueiro Serginho, lá se vão quase 5 anos? Os sinais de emissoras paulistanas como Pan, Band, Globo, CBN… ainda estava fracos na estrada, mas deu para saber que o Palmeiras ganhou de virada do Vitória no Palestra Itália. Seis e meia da tarde.

Magrão abriu o placar em BH. FOTO: divulgação: VIPCOMM
Magrão abriu o placar em BH. FOTO: divulgação: VIPCOMM

Hora de acompanhar o grande clássico da rodada, entre o Cruzeiro e o líder Internacional, até então 100% no Brasileiro. Pela rádio Gaúcha (impressionante como dá para ouvir a 600 Khz de POA à noite na cidade de S.Paulo!), ouvi o primeiro gol do Inter (Magrão). Também fiquei sabendo que Lauro, goleiro do Inter, e Kléber, esquentado atacante cruzeirense brigaram e foram expulsos (será que vem punição?). Depois, mudei para a Globo-CBN do Rio, onde José Carlos Araújo transmitiu o clássico-vovô. Não sabia que agora a rádio apresenta os hinos cariocas como o do Flu e Bota em versão para guitarra. Demais. No segundo tempo, Wellington Paulista empatou pro Cruzeiro. 1×1.

Wellington Paulista empatou. FOTO: Washington Alves VIPCOMM
Wellington Paulista empatou. FOTO: Washington Alves VIPCOMM

O Colorado não é mais 100%, mas segue invicto e lidera com 2 pontos mais que o Galo! Que goleou o Furacão no clássico atleticano da Baixada: 4×0 (o que custou o emprego de Geninho). Enquanto isso, no Maraca, Fred marcou no finalzinho e deu a vitória pro Flu. Tudo isso -e resgate de mais corpos do voo 447 – fiquei sabendo via AM ou FM. Longa vida ao rádio esportivo brasileiro!

UMA DICA PARA QUEM SE AMARRA EM NARRAÇÃO DE RÁDIO. A SALA DE GOLS DO Museu do Futebol (clique), em São Paulo, TEM UMA PENCA DE ÁUDIOS DE LOCUTORES CLÁSSICOS, COM GRAFISMOS MANEIRÍSSIMOS ANIMANDO AINDA MAIS AS GRANDES JOGADAS DESCRITAS.

Leia também: CURIOSAS CANÇÕES COM NARRAÇÕES DE GOLS.