De Palestra Itália a Cruzeiro

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“91 anos de páginas heroicas imortais”, comemorou o site oficial da Raposa, que neste 2 de janeiro de 2012 publicou a evolução dos distintivos do clube celeste, fundado como Societá Sportiva Palestra Itália. Que virou Sociedade Sportiva Palestra Itália, depois Palestra Mineiro, Ypiranga por uma partida e, finalmente Cruzeiro Esporte Clube – campeão da Taça Brasil de 1966 (hoje equiparada ao Brasileirão),cruzeiro campeão da Libertadores em 1976 e em 1997, bicampeão da Supercopa dos Campeões da Libertadores da América em 1991/92, campeão de tudo que disputou de importante em 2003 (Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro – a tríplice coroa do atual escudo), vencedor da Copa do Brasil também em 1993, 1996 e 2000. Sem falar no bi da Sul-Minas (2001/02) e em 36 títulos mineiros.
Alguns dos responsáveis por tantas taças estão no livro que o jornalista Cláudio Arreguy lançou em maio/2010: “Os Dez Mais do Cruzeiro”, o oitavo da coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora.

Arreguy escreveu os perfis dos 10 craques azuis escolhidos por um júri de especialistas em Cruzeiro.

Os eleitos: os atacantes Niginho, Tostão, o meia Dirceu Lopes, o meio-campo Piazza, o goleiro Raul, o atacante Natal, o lateral direito Nelinho, de famosa bomba no pé, o ponta-esquerda Joãozinho, o ala Sorín e o meia Alex. Continuar lendo “De Palestra Itália a Cruzeiro”

Copa 78

A Mostra Cinema e Futebol (do Canal Brasil) e os DVDs da Coleção Copa, de Placar/Abril, me deram a oportunidade de acompanhar duas versões distintas sobre o polêmico Mundial de 78, na Argentina, o último na América do Sul até que a bola role sabe lá em que estádio brasileiro no inverno de 2014. “Copa 78: O Poder do Futebol” passou no começo da semana no Canal Brasil. “Argentina Campeones”, título original do filme oficial da Copa de 78, chegou às bancas na coleção de DVDs da Abril. E o engraçado é que nos créditos alguns nomes coincidem, como o do diretor Maurício Sherman, bem como muitas das imagens são as mesmas. Mas o texto… ah, o texto é bem diferente.
O DVD lançado pela Abril, que é o filme oficial da Copa, mostra o torneio jogo a jogo, começando com um clip de lances … bem violentos! Sim, é mencionado que o Mundial foi disputado num país sob ditadura, junta militar que derrubou Isabelita Perón.
Mas é o documentário “Copa 78: O Poder do Futebol”, exibido no Canal Brasil, que toca mais o dedo na ferida do Mundial disputado durante a ditadura de Jorge Videla. Abre com o depoimento de um dirigente dos Montoneros (grupo guerrilheiro argentino) a um jornalista, falando em trégua no período da competição. Cita os boicotes, as campanhas contra o Mundial na Argentina. E no que diz respeito ao futebol, bola rolando, mesmo, Sherman e o codiretor Victor di Mello assumem uma postura autoral, bem crítica ao esquema tático e “futebolês” próprio do técnico brasileiro Cláudio Coutinho – o texto, narrado pro Sérgio Chapelin, dá umas duas estocadas nos termos “overlapping” (avanço do lateral direito) e “jogador polivalente”, muito usados por Coutinho. A entrevista em que o treinador se diz “campeão moral” é repetida algumas vezes. O técnico argentino César Luís Menotti, homem que teve a marra de barrar o jovem Maradona naquela que poderia ser 1ª Copa de Diego, tem destaque maior no filme. Sempre polêmico.
Também estão no documentário “Copa 78: O Poder do Futebol” a chamada “batalha de Rosário” (o vergonhoso Brasil 0x0 Argentina – Coutinho escalou o volante Chicão, que tinha fama de durão; o clássico foi um festival de pontapés) e a goleada da Argentina sobre o Peru do goleiro Quiroga por 6×0 (os hermanos jogaram depois do Brasil e já sabiam quantos gols precisavam marcar para ir à final).
Pessoalmente, a Copa de 78 foi a primeira que acompanhei de ponta a ponta, na TV. Apesar de nomes como Zico, Rivellino, Dinamite, Reinaldo, Oscar, Leão, Nelinho, Jorge Mendonça, Dirceu e Gil, a seleção brasileira não me encantou especialmente (a primeira fase, então, foi pífia). Não torci contra a Argentina na final, apesar do resultado suspeito contra o Peru. Fui exceção entre os meus colegas de quinta série. Quase todos os outros coleguinhas de sala torceram pela Holanda, certamente não em protesto contra a ditadura argentina, mas para secar o time que eliminou o Brasil. Se eu fosse maiorzinho, teria conhecimento sobre o que acontecia nos quartéis argentinos. Muito provavelmente teria optado pela Holanda (se bem que duvido que não festejasse o tri brasileiro em 1970 porque vivíamos sob uma ditadura – outro filme, o delicioso “O Ano Em que Meus Pais Saíram de Férias”, aborda esse dilema de torcedor/cidadão). Continuar lendo “Copa 78”

Livro: “Os Dez Mais do Cruzeiro”

A “ola” de livros sobre futebol em 2010 não se limita aos temas Copa e Seleção. Registro ainda que tardio: o jornalista Cláudio Arreguy lançou em maio “Os Dez Mais do Cruzeiro”, o oitavo da coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora.

Arreguy escreveu os perfis dos 10 craques azuis escolhidos por um júri de especialistas em Cruzeiro.

Os eleitos: os atacantes Niginho, Tostão, o meia Dirceu Lopes, o meio-campo Piazza, o goleiro Raul, o atacante Natal, o lateral direito Nelinho, de famosa bomba no pé, o ponta esquerda Joãozinho, o ala Sorín e o meia Alex.
Outro livro sobre a Raposa: “Meu Pequeno Cruzeirense”, texto de Marco Túlio, guitarrista do Jota Quest! Coleção Meu Time do Coração dirigida aos guris, da editora Belas Letras. Os outros livros da série (entre parênteses, os autores dos textos): Atlético (Wilson Sideral), Botafogo (Hélio de La Peña), Corinthians (Serginho Groisman), Coritiba (Guta Stresser), Flamengo (Gabriel o Pensador), Fluminense (Evandro Mesquita), Grêmio (Humberto Gessinger), Inter (Luís Augusto Fischer), Juventude (José Clemente Pozenato), Palmeiras (Soninha), São Paulo (Nando Reis), Vasco (Fernanda Abreu) e Seleção (Eduardo Bueno). Taí uma ilustração de Giovanni Barbosa, maneiríssima, para o volume sobre o Cruzeiro.

Ilustração de Giovanni Barbosa no livro "Meu Pequeno Cruzeirense", que tem texto de Marco Túlio, guitarrista do Jota Quest!

Livro: “Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro”

Nosso futebol produziu um monte de grandes jogadores pelas bordas dos gramados (hoje em dia Dunga tem até duas opções muito boas para a direita). Está chegando às livrarias Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro. O jornalista Paulo Guilherme, editor do portal de notícias G1, escalou Djalma Santos, Nilton Santos, o capita Carlos Alberto Torres, Nelinho, Wladimir, Júnior, Leandro, Branco, Leonardo, Cafu e Roberto Carlos. Noite de autógrafos: terça-feira, 13 de abril, a partir de 18h30, na livraria Cultura do Conjunto Nacional. Dá para ler a apresentação do livro aqui, no site da editora Contexto.
A mesma editora acabou de lançar o livro Os 11 Maiores Camisas 10  do Futebol Brasileiro, escrito pelo Marcelo Barreto, do Sportv.
A série começou no ano passado, com Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, de  Maurício Noriega, do Sportv e Blog do Nori.
Não demora, e lá vem os atacantes… O dos goleiros já está no prelo (leia texto anterior).

Brasileirão de 74 e Série B 2009

O campeão da Terceirona em 2008  lidera a Segundona 2009. Na sexta-feira, em Campinas, o Atlético Goianiense derrotou o ex-líder Guarani por 3×1. Foi a quarta vitória seguida do Dragão, que abre 3 pontos de vantagem. Tem 32 contra 29 do novo vice-líder. O Vasco da Gama, que conseguiu contra o Juventude uma importante vitória fora de casa (2×1), no 1º de agosto em que os vascaínos lembraram dos 35 anos de outro 2×1 que representou uma grande conquista. O título do Brasileirão de 74 – o primeiro dos quatro do Vasco. Num polêmico jogo extra no Maracanã, o Vasco – de Roberto Dinamite, artilheiro com 16 gols, do técnico Mário Travaglini, do goleiro Andrada, Fidélis, Miguel, o xerife Moisés, Alfinete, Alcir Portela, Zanata, Ademir, Luís Carlos e Jorginho Carvoeiro – derrotou o Cruzeiro (Vítor, Nelinho, Darci Menezes, Perfumo, Vanderlei, Piazza, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Eduardo Amorim, Palhinha e o saudoso Roberto Batata). A final de 1974 é tema do blog Memória E.C, que tem um compacto da partida em vídeo, e do programa Loucos Por Futebol, que passa de novo amanhã, 3 de agosto, às 9h e às 20h, e na quinta, dia 6, às 21h30.

Voltando a 2009.Um ponto abaixo do Vasco  está outro ex-campeão brasileiro, o Guarani, que parou nos 28 pontos. Mesmo perdendo para o ABC em Natal, a Portuguesa se segurou no G4 da série B com 27 pontos, porque o Figueirense também perdeu fora de casa.

“Zico na Rede”

zico 2
Foto: Divulgação DVD "Zico na Rede"

Eu quero ver gol. Se você pensa como a música do Rappa,  o recém-lançado documentário Zico na Rede é uma boa pedida (chegou a ser exibido em cinema até em São Paulo) e breve em DVD. O doc de Paulo Roscio tem 170 dos 831 (!!!) gols de Zico, muitos deles comentados, analisados, explicados. E é cada golaço… O mais bonito, para o próprio Galinho de Quintino, é o tal do gol escorpião(veja!), pelo Kashima Antlers, do Japão: Zico passa da bola, dá um peixinho e, de calcanhar, encobre o goleiro. >MAIS AQUI AO LADO Continuar lendo ““Zico na Rede””