Galhardete (flâmula) do Futebol Clube do Porto, bicampeão português. Continuar lendo ““Galhardete” do Futebol Clube do Porto, bicampeão português”
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“Golo” do rádio esportivo português
“Todo craque que sabe o que quer / Tacuara nem tem que correr / O melhor é chutar já daqui / De pé esquerdo / Direto à baliza / Na justa medida / Tacuara nem tem que correr / Tacuara põe o Benfica a correr / Cardozo! Benfica!”
É com uma divertida adaptação da letra de “Cama e Mesa”, sucesso do rei Roberto Carlos, que o meu xará português, o locutor esportivo João Ricardo Pateiro narra os “golos” do “avançado” paraguaio do Benfica, Óscar Cardozo, o “Tacuara“. Conheci o curioso e excelente trabalho do narrador português no programa “Futebol no Mundo”. João Ricardo Pateiro, da rádio portuguesa TSF, adapta e canta músicas para outros goleadores dos times portugueses, como :
- Saviola, Nolito e Gaitán, do mesmo Benfica,
- Matías Fernández, do Sporting
- Lima, do Sporting Braga
- Falcão García, que foi ídolo do Porto e hoje está no Atlético de Madrid
- Hulk e João Moutinho, do Porto – aliás, a narração de um “golo” de João Moutinho contra o Paços Ferreira foi a eleita a melhor do ano pelo Futebol no Mundo (ouça aqui no site da rádio TSF)
Olha, ou melhor, escuta… há muito tempo não lembro de ouvir uma narração de futebol tão criativa! Mais exatamente, desde a transmissão discotèque, livre, leve e solta de Osmar Santos, o pai da matéria, que revolucionou o rádio esportivo brasileiro nos anos 70.
Taí, pode ser uma boa tentar ouvir um dos clássicos portugueses, entre encarnados, dragões e leões pelo site da TSF, na voz do meu xará, o “comentador” João Ricardo Pateiro.
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Há 8 anos, o Barça lançava um jovem argentino…

Lionel Messi, o nome da fera. Tinha 16 anos… Sua primeira participação no time principal do FC Barcelona então treinado por Rikjaard foi em 16 de novembro de 2003. A “pulga” entrou no segundo tempo do amistoso contra o FC do Porto, que inaugurou o estádio do Dragão (ver post anterior). O resto é história. Em construção.
Estádio do Dragão: a casa do FC Porto.



O estádio do Dragão foi inaugurado em 16 de novembro de 2003, com um particular (amistoso) entre o time da casa e o Barcelona, que lançou na equipa principal um garoto chamado Messi. Tinha 16 anos. O Porto -então treinado por “the special one” José Mourinho-ganhou por 2 a 0 .

O dia em que Djalma Santos jogou pelo São Paulo. 9/10/1960, segundo amistoso de inauguração do Morumbi.
Que a primeira parte do hoje cinquentão Morumbi foi inaugurada com um amistoso entre São Paulo e o Sporting Club de Portugal, em 2 de outubro de 1960, todo são-paulino roxo sabe. Um gol de Peixinho deu a vitória ao tricolor: 1×0. Este Álbum Comemorativo – Inauguração Estádio Cícero Pompeu de Toledo me chamou atenção para outro momento histórico. Uma semana depois da partida inaugural contra o Sporting, o São Paulo enfrentou o Nacional de Montevidéu, em outro amistoso, que também fez parte das comemorações pelo ano zero do Morumbi. Marcaram Canhoteiro e Gino Orlando, duas vezes. São Paulo 3×0. Detalhes nada pequenos: o lateral Djalma Santos, o ponta Julinho Botelho (ambos do Palmeiras) e o atacante Almir Pernambuquinho (então do Corinthians) vestiram a camisa tricolor (literalmente: o São Paulo jogou com o uniforme nº 2 contra o Nacional, que vestiu sua camisa nº 1, branca). Algo praticamente inimaginável hoje em dia: craques de times rivais emprestados para amistoso de inauguração. E mais. Pelé, o 10 do Santos, só não vestiu a camisa do São Paulo no amistoso porque sofreu uma distensão.

Porto, a vencer desde 1893
Atualizado em 3 de abril de 2011
Maneiríssimo galhardete (flâmula) do Futebol Clube do Porto, campeão português da época (temporada) 2010-2011, ao vencer a equipa do Benfica por 2×1 no reduto encarnado, o imenso estádio da Luz. É o 25º título da liga portuguesa conquistado pelos portistas – invictos até agora no campeonato. Ainda faltam 5 rodadas. A distância entre o Porto e o rival Benfica chegou hoje a 15 pontos. Continuar lendo “Porto, a vencer desde 1893”
Futebolês – de Portugal
O título português desta época (temporada) ficou para a última jornada (rodada). A equipa do Benfica tem 3 pontos a mais do que o Sporting Braga e pode abrir o champanhe até com um empate contra o Rio Ave, no imenso estádio da Luz, que será tomado pelos adeptos da Águia no domingo. A equipa bracarense precisa vencer o Nacional fora de casa e contar com a derrota benfiquista, mas já se classificou para a Champions League (leio que o hino da Liga dos Campeões foi ouvido no fim do jogo no belo estádio de Braga depois da vitória contra o Paços de Ferreira). O surpreendente Braga terminou sua campanha em casa sem perder no estádio da cidade, uma fortaleza (no sentido que nós, brasileiros, damos para alçapão). O problema é que o Benfica (com zaga 100% brasileira: Luisão, irmão de Alex Silva, e David Luiz) também não perde em casa… Escrevo de Portugal e por isso tento usar as expressões futebolísticas daqui. No domingo de sol e ventinho frio em Lisboa, com direito a passeio de eléctrico (bonde) e ao delicioso pastel de Belém, tive a oportunidade de visitar o simpático estádio do Restelo, do Clube de Futebol Os Belenenses, pertíssimo do mosteiro dos Jerônimos.
Em Lisboa, tinha três opções para ver futebol na noite do domingo que passou. Uma das alternativas seria acompanhar o clássico entre Porto e Benfica pela TV. Se o Benfica empatasse, seria campeão no estádio do Dragão, do arquirrival. O Porto não deixou. 3×1.

A segunda opção seria ver o último jogo dos Belenenses no seu belo estádio do Restelo, na época 2009/2010. Já rebaixado para a Liga de Honra (na prática, a 2ª divisão), o clube do bairro Belém goleou União de Leiria por 5×2!
A minha opção foi a 3ª, e dei azar. Sporting x Naval no estádio Alvalade XXI, que faz jus ao nome, com um jeito de Lego, cadeiras coloridas que dão impressão de estádio sempre lotado, lojas, cinemas, muitas opções de alimentação – inclusive um restaurante com vista parcial para o relvado (gramado). Realmente, um estádio do século XXI.

Mas o futebol do Sporting não esteve à altura da moderna arena. Liedson, o Levezinho, ainda tentou jogar bola no primeiro tempo, mas sumiu no segundo. A bola não chegava para o brasileiro da camisola 31. Num contra-ataque, o Naval fez seu golo. Com o avançado (atacante) brasileiro Fábio Júnior (ex-Campinense, Fla, Vasco), sem chances de defesa para o bom guarda-redes sportinguista Rui Patrício. Os adeptos do Sporting vaiaram, sim, no final do jogo, mas quando saíam os golos do Porto, vibravam para valer com a derrota do Benfica. Mas provavelmente a festa do Glorioso, como o Benfica é chamado por seus adeptos, só foi adiada.
Moral da história: torcedor é torcedor em tudo quanto é lugar!
Por falar em torcida, como no Brasil, há o problema de violência das torcidas organizadas, aqui em Portugal chamadas de claques. O autocarro (ônibus) Vermelhão, do Benfica, foi apedrejado a caminho do estádio do Dragão. E bolas de golfe foram atiradas no relvado!

