Uma vez Fenômeno

Impressionante a repercussão no Brasil e no mundo da aposentadoria ou “primeira morte” de Ronaldo Fenômeno. Cadernos e mais cadernos especiais no Brasil. Capa do Olé, na Argentina. Destaque na primeira página do importante El País, da Espanha… “Fenômeno de mídia” era o título do post que republico abaixo, sobre um documentário que trata do fenomenal começo de carreira de Ronaldinho, até a Copa América de 1997. Bem que alguém poderia reprisá-lo… Continuar lendo “Uma vez Fenômeno”

Revistas Match day

Corinthians
Palmeiras
Santos
Preleção, do São Paulo

Este domingão não foi dia de jogo no Brasil (lá fora, em compensação, podemos destacar a vitória do Chelsea, 2-0 num clássico londrino contra o Arsenal; e a goleada do Real Madrid sobre o Deportivo La Coruña, 6-1). Match Day (dia de jogo) é o nome que se dá às revistas que são como programas oficiais das partidas. Hábito lá fora. Aqui, as empresas G8 Sports e ProFootball publiacm essas revistas de quatro grandes paulistas: Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Tem jogo “em casa”? Revista match day nova na área. Elas podem ser encontradas em alguns setores dos estádios e também na internet. Veja os links: Continuar lendo “Revistas Match day”

“Contra-Ataque”, de Carlinhos Vergueiro. Futebol em ritmo de samba.

Coluna de Música do Fut Pop Clube 28/09/2010
Com o perdão do trocadilho, um biscoito fino da MPB boleira ganhou um relançamento na época da Copa do Mundo 2010. Contra-Ataque – Samba e Futebol, de Carlinhos Vergueiro, saiu em edição digipack pela gravadora Biscoito Fino, com 3 músicas a mais em relação ao CD original, de 1999, independente, “que o jogo é na raça” – como diz a letra de Camisa Molhada

clássico do corintiano Toquinho e de Carlinhos Vergueiro (tricolor em SP e no RJ) sobre as peladas nos campos de terra, que diz presente nessa aula de samba e futebol. “Fique de olho no apito”… Quem ouvia as transmissões da equipe de Osmar Santos na rádio Globo SP no final dos 70 e 80 deve se lembrar da vinhetinha que anunciava o trio de arbitragem. Contra-Ataque, CD que tinha também Nação Corinthians, muito bonita (costuma ser usada em programas de TV),  e músicas sobre Raíe Zico,  agora tem ainda Romário, Linhas de Prazer e um samba inédito, Irrestível (parceria de Carlinhos com a  filha, Dora Vergueiro, e Afonso Machado). Em Linhas de Prazer, o tricolor Vergueiro escala “linhas plenas de magia” de timaços que marcaram época: Continuar lendo ““Contra-Ataque”, de Carlinhos Vergueiro. Futebol em ritmo de samba.”

PontosCorridos.com.br

FOTO Jefferson Bernardes / Vipcomm

Que jogão o do Beira-Rio neste domingo, hein? Um clássico, sim, entre um tri brasileiro, o Internacional, e um tetra, o Corinthians. Belos gols, bolas na traves, expulsões, empate no finalzinho e desempate no último instante. 3×2! E ainda tem gente que acha que o sistema de pontos corridos não tem emoção. Não que eu não goste de mata-mata. Muito pelo contrário. Temos que ter os dois sistemas. Mas para mim o certo mesmo é seguir Brasileirão em pontos corridos (de preferência, sem pontapé inicial no meio de fases decisivas de Libertadores e Copa do Brasil e sem tantos jogos no meio de semana). E uma Copa do Brasil forte, com os clubes que participam da Libertadores, sim. E uma final longe da Libertadores. Talvez no fim da temporada, logo após o campeonato nacional, como acontece na Espanha (na última Copa do Rey, milhares e milhares de torcedores do Atlético de Madrid e do Sevilla viajaram a Barcelona para ver a final no Camp Nou, vencida pelos sevilhanos).
Voltando ao BR-2010, após a 25ª rodada, 10 pontos separam o líder Fluricy, digo, Fluminense, do 7º, o Atlético Paranaense, em bela arrancada.
É G3 ou G4? Se for G3, mesmo, Flu (48 pontos ganhos), Corinthians (47 PG, 1 jogo a menos) e Cruzeiro (44PG) estariam na Libertadores, ao lado do campeão, Inter (4º na luta pelo BR, com 41 PG, 1 J a menos), e do vencedor da Copa do Brasil, o Santos (6º, com 38 PG, 1J a menos). Mas se a Libertadores 2011 voltar a ter o G4 do BR-10, entraria o Botafogo (logo abaixo do colorado, 40 PG). Essa decisão não pode ficar pra última rodada! Continuar lendo “PontosCorridos.com.br”

Gylmar dos Santos Neves, 80 anos

O goleiro Gylmar dos Santos Neves – 80 anos neste 22 de agosto – foi campeão de tudo pela Seleção Brasileira e pelo Santos. E pediu bis. Só que antes também ganhou títulos pelo Corinthians (aliás, defendia o alvinegro quando foi campeão do mundo na Suécia, em 1958, inscrito com a camisa 3). No aniversário do grande goleiro, que começou no Jabaquara, lembro do livro Tributo a Gylmar, Matrix editora, de Marcelo Mello. Continuar lendo “Gylmar dos Santos Neves, 80 anos”

Saudosa Maloca

Pelo menos de acordo com o registro, neste 6 de agosto se comemora o centenário de nascimento de João Rubinato, o Adoniran Barbosa – 25 dias antes do Corinthians, do qual era o torcedor (o repertório de Adoniran tinha uma música sobre o seu amor ao Timão).

Há um recém-lançado CD Adoniran 100 Anos, com participação de Demônios da Garoa, Cauby Peixto, Arnaldo Antunes, Maria Alcina, Leci Brandão, Mart’nália, Quinteto em Branco e Preto, Fabiana Cozza, Zélia Duncan, Wanderléa, Dominguinhos, Jair Rodrigues, Cristina Buarque, Eduardo Gudin, Virgínia Rosa, Vânia Bastos, Markinhos Moura, Cida Moreira, Verônica Ferriani, Diogo Poços, Márcia Castro, Oswaldinho da Cuíca, Edgard Scandurra, Tetê Spindola, Thomas Roth, Passoca, Carlinhos Vergueiro, Laert Sarrumor, Ayrton Mugnaini Jr., Tobias da Vai Vai, Célia, Mateus Sartori, Milena, Paulo Neto e Maurício Pereira.

    Música e futebol, um caso de amor.

    Um dos assuntos mais procurados aqui no Fut Pop Clube são as músicas sobre futebol.
    Qual é a sua preferida? “A Taça do Mundo é Nossa”? “Pra Frente Brasil”, mais patriótica? “Camisa 10”, “Voa Canarinho”? Todas são legais, marcaram Copas importantes – não saem do meu tocador de MP3!-mas o namoro entre bola e violão tem muitos filhotes mais – centenas. Que o digam as pesquisas feitas por dois jornalistas, Assis Ângelo e Beto Xavier.
    O gremista Beto Xavier lançou em 2009  “Futebol no País da Música” (Panda Books). Fonte da série “Som da Copa”, exibida pelo jornal Hoje no aquecimento da Copa de 2006, Beto Xavier já foi entrevistado aqui no Fut Pop Clube. Na segunda parte da entrevista, Beto deu 11 dicas de músicas, cada uma de um estilo, numa série de “posts” com a “tag” Futebol em 11 Ritmos: tem samba, choro, marcha, bossa nova, frevo, baião, samba-rock, música instrumental, rock, balada e rap. Confira aqui!
    E o livro do jornalista Assis Ângelo, outro apaixonado por música, cultura e futebol do Brasil, “A Presença do Futebol na Música Popular Brasileira“, com prefácio do tricolor Ives Gandra Martins, tem um CD encartado, com duas músicas.

    LEIA TAMBÉM:

    Mestre Telê. Ademir Menezes. E o 13/10/1977. No cinema.

    Sábado de rodada dupla no campeonato, digo, Festival de Cinema de Futebol, o CineFoot (afinal, vale taça pros melhores filmes!), no Rio. Na preliminar, a partir de 18h30, sessão de autógrafos do livro “Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1”, do jornalista Paulo Guilherme. A partir de 19h, os curtas “Loucos de Futebol”, centrado na torcida do Fortaleza, e a animação “O Artilheiro”; mais o filme “23 Anos em 7 Segundos: o Fim do Jejum Corinthiano”, sobre a conquista do Paulistão de 1977 (o alvinegro de Parque São Jorge não ganhava o estadual desde 1954). Ninguém dormiu direito em São Paulo naquela noite de 13 de outubro, depois do gol de Basílio…
    No jogo de fundo, digo, na sessão das 21h, o CineFoot faz uma homenagem a Félix, goleiro do tri no México. Em seguida, passa os filmes “Um Artilheiro no Meu Coração” (sobre o goleador Ademir “Queixada” Marques de Menezes, ídolo de Sport, Vasco, Flu e Seleção) e “Telê Santana, Meio Século de Futebol-Arte”!

    O documentário sobre o Mestre Telê foi dirigido pelas jornalistas Ana Carla Portella e Danielle Rosa. Elas ouviram um time de craques como Raí, Zico, Marcelinho Carioca, Renato Gaúcho, Sócrates, Zetti, Muller, Palhinha, Ricardo Rocha, Leonardo, Careca, outros treinadores, jornalistas e até músicos (os são-paulinos Nando Reis e Dinho Ouro Preto). No site oficial de “Telê Santana: Meio Século de Futebol-Arte“, dá para ver trailers do doc.

    No Rio, o CineFoot rola no Unibanco Arteplex, em Botafogo. Grátis, mas é bom chegar com antecedência para garantir senha. Confira a programação completa no site do CineFoot. Abaixo, publico novamente meu texto sobre “Um Artilheiro no Meu Coração”, emocionante doc a respeito de Ademir Menezes, goleador de Sport, Vasco, Flu e Seleção nos anos 40 e 50.

    Poster do documentário sobre Ademir Menezes

    “Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”. A frase é do treinador Gentil Cardoso, que ao acertar com o Fluminense, pediu a contratação de Ademir Marques de Menezes (1922-1996), o Ademir Menezes, ou simplesmente Ademir, o “Queixada”, jogador do Vasco, o Expresso da Vitória nos anos 40. A frase de Gentil Cardoso é propositalmente repetida no documentário Um Artilheiro no Meu Coração, de Diego Trajano, Lucas Fitipaldi e Mellyna Reis. É um curta-metragem sobre Ademir Menezes, artilheiro isolado da Copa de 50, com 9 gols (num Mundial só, recorde não superado nem por Jairzinho ou Ronaldo). Voltando à frase de Gentil Cardoso sobre Ademir, contada no filme pelo comentarista Luiz Mendes: o ponta de lança (termo criado pelo mesmo Luiz Mendes) foi contratado, sim, pelo Fluminense. A peso de ouro. E sagrou-se campeão carioca em 1946 (um “supercampeonato” contra Fla, Bota e Mecão). Aliás, Ademir, foi campeão por onde passou. Tri pernambucano pelo Sport. Pela seleção carioca, 3 vezes brasileiro de seleções. 3 vezes campeão carioca , campeão sul-americano de clubes em 1948 pelo Vasco, para onde retornou depois da vitoriosa passagem pelo tricolor das Laranjeiras. Ademir também foi campeão pela Seleção Brasileira: em 49, Sul-Americano; em 52, Pan-Americano (há uma foto, do arquivo do jornal Última Hora/Folha Imagem, que mostra Ademir e Getúlio Vargas, com a taça desse Pan de 1952 – vi no jornal Valor, caderno Eu&, 15/01/2010). Só não foi campeão do mundo. E o rótulo de vice em 1950 magoava o artilheiro, como mostra o documentário.Um Artilheiro no Meu Coração fala ainda do clube de bairro que revelou Ademir Menezes para o Sport Recife: o Centro Esportivo de Pina. Traz depoimentos de jornalistas pernambucanos, cariocas, Evaristo Macedo, Roberto Dinamite…

    O trio de diretores festeja o prêmio Cristina Tavares

    Uma linda crônica de Armando Nogueira, publicada em O Globo, em 1987, emprestou o nome ao documentário, vencedor do prêmio Cristina Tavares na categoria documentário, em 2008, e do prêmio especial do Júri Oficial do Cine PE, em 2009, na categoria vídeo digital. O documentário – que nesta primeira versão tem 24 minutos – inclui entrevistas em dias de jogo na Ilha do Retiro e São Januário. E a conclusão lamentável: hoje em dia, o nome de Ademir Menezes (ou seu apelido Queixada) não é conhecido por torcedores de Vasco e Sport – pelo menos entre os entrevistados que aparecem no vídeo. Ficou interessado no documentário Um Artilheiro no Meu Coração? Os interessados podem escrever para um dos diretores, Diego Trajano. E-mail: dtrajano@hotmail.com
    Galeria de fotos no Flickr.

    Programão: dia de jogo

    Tem novidade “nas bancas”, ou melhor, nas bilheterias e demais setores dos estádios paulistas…

    Programas oficiais de dias de jogos (match day) são comuns no exterior. E agora uma mesma empresa, a G8 Sport, edita as revistas de dias de jogos em casa dos 4 grandes clubes paulistas, distribuídas “na faixa” nos estádios.
    O número 3 de “Preleção”, do São Paulo, destaca o jogo de volta das quartas da Libertadores, entre o tricolor e o Cruzeiro.
    Já a nova edição do Match Day do Santos aborda o desafio do Peixe na Vila, que tem que devolver a vitória gremista para seguir na Copa do Brasil.
    E o Match Day/Programa Oficial do Corinthians já vai para o número 16, destacando o jogo do centenário alvinegro contra o Flu agora do Muricy, domingo, no Pacaembu.

    Tomara que esses programas oficiais dos dias de jogo tenham chegado para ficar.

    Que essa “ola” pegue em vários dos nossos estádios.

    Pacaembu, 70 anos de classe

    Capa do livro do professor João Fernando Ferreira

    Celebramos os 70 anos do Pacaembu, onde o Santos venceu o Santo André no primeiro jogão da final do Paulista 2010 (3×2, decisão muito mais disputada do que se esperava) e no próximo domingo deve sacramentar o título. O estádio municipal Paulo Machado de Carvalho foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença de Getúlio Vargas (ditador, no período do Estado Novo, 37-45), Adhemar de Barros (interventor federal em SP) e Prestes Maia (prefeito), mas a bola só rolou no dia seguinte. Rodada dupla. O Palmeiras ainda se chamava Palestra Itália. Na primeira partida, goleou o Coritiba, então campeão paranaense, por 6×2. Mas coube ao ponta Zequinha, do Coxa, a honra de marcar o 1º gol do estádio. A partida de fundo reuniu os campeões paulistas e mineiros: Corinthians 4×2 Atlético. São informações que estão no livro “A Construção do Pacaembu”, de João Fernando Ferreira (mestre em História que pesquisa futebol), lançado na Coleção São Paulo no Bolso da editora Paz e Terra. O pocket-book do professor contextualiza o nascimento do Pacaembu na história do futebol na cidade de São Paulo, com jesuítas, Charles Miller, clubes de elite x clubes populares, amadorismo x profissionalismo, uso do esporte por políticos. Para chegar à rodada dupla que inaugurou o estádio municipal. João Fernando Ferreira também dedica algumas páginas à estreia no São Paulo de Leônidas da Silva, o diamante negro, homem de borracha da Copa de 38. Foi num Majestoso contra o Corinthians, em 1942, que terminou em 3×3 e tem até hoje o recorde de público do Pacaembu: 72.018 pagantes. E olha que no lugar do horroroso tobogã de hoje, havia uma lindíssima concha acústica. No texto Pacaembu, 70 anos de emoção,  o blog Memória EC, de Marcelo Monteiro, lista os 6 jogos da Copa de 50 que o Pacaembu recebeu. E reproduz excelente reportagem do Esporte Espetacular sobre o jogaço entre Santos e Palmeiras, no Rio-São Paulo de 1958, e com suas três reviravoltas no placar, fez com que cinco torcedores sofressem infartos. Palmeiras saiu na frente, Santos virou, chegou a vencer por 5×2, Palmeiras virou para 6×5, mas o Peixe virou de novo. Santos 7×6 Palmeiras.