Camisa do Mixto, acervo José Cassio Erbist. Foto: Bruno Gabrielis, Museu do Futebol
Interessantíssima esta camisa do tradicional Mixto Esporte Clube, o Tigre de Cuiabá, com estampa de tuiuiu em homenagem ao Pantanal. É da coleção de José Cássio Erbist. E está entre os 119 uniformes raros da mostra Mania de Colecionar, no Museu do Futebol. O objetivo dos curadores foi ter times dos 27 estados brasileiros representados. Legal.
“Vai lá, vai lá, vai lá, vai lá, vai lá de coração…”. Que coincidência de arrepiar ouvir esse refrão bem na hora que passei pela sala “Exaltação”, do Museu do Futebol. Vai com fé, que torcidas de grandes clubes de vários estados são lembradas nesse espaço, bem debaixo de arquibancada do Pacaembu. O próximo passo é a a sala Origens. Fotos de Charles Miller a 1930. Muitas do Rio de Janeiro. Heróis da música, literatura, pintura, poesia etc também são lembrados no Museu do Futebol. Continuar lendo “Museu do Futebol III. Exaltação”→
Gilmar (ou Taffarel), Djalma Santos (80 anos), Carlos Alberto Torres, Nilton Santos, Roberto Carlos; Falcão, Didi e Zizinho; Garrincha, Pelé e Ronaldo. Ou que tal um meio com Gérson (Zico), Sócrates e Rivellino (Zagallo)? E um ataque com Romário, Tostão e Rivaldo? Esse timaço virtual que joga na sala Anjos Barrocos, do Museu do Futebol, ainda conta com Ronaldinho Gaúcho, Bebeto, Jairzinho, Julinho Botelho e Vavá.
Outra sala que emociona no percurso do torcedor é a dos gols. Depoimentos de craques da mídia sobre seus lances favoritos. E narrações de clássicos do rádio esportivo brasileiro. Osmar Santos, o Pai da Matéria, esmerilha num gol de Jorge Mendonça, o “Jojô Beleza”. Mesmo que você não seja palmeirense, não tem como não se arrepiar. Grande Osmar. Grande Jorge Mendonça!
Uma visita ao Museu do Futebol é um programa muito interessante para torcedores de todas as idades, estados e bandeiras. Já entrou até no roteiro de pacotes de turismo cultural por São Paulo. O museu está acima de clubismos e bairrismos. Um clube da série C tem ficha do mesmo tamanho do campeões nacionais. Pode ser lembrado de igual para igual na primeira sala, Na Grande Área – que lembra visual de bar temático. Destaque para os jogos interativos (motivos de alegria da criançada e muita fila), tributos a Pelé, Garrincha e Copas do Mundo. Continuar lendo “Museu do Futebol”→
Faz um tempinho que você não vê o Morumbi lotadão, como na sensacional foto abaixo?
Foto: Gaspar Nóbrega / VIPCOMM 30/11/2008
É uma pena. Mas isso pode mudar. De olho no Brasileirão 2009, que começa no fim de semana, o São Paulo acaba de lançar uma espécie de carnê para os 19 jogos do atual tricampeão como mandante. Eu li a notícia no Lancenet e a agora está na capa do site do tricolor paulista. O são-paulino pode comprar um lugar numerado e com nome (!) naquela arquibancada tricolor (antiga vermelha) para todo o Brasileirão, por 700 reais ou 560 reais para sócio-torcedor. De quebra, ganha direito a usar o lugar na Libertadores, até a final, se o Muricy levar o time até lá. Ou então o mesmo pacote para arquibancada amarela, atrás de uma das metas, por 350 reais – ou 280 se o interessado for sócio-torcedor. Brasileiro + Libertadores! Pelo que entendi, o tricolor interessado precisa se cadastrar no programa Futebol Card da Visa. O pagamento pode ser feito em seis parcelas. P.S. – Agora tem brindes. Veja em http://www.saopaulofc.net/v4/noticias2NOVO2.asp?PLC_map_001_c=02.01&PLC_cng_ukey=39942130437CEZ0L8L
Demorou! Até que enfim! Aleluia! Esse é um grande passo para reduzir problemas com filas, cambistas, ingressos falsos… e principalmente, a medida pode garantir um bom público nos jogos, porque dá pena abrir o Morumbi para receber 6 mil pessoas em jogos como São Paulo x Grêmio… Diga-se que programas desse tipo funcionam muito bem no próprio Grêmio, Inter, Atlético Paranaense, Coritiba… e finalmente os clubes do Sudeste acordaram para isso. É a saída! Ou melhor, a entrada para o futebol brasileiro forte.
Já estão “no ar” as oitavas-de-final da prima latino-americana da Liga dos Campeões. No Palestra, jogo de ida, o Palmeiras superou o Sport por um a zero. Gol de Coalhada, digo, José Maria Ortigoza, atacante paraguaio do Palmeiras, em mais uma bola venenosa de Cleiton Xavier, acertadíssima contratação da Traffic para o alviverde. E o palmeirense Chico Anysio deve estar adorando a comparação de “OrtiGol” com seu personagem Coalhada).
O "OrtiGol", em foto de Fabio Menotti
Daqui a pouco tem San Martín x Grêmio, em Lima. O Cruzeiro estreia nas oitavas em Santiago, contra Universidad de Chile, nesta quinta. E o São Paulo, que ainda não sabe onde joga contra o Chivas? Pode ser um mau negócio para os cofres dos clubes, mas uma rodada dupla com a outra partida afetada pela gripe, San Luís x Nacional, não seria uma má ideia pro torcedor. Dois jogos pelo preço de um… será que deixam?
O Paulistão de 92 foi decidido justamente pelos dois grandes que ficaram fora da final agora em 2009. O São Paulo comandado por Telê Santana teve que passar pelo Palmeiras já patrocinado pela Parmalat para ser bicampeão paulista. No primeiro jogo, em 5 de dezembro, um espetáculo, comandado especialmente por Raí – fazendo jus ao refrão “Raí, Raí, o terror do Morumbi”, com 3 gols – e Cafu (“terror do Pacaembu” no grito de torcida), um gol e atuação decisiva. São Paulo 4×2 no Palmeiras (que já tinha Mazinho, César Sampaio, Zinho, Evair e um certo Cuca…). No intervalo de 2 semanas entre os dois jogos, o tricolor foi ao Japão e voltou com seu primeiro Mundial Interclubes, derrotando o Dream Team do Barça (aí são outros 500 posts…) Continuar lendo “1992. O último Paulistão que Telê ganhou.”→
FOTO Gaspar Nóbrega/VIPCOMMO São Paulo está na fase de mata-mata da Libertadores. A classificação foi garantida com a segunda vitória sobre os uruguaios do Defensor, na véspera da Sexta-Feira Santa num Morumbi ocupado por 47 mil tricolores. O São Paulo começou errando muitos passes, insistindo em jogar pelo meio, contra um Defensor com 6 atrás, um certo nervosismo por atuar só com 2 zagueiros, em vez de 3. O Defensor – que desperdiçou inúmeras chances no jogo de Montevidéu- abriu o placar numa falha de Rogério Ceni. No segundo tempo, o São Paulo voltou mais ligado, mas a bola não entrava… Dagoberto entrou no lugar de Zé Luís e pôs fogo no jogo, desta vez passando a bola para os companheiros. Numa jogada de Dagol, quase que Washington empatou. A bola encobriu o goleiro e caprichosamente beijou o travessão. Mas Borges é o cara. Muito bom na área. Em posição de impedimento, o camisa 17 aproveitou o toque de cabeça de André Dias e empatou. Logo depois, virou pra cima do zagueiro e virou mesmo. Virou o jogo! Muricy, cada vez mais aplaudido pela torcida tricolor, ousou e garantiu os 3 pontos. Ah, a arbitragem? Muito ruim. No domingo, o São Paulo encara o Corinthians no Pacaembu e no meio da semana joga em Medellin, contra o Independiente.
Na quinta-feira de Libertadores, o colecionador de copas Boca Juniors conseguiu sua 4ª vitória. 3×1 contra o Guarani, do Paraguai, na Bombonera. Em Quito, pelo grupo de Sport e Palmeiras, a LDU ia vencendo o Colo-Colo até ceder o empate, no finalzinho.
“Boa noite passageiros. Bem-vindos ao voo 633, com destino a São Paulo. É um grande orgulho transportar o time tricampeão brasileiro de futebol”.
Esta alegre declaração, típica de torcedor, do comandante do avião que trouxe o São Paulo de volta do Distrito Federal depois da conquista do Brasileirão 2008, está no primeiro capítulo do livro ‘Maioridade Penal – 18 anos de histórias inéditas na marca da cal’ – escrito a 4 mãos por Rogério Ceni, o goleiro-artilheiro, e pelo repórter André Plihal, da ESPN Brasil. Em 6 de abril de 2009, a livraria Saraiva do Morumbi Shopping foi “invadida” por uma multidão de consumidores, torcedores, fãs… com uniforme do São Paulo. Continuar lendo “No gol, na linha e na história do futebol mundial”→
Na grande “ola” de biografias sobre futebol, li a notícia sobre o lançamento deste livro no Blog do Daniel Perrone, sempre em cima do lance. O tema é o goleiro-artilheiro Rogério Ceni, capitão do São Paulo nas suas grandes conquistas da década. O autor, o excelente repórter André Plihal, da ESPN Brasil, que acompanhou (para dar um exemplo) a vitoriosa viagem tricolor ao Japão, em 2005. Maioridade Penal-18 anos de histórias inéditas na marca do cal já está em pré venda no site da editora Panda Books. Entrega só no começo de abril.
Aproveito para saber do leitor quais os três goleiros que você levaria para a Copa 2010, se fosse técnico da Seleção. Se quiser, escreva também os três que você acha que o Dunga vai levar. Só não vale xingar o treinador, ok, pessoal?