Zito, o #gerente.

Ele foi duas vezes bicampeão mundial. Pela Seleção, em 1958 e 1962.
E como capitão do Santos, em 1962 e 63.
José Ely de Miranda, o Zito, nos deixou esta semana.

Mas não deixará a memória dos torcedores do Santos e a história da seleção brasileira.

Conta que Zito dava bronca até no Pelé, mais novo.

Por essas e outras, o capitão eterno do Santos ganhou o apelido de gerente.

facebook.com/SantosFC
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Na vitória de sábado no clássico contra o Corinthians, o Peixe de Zito entrou em campo com um camisa em homenagem ao ídolo. Bonito.
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50 anos do 1º título mundial do Santos

Réplica da camisa do alvinegro praiano em 1962, quando foi campeão mundial, presente no Memorial das Conquistas do Santos, tema de um Rolê do Fut Pop Clube.

No post anterior, mostrei a nova camisa 2 do Santos, a listrada com fundo preto (à la Juventus de Turim) para o número (laranja) nas costas.
Este post aqui é a minha homenagem – ainda que tardia – ao jogadores campeões mundiais de clubes em 1962. Uma conquista que precisa ser lembrada, reverenciada, homenageada (como Coutinho, Pepe, Lima e Dalmo foram homenageados na Vila Belmiro, neste domingo, antes de Santos x Vasco).
Em 11 de outubro de 1962, o Santos goleou o campeão europeu, o glorioso Benfica de Eusébio, Coluna e Simões: 5 x 2 em pleno estádio da Luz (versão anterior da ‘catedral’ encarnada, que foi reerguida ao lado para a Euro 2004), e levantou o seu primeiro Mundial de Clubes (você sabe, o bi viria no ano seguinte, contra o Milan). Pelé (hat-trick, triplete, três gols), Pepe e Coutinho marcaram para o então campeão da Libertadores. Eusébio e Santana diminuíram para os águias.

O Santos tinha vencido a primeira partida por 3×2 no Maracanã. Isso mesmo.No Rio de Janeiro. Com todo apoio da torcida carioca. Brasileira.

Diz a história que o glorioso Benfica estava tão certo que venceria na catedral da Luz que já começava a vender ingressos para um jogo desempate. Deu no que deu. O certo é que os portugueses reconheceram a superioridade santista e aplaudiram os novos campeões do mundo de clubes (lembrando que a Seleção Brasileira já era bicampeã do mundo, com muitos craques desse “Santástico”).

Quer uma ideia da repercussão da conquista? Neste sábado li na seção “O Globo Há 50 anos”, do jornal carioca, que em 13 de outubro de 1962, a rádio Globo do Rio retransmitiu a gravação integral da final contra o Benfica. Dois dias depois do decisão. Uma reapresentação da transmissão radiofônica. Sensacional!

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Maracanã, 62 anos de “praia”

O post é de 2012.

Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: “Maracanã, Meio Século de Paixão”, que saiu em 2000, pela editora DBA

Principal cenário do Mundial de 1950, local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. Tantos Fla-Flus, Clássicos dos Milhões, Clássicos da Paz, Clássicos Vovôs. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 12 anos atrás pela DBA. Continuar lendo “Maracanã, 62 anos de “praia””

Que bonito é…


A terceira edição do CINEfoot terminou em São Paulo com uma sessão em homenagem ao Canal 100, à conquista da Jules Rimet e ao bi mundial do Santos em 1962 e 63 e a premiação aos vencedores do festival (mantendo o mistério neste começo do post, um filme sobre o Bahia, um sobre a democracia corintiana e outro sobre um pequeno time da Catalunha).

A primeira atração foi um curta do clássico acervo do Canal 100 sobre o Santos bicampeão do mundo, com as imagens dos jogões contra o Benfica em 1962, da final da Libertadores de 1963, contra o Boca, em plena Bombonera (os boquenses já comemoravam com avalanche, atrás do gol), e das duas partidas realizadas no Maracanã, contra o Milan em 1963 (o Santos perdeu em Milão, venceu a partida de volta no Maracanã -sem Pelé-e também o jogo-desempate, 48 horas depois). Sempre bom ver e rever os gols geniais de Pelé, em jogadas cheias de força, arte e raça (como ele vibrava, com cada gol, pulando e dando o soco no ar), e todo o timaço do Santos. E dá-lhe “Que Bonito É (Na Cadência do Samba)”.  O segundo filme da noite também foi uma produção do Canal 100, o longa “Brasil Bom de Bola”, que conta a história do futebol tricampeão em 70. Continuar lendo “Que bonito é…”