Bela dica de passeio para um domingo sem bola rolando no Pacaembu é visitar o Museu do Futebol. O ingresso não é caro. O cidadão paulistano, acostumado com filas, e o turista louco por fut só devem ter um pouquinho de paciência nos jogos interativos que atraem a criançada. Em cartaz, a segunda exposição temporária: Mania de Colecionar (eu guardo até o canhoto da mostra…). De cara, chamam a atenção os 119 exóticos uniformes que representam todos os estados brasileiros (leia post anterior). Proponho um joguinho de memória contigo, caro internauta que visita o blog Fut Pop Clube. De que clube são estas três camisas aí embaixo? Tá fácil! Fotos são de celular.
Da coleção de José Cássio Erbist, que ficou na expo Mania de Colecionar, no Museu do Futebol, em 2011.
A segunda expo temporária do Museu do Futebol, Mania de Colecionar, reúne 250 flâmulas (leia mais) de colecionadores diferentes. Abaixo, mais exemplos, tirados de celular.
A expo Mania de Colecionar, no Museu do Futebol, também tem centenas de times de botões. Conta até com binóculos para o visitante ver os que estão lá no alto. Em destaque, um botão em homenagem ao Zico. Atrás, um do Clube do Remo. Pelo que me recordo, ambos são feitos de PVC.
Abaixo, botão do Prado, atacante que jogou pelo São Paulo entre 1961 e 67. Segundo o Almanaque do São Paulo, marcou 122 gols em 242 jogos. Ou seja, marcava em média partida sim, partida não. As fotos são via telefone celular.
Quer pesquisar as origens do futebol? Em que ano ele chegou ao Uruguai, por exemplo? Que diabos é WM? Qual é o tamanho do campo? Que capitães ergueram Copas do Mundo? Com quantas câmeras se fazia transmissão de futebol no começo da TV brasileira? Quem tem mais títulos em cada estado? Respostas a essas perguntas e muito, muito mais, você encontra no Almanaque do Futebol Sportv, versão atualizada em 2009 do livro lançado antes da Copa de 2006 pelos jornalistas Gustavo Poli e Lédio Carmona. Excelente fonte de consulta, de leitura muito divertida, com uma série de listas bem-humoradas. Em cada rodapé de página há uma frase de boleiros. Só não posso dizer que o Almanaque do Futebol Sportv é uma versão de bolso do Museu do Futebol porque o livro mede 17 x 24 cm. Mas taí um arquivo vivo ambulante de futebol que cabe na sua cabeceira, prateleira ou, melhor ainda, na sua mochila!
Capa da nova edição de “Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva”, agora pela editora Cia dos Livros
E por falar em Carmen Miranda e Marcos Sacramento, que gravaram música sobre Leônidas (“Deixa Falar”, de Nelson Petersen), esta semana ouvi na sala dos Gols, no Museu do Futebol, a narração do primeiro gol de bicicleta do Diamante Negro no futebol paulista. Foi no terceiro jogo de Leônidas pelo São Paulo, em 14 de junho de 1942. Vitória por 2×1 do Palestra Itália, que ainda durante aquele campeonato mudaria de nome para Palmeiras (e seria campeão). Aos 44 do primeiro tempo, Leônidas fez o gol tricolor no Pacaembu, Para explosão de alegria do locutor Geraldo José de Almeida, da rádio Record: “o bonde… o bonde de 200 contos fez um gol de bicicleta“. O sensacional livro do André Ribeiro, O Diamante Eterno [Diamante Negro, Biografia de Leônidas da Silva, no relançamento pela Cia dos Livros], registra que alguns dias antes da estreia de Leônidas, o jornal “A Hora” manchetou: “São Paulo compra Bonde de 200 contos”. O livro do André Ribeiro explica que os redatores do tablóide “A Hora” usaram a palavra “bonde”, que na época significava mau negócio, para rotular o artilheiro da Copa de 38. Leônidas chegou ao São Paulo com 29 anos, por 200 contos, depois de problemas na relação com o Flamengo. O tal “bonde de 200 contos” seria campeão paulista cinco vezes nos anos 40. Marcou 140 gols em 211 jogos pelo São Paulo. Para um “bonde”, tá bom, não?
Não será mera coincidência qualquer semelhança com a história recente de outro grande atacante carioca, que também teve passagem pelo São Cristóvão, caso de amor tumultuado com o Flamengo, também jogou no exterior, foi artilheiro de Copa do Mundo e chegou meio desacreditado ao futebol paulista. E já foi campeão estadual. O nome dele são vocês que vão dizer: Ronaldo, o Fenômeno.
Você coleciona algo relacionado ao futebol? Camisas? Flâmulas? Times de botão? Então, vai ficar louco com a segunda exposição temporária do Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu (a primeira foi sobre Pelé). Mania de Colecionar traz mais de 5 mil objetos como esses, num “grande painel da paixão pelo futebol e pelo ato de colecionar”. Para o público em geral, abre nesta quarta-feira, 20 de maio. O ingresso mais caro custa seis reais e você pode percorrer todas as salas do Museu, da Grande Área ao Jogo de Corpo. Confira neste link a entrada ao vivo sobre a exposição feita pelo repórter Ivan Moré, no Globo Esporte SP. Veja nos textos abaixo um representante de cada item da nova exposição. Leia outros textos do blog Fut Pop Clube sobre o Museu clicando aqui.
Flâmula da Copa 70, coleção de Marcelo Monteiro. FOTO: Bruno Gabrielis, Museu do Futebol
Flâmula aqui no Brasil, galhardete em Portugal, banderín na Espanha, pennant na Inglaterra. Nomes daquelas peças que capitães dos times trocam, geralmente antes de jogos internacionais entre clubes e seleções. A exposição temporária Mania de Colecionar leva 250 flâmulas ao Museu do Futebol. Copas, seleções e clubes representados. Ao lado, temos um exemplar da coleção de Marcelo Monteiro, do Memória E.C., reverência ao Tri na Copa do México, em 1970. Ele tem 40 flâmulas expostas no Museu, a maioria relativa às Copas. No blog Memória E.C., você encontra mais fotos da mostra Mania de Colecionar.
Abaixo, mais exemplos, tirados de celular.
Eu já comecei a minha pequena coleção. No “verso”, digo, clicando em LEIA MAIS, a flâmula do Sparta Praga que uma amiga querida trouxe de viagem da República Tcheca… Continuar lendo “Mania de Colecionar: 250 flâmulas”→
Camisa do Mixto, acervo José Cassio Erbist. Foto: Bruno Gabrielis, Museu do Futebol
Interessantíssima esta camisa do tradicional Mixto Esporte Clube, o Tigre de Cuiabá, com estampa de tuiuiu em homenagem ao Pantanal. É da coleção de José Cássio Erbist. E está entre os 119 uniformes raros da mostra Mania de Colecionar, no Museu do Futebol. O objetivo dos curadores foi ter times dos 27 estados brasileiros representados. Legal.
Este é o Ceará, coleção Gabriel Mott. Foto: Bruno Gabrielis/Museu do Futebol
Para craques do futebol de botão de todas as idades, a mostra Mania de Colecionar deve ser enlouquecedora. Estão expostos 5 mil botões, quase 500 times, de tudo quando é material e fabricante, como este do Ceará, da coleção do Gabriel Mott, em foto do Bruno Gabrielis, do Museu do Futebol. Há quatro vídeos, que trazem detalhes sobre a fabricação dos times, depoimentos de botonistas, colecionadores e o que promete ser mais engraçado: uma simulação de Brasil 4 x 1 Itália, numa mesa de futebol de botão! É uma hilária ficção, em que o botão do Baggio isola um pênalti contra o gol de Félix. Gérson é “o único botão canhoto”. Garrincha, “o botão das pernas tortas”… Narração do Paulo Bonfá, do Rock Gol da MTV. Mania de Colecionar fica no Museu do Futebol até 16 de agosto. Vale lembrar: não abre segunda nem em dia de jogo no estádio do Pacaembu. Continuar lendo “Mania de Colecionar: 5 mil botões”→
“Vai lá, vai lá, vai lá, vai lá, vai lá de coração…”. Que coincidência de arrepiar ouvir esse refrão bem na hora que passei pela sala “Exaltação”, do Museu do Futebol. Vai com fé, que torcidas de grandes clubes de vários estados são lembradas nesse espaço, bem debaixo de arquibancada do Pacaembu. O próximo passo é a a sala Origens. Fotos de Charles Miller a 1930. Muitas do Rio de Janeiro. Heróis da música, literatura, pintura, poesia etc também são lembrados no Museu do Futebol. Continuar lendo “Museu do Futebol III. Exaltação”→